Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

Privatizar a "Águas de Portugal" (AdP) ou privatizar a água ? por Luis Moreira

 

 

 

 

A comunicação social contribui para a desinformação, não só neste domínio mas também em outros, na maioria. Vejam o que diz o Prof João de Quinhones Levy, empresário e professor universitário:

 

"A privatização da Águas de Portugal está uma vez mais em cima da mesa e uma vez mais a discussão sobre a pertinência da sua venda está a derrapar para o campo político e mesmo sentimental, como a sua venda se traduzisse por entregar aquíferos e linhas de água às mãos dos privados, em vez da venda de um serviço....salientando apenas os aspectos positivos da sua atuação (elevada percentagem da população servida) e escamoteando todos os demais...e o incremento dos valores das tarifas- em alta, fruto de práticas megalómanas e despesistas"

 

Claro que a água não se privatiza, depende da chuva, da capacidade de recolha e captação, armazenagem, evaporação, consumo, desperdicio...são tão vastas as variáveis e é tão elevada a sua importância para a vida que o melhor mesmo é pensar que a água é de todos e de ninguém.Por isso todos os que têm responsabilidades nesta área são bem mais comedidos, querem melhorar a sua gestão. Em alta, na captação,tratamento e armazenamento e  em baixa na sua distribuição.

 

O autor explica as diversas formas que podem ser usadas para a privatização da empresa que fornece o serviço numa visão a curto prazo e numa visão a médio e longo prazo. O estado encaixa mais ou menos dinheiro ou, dinamiza as empresas a nível local e regional conforme a decisão.

 

E discute-se esta questão em todo o mundo porquê? Porque já não há dúvida que a água vai ser cada vez mais escassa e que Portugal vai ser no futuro mais ou menos próximo uma das vítimas da falta de água. Há que encontrar as melhores soluções para a gestão da água, diminuir o desperdício ( que anda pelos 60% na fase da distribuição), encontrar um preço justo conforme se trata para consumo humano ou para lavar carros..

 

Tudo tem que ser discutido, analisado, para mudar para melhor. É essa a questão!

 

PS: para além da água a "Águas de Portugal" tem mais duas dezenas de empresas, do lixo às energias.Com 5847 colaboradores, 6.4 milhões de pessoas abrangidas no tratamento e valorização de resíduos, 8 milhões de pessoas abrangidas no abastecimento de água e 8.22 milhões de pessoas abrangidas no saneamento de águas residuais.

 

E participa em 42 empresas duas das quais no estrangeiro (à custa da falência de dezenas de PMEs, a ideia inicial era a criação de um cluster que falhou em toda a linha, tendo a AdP tomado todo o negócio).

 

Tudo isto tem que ser revisto porque este gigantismo não é eficaz e não assegura as melhores práticas de gestão.Trata-se de mais um monopólio estatal, sem concorrência.

 

 

publicado por Luis Moreira às 13:00
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - 18 de Abril de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Água: Cultura e Património

 

 

A actividade humana relacionada com a água tem dado origem a um vasto universo patrimonial, incluindo elementos tão diversificados como as paisagens litorais, fluviais e subaquáticas, o património náutico, o património arquitectónico e arqueológico, o património industrial, não esquecendo a sua importância enquanto fonte de inspiração nas mais diferentes áreas de produção cultural (pintura, escultura, literatura, etc.).

 

O tema escolhido para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios de 2011 constitui uma excelente oportunidade de reflexão sobre este património, cujo valor deve ser reconhecido por todos.

 

O acesso do público à vasta maioria das actividades é gratuito.

 

PROGRAMA

 

 

Informações gerais: 213 614 336 – IGESPAR/DIED

 

Informações para a comunicação social: 916 895 218 – Maria Resende, Gabinete de Comunicação

 

publicado por João Machado às 09:00

editado por Luis Moreira às 14:07
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Dia das Beiras - Castelo Novo

Manuela Justino

 

Há lugares que têm alma e neles perdura um sentido de imortalidade conferido pela duração das nossas vidas. É como se na poesia da sua natureza e no deslumbramento da sua arquitectura, nos contassem vivências, segredos e tradições que nos antecedem, acompanham e continuam.

 

Castelo Novo é esse lugar, essa aldeia Histórica, como poucas, que conseguem

reunir, a força da pedra, na sua majestade, no seu esplendor, na sua monumentalidade e aqui e ali, ouvem-se os acordes dos Sopros e Água, Fontes e Chafarizes de  exemplo que não sufocam os seus segredos numa secura como a maior parte dos Chafarizes de Portugal. Aqui os Chafarizes oferecem com dignidade as sua águas magnificas a “quem passa enquanto para” e já dizia o poeta:

 

“O que importa é a paragem, não a passagem ou o privilégio que sempre tem sido seu, de parar enquanto passa, de passar enquanto pára” (David Mourão - Ferreira).

 

 

 

Assim, fontes e chafarizes, e seus espaços, têm aqui uma outra dimensão, contrariando um destino de esquecido silêncio, oferecendo água pura para beber a “quem passa enquanto pára”.

 

Fontes e chafarizes, lugares de eleição que a poesia imortalizou e que o granito fez perdurar, reerguem-se em Castelo Novo, valorizados, com a sua beleza e vitalidade, com renovada certeza da sua imortalidade histórica e com tantas histórias para contar.

 

Do Castelo o nosso olhar perde-se no horizonte e convida a uma paz, a uma serenidade a um bem estar que não se pode descrever, tem que se viver.

 

Castelo Novo mostra todos os seus espaços com orgulho, com majestosa tranquilidade e aqui sente-se orgulho de ser português.

publicado por siuljeronimo às 04:00

editado por Luis Moreira às 03:09
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Sábado, 15 de Maio de 2010

Coreografia de água

Luís Rocha


Estou sentado no banco de um jardim Municipal, que localmente se designa por “parque da cidade”.

Ainda é cedo e poucas pessoas passeiam pelo jardim. Apenas se ouve o chilrear dos pássaros e sente-se o conforto do silêncio.

Vejo o colorido das flores, as árvores e sinto o cheiro a fresco. O que atrai a minha atenção, até pela calma que transmite, são vários repuxos de água que no máximo do seu esplendor fazem um quadrado, com uma área quase idêntica à de um palco de teatro.

Os repuxos sobem e descem numa coreografia perfeita, em forma alternada ou conjunta, com mais ou menos exuberância que se manifesta na altura que alcançam, numa dança de água desafiante e ao mesmo tempo calma.

De vez em quando surge uma nuvem de água, como um fumo que envolve os bailarinos (repuxos) na fantasia da sua dança.

O fumo vai desvanecendo lentamente, os bailarinos param por momentos e vão surgindo como estátuas vivas à medida que se levanta o nevoeiro.

De seguida e também lentamente os bailarinos retomam a sua dança à espera de nova nuvem envolvente que quase os esconde, como a querer sufocá-los.

Por cima daquela névoa vão aparecendo um, dois e depois três repuxos, como que a gritar pela sua “liberdade”, ou será que os seus saltos mais altos, que vão contagiando os outros bailarinos, são o regozijo do aconchego e abraço daquela nuvem que vem e logo vai!
publicado por siuljeronimo às 13:00
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