Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Manoel de Oliveira em dia de eleições - por Ethel Feldman

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Mudança de estado civil provoca nova forma de identificação. A contragosto, o meu bilhete de identidade passou a ser cartão do cidadão. Confesso que senti-me a fazer parte do 'Fahrenheit 9/11', mas antes que comentem que exagero, arrumo os papéis e aceito fazer parte integrante do sistema.

 

Votei durante vários anos sempre na mesma mesa de voto. Nem quando mudei de casa avisei. A mesa era aquela. Com o cartão do cidadão lá fui eu parar a outra freguesia.

 

A caminho da nova mesa de voto, ligo o rádio. Apanho o fim da conversa. Manoel de Oliveira no programa 'Gente que Conta', neste domingo de eleições.

 

O que ouvi aliviou a minha birra contra as regras instituídas. Disse o cineasta:

 

- Não me sinto realizado, estou a realizar-me...

 

O liceu estava às moscas, a mesa de voto idem. Aposto que a igreja ao lado, tinha mais pessoas a assistirem a missa do meio-dia. No café, a fila de espera era enorme. Será que já tinham votado?

 

Neste dia que agora termina, Rui Rio comenta que Cavaco nasceu pobre, Manuel Alegre nasceu quase nobre. O primeiro é como a formiga, trabalhadora, o segundo "nunca deve ter tido um trabalho que pegasse às 9hs e saísse às 18hs", por isso o Cavaco ganha e o Manuel sofre a derrota!

 

Pois se a opção de voto fosse pelo critério da fábula, eu votava na cigarra e no cineasta.

 

 

publicado por Carlos Loures às 10:00
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4 comentários:
De augusta clara a 24 de Janeiro de 2011
Eu sempre votei na cigarra. Porque não? De trabalhar já todos sabemos que temos.
De ethel feldman a 24 de Janeiro de 2011
Apoiado!
De José Magalhães a 24 de Janeiro de 2011
Isto é uma chatice.
Desde pequenino que me "obrigaram" a pensar que a formiga tem valor e a cigarra pouco ou nenhum. Ainda não me consegui libertar disso. Defeitos de uma educação rígida e retrógrada, por certo.
Pois "penso eu de que" com o critério da fábula eu nunca votaria nesta cigarra (muito embora pudesse haver cigarras em que eu aceitasse pensar em votar), mas votaria muitas vezes no cineasta.
Abraço :o)
De ethel feldman a 24 de Janeiro de 2011
vota na cigarra enquanto ela canta, Zé. Uma cigarra sem nome, somente a cigarra.
Beijinho

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