Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

NÓTULA SOBRE A PSEUDO-ARQUITECTURA DE ROBERT ADAM,

por José de Brito Guerreiro

 

 

 

Robert Adam

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Robert Adam

 

 

 

 

Robert Adam é um arquitecto  contemporâneo que faz projectos “tradicionais”. Ataca a        abordagem Modernista à arquitectura, que vê como auto-indulgência por parte do arquitecto e como  algo estranho para a maioria dos cidadãos comuns. Sugere que se cria um fosso entre os seus criadores  e o público, e que é prejudicial para o seu meio envolvente.

 

 

Em vez disso, Robert Adam defende uma abordagem baseada na tradição, que vê como intimamente  conectada com o ‘novo’. Explica como as tradições são criadas e salienta esse aspecto.

 

Robert Adam vê a arquitectura como parte da nossa cultura tradicional, e argumenta que em vez de ser  arruinada, a tradição deve ser usada para criar algo novo. Acredita que o desenho tradicional pode ser original, criativo e pode até mesmo inventar novas tradições.

 

Contudo, a arquitectura deve reflectir a sociedade, o contexto e as vivências contemporâneas. Deve ser um espelho da época em que é concebida.

 

 

Robert Adam - 2008

 

 

A obra projectada e escrita por Robert Adam evidencia um total desrespeito pela evolução e pelas  conquistas da arquitectura ao longo dos tempos.

 

A arquitectura não deve ser dúbia e iludir o público na sua leitura, não deve ter a veleidade de  aparentar ser de uma época que não é.

 

A obra deste arquitecto é um estéril decalque, é absurda, anacrónica e obsoleta.

 

Como escreveu Pessoa, «O poeta é um fingidor», mas o arquitecto não deve sê-lo.

 

 

 

 

 

 

Le Corbusier 1928 - 1931

 

Le Corbusier

 

 

 

 

 

 

Frank Lloyd Wright 1935 - 1939

 

 

 

«Lembro-me do contacto que tive com Le Corbusier, e o mais importante foi o dia em que ele me disse: Arquitectura é inovação... E isso depois eu compreendi lendo diversos livros... Quando eu li o poeta francês, não me lembro do nome agora (Baudelaire), ele dizia que a invenção, o espanto, é a característica principal da obra de arte. De modo que, em minha arquitectura, o que eu faço é ter como preocupação inicial que seja diferente, é que o povo pare, surpreso de ver uma coisa nova.»

 

Óscar Niemeyer in A Vida é um Sopro, 2007

publicado por João Machado às 16:00
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1 comentário:
De Luis Moreira a 10 de Janeiro de 2011
Muito bom e original. A "casa do rio" de Frank Loyd Wright é de uma beleza e originalidade raras.Espantosa a forma como usa a água de um ribeiro,colocando a casa a flutuar . Parabéns!

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