Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Mãe - por Adão Cruz

 

 

 

Texto e ilustração por Adão Cruz

 

 

 

 


 

Tento fechar os olhos com força para ver no escuro a luz dos teus dedos e das rosas e o afago e a carícia e o olhar que a vida não tem.

 

Tento à luz deste vento carregado de todos os espaços e luzes não ter olhos de ouvir outra voz e de ver o som da água no reino da sede e dos musgos.

 

Talvez eu sinta ainda o tojo agreste da encosta do outeiro tão longe tão distante tão verdadeiro como o cristal dos teus olhos.

 

Talvez quem sabe eu sinta ainda a verdade-mentira do sopro de Deus aos predadores da razão.

 

Na fluidez desta manhã quero sentir o silêncio de tudo a liberdade das pálpebras cerradas sofrendo-sonhando tempos de nuvens densas de amor sem voz e sem face.

 

Quero dormir esse rosto engelhado de luz a palha centeia do teu regaço as tuas mãos brancas de seda enrugada.

 

Quero ser o perfume das rosas que te iludem e ainda prendes entre os dedos...mãe!

publicado por João Machado às 23:55

editado por Luis Moreira às 22:22
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8 comentários:
De ethel feldman a 10 de Janeiro de 2011
obrigada, Adão. bonito, bonito. beijo
Ethel
De ethel feldman a 10 de Janeiro de 2011
Entre nós, Adão. Um dia em 2007, em Outubro escrevi assim:

minha mãe inventou um sol a nascer num compasso binário. canta feliz e diz que a tarde só existe para acompanhar o fim da manhã. inventa a hora todos os dias. sempre prosa, minha mãe Rosa encanta o presente.
De augusta clara a 10 de Janeiro de 2011
Hoje sou eu que te mando um beijo, Adão. Sem mais nada.
De adão ctuz a 10 de Janeiro de 2011
Lindas meninas, um beijo a sério
De ethel feldman a 10 de Janeiro de 2011
Como é Augusta, partilhamos o beijo do Adão? Não sei se me apetece partilhar assim, mas como é só que ele manda aceito :-(
De augusta clara a 10 de Janeiro de 2011
Claro, Ethel , como aquilo não é nada a sério, pode-se partilhar à vontade. Ele anda a abastardar a minha classificação.
De ethel feldman a 10 de Janeiro de 2011
Então primeiro recebemos o beijo, depois abastardado que fica, devolvemos.
De Andreia Dias a 10 de Janeiro de 2011
Mãe é Mãe... e a nossa... um beijinho!

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