Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

(Comentário deslocado do devido lugar, ao texto da Carla "à despedida".

Adão Cruz


O Tempo caminho da razão no ventre das horas vazias, o sonho de não serem horas todas as horas sem tempo.

O tempo uma sinfonia de sonhos nascidos entre as asas e os dedos, pintando as cores da razão por entre sombras e medos.

O tempo a força do abrigo das mãos dadas com a haste frágil do trigo, caminho incerto sobre abismos de gestos e palavras sem regresso.

O tempo prisão de chegadas e partidas sem horas de liberdade, um poema crucificado nos labirintos da verdade.

O tempo uma guitarra chorando nos dedos da Primavera, um beijo sempre à espera entre os lábios do Verão.

O tempo horas de tudo e de nada na inquietude da mente, a liberdade acorrentada entre as velas e o vento.

O tempo uma paveia de esperanças nos braços da ilusão, um poema abandonado entre o sonho e a razão.
publicado por Carlos Loures às 11:00
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30 comentários:
De Luis Moreira a 10 de Novembro de 2010
Só a Carla é que cria figuras como a Fatinha e o velho apaixonado, fala no tempo como se fosse uma despedida à porta de um café e dá origem a um texto tão bonito como esse aí do Adão.
De adao cruz a 10 de Novembro de 2010
Obrigado Luis, pelos estímulos que tão agradavelmente nos tocam
De carla a 10 de Novembro de 2010
Obrigada, Luís, pelos comentários sempre atentos e generosos.
E obrigada, Adão, por este belo poema, que na sua reflexão sobre o tempo vai muito, muito além do meu texto
De paxiano a 10 de Novembro de 2010
Na verdade é um poema que voa no tempo tão sem tempo. Belo poema.

paxiano
De augusta.clara a 10 de Novembro de 2010
Ainda bem que este texto saíu porque eu também tenho um comentário deslocado ao texto da Carla. E o que eu te queria dizer ontem e não disse, Carla, é que, por muito que a capacidade de criação seja uma riqueza, por muito que a liberdade de expressão seja um valor primordial a defender a todo o custo, há textos que são assassinos, não compensam o nosso orgulho em escrevê-los: este teu e A Minha História. Hoje odeio-me por tê-la escrito.
Com toda a amizade.
De carla a 10 de Novembro de 2010
Augusta, tens de explicar-me isso melhor.
Um beijinho
De Eva cruz a 10 de Novembro de 2010
O poema é muito bonito. Já conhecia. Desconhecido era o quadro que deslumbrou o Orlando. Ele diz que o compra se lhe fizeres um bom preço.
De augusta.clara a 10 de Novembro de 2010
Carla, espero que tenhas ficado a perceber pelo mail. Um beijinho
De augusta.clara a 10 de Novembro de 2010
Vá, Adão, põe a leilão :) Eu gosto muito é dum que está em Espanha e já não há nada a fazer.
De adao cruz a 10 de Novembro de 2010
Este também está em Espanha, em Ourense.

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