Domingo, 26 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (34)

(Continuação)

Como eles, e para nossa sorte, os candidatos para Assistentes começaram a aparecer. Cumpridores da lei, o primeiro foi para Assistente, um madeirense, já doutorado na Alemanha O Doutor Jorge Freitas Branco, muito fiel, percebi depois e excelente educador e escritor.

É das pessoas que passam a vida toda na nossa instituição. A sua tese foi passada na Alemanha, língua que eu pouco entendia, mas podia ler. No entanto, por ser da Universidade Johannes Guttenberg em Meinz, Alemanha Federal nos 80 . A tese foi defendida e aprovada em l984 após a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha, época na qual eu manifestara no curso da noite: “Eu já nem sei porque estou cá. Os socialismos são derrubados e eu continuo com a minha persistência de ser Socialista à Babeuf, à Marechal, à Philippo Buonarotti , especialmente, à Marx. A Alemanha tinha passado a ser um Estado do Partido Social Democrata que, após tanto sofrimento pela sua partição entre a República Soviética da Alemanha de Leste e a denominada livre da Alemanha Ocidental”.

Sem comentários, apenas dizer que continuo a ser Socialista à Marx e usar o Materialismo Histórico nas minhas análises da realidade social, é dizer, a dialéctica de Hegel transformada por Marx em pesquisa Materialista da História, frases usadas antes neste texto. Jorge Freitas Branco, ofereceu-me a sua tese traduzida ao português, na qual é possível ler que tinha-se formado em Antropologia, ou melhor, em Etnologia, no Instituto de Ciências Antropológicas e Etnológicas, Universidade Técnica de Lisboa, Portugal, em 1977. A seguir foi a Meinz, Universidade da Cátedra Richard Thurnwald , oferecida a mim em 1984, o que eu amavelmente recusei. Já estava no ISCTE! O texto de Jorge Freitas Branco, um dos vários que hoje tem – é, como eu, um viciado na escrita -, define-se como Etnólogo A Universidade de Coimbra outorgou a equivalência ao seu grau de Doutor em 1984, mas persistiu em ficar como Assistente. Foi em 1983 que começou a trabalhar connosco e apenas em 1986, aceitou ser promovido a Professor Auxiliar e fez agregação nesse mesmo ano. O facto de ser Doutor pela Alemanha, explica que, ao ser entrevistado por nós, ele não queria ficar como professor Auxiliar, porque ainda não era Doutor por Portugal. No entanto, eu lutei imenso para ser reconhecido como tal, o que ele agradeceu com simpatia e visitas eternas à minha casa da Parede, vizinha a Oeiras, onde tem morado. O livro tem uma dedicatória escrita a mão, que eu tenho agradecido para sempre, pela simpatia e pelo teor da dedicatória.

Aliás, acompanhou a minha doença e recuperação do cancro que me ia matando, com visitas e telefonemas, mais um agradecimento! Após ter passado por cargos políticos na Madeira, sem nunca abandonar a sua dedicação ao ensino dentro da minha equipa do ISCTE e, a seguir, na sua Optativa América Latina e a sua independência ao ser transferido por mim para Antropologia Política do 4º ano da nossa Licenciatura, como refere o seu currículo e como eu lembro. Antes de trabalhar connosco, tinha sido parte do Governo Regional da Madeira, como Técnico Superior de 1ª classe – enquanto lá residida e ensinava na Universidade de La Laguna, todo o que aconteceu entre 1978 e1983. Cansado já de tanto trabalho político, concorreu para trabalhar connosco em 1984. Na sua forma directa de referir factos, breve e cheia de conteúdo, advertiu que aceitava ficar no ISCTE, mas que devia ir à Madeira durante vários períodos do ano, o que foi aceite por nós perante a sua não apenas honestidade, bem como essa conveniência para a nossa pessoas com experiência política na nossa Licenciatura . Uma das sua actividades mais importantes, tem sido a de consolidar e participar no Centro Manuel Viegas Guerreiro, ou Centro de Tradições Populares Portuguesas Professor Manuel Viegas Guerreiro, na Universidade de Lisboa, o que o situa como colaborador do nosso ilustre Antropólogo. entre 1993 e 1996, ano da morte de Manuel Viegas. Aliás, o nosso Professor colaborou na continuidade da Revista Lusitânia, fundada pelo Doutor Leite, continuada pelo o nosso amigo e velho Professor Manuel Viegas, com a colaboração minha durante um tempo, e a mais permanente de Jorge Freitas Branco



Vamos deixar em paz ao nosso sabido docente, apenas com uma insistência sobre a sua imensas bibliografia . Bem como dizer fora eleito para o cargo de alta responsabilidade da Presidência do Nosso Conselho Científico, reuniões temidas por nós antes, por demorarem entre 4 e 5 horas, mas com o nosso disciplinado Doutor, começavam e acabavam a hora certa: duas horas e nem mais! Reuniões expeditas, sem preâmbulos nem discursos: pão, pão; vinho, vinho.


Lembrar um docente, a associação com outro aparece de imediato. A leitura passa a ser pesada se não encurto o relato, para mim, interessante e, espero, justo para os narrados. Cristiana David Lage Bastos, apresentou-se como candidata para essa imensa matéria que leccionava: Introdução à Antropologia Social, para Antropólogos e Sociólogos, cadeira comum da qual nunca quisera participar a Licenciatura de Gestão. Cristiana Bastos ensinava bem , mas em breve, quis se transferir ao ICS para trabalhar com os membros do Instituto, especialmente com João de Pina e Cabral. Era a docente que eu pretendia para uma aventura: ensinar Antropologia Médica, sabia imenso da matéria e hoje em dia, é nesta área do saber que ela trabalha. Não aconteceu connosco, falou comigo, levei o caso ao Conselho de Departamento, éramos já 10, e foi-me dito que ela devia repor em dinheiro os anos passados no ISCTE, o que me parecia raro e injusto. Solicitei um Convénio entre ela e o Departamento: todo o que fizer em texto doravante, seria para o Departamento. Começamos logo: solicitou-me orientar a sua tese de Mestrado pelo ISCTE e a sua dívida foi perdoada.

Acabada a tese, examinada e aprovada, a sua dívida ficou saldada. Cristiana Bastos está referida em . A tese foi defendida na Universidade Nova por causa do nosso Departamento não ter ainda licença para outorgar pós graduações, mas na tese constava que era para o ISCTE, Licenciatura de Antropologia, em 1987 e nós apenas começamos a outorgar pós graduações a partir de 1990, quando o ISCTE era uma universidade no incluída entre as Universidades Portuguesas, mas tinha sítio no Conselho de Reitores- o CRUP. A tese não foi apenas orientada por mim, bem como era o meu método, percorri com ela o Alto Barrocal Algarvio, sítio para a sua pesquisa. Foi a nossa Assistente entre 1983 e 1990, pelo concurso ganho por ela. A tese foi examinada antes desse Abril de 1990, quando o Departamento já podia outorgar pós-graduações. O seu currículo, bem impressionante, está referido em nota de rodapé .Texto referido e recenseado na nota de rodapé a seguir a anterior .


Notas:
 
Todos eles referidos na Introdução deste texto



Thunwarld está referido no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Richard+Thurnwald&spell=1 , especialmente na página web: http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Thurnwald , que refere: Richard Thurnwald (1869 - 1954) foi um antropólogo e sociólogo alemão. Fundador da Revista de Psicologia e Sociologia dos Povos, seus estudos seguem a escola funcionalista. Destacou-se na área dos estudos comparativos das instituições sociais. Suas obras foram: Negros e brancos no leste da África (1935), Estrutura e sentido da etnologia (1948).Fica para o leitor procurar mais referências ao activar os sítios net, citações em azul ou vermelhão, quando, eu, sem dar por isso, pressiono a baixada do texto!.

O texto oferecido a mim , foi publicado em 1987, pela Publicações Dom Quixote, e o título indica o conteúdo: Camponeses da Madeira. As bases Materiais do quoridiano no Arquipiélago (1750-!900), definida pela editora como uma monografia etnológica, que revela as dotes de historiador e geógrafo do nosso colega, conhecimento que lhe têm permitido trabalhar com os Historiadores do ISCTE, especialmente coma Doutora Luisa Tiago de Oliveira. Têm escrito vários livros em conjunto. Jorge Freitas Branco, presidiu o Conselho Científico do ISCTE, a substituir a Lurdes Rodrigues, transferida pelo o seu partido socialista para Ministra da Educação. Governou o CC durante quatro anos, entre 2002 e 2006. Está referido em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Jorge+Freitas+Branco&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente na página web: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992 , no qual aparece um impressionante currículo.


No seu currículo aparece as suas linhas de investigação:


Instituto de Etnomusicologia -Centro de Estudos de Música e Dança


Linhas de Investigação


Jun/2007-Actual- Etnomusicologia e Estudos em Cultura Popular


Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa


Out/1996-Actual Departamento de Antropologia


Linhas de investigação»Research fields:


- Culturas do laicismo


Jan/1986-Actual Departamento de Antropologia Linhas de investigação»Research fields:


- Cultura material e culturas técnicas


Mai/1996-Mai/2004 Unidade de investigação DepANT


Linhas de investigação»Research fields:


- Motorização da sociedade -


Etnografias, culturas populares e modernidade em Portugal


Retirado da página web: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992

Para saber mias, visite todo o sítio: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992


Cristiana Bastos está referidas no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Cristiana+Bastos&spell=1 especialmente o seu texto de Mestrado, já livro: Os Montes do Nordeste Algarvio, Editorial Cosmos, Lisboa,1993


Cristiana David Lage Bastos, CV: http://www.ics.ul.pt/corpocientifico/cristianabastos/cvbastos2005.pdf


Cristiana Bastos tem-se transformado em uma lutadora contra a SIDA, balbuciado na sua tese dos Montes Algarvios, começo dessa sua luta que, no meu ver é louvável e de grande esforço, como é referido em: https://www.ics.ul.pt/rd/person/ppgeral.do?idpessoa=25 Uma recensão aparece em: http://216.239.59.104/search?q=cache:Qr_zWnSQ9tsJ:www.culturgest.pt/docs/hc11032005.pdf+Cristiana+Bastos+Os+Montes+do+Nordeste+Algarvio&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=5&gl=pt


(Continua)
publicado por Carlos Loures às 15:00
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