Domingo, 21 de Novembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (5)

CAPÍTULO I


ALLENDE NAS MINHAS TERRAS


O meu Senhor Pai e eu, sempre tivemos o que eu denominaria alegrias no lar, não Alegrias do Lar , inevitáveis flores, que, pela estética que causam, gosto de cultivar. Ou, metaforicamente falando, até tínhamos Alegrias do Lar entre ele e eu, como entre todos nós, dentro e fora de casa. Era habitual sairmos de carro desde a nossa quinta ao pé do mar, aos Domingos, ir até a cidade a percorrer a estrada que limitava com o Oceano denominado Pacífico, esse permanente furacão sempre a entrar com as suas imensas vagas, nas nossas casas ou dentro da terra, ao longo da imensa costa desse o meu país chamado Chile.

Ou, como diz Isabel Allende, desse nosso País Inventado !E, inventado como era, inventávamos também terramotos e catástrofes ou acidentes à acontecer, aos que guiavam carros pela outra via da estrada do pé do mar. Éramos muitos, o carro era imenso, lá íamos os seis de nós, os pais e o meu cão. Mais vezes das necessárias, fazíamos sinais aos condutores de contramão para avisar que levavam um pneu furado, ou que as luzes estavam acesas nos tempos que não era obrigatório liga-las de dia, para advertir aos outros que nós também íamos pela via, como hoje se faz com as luzes dos faróis baixos. Ou, era imperdoável não parar num sítio de Concón e comer ou ostras, ameixas ou os eternos ouriços chilenos, de línguas muito impressionante pela sua largura e forte sabor a iodo, sabor que precisava de sumo de limão essa fruta tão consumida no Chile nas saladas, nos mariscos, até nas carnes assadas e guisados com arroz.

Nunca fui capaz de me habituar ao vinagre consumido na Europa. Tenho ensinado a todos que uma salada o não o é, se não for com limão, e eles passam a gostar e usar o citrino sumo. Sumos que até faz calor nos nossos corpos. Mal parávamos, percorríamos uma aldeia ou outra, o alguma vila desses cantos do país, a pé, enquanto o meu Senhor Pai ia apertando as campainhas das casas ou tocando nas portas como alguém que quer entrar, sem intenção nenhuma do fazer; tínhamos que fugir e nos esconder num canto à socapa dos proprietários ou empregados que abriam as portas. Eram Domingos alegres, simples, de risos e brincadeiras, acontecimentos que punham a nossa Senhora Mãe, à beira de um ataque de nervos, como diria Pedro Almodóvar no título de um dos seus filmes .O que lembro, quer no texto, quer em nota de rodapé, era o nosso louro da vida, a nossa vida feliz, a nossa vida recíproca, a nossa vida à patrão, que escraviza aos outros, para tirar lucros para se divertir num Domingo qualquer, como diría Oliver Stone , ou durante toda a semana. Era uma vida alegre, com música denominada clássica, danças de Andaluzia, essas Sevilhanas palmeada por uma das minhas irmãs, danças de ballet, representadas por outra das minhas irmãs, peças de teatro representadas por nós para entreter a esse imenso operariado, a laborar para nós, para nós comer, viajar, e nos divertir. Na terras imensas do nosso Senhor Pai, no Sul do Chile, tínhamos inquilinos Picunche, um dos quais foi-me entregue para me levar ao colo mal eu estiver cansado, baloiçar-me no meu próprio, particular e individual baloiço, ou tratar do meu cavalo quando eu o quiser montar: o cavalo devia estar sempre preparado, nunca se sabia qual podia ser o meu humor ou capricho: mimado e com ampla liberdade para escolher o que me apetecer, eram esse inquilino e a minha Nana ou empregada doméstica, parte da servidão escolhida só para mim, os que deviam organizar o paraíso da minha vida. Tal e qual, aos meus irmãos e irmãs. Às tantas, a nossa Senhora Avô saia a cavalo, vestida de roupão, com sela senhora para montar, a usar uma fusta ou huasco, em Mapudungúm na mão, para chicotar, ou ao cavalo, ou aos camponeses inquilinos conforme para onde o vento soprar, no seu comportamento patronal.

Linda vida parece, no é verdade, senhor leitor? Linda vida que sentia-se ameaçada pelas ideias do, já Senador e Ministro da Saúde, o médico e político Dr. Salvador Allende Gossens . Linda vida, essa, que, um dia, para mim, acabou. Esse acabamento, essa minha mudança, deve ter acontecido ao reparar, com clara e destemida consciência de que usar o látego contra seres humanos, era crime de lesa lesão. Crime para quem empunha o látego, lesa lesão para quem recebe um imerecido castigo. Foi o comportamento dos meus genitores, queridos por mim e que divertiam-me imenso com as histórias narradas mais acima, essa conduta, mudou, sem saber eu, as minhas ideias. Como era possível que seres tão simpáticos e gentis, puderem tratar assim a pessoas mis companheiras, meus amigos de jogo, meus parceiros de brincadeiras! Essa contradição revoltou-me. Ainda mais, tinha sido ensinado a tratar por si às pessoas maiores, a minha família e tu apenas entre iguais dentro do lar: irmãos, primos, amigos da minha classe social! A minha família não tinha reparado que as palavras eram conceitos activos, com conteúdo de comportamento cultural. As palavras são acções. Palavras que nem tudo o vento levou Palavras gravadas no nosso ser, pensamento e actividades. A referida contradição era causada pela minha entranhável amizade tecida entre mim e o meu dito escravo. Com ele e os seus irmão, comportava-me como um roto, conceito usado também entre os chilenos. Conceito usado pela minha família ao se referir a mim, ser humano a defender aos ditos rotos e advogar por eles, desde a minha mais tenra infância. Talvez tinha sido isso o que me levara um dia a ser Advogado e a me doutorar em Antropologia, com especialidade em Etnopsicologia da Infância. Em principio, queria ser médico, mas a pobreza por perto de mim, fez-me mudar de ideias e passar a ser estudante de Direito e Advogar pelos, os rotos, pelo qual fui sempre um descosido!

A minha descosera advém da minha intimidade fraternal com o meu Picunche, Raúl, como eu. Como o patrão era Don Raúl e o filho mais velho era Don Raulito, era hábito entre os inquilinos baptizar e pedir como padrinhos ou ao patrão, o aos seus filhos mais chegados. Já nem lembro quantos afilhados tenho, especialmente por causa de ser um eterno solicitado padrinho, ou o meu Senhor Pai, delegar em mim o pedido dos rotos, o que eu aceitava com prazer por ser descosido! Quer a minha irmã mais querida, Blanquita, quer eu, fazíamos “obra” de solidariedade recíproca entre os mais desamparados, especialmente nos terramotos, os sunami ou saídas do mar dentro da terra. Talvez seja esse o motivo que nos mantenha, até o dia de hoje, a trabalhar para os sem abrigo material ou psicológico, bem como a nossa hoje, crescida descendência. Blanquita ainda dirige e mantêm activo o Serviço de Atendimento dos Hospitais que tratam de exilados antigos ainda não recuperados. De facto, gere os hospitais de quatro regiões do centro - sul do Chile e trata de pacientes ela própria. Vive sem medida a sua assiduidade a esses tratamentos: quando está a tratar de pacientes, é impossível interromper o seu trabalho. É ela quem tem mantido vivo, para todo o país, a atenção aos antigos presos políticos e os seus familiares. Talvez, tenha levado as nossas filhas a ser analistas de crianças exiladas, ou ensinar como tratar da natureza, ou viver a curar os queimados em acidentes ou rixas, no Hospital de Santiago, como é o caso da filha da minha irmã, Alejandra. O das minhas, tinha já referido na introdução a este texto.

Seja como que for, a minha intimidade era crescente entre os inquilinos. Sempre estavam a pedir conselho ou colocar problemas para ser resolvidos pelos proprietários, os nossos avós e pais. Éramos porta-vozes, até que um dia, pensamos que era melhor ensinar a eles a sua defessa e passamos a ser as ovelhas negras da família! Essa nossa intimidade, pelo menos a minha, levou-me a fazer confidências amorosas pré púberes ao meu escravo, quem me explicava o que devia fazer. Era mais velho do que eu e já tinha tido experiências sexuais com raparigas. Era comum no campo: espaços abertos, dias de calor, desejo, juventude fogosa...entre outros assuntos. Havia também a corrida de quem tinha mais namoradas e quem ia para a cama com quantas! Nada surpreendente. O meu Senhor Pai teve o seu primeiro rebento, de uma empregada da servidão da casa, que regia a casa da cidade enquanto os patrões estavam no campo, por causa das vindimas. Como é possível supor para o leitor, a mordoma foi despedida, e a filha, nunca reconhecida como filha do nosso Senhor Pai! Mal a nossa mãe, vinda como era de outros costumes das Cortes de Rainha de Espanha, soube do facto, quis trazer essa filha do seu marido a casa para estudar como nós. A sua sogra, a nossa Senhora Avô que chicoteava inquilinos, falou, e a sua palavra era a lei: “em casa, apenas os filhos do matrimónio. Se houver mais de fora, fora de casa ficam!”. Quando soube do facto, já advogado, fui às terras do pai nesse Sul para conhecer a Margarita, enfermeira de um Hospital, estudos pagos às costas da nossa avô pela nossa Senhora Mãe, sem o seu Senhor Marido souber. Era evidente que eu nada podia dizer, após esse conhecimento: o marido da nossa irmã extracurricular e a sua família, pensavam que ela era filha do matrimónio da mordoma, uma alemã luterana. Ver, ouvir e calar, era a palavra passe! Falei com o meu Senhor Pai, apresentei-lhe os factos, e ele ficou de olhos bem abertos e disse-me para guardar silêncio. Sem medo do Senhor, ripostei porque, ela é a minha irmã! Ele tentou explicar as convenções sociais, tantas já ao longo da vida, que fiz as malas e fui-me embora do país.

Os filhos do casal passaram a ser temidos: um, do Partido Comunista Chileno, que tratava aos nossos jardineiros como “companheiros”, outra, a trabalhar como psicóloga de pobres, fundadora e Directora hoje em dia do P.R.A.I.S. do mais duas, que nada se importavam. A família dos domingos alegres, estava partida e fora do lar: os mais nocivos, como esses nós três, expulsos. Os outros, em casa, a viver de forma regalada, até os filhos deles entrarem ao movimento contra a ditadura, ser aprisionados e torturados, encarcerados e acusados de crimes de morte de pessoas, que eles não tinham conhecido! È verdade, sim, que estiveram no atentado contra a vida do Ditador, atentado falhado, mas que fez imensa publicidade em prol do General usurpador. O crime teve um resultado virado do avesso! O atentado foi a 7 de Dezembro de 1986 .

O nosso Senhor Pai nada queria saber do encarceramento, torturas e outros problemas dos seu netos a lutarem contra a sua ditadura. Mas, a minha irmã, mãe dos prisioneiros, associou-se de imediato às mulheres de prisioneiros e abandonou a sua vida da rainha, para estar sempre ao pé dos seus rebentos, vender as obras artesãs que eles fabricavam parta se sustentar dentro da prisão. A mais destemida, foi a nossa Senhora Mãe, que, no dia em que a Democracia tornou ao Chile e o país foi visitado pelos Reis da Espanha para dar apoio ao novo eleito Presidente da República, chegou-se ao pé dos Reis para entregar-lhes um dossier escrito pela sua mão, para solicitar aos Reis a intercederem pela liberdade dos seus netos. A Rainha, quem bem sabia que a nossa Senhora mãe era a única da sua família em não ser Dama da Companhia da sua Corte, sediada em Sevilla e que esta Senhora era filha, neta, bisneta, etc. de senhoras da Corte antes de ela ser Rainha, atendeu o pedido e foi pessoalmente visitar aos prisioneiros e falou com esses os meus sobrinhos. Mas....eram acusados de crimes de sangue, nada mais era possível fazer, excepto esperar pelo julgamento. O que foi feito anos mais tarde; no entanto, saíram em liberdade condicionada pela assinatura semanal de um livro que testemunhava que não tinham fugido do país ou continuavam radicados em Valsaríamos, a nossa cidade natal. Este parágrafo não é apenas para falar de valentia dos meus sobrinhos e a louvar, bem como para lembrar a luta empreendida por uma mulher Espanhola, amante da sua família e defensora dos miseráveis, como vamos ver mais enfrente

Notas:
Allende, Isabel, 2003: Mi país inventado, Areté, Barcelona. Livro extra curricular por causa de ser um inspirado, texto escrito fora do tempo no qual ela gosta de escrever, entre 20 de Janeiro e finais de Dezembro. Escritora metódica e profissional, teve saudades do Chile um dia, e sem pensar mais, escreveu essa lindas linhas, tipo Amores Perfeitos! flores que a minha Senhora Mãe e eu, gostávamos de cultivar. Ela tinha jardineiros. Eu, proletário intelectual, faço-o com as minhas próprias mãos.



Concón, vila ao pé da praia mais famosa, a seguir da de Reñaca, pela sua elegância e a estética das casas senhoriais, palavra Mapudungum que significa ventos fortes. Retirado das minhas recordações de como era, antigamente, a nossa pessoal vida.


Almodóvar, Pedro, 1988: Women on the verge of a nervous breakdown, que em português é denominado : Mulheres à beira de um ataque de nervos, e em Castelhano é: Mujeres al borde de un ataque de nervios, no qual o realizador referido, satiriza o cumprimento, eficácia e recta fidalguia usadas pelas senhoras ao se relacionarem com os outros, como deve ser..., não atropelar as suas vidas, não entrar em propriedade alheia, etc. A nossa Senhora Mãe tinha essa virtude, e muitas outras, que hoje levavam-me a denomina-la Santa, apenas que nesses tempos livres e destemidos, todo era permitido enquanto o pai não perder a paciência Quer da rectidão, quer da impaciência, nos troçávamos na mesma. Velho já, reparo que quer o pai, quer a mãe, tinham razão: o pai queria-se divertir e nos divertir, enquanto a mãe ensinava, , o denominado comportamento social em público com essa sua atitude recta e santa, que a caracterizava e infundia respeito entre todos os de fora! Folga dizer que em casa era ela quem impunha a ordem para o comportamento íntimo e a interacção do denominado por muitos, clã Iturra, ao qual, ...diziam por aí....era insuportável e difícil entrar. Quantas namoradas e namorados perdemos irmãos e irmãs, por não se habituarem as nossas troças. Era incorrecto, mas, era e foi. Neste lembrança, invoco ao meu Santo preferido ou São-se Acabou!


Stone, Oliver, 1999: Any Given Sunday, traduzido ao Português como Um Domingo Qualquer


Salvador Allende: Salvador Allende Gossens (Valparaíso, 26 de junho de 1908 — Santiago do Chile, 11 de setembro de 1973) foi um médico, político e estadista chileno. Foi o primeiro marxista assumido eleito democraticamente presidente da república na América Latina. Informação sucinta retirada, para abreviar o relato histórica da Ciência da História e prosseguir com as minhas lembranças, do sítio Net: http://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_Allende .






É evidente que estou a referir o título com imenso conteúdo de comportamentos e hábitos da nossa forma cultural de agir, levada ao ecrã dos filmes em 1939, a partir do livro de Margaret Mitchell, E tudo o Vento Levou, porque o orgulho e a alma dura dos escravistas do Sul, a viver do trabalho não pago dos seus seres humanos comprados como bens, sem liberdade nenhuma para optar, essa ideias que nos governa desde 1776, em quatro volumes e foi a base do liberalismo que, apesar de eu não saber nesse tempo, governava ao mundo. Até hoje, época na qual o mundo passa a ser um liberalismo globalizado e controlado pela lei de oferta e a procura. A minha terra era, e é, dum conservadorismo desenfreado, com diferenças abissais de classe social. De roto a descosido, há sempre um si, de cosido para roto, sempre um tu! Eu não sabia se os adultos pretendiam, mentiam, mudavam a verdade conforme as formas e maneiras de agir. Parece-me uma boa prova deste acerto meu, o livro de 1982 de Isabel Allende, La casa de los espíritus, já referido, onde o mais lindo amor entre adolescentes é destroçado por um pai pouco piedoso, que quer casar a sua filha com “gente de bien” o fina gente, até com Conde, se for possível.....Para saber sobre liberalismo económico e a luta de Allende e a nossa, ver o sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Adam+Smith+The+wealth+of+Nations&meta= .Para ler os textos, o sítio: http://www.adamsmith.org/smith/won-intro.htm Para ler o livro, o sítio Net: http://www.adamsmith.org/smith/won-index.htm


Como é evidente, frase e ideia retirada do filme de Stanley Kubrick, 1998:Eyes wide shut, em português foi-lhe dado o título: De olhos bem fechados, que eu traduziria mais bem como de olhos abertamente fechados, para indicar a contradição dos matrimónios, que eu conhecia bem desde a minha infância: os homens parecemos não conseguir ter apenas um casal, e, para além do casal, uma quantidade de aventuras, todas elas para calar . Se não temos os olhos bem abertos, não sabemos o que o amor da nossa vida pode fazer, tal e qual acontece no filme referido. Esse tipo de vida a três, motivou a Hortensia Bussi de Allende, se separar do seu marido e aparecer com ele apenas na cena pública, nos tempos de se candidatar para Presidente ou Senador: os rotos não podiam saber a vida privada dos descosidos, o mal exemplo não era admissível! Muito embora, cada um na sua casa tiver relações extraconjugais. O Povo precisa de um exemplo, de uma continuidade de costumes. http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Salvador+Allende+e+rela%C3%A7%C3%B5es+Hortencia+Bussi+de+Allende&spell=1 Motivo, também, que tem feito declinar à família Windsor na Grã-bretanha, como é sabido e por conhecimento pessoal ao ser professor do filho mais novo Windsor, Edward, em Cambrige, o pelo primo das Rainha a Comunidade de Nações Btitânicas ou Commonwealth, Constantino de Grecia, da minha Faculdade Trinity Hall, onde privávamos. Facto usado de uma outra maneira pela primeis rainha Isabel Windsor, século XVI: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Fam%C3%ADlia+Windsor+Rainha+Elizabeth+I+S%C3%A9culo+XVI&meta= que nunca casou para apoiar ao seu povo como Rainha Virgem e Santa. Se era ou não, não para nós saber. Mas como exemplo, funcionou muito bem! A sua época foi denominada a Idade de Ouro da antiga Inglaterra.


P.R.AI.S. ou Programa Reparatorio de Atención Integral de Salud e Derechos Humanos, do Ministério da Saúde, para pessoas expulsas do trabalho ou, como é denominado no Chile, exonerados políticos, familiares a sofrer o trauma de parentes desaparecidos, após ser levados a cadeia pela infame DINA, essa já referida policia segreda do ditador e do exército, programa que também acolhe para reparar a psicologia de exilados com temor de voltar ao Chile ou falta de hábito de ai estar após tantos anos de morar fora. É o motivo pelo qual muitos de nós, nunca mais retornamos: é dura a vida fora, mas dentro, há um grande desprezo para os exilados. Existe a ideia de termos levados uma vida regalada e a beber wisky!. Para se informar melhor, ver o sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=+Minist%C3%A9rio+da+Sa%C3%BAde+Chile+Programa+P.R.A.I.S.+&btnG=Pesquisar&meta=


Para se informar melhor, visite o sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Atentado+vida+Pinochet&meta= ou o sítio http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Pinochet


Patrício Aylwin foi Presidente do Chile, o primeiro a seguir a ditadura, entre 1990-1994.
publicado por Carlos Loures às 15:00
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