Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

Como o Constantino, a fama dos problemas já vem de longe.

Carlos Mesquita


O Estrolabio publicou no passado Sábado um texto de José de Almeida Serra; “Extratos de alguns Pareceres do Conselho Económico e Social – CES”.

Duvido que tenha sido lido por parte significativa dos leitores do blogue. Primeiro porque são mais de uma dúzia de páginas A4, (a tendência do Estrolabio para concorrer com a Torre do Tombo...) segundo porque a matéria é economia, que dá mais dores de cabeça que escritos às escadinhas.

Trata-se de “textos escolhidos”, na linha das publicações “tal como eu tinha avisado” ou “não me deram ouvidos e agora tomem”. Eu próprio já estive tentado a fazer uma coisa do género, com previsões acertadas que publiquei, desde a guerra do Iraque à do Afeganistão, do caso Freeport à Carolina Salgado, das barragens ao TGV, do BPN à ingovernabilidade actual, etc.

Funciona para propagar credibilidade, e ainda melhor, escondendo as vezes que falhámos nas análises e críticas.

Ler o artigo citado é útil para perceber que as questões e críticas às políticas actuais, já eram apresentadas nas épocas dos governos de Cavaco, Guterres e Durão Barroso, são os mesmos problemas conjunturais, os mesmos recados, as mesmas falhas. Acresce que os pareceres do Conselho Económico e Social têm como função influenciar os órgãos de soberania. Os políticos em quem votámos para as várias instâncias de poder conhecem essas opiniões. Não serve de nada.

A dinâmica que comanda a nossa vida colectiva é ditada pelos ciclos eleitorais. Pela luta pelo poder político, por agradar a uns ou outros detentores do poder económico.

Podia não ser assim se a “sociedade civil” (detesto esta designação mas serve) não embarcasse em discutir as bandeiras que os partidos querem mas os temas que realmente importam. O TGV ou as infra-estruturas, a educação ou o SNS, a regionalização e tantas outras matérias importantes, são abordadas como casos de paixão futebolística, com argumentos primários lançados pelos partidos, sem que se procure aprofundar todas as vertentes em questão.

Por isso queria sugerir pegar num assunto que seja um problema nacional e discuti-lo aqui. Convidando alguns especialistas para lançar o debate ou não.

Os problemas económicos em agenda, dos quais relevam os efeitos das políticas propostas ou em execução, e que irão manter-se nos próximos tempos prendem-se com a receita e despesas públicas, a dívida ao estrangeiro, os défices. Aponto uma matéria que é comum às preocupações da esquerda e da direita política, e que concordo ser o principal problema nacional, a Divida Externa.

Faz sentido debater aqui este assunto?
publicado por Carlos Loures às 11:00
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5 comentários:
De Luis Moreira a 22 de Novembro de 2010
Boa ideia, Carlos. Quem dá o pontapé de saída?
De Eva Cruz a 22 de Novembro de 2010
É muito importante.É tal a baralhada que haja alguém que esclareça.
De Joao Machado a 22 de Novembro de 2010
Concordo plenamente. Força, Carlos. Esta semana estou muito atrapalhado, mas a partir do próximo fim de semana prometo dar toda a atenção ao assunto.
De Luis Moreira a 22 de Novembro de 2010
E há outro problema muito grave e "mãe" de todas as desgraças, A balança comercial com o exterior foi (é) sempre deficitária. Porque não conseguimos produzir o suficiente?
De Carlos Mesquita a 22 de Novembro de 2010
A minha ideia ao colocar este post era atrair colaborações externas para um "fórum economia". Há economistas no Estrolabio, conhecem outros que podem convidar, e há também quem não tenha receio de participar com os conhecimentos que tem, por mais rudimentares que sejam. Não há tema nenhum que seja exclusivo dos escolarizados da área.
Lançar a discussão devia caber a um economista que elucidasse sobre o "economês", e o que está em causa na situação portuguesa.
Estou mais à vontade a discodificar o discurso político, mas se ninguém iniciar o debate, na quarta (no espaço do costume) começo e depois que alguém continue.
É preciso esclarecer os problemas e o que está em jogo nas várias opções dissimuladas no discurso económico que chega ao público.
Os colaboradores habituais podem sistematizar as suas ideias através do e-mail, se for para andar, acorda-se os termos com o "CEO".

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