Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

Histórias da bola







Carlos Godinho

A propósito da situação que o excelente jogador iraniano Ali Karimi está a viver no no seu país, não resisto em contar uma história recambolesca passada com a selecção nacional em 2006, que não foi do domínio público. A selecção ia jogar em Frankfurt com o Irão, o seu segundo jogo da fase de grupos. Desde há meses que a FIFA nos tinha indicado o nosso hotel nessa cidade e já estava tudo organizado ao pormenor. Salas de reuniões, de refeições, de lazer, quartos, acessos controlados aos locais privados, enfim, um rol imenso de requisitos aprovados com a segurança da FIFA, com a nossa polícia e com a organização local.

Dias antes da nossa chegada, recebo uma chamada preocupante do departamento de alojamentos da FIFA, informando-me que no mesmo local se iria instalar o Vice-Presidente do Irão, com um número impressionante de acompanhantes, sobretudo de seguranças, que naturalmente iriam condicionar todas as nossas movimentações dentro do hotel. Informei a FIFA do seguinte, ou nós, ou o Vice-Presidente do Irão e o seu séquito. Tremenda confusão que envolveu o embaixador desse país, quadros superiores da instituição mundial do futebol, toda a espécie de diplomatas e directores do hotel. Sempre com a ameaça em cima da mesa e não havendo solução à vista, dissemos que não aceitaríamos qualquer tipo de restrições nas nossas áreas, nomeadamente de controlo de metais, cães, etc., etc. Finalmente, e já em Frankfurt, preparados para a confusão que se iria gerar com os políticos e os seguranças, houve o bom senso das autoridades iranianas em trocarem de hotel à última hora, evitando um enorme problema, para eles, para nós...e para a FIFA. Aí tiveram uma atitude correcta que muitas vezes não têm perante outros casos, como este de Ali Karimi.
publicado por Carlos Loures às 09:00
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1 comentário:
De Carlos Mesquita a 19 de Agosto de 2010
Venho do post do Luís ainda a pensar em economia. Sabiam que o futebol (jogadores) é dos poucos sectores em que a nossa balança comercial não é deficitária. O Import/Expot de futebolistas gerou 22,5 ME em 2009.

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