É hoje consensual que o capitalismo necessita de adversários credíveis que actuem como correctivos da sua tendência para a irracionalidade e para a auto-destruição, a qual lhe advém da pulsão para funcionalizar ou destruir tudo o que pode interpor-se no seu inexorável caminho para a acumulação infinita de riqueza, por mais anti-sociais e injustas que sejam as consequências. Durante o século XX esse correctivo foi a ameaça do comunismo e foi a partir dela que, na Europa, se construiu a social-democracia (o modelo social europeu e o direito laboral). Extinta essa ameaça, não foi até hoje possível construir outro adversário credível a nível global. Nos últimos trinta anos, o FMI, o Banco Mundial, as agências de rating e a desregulação dos mercados financeiros têm sido as manifestações mais agressivas da pulsão irracional do capitalismo. Têm surgido adversários credíveis a nível nacional (muitos países da América Latina) e, sempre que isso ocorre, o capitalismo recua, retoma alguma racionalidade e reorienta a sua pulsão irracional para outros espaços. Na Europa, a social-democracia começou a ruir no dia em que caiu o Muro de Berlim. Como não foi até agora possível reinventá-la, o FMI intervém hoje na Europa como em casa própria.
Poderá surgir em Portugal algum adversário credível capaz de impedir que o país seja levado à bancarrota pela irracionalidade das agências de rating apostadas em produzir a realidade que serve os interesses dos especuladores financeiros que as controlam com o objectivo de pilhar a nossa riqueza e devastar as bases da coesão social? É possível imaginar duas vias por onde pode surgir um tal adversário. A primeira é a via institucional: líderes democraticamente eleitos reúnem o consenso das classes populares (contra os media conservadores e os economistas encartados) para praticar um acto de desobediência civil contra os credores e o FMI, aguentam a turbulência criada e relançam a economia do país com maior inclusão social. Foi isto que fez Nestor Kirchner, Presidente da Argentina, em 2003. Recusou-se a aceitar as condições de austeridade impostas pelo FMI, dispôs-se a pagar aos credores apenas um terço da dívida nominal, obteve um financiamento de três biliões de dólares da Venezuela e lançou o país num processo de crescimento anual de 8% até 2008. Foi considerado um pária pelo FMI e seus agentes. Quando morreu, em 2010, o mesmo FMI, com inaudita hipocrisia, elogiou-o pela coragem com que assumira os interesses do país e relançara a economia. Em Portugal, um país integrado na UE e com líderes treinados na ortodoxia neoliberal, não é crível que o adversário credível possa surgir por via institucional. O correctivo terá de ser europeu e Portugal perdeu a esperança de esperar por ele no momento em que o PSD, de maneira irresponsável, pôs os interesses partidários acima dos interesses do país.
A segunda via é extra-institucional e consiste na rebelião dos cidadãos inconformados com o sequestro da democracia por parte dos mercados financeiros e com a queda na miséria de quem já é pobre e na pobreza de quem era remediado. A rebelião ocorre na rua mas visa pressionar as instituições a devolver a democracia aos cidadãos. É isto que está a ocorrer na Islândia. Inconformados com a transformação da dívida de bancos privados em dívida soberana (o que aconteceu entre nós com o escandaloso resgate do BPN), os islandeses mobilizaram-se nas ruas, exigiram uma nova Constituição para defender o país contra aventureiros financeiros e convocaram um referendo em que 93% se manifestaram contra o pagamento da dívida. O parlamento procurou retomar a iniciativa política, adoçando as condições de pagamento mas os cidadãos resolveram voltar a organizar novo referendo, o qual terá lugar a 9 de Abril. Para forçar os islandeses a pagar o que não devem as agências de rating estão a usar contra eles as mesmas técnicas de terror que usam contra os portugueses. No nosso caso é um terror preventivo dado que os portugueses ainda não se revoltaram. Alguma vez o farão?
Publicado na revista Visão em 7 de Abril de 2011
Sílvio Castro Um Novo Coração
Capítulo 6
Na objetiva e constante monotonia dos vinte e quatro dias que passo na primeira fase de meu internamento no Hospital de Veneza, o esforço que faço para ali estar com a mais possível adesão chega até mesmo a modificar a monotonia vivida. Sinto certamente que tudo se repete, projetando em mim aquele ritmo que tende a adormecer quem se encontra conscientemente imerso na repetição das coisas quotidianas. Porém, percebo igualmente que me movo, ainda que em modo quase imperceptível, tão imperceptível que certamente escaparia até mesmo a uma máquina genial que se pudesse construir com a finalidade de medir com exatidão e certeza o fluir inexistente da existência num coração que já não se reconhecesse a si próprio.
Mas meu coração reconhecia aquele difícil, inédito ambiente, e se movia como se modificado em vontade e já tão somente ela. Então eu convivia com a insônia e começava a aprender a tirar dela valores novos; esperava com serenidade o passar lento e difícil dos minutos que vão das 3 da madrugada aos toques do amanhecer reconhecido pela lenta aparição da iluminação, inicialmente nos corredores, depois nas entradas dos quartos, também e quase a medo na tenuidade da alva através da janela que olha para fora na laguna, tudo anunciando que dentro em pouco, às 6 e 15, começaria a constante aparição dos enfermeiros e enfermeiras. Inaugura-se então o novo dia, mesmo que as luzes fora sejam quase ainda aquelas noturnas. Chega a enfermeira com o termômetro: belo é saber que estamos sempre com 36 graus, sem nenhum vestígio, nem mesmo distante, de alteração da temperatura. E pensar que todos sempre repetem sobre o perigo de infecções nos hospitais, coisa que supero a cada manhã com a minha magnífica performance termométrica! Diz ela, Susanna, na doce voz feminina veneziana, o senhor não muda, sempre a mesma, 36. Depois chega Mario para medir a pressão: 13 e 8. Logo retorna para procurar as minhas veias e de uma delas, reencontrada, tirar o sangue para a medição constante da glicose. Mario tem mão leve e meu braço não sofre mais do que o suportável. Da janela que olha a paisagem de San Michele começam a entrar no quarto os primeiros traços do dia que aparece; chega também Elena com a balança: seu peso continua na normalidade. Antes de tudo isso, ainda na penumbra do quarto, me levanto e me dirijo na direção do banheiro, para preparar-me fisicamente ao melhor confronto com a tenaz repetição dos dias, tomando o banho de sempre e fazendo a barba crescida na noite. Assim, fresco e reconfortado, retorno à cama na espera daqueles amigos vestidos de branco que logo depois certamente chegarão, como a cada dia.
Depois do infalível café-da-manhã, vai-se aos exames externos, em outros setores. Sair do calor confortador do ambiente conhecido, acompanhar os passos e a voz amigável de Giorgetto que empurra como num passeio a cadeira de rodas na qual estou sentado com as pernas protegidas por um cobertor de lã, descer pelo elevador, sair para os caminhos que levam aos laboratórios dos exames é como não sentir o grande frio que se reconhece nos rostos contraídos da muita gente que percorre velozmente os mesmos caminhos. Na ecografia chego e logo me estendo na cama, com o médico que, sentado, toma lugar ao meu lado. Deitado sobre o braço esquerdo, começo a sentir a ascultação do médico e muito estranho me parece escutar a voz rouca de minhas artérias e o boquejar assincopado de meu coração. São vozes e eu as escuto procurando falar comigo mesmo. Mas, muitas vezes tudo se faz difícil diante de tantos sons estranhos e ameaçadores, talmente difícil que o falar se emudece e me sinto como retornado a uma fase em que o meu ser não tinha palavras, mas mesmo assim não vivia na mudez absoluta.
Depois retomo os mesmos passos para o exame das carótidas, seguindo-as sem distrações no imenso percurso arterial da aorta até o cérebro. Elas são os grandes rios que levam suas águas para longe, para um quase finisterra onde tudo se concentra, principalmente o saber que aqui estou e procuro cada vez mais chegar a uma consciência possível das coisas. As minhas águas, me comunicam os médicos, correm coerentemente e sem tormentos ou escolhos.
Um dia faço o mais fantástico dos exames, o eletroencefalograma. Sentir colocadas na minha testa e por volta da cabeça as peças perceptoras dos mistérios cerebrais me dá inicialmente a sensação de um profanação, tendente à violência, como devem sentir os pobres doentes nervosos sob o eletrochoque. Mas desde logo percebo que tudo aquilo a que me submeto está muito longe dessas fantasias. Tudo transcorre em serenidade, sem choques. O gráfico que vem de meu cérebro não revela qualquer elemento de alteração, mas tão somente a vistosa presença indene daquele mesmo cérebro, me diz sorridente o doutor Senna.
(continua)
(Continuação)
Uma verdadeira política cultural, dizia no fim do texto anterior. O que será isso? O que é verdadeiro para mim, por certo não o será para muita gente.
Dificilmente quem estabelece as políticas a seguir em matéria de cultura, estará de acordo com o que digo. Pelo que, aquilo que defendo mais não será do que uma utopia. O que não me impede de continuar a defendê-lo.
Somos um país de fracos recursos e por isso, como é óbvio, o Estado devia colocar como tarefa prioritária reduzir drasticamente os custos supérfluos e fazer uma distribuição sensata das verbas disponíveis. Porque parece-me haver muita insensatez na distribuição do pouco que há. O apoio ao cinema é necessário, os apoios financeiros aos grupos de teatro também. Sei que os profissionais dessas áreas se queixam da exiguidade dos apoios. Que se entenda que não estou a dizer que se devia deixar de apoiar financeiramente a produção de um filme ou a montagem de uma peça de teatro para poder ajudar o sector livreiro. Pretendo, sim, relativizar as coisas – aquilo que o Instituto do Cinema e do Audiovisual gasta no apoio a uma única longa metragem chegava para ajudar a publicação de mais de um centena de títulos – pela compra institucional de 500 exemplares de cada edição ao preço a que o editor vende à distribuidora.
Um filme que teve um apoio superior ao que acima falo (disse-me pessoa ligada ao cinema) esteve uma semana em cartaz e cerca de 50 espectadores a pagar bilhete – entre os 200 livros que semelhante verba teria permitido publicar, haveria, por certo, obras de qualidade superior. Repito, não estou a sugerir que se tivesse deixado de fazer aquele filme para publicar duzentos títulos – pergunto: por que não há para o livro um apoio equivalente ao que existe para o cinema e para o teatro? Dir-se-á, o livro é um negócio – tem de ser o mercado a pagar as edições, não o Estado. É uma maneira de ver o problema. Pergunto – então o filme não deve obedecer ao mesmo critério? A peça de teatro, não deve ser o público a pagá-la?
Há livros muito bons com um público muito reduzido. Não vou dizer nomes, mas, sobretudo na poesia, há autores de uma grande qualidade e bastante famosos, que se os seus livros não figuram nos programas escolares, não vendem.
Quando falo de apoio financeiro à edição, nem sequer estou a falar de subsídios a fundo perdido (como acontece com os subsídios do ICA), mas sim da compra institucional de 500 exemplares de cada edição que uma comissão específica entendesse ter valor cultural, apesar de pouco ou nada comercial.
A distribuição pela rede pública de bibliotecas absorveria facilmente estes exemplares.
Não se entende por que motivo a arte da escrita, a mais barata de todas, é negativamente discriminada relativamente às outras. O livro, já disse, não é prioridade das famílias portuguesas – se há crise (e há sempre), o livro é dos primeiros bens de consumo a ser sacrificados. Não admira que os cidadãos comuns assim reajam. O desprezo pelo livro começa em quem dirige o País.
(Continua)
Em cima: quadro de Georges Rohner. Em baixo: Sala de leitura da Biblioteca Nacional.
Júlio Marques Mota
Um muito bom texto sobre a entrada de um país em situação de incumprimento. Aos textos de Delpla e de outros similares dei um título e mantenho: “os tecnocratas falam”. A razão é simples: trata-se de autores sérios que vão ao fundo das questões no quadro da situação actual, mas apenas no quadro das instituições tais quais estas neste momento se nos apresentam. Neste texto faz-se referência a um outro do mesmo autor também publicado pelo estrolábio, daí a razão de ser do link considerado. Ficamos com a certeza, ao ler este excepcional artigo que a política da União Europeia é ou manter os países à beira do abismo e a cumprir, com o medo, os seus desígnios que parecem ser também os desígnios do capital financeiro internacional ou então levar a que estes colectivamente se suicidem, atirando-se eles mesmos para o abismo. A política do medo, uma invenção dos nossos Durão Barroso, da Troika, dos países dominantes, a nova forma que assume no plano regional, na UEM, a precariedade absoluta que esta encarrega os Estados membros de manter sob forte pressão nos respectivos espaços.
Divida vermelha, dívida azul ou dívida amarela, Delpla é sempre um autor que se deve ler, mesmo que estejamos num outro quadrante, com um outro quadro de referências, como é o nosso caso. A Democracia, é isso mesmo.
Coimbra, 2 de Maio de 2011
Júlio Marques Mota
Dívida grega : torçamos os braços aos banqueiros
Incumprimento ou não da Grécia ? Depois de durante muito tempo ter pensado que sim, hoje , hoje creio na posição inversa: que a Grécia não declarará formalmente uma situação de incumprimento; a sua dívida será financiada , durante muito tempo, por um misto de créditos públicos europeus e de créditos « forçados » dos bancos e das seguradoras da Europa. (versão integral publicada em Les Echos)
Em vez disso, a sua dívida será financiada , durante muito tempo por um misto de créditos públicos europeus , de créditos « forçados » dos bancos e das companhias de seguros a quem o BCE e os Tesouros Nacionais terão torcido os braços e pela monetarização parcial desta dívida pelo BCE . O mesmo raciocínio se aplica à Irlanda ou a Portugal.
A situação é fortemente a favor da declaração de incumprimento: a dívida pública grega ultrapassa os 150% do PIB, os défices públicos actuais são de 10% do PIB, os impostos não entram nos cofres do Estado, os eleitores estão cansados da austeridade; para recuperar a sua competitividade o país deve reduzir os seus preços e os seus custos de 20% até 35% (deflação interna), o que aumenta na mesma proporção a dívida pública assim como a dívida privada grega. Se a isto acrescentamos que a Grécia é suposta, de acordo com o seu programa acordado com o FMI, ir aos mercados contrair novos empréstimos em 2012, enquanto que as taxas de juro no mercado sobre a dívida grega são de 20% sobre maturidades de 2 anos e de 14% a 10 anos, a equação parece insolúvel, e daí a conclusão dos mercados e de numerosos observadores: uma situação de incumprimento e tudo recomeçará para melhor! E como é necessário reduzir a dívida maciçamente, reduzamo-la então a dívida grega por dois ou três, e imediatamente! Já que se fica com o estigma da situação de incumprimento , então que este seja feito à grande! E depois que se faça o mesmo para a Irlanda e para Portugal. É tão simples…
É verdade, mas os argumentos contra a situação de incumprimento são ainda mais fortes Que se passará então depois de declarada a situação de incumprimento sobre a dívida pública grega? Primeiramente, Primeiro, o conjunto do sector financeiro grego, cheio de títulos da dívida pública grega, iria imediatamente à falência. Como o conjunto da dívida pública e da dívida bancárias gregas estariam em situação de incumprimento , deixariam de ser elegíveis para efeitos de refinanciamento do BCE, o colateral a ser aceite pelo BCE em troca da disponibilidade de liquidez. . Por outras palavras , deixaria de haver liquidez monetária no sistema económico grego, o país claramente ficaria paralisado.. Nesse momento, o governo não teria outras escolha que não seja a de sair da zona euro e criar a sua própria moeda. A ajuda da União Europeia e o FMI ficariam automaticamente bloqueadas ; também não haveria mais nenhum fundo de coesão europeu (2% do PIB grego por ano). A Grécia tornar-se-ia o pária da Europa durante várias décadas, sem esperança sequer de poder voltar um dia para a zona euro . E, depois, , a onda de choque propagar-se-ia ao resto da zona euro: Chipre, a Irlanda e Portugal seguiriam imediatamente . Os mercados esperariam evidentemente que a Itália reduzisse também por dois a sua dívida pública de 120% do PIB e impor-lhe-iam taxas de juro estratosféricas. E então, se a Itália tivesse que entrar em situação de incumprimento sobre a sua dívida, seria aí o fim da zona euro e o desastre financeiro do continente.
Como fazer então? É necessário reconhecer que fizemos colectivamente erros infantis a propósito do euro: deixamos desenvolverem-se em demasia as dívidas privadas e públicas. E é ao mesmo tempo a culpa dos devedores e dos credores, como é culpa também dos reguladores bancários. Em vez de deixar explodir o euro de maneira irremediável à primeira crise aparecida (com um incumprimento da Grécia), é necessário assumir as nossas perdas e fazer de modo que este tipo de situação não se reproduza. Para o futuro, isso significa um bem maior controlo dos défices e das dívidas com sanções e estímulos (para isso prefiro a nossa ideia de dívida Azul e de dívida Vermelha). Para saldar os nossos erros passados evitando ao mesmo tempo um incumprimento grego, irlandês ou português, é necessário partilhar esta carga colectivamente, saindo a Grécia do mercado obrigacionista e colocando-a sob tutela dos seus credores por muito tempo: nada de mais cheque em branco (i.e. de mais financiamento obrigacionista) mas sim de empréstimos contra reformas. Aos meus olhos, a solução passa por uma divisão em quatro do fardo.
Primeiramente, cabe aos Gregos fazerem um saneamento maciço das suas finanças públicas (nomeadamente privatizando maciçamente) e fazerem reformas em extensão e profundidade . Esta crise é a ocasião histórica para a Grécia de sair do seu modelo económico em falência feito de corporativismo, corrupção, nepotismo, privilégios, de rigidezes e de fraude fiscal generalizada e de encontrar um modelo de crescimento duradouro.
Os Gregos não podem continuar a pagarem a crédito um Estado Providência à maneira dos Dinamarqueses com impostos à maneira dos americanos! Devem também compreender o que um incumprimento e uma saída da zona euro significariam para eles: nunca mais voltariam à zona euro, um estatuto de pária na Europa, a exclusão dos financiamentos públicos e privados europeus. Além disso, dizer que o Estado grego é insolvente é difícil de definir: o património das famílias e empresas de um país europeu será de aproximadamente 5 a 10 vezes o PIB. Uma boa tributação deste capital permitiria reembolsar facilmente a dívida soberana. Num artigo anterior , sugeri instaurar uma tributação à americana de 2% por ano do capital fundiário e imobiliário (primeiro receptáculo da evasão fiscal), que traria quase 6 a 10% do PIB por ano - com o que à vontade se tornaria a dívida grega solvente. Aos Gregos caberia instaurar rapidamente um cadastro para fazer subir este imposto.
Em segundo lugar, o FMI e os Estados europeus (através dos empréstimos directos do MEE-Mecanismo Europeu de Estabilidade) e o BCE (indirectamente pela sua carteira de obrigações gregas) vão continuar a emprestar ao Estado grego (na qualidade de créditos seniores ) para metade da sua dívida, com uma taxa fraca para a Grécia (inferior à taxas actual de 4,7% porque estas dívidas seriam seniores ) durante décadas, por outro lado o país permanecerá sob tutela orçamental qualquer este tempo, por muito que isto desagrade aos políticos gregos. Os credores o conjunto dos países da zona euro, seria suicida para a Grécia faltar sobre os seus principais parceiros comerciais e políticos, tanto quanto imagina-se mal a Grécia lançar-se ao lugar nos braços da Turquia: não se escapa à sua geografia! Em contrapartida, em troca de reformas essenciais e contínuas da Grécia, estes créditos públicos vão ser estendidos gradualmente no tempo até a dívida grega torne-se sustentável.
Em terceiro lugar, os credores privados vão “ser convidados” a renovar, prorrogar os seus créditos sobre a Grécia. Porque o fariam apesar dos riscos de falência? Porque se todos os grandes investidores emprestam em conjunto à Grécia a taxas moderadas e sob condições drásticas, então deixam de ter o risco de incumprimento. Porque os governos europeus (empurrados pela Alemanha que quer limitar a sua exposição ao risco grego) e pelo BCE (que quer evitar a explosão do euro) estes “pedirão” aos bancos torcendo-lhes os braços. É o que fez Alan Greenspan em 1998 aquando do desmoronamento do hedge fund LTCM: o FED “convidou” com insistência todos os bancos que tinham emprestado ao hedge fund LTCM que renovassem os seus empréstimos anteriores até à saída da crise, um ano mais tarde. Todos o fizeram (e não perderam nada) excepto um banco estrangeiro que foi sujeito então a todas as inspecções e a todos os controlos possíveis do FED e do Tesouro americano e que acabou por sair do mercado americano. Para a Grécia, a Irlanda e Portugal, será similar: os Tesouros e bancos centrais vão torcer os braços a todos os bancos e companhias de seguro da zona euro para “incitar” fortemente um a um, uma a uma a manterem os seus créditos (ou a aumentá-los para quem tenha reduzido a sua exposição) sobre a Grécia, com uma taxa próxima da dos Estados, em nome de três argumentos (“ salvámo-los em 2008, cabe-vos agora a vocês de nos reenviarem o elevador ”, “é do vosso interesse comum salvarem a zona euro, devem pois nisso participar”, “nós, tudo faremos para forçar a Grécia a honrar a sua dívida e por conseguinte a reduzir o vosso risco”) e a ameaça de sanções diversas de que só os Tesouros têm o segredo. Os bancos e seguradores vão reagir evidentemente mas as duas outras opções são-lhes bem piores para todos eles: uma declaração imediata de incumprimento da Grécia e a destruição da zona euro, ou o resgate somente pelos Estados, hipótese que a Alemanha recusa.
Quem serão estes investidores privados? Primeiro os bancos e seguros gregos (respectivamente irlandeses e portugueses), seguidamente os grandes bancos e seguros dos grandes países (Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, França, Itália) na proporção dos seus activos e da sua exposição ao risco sobre a Grécia (Irlanda e Portugal) até 2008 (1). Na prática, será pedido a um Comité de credores privados que representam o conjunto dos bancos e seguros europeus que financie cerca de metade das necessidades da dívida da Grécia enquanto esta estiver sob tutela europeia. Tal facto significará que investem na Grécia, na Irlanda e em Portugal cerca de 4% das suas colocações em dívida pública da zona euro (2). Como os créditos dos investidores privados serão classificados de juniores, i.e. subordinados em relação aos empréstimos europeus (MEE) e o FMI, as suas taxas serão superiores às do MEE e do FMI.
Naturalmente, para o FMI, para os Estados da União Europeia e para os credores privados, a prolongação no tempo destes créditos sobre a Grécia equivale a uma redução do seu valor. Com as taxas actuais sobre a dívida grega, um prolongamento da dívida grega de dez anos em média reduziria o seu valor de um terço ( de metade com um prolongamento de quinze anos). É a versão suave e sem situação de incumprimento derivada da participação dos credores privados na reabsorção da dívida grega; isto deveria agradar aos Alemães, porque não será dito que os credores privados da Grécia sairão sem nenhum custo. Mas a diferença com uma situação de declaração imediata e brutal de incumprimento em 2012 ou 2013, é que esta reabsorção se fará entre 10 a 20 anos.
Em quarto lugar, e poucas pessoas o vêem , o BCE concede uma ajuda excepcional aos países periféricos e que vai continuar durante anos mas que cessaria no caso da situação de incumprimento . Tomem o caso extremo da Irlanda: hoje, o BCE quase que aceita refinanciar todos os activos dos bancos irlandeses qualquer que seja a sua notação (até 100% do PIB irlandês) a uma taxa muito fraca (1,75%) - sem o BCE o refinanciamento desta dívida far-se-ia a taxas estratosféricas. A subvenção implícita do BCE ao sector bancário irlandês é de, pelo menos, 5 pontos de PIB por ano (para a Grécia e Portugal os números são significativos mas mais fracos). E naturalmente, uma parte desta subvenção retorna ao Estado irlandês, porque os bancos irlandeses são os primeiros compradores da sua dívida.
Com tal estratégia e um excedente orçamental primário na Grécia de 6% do PIB (como a Bélgica entre 1998 e 2003 aquando do seu forte desendividamento ), a dívida soberana grega será colocada em menos de 70% do PIB em 2030 (ver cálculos no texto). Nenhuma situação de incumprimento seria portanto possível. ….
esquisse dette souveraine grecque
dette souveraine grecque
Os riscos desta estratégia são múltiplos. Primeiramente, poder-se-ia imaginar que um futuro governo populista grego decida uma declaração de incumprimento unilateral. A contraparte é simples: um tal governo é obrigado sair do euro, envolver-se-ia de tal forma irremediavelmente com os grandes países europeus e os seus bancos e tornar-se-ia o pária da Europa. Em segundo lugar, os Alemães poderiam recusar esta estratégia com o motivo que nenhuma solidariedade das dívidas está prevista no Tratado de Maastricht, que os seus eleitores não querem mais ajudar as cigarras: os Gregos que se desembrulhem ! Como se viu isto seria provavelmente a explosão da zona euro e o caos. Para os alemães a vantagem da estratégia aqui proposta é que ela não exige mais empréstimos públicos do que os já aprovados , que estes são protegidos pelo estatuto sénior do MEE (a partir de 2013) o que implica que os credores privados comprem metade da dívida (o que os alemães têm frequentemente pedido). Em terceiro lugar, como evitar que a Espanha e a Itália venham a querer beneficiar das mesmas facilidades? Por um lado, é duvidoso que estes dois grandes países tenham desejo de passar os vinte próximos anos sob a tutela do FMI, da Comissão europeia e de um Comité de credores privados.
Por outro lado, deve ser claro para todos os países da zona euro que o que seria tolerável para os erros passados destes três pequenos países (que representam 8% da dívida pública europeia) não é aceitável para os outros que são demasiado grandes para serem salvos desta maneira. Os outros países devem fundamentalmente contar sobre si-mesmos e imporem-se a si-mesmos uma redução progressiva mas forte dos seus défices públicos a fim de se reencontrarem com uma dívida pública inferior aos 60% do PIB daqui a dez ou quinze anos (nomeadamente via regras orçamentais nacionais vinculativas). Deste ponto de vista, é a situação da França que é a mais preocupante: a maior parte dos políticos, de esquerda e de direita, nem sempre tiveram em conta na sua análise e nas suas promessas a necessidade de se voltar ao equilíbrio orçamental até daqui a dez anos .
(1) Certos investidores não regulados (hedge funds…) recusarão este jogo, comprarão a dívida depreciada e far-se-ão reembolsar ao par dado que não haverá incumprimento. É imoral mas inevitável. É importante é que suficientes investidores privados invistam nolens volens na dívida grega.
(2) isto implica que os reguladores dos bancos e das companhias de seguros autorizam estes e estas a investir na dívida muito degradada (a nota da Grécia (hoje BB-) o que se proíbe aos seguradores de o poderem fazer.
Jacqques Pelpla, Dette grecque : tordons les bras des banquiers, Les Echos, 20/04/201
Jorge Luis Rojas D'Onofrio Nada es seguro o imposible
En defensa del ateísmo, de la discusión y del pensamiento libre
(Adão Cruz)
(continuação)
Según el enfoque científico presentado, las creencias no son nociones absolutas e inmodificables, sino nociones que consideramos probables, y que pueden modificarse cuando son contrastadas con otras creencias o con la información que recibimos de nuestros sentidos, sentimientos y sensaciones. Para este enfoque científico no hay nada seguro, todo es más o menos probable. Esto puede resultar confuso ya que, por abuso de lenguaje (y a veces por olvido o incomprensión), científicos o personas con una concepción naturalista del mundo realizan afirmaciones con gran seguridad y contundencia. Esto se debe a que sería demasiado tedioso e inútil que para una afirmación altamente probable como "el cielo es azul" se utilizara "el cielo muy probablemente es azul". En efecto existe la remota posibilidad de que los ojos de millones de personas hayan fallado innumerables veces en su percepción del color del cielo, pero esta probabilidad es tan baja que es completamente aceptable recurrir al abuso de lenguaje "el cielo es azul". De igual manera considerar la existencia de Dios como algo altamente improbable es una creencia que bien puede ser simplificada diciendo que Dios no existe. De manera que nuestro enfoque naturalista puede ser definido rigurosamente como agnóstico, ya que admite la posibilidad de la existencia de Dios, y también puede ser definido de manera menos rigurosa como ateo, ya que considera la existencia de Dios como extremadamente improbable.
(continua)
Parlamentares e Ministros da 1ª República
(1910-1926)
Vários
Assembleia da República, 2000
"O conjunto das sínteses biográficas produzido padece, naturalmente, de muitas lacunas, imprecisões e várias outras deficiências, de forma ou de conteúdo. É natural que especialistas em determinados temas, organizações políticas ou regiões conheçam dados que considerem óbvios sobre esta ou aquela personalidade. No entanto, o método de trabalho adoptado, que privilegiou a exploração extensiva de cada núcleo documental em detrimento do aprofundamento da pesquisa sobre cada caso individual, teve esta consequência inevitável.
Em suma, o maior problema enfrentado resultou da conjugação do número de casos com a morosidade que determinadas pesquisas implicam."
_____________________________
Debate-se muito o papel da arte na vida da sociedade. Será excessivo para uns, insuficiente para outros. Parece ser geralmente aceite que a arte surge a partir das questões da adaptação do homem à vida e ao ambiente que o envolve. As atitudes e realizações que hoje integra terão constituído, para o homem chamado primitivo, formas daquilo que designamos por magia.
Ernst Fischer em A Necessidade da Arte chamou a atenção para a importância de, hoje em dia, o produtor e o consumidor de arte tenderem a estar cada vez mais distantes. Assinala que o desenvolvimento do capitalismo fez com o mundo antigo se dissolvesse num turbilhão de microcosmos, dissolvendo as relações existentes entre o produtor e o consumidor, e arremessando todos os produtos para um mercado anónimo para serem vendidos e comprados. Recorda ainda a característica básica do capitalismo: torna tudoem mercadoria. E que, pela sua essência, não constitui uma força social declaradamente inclinada para a arte ou que promova a arte (capitalism is not essentially a social force that is well-disposed to art or that promotes art; tradução inglesa de Anna Rostock, ed. Penguin Books, pág. 51).
O estrolabio Carlos Loures, num escrito de 7 de Dezembro de 2010, A poesia? Para que serve a poesia? fez uma análise do pensamento de Fisher, e conclui pela necessidade da poesia (muito bem, a meu ver). Transcrevo, com a devida vénia, um parágrafo deste escrito:
Dirão, «mas então uma das funções da arte não é precisamente a de entreter, a de distrair? Antes da escrita, quem contava histórias nas cavernas ou as pintava na rocha, não correspondia, nesse esforço de recrear, aos artistas actuais? Sim, uma dos objectivos da arte será essa. Mas há um outro, mais importante – que é a de chamar a atenção para os problemas do ser humano e da humanidade – «abrir portas fechadas». Criar de acordo com o que o mercado pede é, como disse Fischer, «passar por portas abertas»: «A função da arte não é a de passar por portas abertas, mas é a de abrir as portas fechadas.
Hoje em dia, na nossa vida moderna, temos de suportar várias das consequências do crescimento económico desordenado (que muitas vezes acaba em depressão, como se está a assistir neste últimos anos), impulsionado pela força do capitalismo, e pela acumulação desregrada que a este preside. Um dos motores para abrir as portas fechadas é sem dúvida alargar a aceitação da arte em campos que lhe têm precisamente, fechado as portas. Vou referir um: o do urbanismo. Assiste-se hoje em dia (fala-se tanto disto, mas em vão!) ao crescimento desregrado das cidades, aumentando inconsideradamente os seus perímetros, invadindo terrenos (que digo? territórios!) que têm declaradamente outras aptidões, interferindo com o ambiente e os próprios ciclos vitais da natureza, gerando modos de vida desumanos, com formas de exploração hediondas. Para se pôr um travão a isso, há que levar a cabo uma multidão de medidas (alguns chamar-lhe-iam reformas), como por exemplo recuperar os centros históricos das cidades. O estrolabio José de Brito Guerreiro também já aqui dedicou algumas linhas a esta matéria, muito recentemente, em 15 de Maio último.
Basta percorrermos algumas cidades europeias (não serão todas claro) para constatarmos as grandes diferenças que existem, em relação às portuguesas, a começar por Lisboa e Porto. Também há diferenças entre as cidades portuguesas. Arrisco a opinião de um amador: julgo que Braga está melhor neste capítulo, assim como outras capitais de distrito. Mas deixo aqui o desafio, aos estrolabios e não só, que fazer neste campo? Vamos falar sobre os estrangulamentos que persistem.
Acrescentado do meu livro de 2008: A ilusão de sermos pais, texto completo aqui.
1. Sermos pais.
Devo reconhecer que não sei se este deve ser o primeiro ponto da matéria a tratar, esta de se ser autor da vida biológica, emotiva e intelectual de uma nova geração. Preciso reconhecer que o conceito de paternidade, me tem sido impingido pela cultura na qual vivo, a romana ocidental. Bem como, gosto dizer que paternidade, a meu ver, inclui os dois géneros, como hoje em dia se define. Definição criada na luta dos finais do Século XX e estes anos do Século XXI, começada com a luta denominada Sufragista de finais do Século XIX. Épocas, todas elas, para definir uma igualdade entre seres humanos de genitais diferentes: falo e vagina, mamas que oferecem leite e amamentam, bem como mamas estéreis para criar. Talvez, ambas, para exibir de forma erótica e seduzir uma ou outra pessoa – do mesmo sexo ou de sexo diferente.
Complexo. É-me difícil falar da relação paternidade – filiação, por terem mudado dentro da nossa cultura as referências ao acasalamento. Mudança feita em curto espaço de tempo, em Portugal e em toda a Europa. Aliás, alguns países europeus definem a paternidade de forma diferente do nosso: os denominados países nórdicos como a Noruega, a Dinamarca, a Holanda, para casos determinados a Grã-Bretanha, ou o Estado Catalão do Reino da Espanha, definem o acasalamento como a união entre duas pessoas capazes de organizar uma descendência, adoptiva ou descendente consanguíneo de um dos membros do casal.
Porque sermos pais permite, hoje em dia, uma outra actividade, já universalizada, o denominado divórcio, ou dissolução do contrato entre um homem e uma mulher que a nossa lei refere como “nubentes” ou pessoas comprometidas para casar[39]. Nubente é um conceito do primeiro Código Civil Português e foi ficando no que eu gosto denominar, a alergia ao saber comum que os eruditos têm do povo. Porque de facto, o conceito nubente, mencionado já nos Evangelhos cristãos, foi adoptado pelo Direito Canónico e pela lei civil e significa ser livre [40] para contrair compromisso de casamento, como manda o Artigo 1591 do Código Civil Português. Por outras palavras, as ideias religiosas desde a antiguidade da nossa era prescreviam liberdade para se ser pai. E a Concordata assinada em 1945 entre os estados Vaticano e Português e ratificada por convénio em 1995, dentro da lei positiva está presente no Código Civil Português, nomeadamente no seu Livro IV, Título II, Capítulo I, “Modalidades de Casamento”, entre as quais se legisla o Matrimónio Católico [41].

O funcionamento da Justiça, em qualquer Estado de Direito, é um pilar fundamental da Democracia. Da defesa dos direitos dos cidadãos, da lei acima de todos e igual para todos, da presunção de inocência...
Que faz a "nossa" Justiça? Submerge os submarinos durante longos períodos de tempo e, com uma precisão e ingenuidade inabaláveis, trá-los à superfície durante a campanha para as legislativas e a uma semana do dia das eleições. Querem melhor? Ainda há dúvidas que a situação da Justiça ,onde não há regras e cada um faz o que muito bem entende, é propositada e não tem nada de incompetente?
O verdadeiro poder, é o poder sem regras, não escrutinado, sem deveres de transparência e de avaliação por quem é, ou pode ser, uma vítima.
Este caso dos submarinos é gravíssimo, na Alemanha os índicios já encontrados e em investigação não deixam margem para dúvidas quanto aos métodos utilizados no negócio, o processo deve pois seguir os seus trâmites e ir até ao fim custe o que custar, mas não deve corresponder a armas de arremesso político-partidárias contra Paulo Portas só porque o CDS pode estar muito próximo de ser governo, até pela mão do Partido Socialista.
O Freeport foi usado até à náusea. Pelos vistos ninguém aprendeu nada!
( in Expresso)
E, como estamos com a mão na massa, isto é, estamos a falar em abortos, vale a pena referir que o Aborto, é assunto pacífico na sociedade portuguesa, salvo junto de uma minoria de direita que, tal com uma minoria de esquerda, está sempre a ver onde pode cortar direitos à maioria. (só como exemplo a direita quer tirar o direito ao aborto assistido e a esquerda quer tirar o direito à escolha da escola).
Não há, pois, que ficar demasiado surpreendido com estas afrontas que se repetem vindas de minorias que querem impor à maioria as suas ideias.Mas, às vezes, vale a pena pensar em algumas coisas. Uma delas é que o Serviço Nacional de Saúde fecha Centros de Saúde em terras distantes e desertas e, não satisfeito, corta o transporte em ambulância dos doentes para o hospital mais próximo. A gente envelhecida e pobre.
Mas, ao mesmo tempo, e debaixo de "slogans" como "universal e gratuito" continuam-se a praticar "abortos assistidos" uma e outra vez à mesma mulher que não quer aprender como fazer planeamento familiar e está-se nas tintas para os custos da sua irresponsabilidade.Não seria mais justo que o primeiro aborto fosse gratuito e os seguintes a pagar? E, com esse dinheiro, assim poupado, ajudar os infelizes idosos, sem dinheiro e sem família?
Ganhávamos todos. A mulher porque percebia que o aborto é um recurso extremo; o SNS porque poupava em recursos humanos e em outros custos e, nós todos, que teríamos um SNS sustentável!
É com o aprofundamento da democracia representativa e participativa que vamos em frente, libertos de preconceitos e de clubites. Estes dois exemplos mostram como uma sociedade civil mais activa seria capaz de lidar com problemas destes e tornar o país mais justo. De outra forma, teremos os interesses a falar mais alto.
Com a devida vénia e autorização do autor, transcrevemos este artigo de octopedia.blogspot.com
Considerada na opinião pública como defensora dos povos árabes oprimidos, a criação de Al Jazira foi mais um subtil método de desestabilização mediática do Médio Oriente por parte dos Estados Unidos.
A voz do terrorismo.
A televisão Al Jazira foi criada em 1996 no Catar e veio em grande medida substituir a BBC em língua árabe, sendo que alguns dos seus jornalistas provêm dessa estação televisiva. A fundação oportuna de Al Jazira chegou mesmo a tempo para cobrir os acontecimentos dos
atentados do 11 de setembro 2001 e para difundir uma série de vídeos "autenticados" dos vários comunicados da Al Qaeda.. Sem esta estação televisiva os Estados Unidos teriam tido muito mais dificuldades em mundialmente propagar tais documentos.
Al Jazira tornou-se assim, em pouco tempo, o porta-voz mediático do nebuloso grupo terrorista Al Quaeda. Numerosos vídeos apelando à violência e à rebelião contra o ocidente, alguns dos quais do mítico Bin Laden, aparecem regularmente neste canal televisivo com toda a liberdade e sobretudo com toda a impunidade.
Sim, com toda a impunidade. Basta pensar que uma qualquer televisão que difundisse vídeos de apelo ao crime, assassinato massivo ou que reivindicasse atentados, rapidamente seria alvo de perseguição jurídica e da intervenção dos serviços secretos.
Antes pelo contrário, os media ocidentais contentam-se de reproduzir acriticamente as notícias deste estranho canal de televisão, as informações, essas, foram sempre tidas como verdadeiras e fidedignas.
Um estranho estatuto.
Al Jazira, este objecto mediático não-identificado, difunde assim, estranhamente, vídeos da Al Qaeda a poucos quilómetros da maior base americana no Médio Oriente, o que não deixa de constituir, por si só, um mistério digno dos contos das mil e uma noites.
Ao serviço dos Estados Unidos e de Israel.
Porta-voz das populações árabes oprimidas, Al Jazira nunca apresentou um único programa sobre a controversa política interna do Catar e do sofrimento de parte da sua população. Mas pior do que isso, durante as chamadas revoluções árabes, teve frequentemente uma atitude, no mínimo, pouco imparcial.
Recentemente, tudo começou, no Egipto, com a defesa de certos grupos rebeles em detrimento de outros, como foi então o apoio dado ao cheikh Kardaoui, apresentado como o verdadeiro inspirador da revolução egípcia, quando este só muito tardiamente se juntou à revolta.
As dúvidas foram desfeitas quando os espectadores se aperceberam que, enquanto a cobertura mediática das revoltas no Egipto e na Tunísia tinham merecido emissões contínuas, 24 horas sobre 24, os acontecimentos no Barém passaram despercebidos e as poucas reportagens apresentadas foram todas próximas das teses do governo desse país e dos Estados Unidos.
Porque é que a revolta do Barém, uma das mais pacíficas do mundo árabe, não tem direito à neutralidade e até ao apoio de Al Jazira? Será que era uma revolta menos interessante do que as outras ou as suas reivindicações menos justas? Em contrapartida, este canal de televisão não pára de incentivar a população da Síria a revoltar-se contra o regime sírio, apesar das reformas efectuadas pelo seu residente.
Dois pesos, duas medidas. Na realidade Al Jazira defende os seus "padrinhos" isto é, o plano americano no Médio Oriente. Al Jazira foi criada para atrair um número máximo de pessoas, ganhar credibilidade, para depois a seguir influenciar e "guiar" os povos árabes erturbados pelos recentes acontecimentos.
Outro facto elucidativo, é o de que Al Jazira sempre se mostrou complacente com as atitudes de Israel em detrimento da causa alestiniana. Frequentemente, foram chamados aos seus estúdios comentadores israelitas para expor os seus pontos, pouco coerente com os objectivos defendidos pelos povos árabes. A recente aproximação dos partidos palestinianos e consequente possibilidade de uma solução de paz com Israel, foi em parte deitadas por terra pela revelação por Al Jazira, estilo wikileaks, de documentos secretos comprometedores para os negociadores palestinianos, em janeiro deste ano.
Para dar maior credibilidade a este canal televisivo, os países membros da NATO sempre se mostraram "incomodados" com as suas divulgações e foram até ou ponto de bombardear as suas instalações em 2001, tendo obviamente falhado o alvo. Em 2005, para credibilizar ainda mais o facto de esta televisão ser "incómoda" para o ocidente, o Daily Mirror revela que Tony Blair tinha dissuadido George Bush de bombardear as instalação de Al Jazira.
Después de más de 18 meses de expatriación, el ex Presidente reingresará al país, bajo la vigilancia nacional e internacional, como el político más influyente de Honduras y el más popular de Centro América. Este retorno deja varias lecciones:
Primera. Los caprichos políticos están irremediablemente sometidos a las nece idades económicas. La élite político militar que ejecutó el golpe de Estado, el 28 de junio de 2009, ciegamente confió en el respaldo financiero norteamericano y del empresariado foráneo para mantener al moribundo Estado hondureño. Pero, se equivocó. Con el golpe de Estado, el flujo de la limosna internacional se cerró. EEUU cortó incluso 200 millones de dólares de ayuda económica para el 2011 a Honduras por la corrupción del régimen. ¿Cómo podría mantenerse en el poder el régimen del humanismo cristiano sin dinero?
Ahora que Honduras será reincorporada a la OEA, gracias al Acuerdo de Cartagena de Indias entre Lobo y Zelaya, la burocracia clientelar del régimen del humanismo cristiano se frotan las manos porque, según ellos, cerca de 600 millones de dólares frescos ingresarán al país por concepto de ayuda internacional.
Segunda. Por más que la élite política gamonal hondureña se ofusque en el siglo XIX, América Latina y el resto del mundo corren en el siglo XXI. En la región existe una nueva correlación de fuerzas geopolíticas. América Latina ya no es más el patio trasero del gobierno de los EEUU. ¿Quién logró castigar a Honduras fuera de la OEA por cerca de 2 años? ¿Los EEUU o la UNASUR? ¿Quién obligó a la élite política hondureña actual a comerse sus patrañas contra Zelaya? ¿Obama-Clinton o Chávez-Santos? ¿Quién se fortaleció con el golpe de Estado hondureño?
Tercera. Si la élite patronal desea mantener adormecido al pueblo hondureño, tiene que inventar nuevas mentiras que provoquen nuevos sustos. Los antiguos miedos ya no adormecen al pueblo como antes. El flamante reingreso de Zelaya a Honduras como un coloso pro socialista es el acabose de los miedos al comunismo, socialismo, chavismo, etc. en el imaginario colectivo del pueblo.
En el siglo XIX, todavía se podía someter al pueblo con el miedo del castigo/infierno y el deseo de la
Cuarta. La Biblia dice: "La piedra que desecharon los arquitectos, ahora, es la piedra angular". Los arquitectos del golpe de Estado expulsaron a Mel Zelaya de la Presidencia de la República y del país creyendo que así aniquilarían sus intensiones de democratizar la democracia de los ricos hondureños. Pero aquel fatídico acto
En otros términos, el retorno festivo de Manuel Zelaya a Honduras es un destello más de la supremacía de la razón sobre la brutalidad de la fuerza. Estos tiempos ya no son más tiempos de golpes de Estado, ni de la democracia de los ricos. Ahora, es el tiempo de las y los excluidos y empobrecidos, decididos a reinventar su presente y su futuro que comienza a clarear. 24.05.11
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Segunda 30 de Maio - Como é usual às Segundas, destacamos um filme que a crítica generalizadamente valoriza, embora neste caso a reacção imediata do público tenha deixado a sala dividida. Trata-se da estreia na Quinta-feira passada do filme vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2011 A Árvore da Vida / The Tree of Life, do realizador norte-americano Terrence Malik, um quase septuagenário que apenas fez cinco longas metragens espaçadas no tempo (a última The New World 2005, após The Thin Red Line 1998). A interpretação principal foi entregue a Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain e filme “… aborda a origem do universo e como a tragédia de um ser humano pode ser tão diminuta quando vista a uma escala global (Público)”.
Após as experiências dos anos anteriores (com o clarinete e o piano), o São Luiz Teatro Municipal
e a Orquestra Metropolitana assumem um novo desafio promovendo nesta temporada o Festival para um Instrumento: A Herança de Paganini que dá relevo ao violino. Durante seis dias, a Sala Principal e o Jardim de Inverno do São Luiz TM evocará um dos mais influentes intérpretes de todos os tempos, Niccolò Paganini e dará espaço para novos talentos no Concurso Jóvens Violinistas 2011.
Assim, às 18h30, iniciam-se os recitais dos finalistas ouvindo-se :
João Andrade em obras de Ludwig van Beethoven e Eugène Ysaÿe
David Ascensão em obras de Johann Sebastian Bach e Ernest Chausson
No Instituto Franco-Português, às 19h, termina o ciclo “Paris no Cinema” com o filme Andalucia (2007) de Alain Gomis, com Yacine Samir Guesmi, Delphine Zingg, Djibril Djolof, entre outros. Recebeu o Prémio de interpretação masculina no Festival Internacional do Filme Francófono de Namur. (entrada livre)
Aldina Duarte apresenta na FNAC Chiado, às 18h30, Contos de Fados, o seu quarto álbum. Feito de onze letras originais escritas a partir de obras literárias, portuguesas e estrangeiras, de diversos estilos, todas cantadas nas melodias do fado tradicional, Aldina Duarte faz-se acompanhar pelos músicos Carlos Manuel Proença, na viola, e José Manuel Neto, na guitarra portuguesa.
Terça 31 de Maio - Em tempos em que é necessário treinar o NÃO, ou, como sabiamente a Cinemateca anuncia como lema da sua programação de Maio “… vamos mostrar, em palavras e em atitudes, o poder da nega”, saberá bem ver na sua Sala Félix Ribeiro, às 19h, Chantrapas (2010) de Otar Iosseliani com Dato Tarielashvili, Tamuna Karumidze, Fanny Gonin, em primeira exibição na Cinemateca. “Chantrapas” é uma palavra vinda da aristocracia russa do século XIX que falava francês – “Chantera / Cantará” e “Chantera pas / Não cantará”, diziam os mestres italianos às crianças que frequentavam aulas de canto. E diz Otar Iosseliani : “Mais tarde, Chantrapas tornou-se uma palavra comum: os “chantrapas” eram aqueles que “não prestavam para nada”, os excluídos. Um pouco como a minha personagem principal, que é censurada na União Soviética, e menos bem recebida do que estava à espera no Ocidente”.
Na Biblioteca-Museu República e Resistência (à Cidade Universitária), às 18h30,
há, no quadro da “Exposição do Cinema e da Censura em Portugal” ali patente, a apresentação do livro O Cinema sob o olhar de Salazar de Luís Reis Torgal, historiador e professor no Instituto de História e Teoria das Ideias, da Faculdade de Letras de Coimbra. Esta obra tem co-autoria de Alberto Pena Rodriguez, Álvaro Garrido, António Pedro Pita, Cristina Barcoso, Fausto Cruchinho, Heloísa Paulo, Jorge Seabra, José Matos-Cruz, Paulo Filipe Monteiro, Paulo Jorge Granja e Luís Reis Torgal. “Oliveira Salazar gostava de ir ao cinema mas ignorava os filmes estrangeiros e via sobretudo os filmes portugueses dramáticos ou históricos e menos as comédias…” (testemunho, contido na obra, de António Lopes Ribeiro, «o realizador por excelência do Estado Novo»).
Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, ás 18h, no ciclo “O Som do Mundo da Fala Portuguesa” há mais um Recital de Saxofone e Piano. (entrada livre)
Às 18h30, no Jardim de Inverno do São Luiz TM os finalistas do Concurso Jóvens Violinistas 2011 tocarão :
Tomás Costa - obras de Heinrich Wilhelm Ernst e Maurice Ravel
Ivan Lopez - obras de Eugène Ysaÿe, Camille Saint-Saëns e Pablo de Sarasate
No Cinema São Jorge, às 22h, a banda portuguesa Sean Riley & The Slowriders actuará seguramente com base no seu terceiro CD It’s Been a Long Night nessa data posto à venda. A banda, cujo segundo álbum Only Time will Tell foi dos melhores do ano segundo a Blitz, irá abrir o próximo Festival no Meco.
O considerado multifacetado músico norte-americano Sufjan Stevens vêm a Portugal ao Coliseu dos Recreios, às 21h, apresentar o seu novo álbum The Age of Adz editado em Outubro do ano passado.
Quarta 1 de Junho - No Grande Auditório da Culturgest, às 21h30, apresenta-se (em estreia e dedicado a Mónica Lapa) o espectáculo de dança Lost Ride, concepção e direcção artística de Francisco Camacho, co-criação e interpretação de Sílvia Real, com música original de Sérgio Pelágio. Um crítico diz : “… as figuras criadas por Sílvia Real confrontam-se com o espaço físico e psíquico que as constrange… Lost Ride habita na tensão, na ilusão das dicotomias e sobre elas oferece a possibilidade de canibalismo...”. Repete Quinta 2/6.
No Foyer do Teatro Nacional de São Carlos, às 18h, o Estúdio de Ópera I intitula-se Schubertíade e os seus participantes serão a soprano Vera Silva, a meio-soprano Leila Moreso, o tenor Bruno Almeida e o baixo-barítono Bruno Pereira.
Têm início as Festas de Lisboa’11 que se prolongarão até ao final do mês de Junho e cuja programação extensa, de qualidade cultural muito variada, se pode consultar em www.festasdelisboa.com .
Neste primeiro dia, no “céu” do Terreiro do Paço, às 21h30, a argentina Compañia Puja, criadora do Teatro das Alturas, apresenta Do-Do Land, uma performance urbana inspirada nos mundos de Lewis Carroll, recriando o pais de Alice num espectáculo aéreo e visual projectado para grandes espaços. Bailarinos, acrobatas e actores aliam técnicas aéreas à música e à imagem.
Em seguida, os italianos Dadadang Percussion Group introduzem o segundo momento da noite onde num movimento entre o Terreiro do Paço e o Rossio se cria um itinerário musical e performativo, desempenhado por um corpo de percussionistas, em que a Rua Augusta se veste de palco para uma trajectória de luz e som.
O último momento do espectáculo tem lugar na Praça do Rossio e envolve todos os espectadores pois, num momento de participação colectiva, o espaço urbano será coberto por uma teia aérea concebida pelo artista Donato Sartori que, como uma Máscara Urbana, irá cobrir o público que daí assistirá às sonoridades cosmopop dos franceses Les Balayeurs du Désert, criando diálogo entre os dois pólos desta experiência: visual e sonoro.
Também muitas iniciativas no campo das artes visuais integram as Festas de Lisboa’11. Haverá uma 2ª Edição de A Maior Exposição Fotográfica do Mundo através do uso de múltiplos espaços emblemáticos da cidade de Lisboa como galerias de apresentação de fotografias (ver guia das Festas). Igualmente a iniciativa António Santo d’Arte pretende apelar a centenas de artistas para que ilustrem uma exposição sobre Santo António. Ainda, com pretexto no Sermão de Santo António aos Peixes, se solicita ao design dos wallprinters que cubram a fachada duma ermida em Belém.
Às 18h30, no Jardim de Inverno do São Luiz TM os finalistas do Concurso Jóvens Violinistas 2011 tocarão :
Ana Pereira - obras de Eugène Ysaÿe e Franz Schubert
André Gaio Pereira - obras de Claude Debussy e Henri Wieniawski
Quinta 2 de Junho - Na Fundação Calouste Gulbenkian (no Grande Auditório, às 21h), o Coro Gulbenkian e a Orquestra dirigidos por Bertrand de Billy, com o apoio dos cantores Adina Aaron soprano, Adrineh Simonian meio-soprano, Charles Reid tenor e Boaz Daniel barítono interpretarão de Ludwig van Beethoven − Abertura Fidelio, op.72 / Ah! Perfido!, op.65 (cena e ária para soprano e orquestra) / Sinfonia nº9, op.125. Repete Sexta 3/5 às 19h. Dado não haver registo de Bertrand de Billy, ouça-se o de Nikolaus Harnoncourt :
Às 18h30, no Jardim de Inverno do São Luiz TM os finalistas do Concurso Jóvens Violinistas 2011 tocarão :
Otto Pereira - obras de Parashkev Hadjiev, George Enescu e Manuel de Falla
Luísa Seco - obras de Sergei Prokofiev e Eugène Ysaÿe
Na Sala Principal do São Luiz TM, às 21h, sob a direcção musical de Cesário Costa, Solistas da Metropolitana com o actor António Fonseca interpretam A História do Soldado de Igor Stravinsky, na versão de concerto a partir do espectáculo de 2010 (direcção cénica João Pedro Vaz). Relembra o programa : “… o compositor (Stravinsky) queria uma ópera itinerante … a partitura para sete instrumentos tem, por isso, forte dimensão cénica … à volta da história dum soldado que regressa a casa com o velho violino.”
Na Sociedade Portuguesa de Autores (Lisboa), às 18h30, o Trio de Madeiras de Jovens Solistas da Metropolitana (Carlos Tomás clarinete, Eva Mendonça flauta e Catherine Stockwell fagote) tocarão de Sérgio Azevedo Suite Campestre para Sopros, “Pelos campos fora”, de César Guerra Peixe Trio n.º 2 para Sopros e de Robert Muczynski Fragmentos. Em seguida o Quarteto de Cordas (Carlota Pimenta violino, Maria Bykova violino, Paul Wakabayashi viola e João Paes violoncelo) executará de Felix Mendelssohn Quarteto de Cordas n.º 1, Op. 12. (entrada livre)
Nos espaços da Igreja e do Museu de São Roque é apresentado, às 21h30,
Vieira em São Roque / visita dramatizada onde, a partir de excertos de sermões do Padre António Vieira, devidamente seleccionados, o encenador Francisco Brás, propõe-se apresentar a obra e o pensamento deste padre jesuíta. Duas figuras do povo, uma índia tupi e a rainha Cristina Alexandra da Suécia, contracenam com Vieira, dando-nos a conhecer as diferentes facetas desta figura incontornável da cultura portuguesa e ocidental. A dramatização termina com o Padre António Vieira a proferir o sermão de Santo António aos peixes, no púlpito da Igreja de São Roque.
Às 18h, na Sede da Metropolitana o concerto Quinta Perfeita traz Ravena Mendonça violino, Catarina Gonçalves violoncelo e Ricardo Vicente piano para tocarem de Antonin Dvorák Trio N.º 4, Op. 90, B. 166, Dumky (Um pensamento fugaz) e, em seguida, Carolina Patricio flauta, Catarina Passos flauta e Paulo Pacheco piano para interpretar de Jean-Michel Damase Trio para Flauta, Oboé e Piano. O concerto é repetido na Sexta-Feira, 3/6 ,às 19h, no Liceu Camões (Lisboa). (entrada livre)
No Ondajazz, às 22h30, o palco abre-se para a apresentação do Duo Peranzzentta Senise fruto da colaboração entre Mauro Senise e Gilson Peranzzentta. Músico com uma actividade de 35 anos, Senise participou em numerosos grupos (Cama de Gato, Quinteto Pixinguinha,Rio Jazz Orquestra, Trio erudito com Rosana Lanzelotte e David Chew ), sendo relembrado o seu espectáculo durante 3 dias no Lincoln Center (Nova Iorque) “The Music by Pixinguinha”.
Na Galeria ZDB, às 22h, o espectáculo é duplo. Actua primeiro Daniel Levin a Solo, um músico que, na esteira de Eric Friedlander, Daniel Pezzotti, Hank Roberts e David Darling, tem tornado o violoncelo uma força proeminente na composição jazzística. Após Organic Modernism (2011) com o seu notável quarteto (Wooley trompete, Moran vibrafone e Bitebc contrabaixo), acaba de editar Inner Landscape (2011) onde intervem a solo e que será a base do seu concerto em Portugal.
Em seguida, intervêm Manuel Mota & Margarida Garcia , guitarristas da música experimental nacional, autores do CD The Well (2004).
O CCB retoma (no seu 4º ano) a temporada de verão do Jazz às 5ªs, abrindo na Cafeteria Quadrante (às 22h) com o quinteto norueguês Motif, composto por Axel Dörner trompete, Atle Nymo saxofone/clarinete baixo, Håvard Wiik piano, Ole Morten Vågan contrabaixo e Håkon Mjåset Johansen bateria. (entrada livre)
O “Baile" regressa a Lisboa no MusicBox, às 0h00, sendo Luke Vibert o cabeça de cartaz. O seu álbum mais recente sob o nome Wagon Christ, Toomorrow, foi lançado em Março e é falado entre a crítica internacional como um dos discos do ano; aí se demonstra porque é “o rei da música exótica e ‘pedrada’, dos samples vocais ridículos, do ritmo balançante e do ‘groove’ psicadélico”. A juntarem-se a Luke Vibert vão estar Twofold e Macacos do Chinês, em formato DJ Set e em estreia absoluta num “Baile”.
No Cinema São Jorge, às 22h, Fernando Maurício inaugura a presença fadista nas Festas de Lisboa’11 num documentário de Diogo Varela Silva sobre a sua vida e obra.
No Instituto Franco-Português, das 19h-21h, o “Bar das Ciências” é À procura dos aromas do vinho : uma experiência sensorial complexa com Gilles de Revel, professor da Universidade de Bordéus e do Instituto das Ciências da Vinha e do Vinho (ISVV) - Faculdade de Enologia. Tema: “… a capacidade para extrair a informação olfactiva do vinho, que é uma matriz complexa, depende muito da nossa sensibilidade e também da nossa peritagem. A homogeneidade do discurso dos provadores em torno de um copo de vinho é portanto forçosamente difícil…”.
Sexta 3 de Junho - No Grande Auditório do CCB, às 21h, a Orquestra de Câmara Portuguesa (residente no CCB) sob a direcção musical de Heinrich Schiff (e também violoncelista) tocará de E. Elgar a Serenata para cordas, op.20, de C. Saint-Saëns o Concerto para violoncelo nº 1, op.33 e de L. van Beethoven a Sinfonia nº 4, op.60.
Nota: Só havendo de H.Schiff a gravação da 5ª Sinfonia (e não da 4ª) mostramo-la; também não existindo do Concerto para violoncelo de Saint-Saens, compensamos com a orquestra de Carlo Maria Giulini acompanhando Mstislav Rostropovich.
Ainda dentro do FIMFA Lx11 (Festival de Marionetas e Formas Animadas), estreia
às 21h30 na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II Flauta Mágica, uma produção da Thalias Kompagnons (Nuremberg, Alemanha) sobre a conhecida ópera de Mozart. O cenário revela uma mesa de manipulação, onde se movem as marionetas inspiradas nas pinturas e marionetas de Paul Klee, numa parafernália de cenários, dispositivos cenográficos e transformações. A acção horizontal das marionetas de luva é projectada através de câmaras de vídeo para um ecrã gigante localizado acima do palco, que muda de uma forma muito imaginativa. O reputado contratenor, Daniel Gloger, empresta às marionetas a sua versátil voz, acompanhado por uma orquestra com oito músicos. Repete Sábado 4/6.
Na Sala Principal do São Luiz TM, às 21h, realiza-se, com a participação da Orquestra Metropolitana, o Concerto final do Concurso Jóvens Violinistas 2011 com a presença dos quatro finalistas do Concurso. (entrada livre)
Às 19h, no El Corte Inglés, o Quarteto de Cordas de Solistas da Metropolitana (referido atrás) tocará de Felix Mendelssohn Quarteto de Cordas n.º 1, Op. 12 e o Trio de Madeiras (Susana Oliveira oboé, Marta Xavier clarinete e Daniel Mota fagote) tocará de Henry Barraud Trio para Oboé Clarinete e Fagote, de Jacques Ibert Cinco Peças em Trio e de Miguel Oliveira Cinco Miniaturas. O concerto será comentado por Alexandre Delgado. (entrada livre)
No Instituto Franco-Português, às 19h, o coro de vozes masculinas Maîtrise de Garçons de Colmar, sob a direcção de Arlette Steyer, entoará canções de Pierre Calmelet, R. Murray Schafer, Ernest Dines, Vytautas Miskinis, Roger Calmel, Victor Flusser, Alberto Grau, Charles Lecoq, Jean-Baptiste Lully e Jacques Chailley.
Na Casa dos Açores (em Lisboa), às 21h30, os Solistas da Metropolitana Ana Mendes flauta, Ana Castanhito harpa e Ricardo Mateus viola interpretarão de Nino Rota Sonata para Flauta e Harpa, de Arnold Bax Trio elegíaco e de Claude Debussy Sonata para Flauta, Viola e Harpa. (entrada livre)
Às 24h, no Palácio Belmonte (Páteo Dom Fradique, 14, ao Castelo) os Soundwalk apresentam Ulysses’s Syndrome. Obra sonora de 24 horas, reunindo um grande leque de fragmentos marítimos realizado no Outono de 2009, entre Itaca e Tróia, ( passando pela Baia de Nápoles, Palermo, Stromboli, as Ilhas Eolias, Cartago), foi gravada ao vivo, a bordo de um três mastros, equipado de antenas de longo alcance e de scanners pilotado pelo capitão do som Stephan Crasneanscki, e seus companheiros Simone Merli, Kamran Sadeghi e Dug Winnigham sem esquecer o realizador Jim Helton, que assina o filme.
ULYSSES SYNDROME from Jim Helton on Vimeo.
O Coliseu dos Recreios apresenta, às 21h30, o espectáculo Mayra Andrade Convida onde a cantora cabo-verdeana mostra uma nova faceta da sua música, expressa no seu último trabalho Studio 105 e convida uma verdadeira constelação de estrelas nacionais: Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo, Carlos Martins, Tereza Salgueiro e Tito Paris.
Integrado nas Festas de Lisboa’11, toda a área do Castelo de S. Jorge será ocupada a partir das 12h30 pela Compagnia Sbandieratori e Musici di Città della Pieve (Companhia de Agitadores de Bandeiras e Músicos), formação que integra sbandieratori e músicos que combinam ritmo e acrobacias, criando atmosferas evocativas da época renascentista. (este espectáculo integra-se no quadro das manifestações organizadas pelas instituições italianas em Portugal, por ocasião das celebrações para o 150º aniversário da unificação de Itália).
No mesmo Castelo de S. Jorge, às 22h, canta Ana Moura com a participação do Lisboa Fado Ensemble, dentro das Festas de Lisboa’11.
A iniciativa Jazz na Praça leva à Praça Paiva Couceiro (Penha de França), a partir das 19h, o Nuno Ferreira Quarteto, grupo que é constituído, além do guitarrista, por Bernardo Moreira no contrabaixo, João Moreira no trompete e André Sousa Machado na bateria e que “ pratica um Jazz moderno, assente na interacção entre os seus elementos e no conhecimento e respeito pela vasta tradição deste género musical”.
Sábado 4 de Junho - No Pequeno Auditório do CCB, às 21h30, estreia Três Homens Sós, com texto e encenação de André Murraças e interpretação de Suzana Borges, Anabela Brígida, Vítor d’Andrade e André Patrício. Inspirado em três argumentos de cinema das obras de Paul Schrader American Gigolo, Light Sleeper e The Walker, o espectáculo recupera as histórias das personagens dos filmes mantendo o tema dos “lonely men”. “Três histórias da condição humana no vasto cenário da cidade. A cidade racista, homofóbica, plástica, sedenta, violenta, falsa, hipócrita e decadente. Mas também um lugar onde é possível encontrar o amor, apesar de tudo...” (diz o programa). Permanece até Quarta 8/6.
No Pequeno Auditório do CCB, a orquestra-escola de jazz Big Band Júnior (direcção musical e pedagógica de Claus Nymark) dá o seu terceiro concerto Summertime!
Na Sala de Ensaio do CCB, o Teatro do Vestido apresenta (em estreia absoluta) às 15h30 Tropeçar, um projecto de teatro para a infância “que pretende ser mais sobre aquilo que as crianças nos dizem do que sobre aquilo que nós lhes dizemos a elas”. Um manifesto? Um conjunto de perguntas? Ou só uma deteminação? (permanece até 9/6, a horas diversas)
Na Sala Principal do São Luiz TM, às 21h, a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direcção musical de Gilles Apap (que também tocará violino) interpretará de Arvo Pärt Fratres (Solo), de Wolfgang Amadeus Mozart Concerto n.º 3 para Violino em Sol maior e de Felix Mendelssohn Sinfonia n.º 4 em Lá, op. 90, Italiana.
Às 16h00, no Palácio Nacional da Ajuda, alguns Jovens Solistas da Metropolitana Clara Saleiro flauta, Teresa Madeira violoncelo e Alexei Eremine piano interpretarão de Johann Nepomuk Hummel Adagio, Variações e Rondo sobre um tema Russo, Op. 78 e de Carl Maria von Weber Trio, op. 63. Outros Solistas (Madalena Rodrigues violino, Nuno Cardoso violoncelo e Jennifer Granlund piano) tocarão de Claude Debussy Trio para Violino, Violoncelo e Piano nº1. (entrada livre)
No Museu do Oriente, às 17h, Jovens Solistas da Metropolitana dos seus Agrupamentos da Academia Superior de Orquestra ( Adão Pires contrabaixo, Bruna Domingues contrabaixo, Jorge Castro contrabaixo, Margarida Ferreira contrabaixo, Rui Ferreira clarinete, Sandro Andrade percussão e Jorge Castro contrabaixo) interpretarão de Georg Philipp Telemann Concerto em Ré maior, TWV 40:202 [arr. para 4 Contrabaixos de Carolyn White Buckley], de Paul Hindemith Musikalisches Blumengärtlein und Leÿptziger Allerleÿ (Jardim musical florido e histórias de Leipzig), duos para clarinete e contrabaixo, de Bernard Alt Suite para Quatro Contrabaixos e de Morton Gould Benny’s Gig, 8 duos para clarinete e contrabaixo. Rui Campos Leitão fará os comentários. (entrada livre)
Também no Museu do Oriente, às 18h, no Auditório, haverá um Concerto de Gamelão de Java dado por um grupo do Departamento de Ciências Musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova orientado por Estelle Amy de la Bretèque. O repertório do concerto inclui peças dos sultanatos de Surakarta e de Yogyakarta. Actua, como convidado, o Grupo Yogistragong. Esclareça-se que o gamelão é um instrumento colectivo tradicional da ilha de Java, Indonésia, composto por diferentes percussões (gongos, lamelofones, membranofones) e voz. É usado para acompanhar o teatro de sombras, várias formas de dança, cerimónias rituais ou como forma musical de concerto.
O Coro Maîtrise de Garçons de Colmar, sob a direcção de Arlette Steyer, actuará, às 19h, na Igreja de São Roque com um repertório integralmente diferente (do concerto no IFP) de canções desde Pedro Escobar (1465 - 1535), Esteban Lopes Morago (1580 - 1630), Marc-Antoine Charpentier (1643 - 1704) a Frantz Biebl (1906 - 2001), Eric Whitacre (1970 - ) ou Bruno Miranda (1971 - ).
Ainda dentro do FIMFA Lx11, estreia às 21h30 na Sala Principal do Maria Matos TM L’Imédiat, uma criação de Camille Boitel, com interpretação de Marine Broise, Aldo Thomas, Pascal le Corre, Camille Boitel, Jérémie Garry e Jacques-Benoît Dardant. Espectáculo sem palavras. Descrevem os críticos : “Seis artistas-acrobatas tentam manter o equilíbrio no meio de uma confusão mirabolante e de uma delirante cascata de catástrofes.” ”… Camille Boitel oferece uma visão trágica da condição humana, num mundo em que tudo parece estar num estado de desastre iminente. Mas L’Immediat não deixa de ser também um elogio ao espírito inventivo e de perseverança do Homem, em confronto com os desastres que causamos e que sofremos.” Repete Domingo às 18h e Segunda às 21h30.
No Ondajazz, às 22h30, volta a apresentar-se Orlanda Guilande recentemente chegada duma permanência londrina, cantora de origem africana mas que aborda o fado, o soul e o jazz.
No Castelo de S. Jorge, às 22h, canta Raquel Tavares com a participação do Lisboa Fado Ensemble, dentro das Festas de Lisboa’11.
Ainda dentro do FIMFA Lx11, no Museu da Marioneta às 16h, o Teatro de Ferro apresenta Pandora com direcção e interpretação de Carla Veloso e Igor Gandra. Espectáculo sobre os múltiplos espectáculos que Pandora é ou podia ter sido − vamos abrir a caixa das possibilidades “quase não concretizadas” e das ideias que não veriam a luz do dia se a curiosidade não fosse também uma arte. Repete Domingo 5/6 às 21h30.
No Estoril Jazz 2011, o Trio Hal Galper, composto por Hal Galper ao piano, John Bishop no contrabaixo e Jeff Johnson na bateria, toca às 18h. “Músico assumidamente integrado na corrente mainstream do jazz moderno, acompanhador excepcional e solista de grande imaginação e criatividade, este pianista é um brilhante continuador da grande tradição do bebop e do hardbop” (segundo o programa). Integrou conjuntos como os de Chet Baker, "Cannonball" Adderley, John Scofield, Slide Hampton, Lee Konitz, Stan Getz ou Phil Woods.
Antes, das 16h-17h30, o pianista dará uma conferência sobre O que é o Jazz ? com a participação do músico português Zé Eduardo.
Domingo 5 de Junho - No CCB (na Sala Luís de Freitas Branco), às 11h30, a 4ª sessão dos Concertos à Conversa /Música sem fronteiras chama-se Música de Câmara em boa companhia e oferece como programa : 1. Concertino para piano (Paulo Pacheco) e ensemble de câmara (Nuno Silva clarinete, Daniel Mota fagote, Tiago Matos trompa, Vítor Vieira violino I, Jorge Alves violino II e Juan Maggiorani viola) de Leoš Janácek ; 2. Suite para violoncelo solo (Marco Pereira violoncelo) de António Pinho Vargas ; 3. Canto de amor e de morte, op.140 de Fernando Lopes-Graça. Esta última obra, considerada por muitos a sua obra-prima, será interpretada por Paulo Pacheco piano e o Quarteto de Matosinhos (Vítor Vieira violino I, Jorge Alves violino II , Juan Maggiorani viola e Marco Pereira violoncelo).
Dez anos após a primeira colaboração entre a artista irlandesa Orla Barry e o escultor português Rui Chafes estreou no início de Maio no Museu Colecção Berardo a exposição Five Rings, já considerada por alguns críticos “um dos momentos altos da temporada portuguesa”(C.M.). Diz o folheto acompanhante : “Five Rings apresenta-se como um percurso através de uma sequência de “palcos” que nos conduzem até um espaço de memória ficcional. … Para ela (Orla Barry), a arte é uma maneira de dar forma a uma imagem ou a uma visão da realidade. Escreve poemas em prosa, fragmentos de texto que consistem em reflexões filosóficas, pensamentos, acontecimentos, factos biográficos, elementos de uma narrativa ficcional e associações de som. É esta paixão pelas palavras e pelas sensações que representa a verdadeira proximidade com Rui Chafes, artista que traduziu para português os Fragmentos de Novalis, que cita constantemente em escritos que acompanham toda a sua obra.”
Na 5ª edição do Outjazz, neste mês de Junho no Anfiteatro Keil do Amaral (no Espaço Monsanto), ouviremos às 19h Groove 4 Tet da Dj Isilda Sanches, uma jornalista que encontrou o conforto das ondas hertzianas com o decorrer dos anos.
O Estoril Jazz 2011 encerra com a actuação de Joe Lovano, um dos mais conceituados saxofonistas da actualidade, brilhante construtor de pontes entre as velhas correntes do sax e a modernidade. Com o seu quarteto integrando Salvatore Bonafede no piano, Peter Slavov no contrabaixo e Jeff Ballard na bateria, Lovano trará certamente parte do seu novo álbum (o seu 22º para a Blue Note Records) Bird Songs , considerado “uma perspectiva excitantemente aventurosa, totalmente moderna mas estritamente pessoal de uma das figuras mais influentes da história do jazz vista por uma das vozes mais importantes da música actual”, referimo-nos, claro, a Charlie Parker.
Vai-se aproximando o verão, caros leitores, as principais temporadas artísticas estão a acabar e em breve entraremos na pausa estival … ameaçados embora pela “tempestade” política cuja borrasca irá infelizmente cair sobre todos nós !
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