Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Ainda José Luis Sampedro - um dissidente do mundo – por Carlos Loures

 

Já aqui vos disse há tempos atrás, a propósito de Castoriadis e do seu Socialisme ou Barbarie, como um termo, um nome que ouçamos uma primeira vez de forma consciente, passa, a partir de então, a perseguir-nos. Em Paris, um companheiro sueco num Albergue de Juventude de La Chapelle onde estava instalado, falou-me  no filósofo e, a partir de então, volta que não volta, o jornal Socialisme ou Barbarie e Castoriadis apareciam-me em citações, transcrições, referências. Foi esse o fio condutor para a leitura da  obra de Gramsci .e de Pannekoek. Com José Luis Sampedro passa-se um pouco o mesmo. Tendo relido o seu La sonrisa etrusca, não cessam de me aparecer notícias e referências a este grande escritor que, com 94 anos, demonstra uma invulgar pujança intelectual.

 

 

 Nos artigos anteriores, já vos falei dos romances de José Luis Sampedro e abordei a sua faceta  de Economista e de Humanista num vídeo em que ele aponta como

 única solução para a crise global o abandono do modelo capitalista. Acontece que no Teatro Bellas Artes de Madrid se estreou em 11 de Março uma versão dramática de O Sorriso Etrusco. Estará em cena até ao dia 24 de Abril. Quem for a Madrid por estes dias, poderá assistir a este espectáculo, uma peça de Juan Pablo Heras, inspirada no romance de Sampedro. O actor Héctor Alterio desempenha o papel de Bruno, o velho calabrês que vem para Milão, fazer exames médicos, e descobre dois grandes amores, pelo seu neto e por Hortensia, uma viúva dona de um pequeno lugar de frutas, papel desempenhado por Julieta Serrano.

 

Há semanas atrás, numa cerimónia realizada no salão de actos da Biblioteca Nacional, em Madrid, a ministra da Cultura, Ángeles González-Linde, impôs-lhe da medalha da Ordem das Artes e das Letras de Espanha. Abaixo poderão ver um vídeo sobre essa cerimónia. Os actores da peça baseada no seu romance representaram algumas cenas e o escritor, fez uma eloquente intervenção improvisada, citando versos seus de cor.

 

Na sua alocução a ministra recordou que Sampedro dissera que um escritor é como uma vaca que rumina no meio de um prado e que ele era um homem paciente que dedicou a sua vida a observar o lado conflituoso do prado. Sem hesitar, José Luis respondeu que essa frase continua a ser adequada, «porém agora», disse, «penso que talvez o que eu tenha querido ser ao longo de todo este tempo é um aprendiz de mim mesmo; fui fiel ao que pensava, e agora posso dizer que na vida se deve fazer o que se deve fazer e não deve fazer-se aquilo que acreditamos não dever fazer-se».

 

E disse ser «um dissidente do mundo, que vê o Ocidente muito descarrilado e uma Europa que não vai pelo bom caminho… Sinto-me fora da corrente geral, perturbado pelo facto de a humanidade ser capaz de tantas façanhas e não seja ainda capaz de viver em paz, de procurar palavras de harmonia.» Manifestou-se contra os dogmas «e a favor do livre pensamento, sem o qual não há uma humanidade plena».

 

Façam então o favor de ver o vídeo. Amanhã e domingo terminarei este ciclo de textos dedicados a José Luis Sampedro, com duas partes de excertos de uma interessante entrevista que concedeu ao diário digital Público (de Madrid).

 

publicado por Carlos Loures às 12:00
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Sempre Galiza! - Presidente do Brasil defende reforço da CPLP

 

Por ocasião da sua visita a Portugal, em artigo no jornal Público de 30 de Março, Dilma Rousseff, presidente do Brasil, escreveu:

 

Como países lusófonos, precisamos fortalecer a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, valioso instrumento de promoção da nossa língua como idioma global. Penso, sobretudo, na possibilidade de criarmos um canal internacional de notícias lusófonas, mecanismo essencial de comunicação, consulta e informação.

 


publicado por Pedro Godinho às 11:05
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Sempre Galiza! - wiki-faq AGAL (4) : A AGAL e o Portal Galego da Língua

 

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

 

 

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )

 



Que é a Agal?

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) é umha entidade sem ánimo lucrativo constituída em 1981 na Galiza para defender:

  • Umha estratégia reintegracionista para a língua da Galiza (a visom e a vivência desta como umha variedade do sistema lingüístico galego-português).
  • A sua plena normalizaçom lingüística.

 

 

Em 1983, a sua Comissom Lingüística editou um estudo crítico das normas ortográficas e morfológicas do idioma galego. Em 1989, a segunda ediçom, corrigida e acrescentada, incluía a proposta normativa da Agal.


Para levar a cabo a sua missom, tem utilizado diferentes formatos:

 

Que é o Portal Galego da Língua?

 

O Portal Galego da Língua é o principal sítio na rede que informa da atualidade da língua e cultura dumha óptica galega. É promovido pola Associaçom Galega da Língua (AGAL).

 

 

O PGL é herdeiro direto dos primeiros trabalhos na rede iniciados em 1999 pola AGAL, com a página web lançada da mao do professor José Henrique Peres Rodrigues; em Setembro de 2001 nasceu um novo sítio corporativo, impulsionado polo novo Conselho presidido por Bernardo Penabade. Esse novo site começou a incorporar notícias e aos poucos meses resultou no projeto atual, lançado em maio de 2002, cujo nome é devido a Miguel R. Penas.

 

Entre 2002 e 2008 fôrom inúmeras as colaboraçons recebidas, e as quase cem mil visitas mensais confirmam o seguimento e impacto do projeto, com mais de 4.500 artigos publicados durante os seus seis anos de vida, entre os quais 500 peças de opiniom, além de muitas outras secçons, todas voltadas para aproximar a estratégia luso-brasileira de umha maneira simples e didática.

 

O novo PGL estreou em 2008 endereço próprio, novo delineamento e estrutura renovada, mais moderna, simples e que torna mais fácil de navegar, com as notícias em destaque ordenadas por releváncia na capa e por secçons específicas no histórico. Pode-se contudo seguir a aceder ao velho PGL, se bem que a navegaçom nem sempre seja fácil, mas existe um guia que permite orientar-se melhor.

 

Deve destacar-se a secçom de Opiniom, que ganhou um espaço próprio e alargou os seus conteúdos além da questom lingüística; a comunidade dos Blogues agal-gz e a dos Foros PGL, potenciadas agora para um maior conhecimento e debate.

 

Ainda, surgiu o Canal Aberto, espaço dirigido especialmente a acolher contributos ocasionais ou de outras temáticas. Por seu lado, a AGAL conservou um espaço para as suas próprias notícias, embora o resto das suas informaçons sairám a lume de aqui a pouco na sua própria web corporativa, hoje em construçom.

 

Desde entom, a nova etapa tem consolidado o projeto, aumentando a atualizaçom de notícias (quase 2.500 em ano e meio) e incorporando o PGL às redes sociais, como o Twitter ou o Facebook. Ainda, o canal Entrevistas viu-se enormemente potenciado, com reportagens exclusivas que dam a conhecer o bulir de umha estratégia abraçada cada mais transversalmente na Galiza.

 

Outros sites associados ao PGL som o Planeta NH, site lúdico com questionários culturais, a loja on-line imperdível e o dicionário e-estraviz, o mais completo dicionário galego. 

 

 

 

                    

 

 

publicado por Pedro Godinho às 11:00
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APE - Associação Portuguesa de Escritores - Novos Corpos Gerentes

 

 

 

Associação Portuguesa de Escritores

 

Na Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores, realizada em dia 28 de Março, foi o seguinte o resultado da eleição  dos novos corpos gerentes para o triénio de 2011 a 2014:

 

ASSEMBLEIA GERAL:

Efectivos

Presidente –

Mário Cláudio

Vice-Presidente –

Lídia Jorge

1.º Secretário –

Luís Vendeirinho

2.º Secretário –

Annabela Rita

 

 

 

Suplentes

 

Leonoreta Leitão

 

Fernando Dacosta

 

 

DIRECÇÃO:

Efectivos

Presidente –

José Manuel Mendes

Vice-Presidente –

José Correia Tavares

Vice-Presidente –

Luís Rosa

Secretário-Geral –

Fernando Miguel Bernardes

Tesoureiro –

José Manuel de Vasconcelos

1.º Secretário –

Luís Machado

2.º Secretário –

Paula Cristina Costa

Vogal –

Vergílio Alberto Vieira

Vogal –

Teresa Martins Marques

 

 

 

Suplentes

 

Ana Eduarda Santos

Emília Ferreira

 

José António Gomes

 

José do Carmo Francisco

 

Júlio Moreira

 

Luís Souta

 

Margarida Fonseca Santos

 

Serafina Martins

 

Silvina Rodrigues Lopes

 

 

CONSELHO FISCAL:

Efectivos

Presidente –

Domingos Lobo

Secretário –

Fernando Jorge Fabião

Relator –

Graça Pires

 

 

 

Suplentes

 

Sérgio de Sousa

 

António Ferra

 

 

 

 

 

Ilustração 1

 

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((Tel.) +351 21 39718 99

7(Fax) +351 21 397 23 41

+ Rua de S. Domingos à Lapa, 17
     1200-832 Lisboa, Portugal

 

 

 

publicado por João Machado às 10:30
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You are welcome to Elsinore, de Mário Cesariny

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre nós e as palavras há metal fundente

entre nós e as palavras há hélices que andam

e podem dar-nos morte  violar-nos  tirar

do mais fundo de nós o mais útil segredo

entre nós e as palavras há perfis ardentes

espaços cheios de gente de costas

altas flores venenosas   portas por abrir

e escadas e ponteiros e crianças sentadas

à espera do seu tempo e do seu precipício

 

Ao longo da muralha que habitamos

há palavras de vida há palavras de morte

há palavras imensas, que esperam por nós

e outras, frágeis, que deixaram de esperar

há palavras acesas como barcos

e há palavras homens, palavras que guardam

o seu segredo e a sua posição

 

Entre nós e as palavras, surdamente,

as mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos

palavras que nos sobem ilegíveis à boca

palavras diamantes palavras nunca escritas

palavras impossíveis de escrever

por não termos connosco cordas de violinos

nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar

e os braços dos amantes escrevem muito alto

muito além do azul onde oxidados morrem

palavras maternais só sombra só soluço

só espasmos só amor só solidão desfeita

 

Entre nós e as palavras, os emparedados

e entre nós e as palavras, o nosso dever falar

 

(in Eugénio de Andrade, Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, Campo das Letras)

 

publicado por Augusta Clara às 10:00

editado por João Machado às 00:26
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CantaStórias - O Segredo da Floresta

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TEXTO DA AUTORA

 

É já no dia 2 de Abril!

CantaStórias - O Segredo da Floresta

(os textos, letras e canções são minhas, as orquestrações do Francisco Cardoso)

Sessões às 10h30 e 11h45, no Cine Teatro Ginásio, Espaço Chiado

No dia do 1º espectáculo, teremos também o CD, com as canções todas e as histórias.

 

Um abraço

Margarida

Fonseca santos

publicado por João Machado às 09:00
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