Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

Fotografia de José Magalhães com poema de Manuel Simões

 

 

ENTARDECER

 

    
1

O entardecer desorganiza

o nosso mundo,

exalta o canto

doloroso das aves

 

como apelo que flutua

no verde das árvores

de súbito acolhendo

os estranhos, espúrios

frutos da noite.

     
2

Já não tarda o entardecer:

as aves pressentem o lento

progredir das sombras, o vento

ausente que as sufoca, o único

irrepetível surpreender

das trevas.

 

Manuel Simões

 

(De "Micromundos",Lisboa, Colibri, 2005).

 

 

À meia-noite chegará o última das seis fotos desta exposição com  um belo poema de Sílvio Castro

 

publicado por Carlos Loures às 23:30

editado por João Machado às 22:06
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