Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Ode, de Ricardo Reis

 

 

 

 

 

 

 

Sábio é o que se contenta com o espectáculo do mundo,

E ao beber nem recorda

Que já bebeu na vida,

Para quem tudo é novo

E imarcescível sempre.

 

Coroem-no pâmpanos, ou heras, ou rosas volúveis,

Ele sabe que a vida

Passa por ele e tanto

Corta à flor como a ele

De Àtropos a tesoura.

 

Mas ele sabe fazer que a cor do vinho esconda isto,

Que o seu sabor orgíaco

Apague o gosto às horas,

Como a uma voz chorando

O passar das bacantes.

 

E ele espera, contente quase e bebedor tranquilo,

E apenas desejando

Num desejo mal tido

Que a abominável onda

O não molhe tão cedo.

publicado por João Machado às 10:00
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