Ao longe, surge a lua pálida e formosa
lançando sobre a terra o manto de luar;
oiro subtil que paira p´ra nos encantar,
enquanto a brisa esparge o bálsamo de rosa
Mirando, além a tua casa silenciosa
recordo-me dos planos feitos a sonhar;
perdidos, como o fumo que se vai p’lo ar,
numa tarde serena da estação calmosa.
Remiro a tua casa e o meu pensamento
transporta-se veloz e atinge, num momento,
esse quarto, que habitas, em terra distante.
E, vejo-te a dormir; tão formosa, tão bela,
que o luar atravessa os vidros da janela
e beija-te na face, louco, delirante.
Este poema de Políbio Gomes dos Santos, foi escrito em Ansião, no dia 9 de Setembro de 1930, e foi publicado no n.º 1 do jornal Novo Horizonte, saído em 1 de Janeiro de 1931. O poema e esta informação foram obtidos de Ansianenses ilustres, de Manuel Augusto Dias, a quem VerbArte cumprimenta e agradece.

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