O estado já absorve 50% da riqueza que criamos!O que será preciso fazer para que duas em cada cinco crianças não vivam em situação de pobreza e que quase dois milhões de idosos não vivam na mesma situação de pobreza?
Antes de tudo é preciso perceber que os dois grupos são, pela sua natureza, os mais fracos, os menos capazes de fazerem ouvir a sua voz. Isto, resulta claramente, do estado corporativo em que vivemos, quem grita muito, ou pertença a um grupo numeroso ou poderoso, mesmo sem razão, é a prioridade das políticas desenvolvidas a todos os níveis.
Grande parte do dinheiro que devia ser canalizado para aqueles grupos sociais fica pelo caminho, na imensidão de funcionários públicos, na duplicação de institutos e fundações, nos serviços que pagamos mais caros, nas escolas sem mérito e sem avaliação, nos tribunais para ricos, nas auto-estradas em duplicado, nos estádios desnecessários, nas parceria publico privadas onde o risco é todo do estado e o lucro todo das empresas...
De 2004 para cá não houve melhoria nenhuma e com as recentes medidas e cortes que atingem os mais pobres o futuro não é promissor, " a pobreza infantil tem uma gravidade acrescida relativamente aos restantes estratos da população" uma vez que têm efeitos a curto, médio e longo prazo: a curto "por via das privações diárias a que as crianças estão sujeitas"; a médio e longo prazo "através do grau de escolaridade/qualificação profissional, da inserção no mercado de trabalho, da capacidade de participação e intervenção social" a que estão sujeitas.
Não ter acesso ao dentista; a fruta e legumes diariamente;não ter acesso a roupa nova...
É, então, este o Estado Social que devemos defender com denodo?
Claro que não! Devemos de uma forma corajosa e inteligente defender um Estado Social que dê prioridade aos mais fracos, que distinga as várias classes sociais e que seja progressista, isto é, que se organize segundo as melhores práticas com vista a atingir objectivos bem definidos através das melhores metodologias.
"As medidas que têm sido tomadas são óptimas para aparecer no jornal" diz a investigadora social Amélia Bastos do Centro de Matemática Aplicada à Previsão e Decisão Económica, no ISEG de Lisboa.( livro: Números com esperança, abordagem estatística da pobreza infantil em Portugal: da análise às propostas de actuação. A edição é da Almedina e o Publico informa)
Conservar e insistir em políticas que têm os resultados que se vêm, não passa de serôdio conservadorismo!

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