Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Egipto e Tunísia: laboratórios do plano económico neocolonial americano - por Octopus

Com a devida vénia e autorização do autor, transcrevemos este artigo de octopedia.blogspot.com

 

O Egipto, apesar de   ser um grande exportador de petróleo e de gás natural, tem uma dívida pública   de cerca de 30 mil milhões de dólares. A sua economia é dominada por   multinacionais americanas e europeias.

  

Os Estados Unidos já   anunciaram que vão assumir os encargos de mil milhões da dívida egípcia para   estimular a economia local. O que parece um boa intenção, é na realidade puro   ilusionismo. Na realidade, esse dinheiro vai ser usado na obtenção por parte   das multinacionais americanas de cotas nas empresas egípcias e de concessões   de petróleo. Assim os Estados Unidos vão "reciclar" a   "ajuda" na suas próprias empresas que vão ganhar mil milhões de   dólares.


Simultaneamente, os Estados Unidos vão emprestar mil milhões de dólares ao   Egipto, agravando ainda mais a sua dívida.

 

Com a ajuda da Europa,   os Estados Unidos vão apresentar na cimeira do G8, de 26 e 27 maio deste ano,  em França, a criação conjunta de um "fundo de empresas de   investimento", de 14 mil milhões de dólares, destinado a "ajudar a   transição democrática" do Egipto e da Tunísia. Esse dinheiro destina-se   a apoiar as empresas estrangeiras que querem investir nesses países e não aos   países em si. 

 

Só para ter uma ideia   das "boas" intenções desse fundo, ficamos a saber que, por exemplo,   que o "Fundo  de empresas USA-Egipto" será dirigido por 4   representantes privados americanos e 3 do Egipto, sendo que estes serão   nomeados pelo presidente americano!

 

Por fim, Obama   anunciou que os Estados Unidos "vão ajudar os novos governos   democráticos a recuperar os bens roubados". Esta referencia também tem   como objectivo lembrar os mais de 150 mil milhões de dólares da família de   Kadhafi "congelados" pelos Estados Unidos, o Reino Unido e a   França. Quando estes forem "descongelados" serão transformados em   "fundos de empresas" para assim esses países poderem se apropriar
  da economia líbia.

 

 Artigo baseado nos dado do texto italiano de Manlio Dinucci:

 

  http://www.ilmanifesto.it/area-abbonati/in-edicola/manip2n1/20110522/manip2pg/03/manip2pz/303602/

 

 

publicado por Carlos Loures às 18:00
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