Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Economia Global, Capitalismo de Estado e Neoliberalismo - 5

Júlio Marques Mota

 

Jovens Trabalhadores: Lutam dentro da "Cidade Foxconn"

 

A Foxconn descreve o local da sua fábrica de Shenzhen Longhua, como estando sub-dividido em 11 zonas assinaladas por ordem alfabética, de A a K, como um campus. É o maior parque tecnológico na China, onde 300.000 trabalhadores trabalham, ou seja um terço da sua força de trabalho da Foxconn na China. Segundo o perfil expresso pela empresa e relatado pelos media (92) o campus de 2,3 quilómetros quadrados inclui:

 

fábricas, residências, bancos, hospitais, correios, bombeiros, com dois carros de bombeiros, uma rede de televisão exclusiva, um instituto de ensino, livrarias, campos de futebol, zonas de basquete, atletismo, piscinas, supermercados, e um conjunto de cafés, pastelarias e restaurantes.

 

O nosso trabalho de campo confirma que a maioria dos trabalhadores da Foxconn na China são jovens migrantes que trabalham e vivem nos campus. Esses trabalhadores produzem e montam os produtos electrónicos de alta qualidade. Num slogan da propaganda Foxconn sobre recrutamento em todo o mundo lê-se: "A marca Foxconn é o talento dos seus trabalhadores " (no original chinês, rencai shi Hon Hai de pinpai). (93) Os factos sugerem, contudo, que a empresa está a perder o seu talento mais precioso. Até ao final de Maio, 12 trabalhadores Foxconn tinha saltado ou caído para a morte e o décimo-terceiro, um trabalhador de 25 anos, cortou os pulsos depois de ter sido impedido de saltar de um dormitório (vide tabela 5). Dados os recentes acontecimentos, o termo usado para se referir aos trabalhadores, "o povo da Foxconn" ou Fu Kang ren, soa com uma muito amarga ironia, uma vez que estas palavras em chinês, traduzidas à letra, significam as pessoas "ricas" e "saudáveis".

 

Tabela 5. Suicídios na Foxconn em Shenzenn, Janeiro a Maio, 2010.

 

 

 * Os media Chinese locais relataram a morte de Ma Xianqian como a “primeira” das 13 tentativas de suicídio falhadas desde Janeiro de 2010 nas

instalações da Foxconn en Shenzhen.

# Sobreviveu com ferimentos

Fonte: News reports

 

Foxconn publicita visitas feitas por psicólogos com a sugestão vergonhosa de que o número de suicídios nos seus dois locais de trabalho em Shenzhen está abaixo do nível nacional, (94) numa fria tentativa feita tanto para evitar a responsabilidade como para esconder o problema. Nenhum estudo científico genuíno se iria basear em tal comparação que deixa fora de consideração que os suicídios na Foxconn foram de jovens empregados na cidade Foxconn.(95) Nem se considera como "norma" que os trabalhadores chineses cometem suicídio a lutar por péssimas condições de trabalho.

 

 Aqui apresentamos a nossa recolha de dados, análises sobre a indústria, e relatórios de investigação feitos e publicados pelos media e por grupos de defesa dos direitos dos trabalhadores para assim se conseguir uma melhor e mais profunda compreensão dos problemas. Concluímos que os três principais autores a saber (as grandes empresas internacionais de marca, a Foxconn e os governos locais e nacionais) deveriam agir com responsabilidade para acabar com esta tendência dos trabalhadores da Foxconn escolherem acabar com as suas vidas.

 

 Outsourcing, os lucros da Apple e os baixos salários

 

 

Do ponto de vista da cadeia de oferta global relativamente ao poder de compra, as principais marcas internacionais têm uma enorme influência sobre os fabricantes com quem contratam. Ainda agora, descobrimos que a Apple e as outras empresas globais estão a pressionar os seus fornecedores em todo o mundo com muito pouca preocupação quanto aos efeitos das suas acções sobre as pessoas que produzem esses produtos. A Apple já expandiu e diversificou os seus investimentos na produção na Ásia. (96) Os analistas do sector estimam que as margens de lucro operacionais entre os principais fornecedores de produtos electrónicos terão sido, na melhor das hipóteses, entre 4 a 5 por cento, em média, em 2007.(97) Por segmento de produto, a concorrência pela obtenção de encomendas leva a que se espere taxas brutas ainda menores para os fabricantes de notebooks " em 2011 a partir do nível já reduzido de 4 por cento em 2010.(98)

 

 A Apple, que teve lucros recordes no meio de uma enorme crise económica, continua a aproveitar todas as oportunidades para tentar conseguir os preços mais baixos dos fornecedores. De facto, fontes deste sector da indústria sugeriram que a Apple fez encomendas à Foxconn para o seu iPhone depois da Foxconn ter concordado em vender partes a "lucro zero".(99) A Foxconn provavelmente aceitou o acordo a fim de manter outros contratos mais lucrativos com a Apple e para vencer os seus concorrentes. Ofereceu um preço o baixo possível e imbatível dado a sua enorme dimensão do seu mercado para garantir uma posição líder na indústria. As receitas da Apple para o trimestre fiscal de 2009 pela primeira vez ultrapassaram os 10 mil milhões de dólares.(100)

 

 A Foxconn monta os dispositivos móveis de maior sucesso da Apple, tal comos os iPod, o iPhone 4 (o mais recente projecto de smartphones da marca Apple) e iPads (computadores de mesa que são mais finos e mais leves que netbooks ou mini-notebooks). Segundo a empresa de pesquisa de mercado iSuppli, o custo das componentes e montagem(101) de uma versão iPhone de 16 Giga é de 187,5 dólares, ou seja menos de um terço (31,3 por cento) do preço de venda dos EUA que é de 599 dólares. Estima-se que a Apple tem margens brutas na ordem dos 50 por cento sobre o iPhone, em comparação com 20 por cento a 40 por cento para os produtos concorrentes de outros produtores.(102)

 A Apple encaixa fortes margens de lucro sobre o seu hardware dada a sua supremacia no mercado, ficando com a parte do leão do montante dos lucros. O IPAD foi colocado à venda em 3 de Abril de 2010. Em Junho, a Apple anunciou que vendeu 3 milhões de iPads nos 80 dias a seguir à sua introdução nos Estados Unidos. (103) A iSuppli considera que o custo de fabricação de um iPad é só de 9 dólares, ou 1,8 por cento de do menor preço nos Estados Unidos, 499 dólares pelo IPad, e que o custo dos materiais está estimado em 250,6 dólares, ou seja, cerca de 50,2 por cento do preço de venda.(104) Com menos de 2 por cento do custo do mais barato Ipad por unidade a ficar nas mãos do fabricante, os trabalhadores da produção da Foxconn ficam ainda mesmo com menos.

 

 Na externalização da produção (outsourcing) a Apple é a mais lucrativa das empresas de tecnologia de ponta. No seu terceiro trimestre fiscal de 2010, a Apple registou uma receita recorde de 15,7 mil milhões, com uma grande margem bruta de lucro de 39,1 por cento.(105) O comunicado da empresa descreve o "trimestre fabuloso que superou todas as nossas expectativas, incluindo o lançamento do produto mais bem sucedido na história da Apple, o iPhone 4. O IPad, está a ter um óptimo começo... e nós pretendemos que novos produtos ainda comecem a ser comercializados este ano." Um analista da DigiTimes diz que a Apple encomendou 24 milhões de unidades do iPhone 4 só para este ano à Foxconn,(106) e espera-se que haja também muitas mais encomendas para os iPads.

 

 Os compradores de produtos Foxconn querem que os seus iPhones e computadores sejam rapidamente fabricados para responder à procura global. Por exemplo, a Apple está a tentar obter os seus modelos de cor branca de iPhone 4 para colocar no mercado, sem qualquer demora, mantendo-se com a disponibilidade de modelos de cor preta.(107) Tudo isto pressiona quer a produtividade quer a qualidade, tudo isto pressiona fortemente os trabalhadores da Foxconn. As peças e componentes electrónicos são montados rapidamente e movimentam-se 24 horas sobre 24 horas nas cadeias de transporte, os tapetes rolantes, e de montagem, sem paragem. Ao mesmo tempo, a juventude e o suor dos jovens trabalhadores são gastos a trabalhar com máquinas e ritmos implacáveis.

 

 A Foxconn ganha quer com a entrada de encomendas de grande volume quer com o trabalho duro dos jovens trabalhadores migrantes. No entanto, o lucro não é em nada comparável ao das principais grandes marcas. Sob a pressão directa da Apple e de outros compradores e dada a ganância por cada vez mais lucros, a Foxconn, a partir de 31 de Maio de 2010, pagou aos 450 mil trabalhadores da linha de produção das suas duas fábricas em Shenzhen apenas 900 yuan (132 dólares) por mês e com 40 horas de trabalho por semana. Por outras palavras, a Foxconn estabeleceu o seu salário de base máximo ao nível do salário mínimo local.

 

 Mas quanto é que os trabalhadores realmente ganham? Os jornalistas da Qingnian Bao de Pequim (Beijing Youth Daily) publicaram um esboço do salário de um trabalhador da Foxconn em Shenzhen do mês de Novembro de 2009 a 7 de Junho de 2010 (108). Estes mostram claramente:

 O rendimento total mensal do trabalhador é 2.149.5 yuans. O salário de base é de 900 yuans, que é o salário mínimo local obrigatório para um mês normal de trabalho de 21,75 dias. Todo o rendimento restante do trabalhador é o pagamento de 136 horas de trabalho extra [precisamente 100 horas acima do mínimo legal limite máximo de horas extras].

 

 Neste exemplo, 60 por cento do salário mensal total ganha-se a fazer horas extraordinárias. O trabalhador não está em minoria na Foxconn. Segundo um estudo sobre 5.044 pessoas, conduzido por Shenzhen Human Resources and Social Security Bureau, 72,5 por cento da força de trabalho da Foxconn é colocada com horas de trabalho extra muito para além dos limites legais para conseguir ganhar um pouco mais de rendimento.(109)

 

 Para salvaguardar os direitos dos trabalhadores e garantir as condições mínimas de subsistência, os grupos de estudantes e professores defensores dos direitos humanos baseados em Hong Kong, Students and Scholars Against Corporate Misbehavior (SACOM)), calcularam que a base de salários em Shenzhen deverá ser de 2.297 yuans (337 dólares) por mês. (110) China Labor Bulletin também defende que um salário base de 2.000 yuans por mês é "absolutamente necessário", em Shenzhen, na fronteira de Hong Kong.(111) A direcção da Foxconn não mudou os seus métodos de gestão, na sequência dos suicídios havidos. Os sindicatos de Taiwan e grupos de trabalhadores protestaram na sede da Foxconn perguntando: "Qual é o preço de um corpo humano" (rou xue ele AIJ)? (112) Numa conferência de imprensa em Taipé, alguns professores leram uma carta aberta assinada por 180 universitários de Taiwan em 13 de Junho de 2010. Nesta afirmava-se que "os recentes aumentos salariais [na Foxconn] não resolvem o problema... nós pensamos que o conjunto de suicídios na Foxconn é uma amarga acusação feita com 13 vidas de jovens contra o regime de exploração desumana."(113)

 

 Na base do problema estão as marcas globais, tais como a Apple com a sua pressão sobre os seus fornecedores, como a Foxconn, colocando-os em concorrência uns contra os outros em termos de preços, de qualidade e de tempos de entrega. Para garantir os contratos, a Foxconn minimiza os custos e transfere a pressão das baixas margens de lucro para os trabalhadores da linha de frente. A pressão para se manter em linha com preços competitivos face a novas ordens de encomenda leva os trabalhadores da Foxconn a novos níveis de exaustão.

 Os empregados da Foxconn têm bem experiência das suas longas horas de trabalho repetitivo com baixos rendimentos. Eles submetem-se ao controlo de gestão do trabalho e os seus baixos rendimentos e fracos tempos livres restringem as suas opções na forma de estar e de viver fora do trabalho. Muitos trabalhadores, homens e mulheres jovens, raramente deixam de trabalhar, excepto para comer e dormir, simplesmente para poderem fazer face às suas despesas. O resultado é uma comunidade de pessoas sob stress intenso, com poucos recursos, ou seja, uma situação propícia à depressão.

 

 A gestão da Foxconn, a disciplina do trabalho e as pressões

 

 Os gestores da Foxconn continuaram a insistir que o tratamento dado aos trabalhadores é o que se faz ao "nível mundial" (114), mesmo depois do oitavo salto para a morte desde o início do ano até 11 de Maio de 2010. Respondendo a perguntas da imprensa internacional, a Foxconn insistiu que a empresa "tem proporcionado aos trabalhadores um ambiente muito melhor e mais benefícios do [que] a indústria transformadora como um todo." (115) As críticas vindas a público da China Labor Watch (Nova Iorque) (116) e da China Labor Bulletin (Hong Kong)(117) sublinhavam não as instalações em si, mas a saúde dos trabalhadores e o seu bem-estar. O seu Presidente Terry Gou, finalmente quebrou o seu silêncio sobre o suicídio de dez trabalhadores a em 24 de Maio, mas apenas para negar que ele estava a dirigir “fábricas de sangue e de suor".(118).

 

 O número recorde de suicídios, diz Foxconn, não está relacionado nem com o seu estilo de gestão, nem com as condições de trabalho nem com as políticas de salários. O seu porta-voz Edmund Ding disse à imprensa que alguns dos trabalhadores tiveram "problemas pessoais".(119) Assim, a Foxconn criou um centro de cuidados de saúde e criou uma linha telefónica de apoio permanente aos empregados, 24 sobre 24 horas para ajudar os trabalhadores a manter a sua"saúde mental".(120). Os trabalhadores podem estar a socar em sacos sobre fotos dos seus supervisores para descarregar as suas raivas e frustrações no recém-inaugurado ginásio para libertação do stress.(121) A direcção também convidou um grupo de psicólogos para tentarem sugerir maneiras para os 300 mil trabalhadores jovens da Foxconn das fábricas de Longhua aprenderem a lidar com "as necessidades emocionais e psicológicas."(122) Enquanto isso, a Foxconn trouxe também monges com a tentativa de libertar as almas dos trabalhadores falecidos do seu sofrimento e para dissipar os infortúnios.(123) A realização do ritual religioso, no entanto, não pode parar o 11 º, o 12 º e o 13º salto para a morte. Depois da tentativa de suicídio em 27 de Maio, a Foxconn começou a instalar 3.000 mil metros quadrados de redes de segurança entre os edifícios que serviam de dormitórios para impedir que os trabalhadores se matassem atirando-se para o chão. O Presidente Terry Gou apelidado de "ai Xin Wang ", o que traduzido à letra significa “ redes com um coração amoroso."(124) Mas a questão é: "podem as redes realmente ajudar a salvar vidas?”

 

 Questionamos o enquadramento feito pela Foxconn relativamente aos suicídios como sendo casos isolados e individuais num típico exemplo de tentar culpar as vítimas. Depois de uma sequência de suicídios dos empregado nas duas fábricas de Shenzhen, a Foxconn anunciou que iria testar os empregados aquando da sua admissão na fábrica para identificar eventuais questões de "saúde mental"(125) não visíveis e em todas as suas unidades fabris que tem em toda a China. A direcção alegou que as mortes estavam principalmente relacionadas principalmente com a imaturidade e o frágil estado de espírito dos jovens migrantes rurais. A sua abordagem de culpar as vítimas leva a sugerir que Foxconn continua relutante em avaliar os problemas de base dos locais de trabalho e em avaliar também o seu impacto negativo sobre o estado físico e mental dos seus trabalhadores.

 

 Cultura militar

 

 "Um líder", diz Terry Gou, (fundador da Foxconn) deve ter a coragem suficiente para ser "um ditador para o bem comum" (ducai wei gong).(126) Sob a sua liderança, a Foxconn Longhua construiu a sua própria “cidade”em Shenzhen, onde os gestores de empresas e agentes de segurança detêm um controlo supra-governamental sobre seus funcionários. Um exemplo extremo é que as chamadas de emergência feitas à polícia através de telefones da fábrica são automaticamente transferidas para o departamento de segurança da Foxconn privada!(127) Parece que não há uma via alternativa para os trabalhadores procurarem ajuda.

 

A empresa contratou mais de 1000 seguranças para manter a ordem dentro da Foxconn Longhua (não há lixo, não há desrespeito, ninguém pisa o risco) e para impedir que pessoas não autorizadas entrem nas áreas consideradas restritas.(128) Os trabalhadores vestem uniformes de cores diferentes de acordo com o seu departamento. Todos os edifícios da fábrica e até o dormitório têm postos de segurança, com guardas 24 horas por dia.

 

 Todos os funcionários, estejam eles a caminho da casa de banho ou de uma pausa para comer, devem ser revistados. Todo o staff tem de passar cartões electrónicos nas portas, enquanto os trabalhadores de outras empresas que entrem em contacto com a fábrica, como os camionistas, deixam as suas impressões digitais nos scanners.(129) Para impedir tentativas de espionagem industrial, os funcionários estão proibidos de trazer leitores de música ou telemóveis para o andar das vendas, e serem revistados é algo que faz parte da rotina. Os homens devem tirar os cintos que tenham fivelas de metal e as mulheres os sutiãs com aro antes de passarem pela segurança.

 

 

A Foxconn é conhecida e criticada por ter “mão pesada” no que toca ao tratamento dos seus funcionários. Existem inúmeros relatos de fontes oficiais e meios de comunicação social sobre a detenção, abuso e uso da violência pelos seguranças. Um exemplo trágico foi a morte de Sun Danyong na fábrica da Foxconn em Longhua a 16 de Julho de 2009. Sun um jovem de 25 anos de idade formado no Instituto de Tecnologia de Harbin, foi responsável pela perda de um dos 16 protótipos do iPhone da Apple de quarta geração. Posteriormente saltou do 12º andar do seu prédio. A Foxconn emitiu um comunicado:(130)

 

 

 Independentemente do motivo que levou ao suicídio do Sun, ele é em certa medida um reflexo das deficiências internas de gestão da Foxconn, especialmente no que toca a ajudar os jovens trabalhadores a lidar com as pressões psicológicas da vida profissional na empresa.

 

 As "pressões psicológicas" incluíram a suspeita de roubar, um interrogatório brutal, o isolamento e a revista da sua casa. Ele foi ainda alegadamente espancado e humilhado. As suas últimas conversas online com os amigos revelam tanto a sua agonia como o seu alívio: "Só de pensar que não vou ser intimidado amanha, que não vão continuar a fazer de mim o bode expiatório, sinto-me muito melhor."(131)

 

 Os escândalos sobre o uso abusivo da força por parte dos seguranças da Foxconn chegaram às primeiras páginas apenas algumas semanas após o suicídio do jovem empregado da empresa. A localização desta nova história foi em Pequim, num dos locais principais de produção de material para a Nokia e para a Motorola. Na fábrica da Foxconn em Pequim, de acordo com um relatório(132), os guardas envolveram-se num confronto com os trabalhadores a 6 de Agosto de 2009. Comentadores e analistas, baseando-se nos vídeos publicados online do desacato e nas entrevistas aos envolvidos asseguram que a violência física e verbal é uma constante no seio da Foxconn.(133) Os trabalhadores são perseguidos e agredidos sem motivo aparente. Um gerente respondeu à comunicação social, afirmando que "o incidente foi um mal entendido." (134) A terem havido acções disciplinares contra os trabalhadores, estas não foram publicamente divulgadas.

 

 De modo a manter o sigilo absoluto para os seus compradores, como a Apple, Nokia e Motorola, a Foxconn mantém um verdadeiro exército de agentes de segurança privada. O alto nível de segurança de 24 horas por dia instalado na Foxconn justifica-se pela sua responsabilidade contratual de garantir os direitos de propriedade intelectual aos seus clientes. A fuga de "informações comerciais" resultaria em enormes perdas financeiras.(135) Por isso, as multinacionais ligadas às produções de elevada tecnologia têm feito imensa pressão de modo a garantir a segurança do seu trabalho. Isto leva a que os trabalhadores da Foxconn sejam vigiados quer dentro quer fora da linha de produção.

 

 

publicado por siuljeronimo às 20:00

editado por Luis Moreira em 25/05/2011 às 21:40
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