Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
A nossa encantadora Natureza - 6, por Andreia Dias
Salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra)




“Biec! Que nojo!” Estarão alguns certamente a pensar…

A verdade é que os anfíbios (e os répteis) não causam tanta empatia entre os humanos como por exemplo, os mamíferos e as aves. Provavelmente o desconhecimento dos exemplares, as tradições e mitos (falsos!) associados a estes animais, elevam a repulsa muitas vezes sentida. Tudo o que seja rastejante e viscoso, pertence a um grupo de animais tradicionalmente excomungados, em que a maioria das pessoas diz “mata!”.



Os anfíbios são muito importantes como controladores de insectos e outros invertebrados. São bons indicadores biológicos e ambientais (necessitam de um ecossistema equilibrado). As grandes indústrias farmacêuticas procuram cada vez mais estes animais pelos compostos químicos presentes na sua pele com propriedades importantes (ex. analgésicos).


Conhecida por salamandra, saramela, saramantiga, ou salamaganta, a sua actividade é quase exclusivamente nocturna e está muito dependente de condições ambientais favoráveis, como humidade relativa elevada, temperatura nocturna ente os 4º e os 14º C e ausência de vento.

As salamandras estão protegidas contra predadores devido à sua elevada toxicidade, segregando substâncias tóxicas através das suas glândulas parótidas e por vezes também arqueando o corpo expondo as glândulas e exibindo a sua coloração, como medida de dissuasão. Alimentam-se de insectos, caracóis, lesmas, centopeias e aranhas.

Ocupam uma grande diversidade de habitats e em Portugal, as populações de salamandra mais vulneráveis, parecem ser as do Sul do país. Está sujeita a dois factores de ameaça principais: a destruição do seu habitat e a introdução de predadores em meio aquático (onde habitualmente de reproduzem). O caso mais representativo desta situação é o lagostim-vermelho-da-Louisiana abundante na região mais ocidental do Alentejo. A erradicação ou pelo menos controlo das populações de lagostim poderá ser a medida de conservação mais eficaz a implementar a curto prazo.

Curiosidades: No Sul de Portugal foi encontrado um indivíduo com 253 mm. (o tamanho médio varia entre 140 – 170 mm).

A longevidade conhecida para esta espécie na natureza é de 20 anos, podendo atingir 50 anos em cativeiro.

Uma crença popular afirma que as salamandras são as primeiras a chegar ao corpo do Homem depois de morto e enterrado. É tido como um animal peçonhento e muitas vezes é morto só por isso, como tantos outros…

Nota: As fotos foram tiradas em Fornos de Algodres.


publicado por Carlos Loures às 16:30
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19 comentários:
De augusta.clara a 22 de Setembro de 2010 às 20:46
Isso é a varinha mágica das fadas que faz: transformar um sapo num príncipe. Vês como gostas de contos de fadas? E as fadas más, no fim, são sempre derrotadas.


De clara castilho a 22 de Setembro de 2010 às 21:09
Caramba, ainda ontem tinha estado a pensar escrever sobre estes mitos - muher, cobra e leite! Não há coincidências? Mas 1º tenho que acabar as mulheres da Republica. Eu cá gosto de osgas e também de salamandras...


De Andreia Dias a 22 de Setembro de 2010 às 21:41
Falaram de sapos??? Está prometido, o próximo é um sapo!Isto é muito divertido... Um beijo para "Ti" Augusta e um aperto de mão aos Senhores :-)


De Luis Moreira a 22 de Setembro de 2010 às 22:22
Ó Andreia, um beijo, tenho tudo para ser um principe, sou feio,estou a engordar,começo a falar sozinho,caiu-me o cabelo...isto é, já sou sapo, falta só a melhor parte, que é encontrar a princesa.


De augusta.clara a 22 de Setembro de 2010 às 22:55
Andreia, sapos não! Passamos a vida a engoli-los. Luís, quando for o lançamento cá em Lisboa, leva uma abóbora que eu transformo-te em príncipe.


De adão cruz a 22 de Setembro de 2010 às 23:15
Confundir uma lagarticha com uma salamandra,Luis, é demais! Pobres cidades que tanta ignorância campesina criam!


De augusta.clara a 22 de Setembro de 2010 às 23:27
Coitada da Andreia. Onde ela veio caír ;)


De Luis Moreira a 23 de Setembro de 2010 às 00:30
É do parkinson, Adão.


De adão cuz a 23 de Setembro de 2010 às 22:37
Luis, parkinsónico estou eu, a escrever lagarticha em vez de lagartixa.


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