Domingo, 1 de Maio de 2011

13 - Primeiro de Maio - DIA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES

Anos após anos na Galiza, como em Portugal, a miséria e falta de trabalho criaram sucessivas vagas de emigração


“… porque é preferível emigrar para ganhar a vida, do que morrer à fome no torrão nativo…”

 

            (Daniel Castelão, Sempre em Galiza, 1935)

 

 

 Castelão

 

 

 

Rosalia de Castro (1837 –1885)

 

Cantar da emigração

 


Este parte, aquele parte

e todos, todos se vão

Galiza ficas sem homens

que possam cortar teu pão

Tens em troca órfãos e órfãs

tens campos de solidão

tens mães que não têm filhos

filhos que não têm pai

Coração que tens e sofre

longas ausências mortais

viúvas de vivos mortos

que ninguém consolará



Cantar de Emigração (por Adriano Correia de Oliveira)

 

 

País marcado pela terra e pelo mar, assim também os seus trabalhadores

 

Manuel Colmeiro, A sega da herba

 Manuel Maria (1929-2004)

 

O labrego


Un labrego tan só é unha cousa

que case non repousa.

 

Da sementeira a seitura,

pasando pela cava,

a súa vida é moi dura

e moi escrava.

 

Sempre trafegando,

arando,

sachando,

malhando,

gadanhando,

percurando o gando.

 

Sempre a olhar pró ceo

com medo e com receo.

Sempre a sementar ilusión

ponhendo na semente o corazón

pra colheitar probeza e mais tristura.

 

Dilhe ao labrego da beleza

da campía,

da súa fermosura

e poesia.

 

Dírache que sí,

que a beleza pra tí.

 

Pró labrego é o trabalho

o andar tocado do caralho,

o pan mouro i o toucinho.

 

(Múdanse de calzado ou de traxe

cando van de viaxe,

de feira ou de romaxe

e xantan, eses días, pulpo e vinho);

os eidos ciscados, minifundiados

que quér decir atomizados);

o matarse sachar de sol a sol

pra lograr seis patacas

com furacas,

catro grãos de centeo i unha col;

o dobregarse sobor dos sucos

pra pagar gabelas e trabucos;

o vivir entre esterco i animales

en chouzas case inhabitabeles.

 

I aguantar, aguanta e aguantar,

Agardando morrer pra descansar.

 

Canto de seitura (Fuxan os Ventos)

 

publicado por Pedro Godinho às 11:00

editado por Carlos Loures às 09:26
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