Domingo, 17 de Abril de 2011

Agências de Rating em tribunal? por Luis Moreira

 As Agencias de Rating têm um poder absoluto que ninguem sabe de onde vem. Não são eleitas, não são nomeadas, e sabemos agora que se trata de agências que se limitam a dar informações não vinculativas. Limitam-se a praticar a Liberdade de Expressão!

 

É com este argumento que têm ganho todas as participações em tribunal,os seus empregados nem sequer são considerados "técnicos" porque se fossem técnicos já poderiam responder pelos erros e pelos prejuízos que causam em todo o mundo. Mas se não são técnicos para responder em tribunal como podem os seus pareceres influenciar como influenciam tudo e todos?

 

Na véspera do recente referendo na Islândia em que os cidadãos iam aprovar ou não o pagamento aos clientes privados dos bancos a agência Moody´s  ameaçou a Islândia que remeteria a classificação do país para "lixo" se o referendo apoiasse, como apoiou, o não.

 

De onde vem este poder? No que é visivel, vem da legislação dos estados ditos independentes e democráticos. São os estados que com a legislação conveniente, permitem a existência destas aberrações e, também da não regulação do seu comportamento  criminoso . Por um lado os estados intrometem-se na vida dos cidadãos e já consomem 50% da riquesa criada mas, no que às suas competências diz respeito, como ter uma Justiça eficaz e legislação que defenda o interesse geral, aí estão de cócoras .

 

Os estados largaram mão das suas competências de guardiões do bem geral e de todos para o entregarem à mão invisivel dos mercados que, diga-se, de invisivel nada tem pois o seu rosto está bem representado por estas agências. Estamos nas mãos de um poder não democrático e não escrutinado que tem força para fazer vergar países um após outro com a complacência dos estados democráticos. O que se passa na UE é profundamente perturbador!

 

A UE nem sequer ter capacidade para, no mínimo, criar a sua própria agência de rating !

 

As três agências de raíz americana controlam 90% do mercado o que lhes dá um poder dominante para quem se apresenta como simples prestadores de informações a partir dos dados que são públicos. Entretanto, o FMI, após décadas de defesa da livre circulação do dinheiro vem agora dizer que o mal é esse mesmo e propõe o seu controlo "em certas situações".( podem começar pelas off-shores...)

 

Os estados modernos são parte do problema, dominados por interesses alheios aos cidadãos. 

publicado por Luis Moreira às 23:00
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