Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Carta ( 1 )do Coronel Vasco Lourenço sobre o livro "Todos os Portos a que cheguei - Vasco Rocha Vieira"

Pelo Presidente da Associação 25 de Abril, coronel Vasco Lourenço, foi-nos enviada uma carta, a qual, devido à sua extensão, publicaremos durante os próximos dias sempre neste horário.

 

 

Lisboa, 8 de Abril de 2011

 

Caro Pedro Vieira

 

Não daria grande importância ao livro Todos os portos a que cheguei – Vasco Rocha Vieira sobre a vida de Vasco Rocha Vieira, se o mesmo não contivesse uma série de inverdades e de afirmações falsas sobre mim, na generalidade atribuídas por si ao próprio Rocha Vieira.

No livro, porque me chamaram a atenção para isso, apenas me interessei por ler o que comigo se relaciona, onde encontrei inúmeras deturpações factuais e de interpretação, que me levam a esta carta.

Vejamos:

A página 135, cita, entre aspas, afirmações que atribui a Rocha Vieira: “Vasco Lourenço deu a cara pela Revolução e eu dou-lhe valor por isso. Mas isso não lhe dá o direito de, em muitos e variados momentos fazer a história à medida dos seus desejos e sentimentos, distorcendo a verdade dos factos e o papel dos intervenientes.”

Se não se soubesse que o livro é uma biografia autorizada, dir-lhe-ia que não compreendo que, para a escrever, me não tivesse ouvido. Não concordando, percebe-se que só tivesse ouvido os amigos do biografado e houvesse pessoas colocadas num index. É certamente esse o meu caso. Como não deve ter lido, ou pelo menos tido em consideração, o livro Do Interior da Revolução, onde é publicada uma entrevista minha a Maria Manuela Cruzeiro. Se o tivesse feito, leria na dedicatória que faço ao meu neto a seguinte afirmação: “Uma coisa te quero garantir Vicente: o teu avô procurou ser honesto, falar verdade e não fugir às questões (…) Haverá outras verdades. Não duvido, pois nunca tive a presunção de ter o seu exclusivo. Mas, de uma coisa podes estar certo: não inventei nem exagerei, mesmo que às vezes custe a acreditar que as coisas se tenham passado como as conto (…)”

E, uma coisa quero afirmar-lhe, a si, Pedro Vieira: fui educado, desde criança, a não mentir, prezo-me de o ter conseguido, na minha vida de 68 anos, não seria agora que o iria fazer, numa carta dirigida ao meu neto, que adoro e gostaria de ajudar a educar, segundo as regras da ética, da justiça, da verdade, da hombridade e da honestidade, que julgo me são reconhecidas pela generalidade dos que me conhecem.

Por isso, quero pedir-lhe que solicite ao general Vasco Rocha Vieira que concretize as suas acusações. Isto é, que esclareça onde e quando fiz a história à medida dos meus desejos e sentimentos, onde e quando distorci a verdade dos factos e o papel dos intervenientes?

Isto, porque admitindo que possa haver discordância de opiniões, sejam sobre actuações globais (não deixa de ser sintomático que Rocha Vieira se limite a afirmar, sobre o meu envolvimento em todo o processo do 25 de Abril, que eu dei a cara pela Revolução…), sejam sobre acontecimentos concretos, factos são factose, aí gostaria que me fosse apontado algum que terei inventado ou distorcido.

Quero acreditar que Rocha Vieira, ao fazer a afirmação que referi, estará a pensar na discrepância que existe na sua forma de contar alguns episódios onde interviemos os dois e a forma como eu os relato no livro Do Interior da Revolução.

Tentarei, portanto, para além do que ali afirmo, dar-lhe mais alguns elementos, para melhor compreensão sobre quem faz a História à medida dos seus desejos e sentimentos, sobre quem distorce a verdade dos factos e o papel dos intervenientes.

 

publicado por Luis Moreira às 23:05
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