Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Nós poetas – por Carlos Loures

 

 

 

 

 

 


 

 

Dizemos Povo, cantamos Povo

sem que as nossas vozes edifiquem

por vezes as traves da palavra

as sibilinas trevas do seu som.

A que pedra arrancámos a sua abóbada

de mãos erguidas e crispados gritos?

Em que mesa compartilhámos a sua fome,

em que dorso sofremos o seu cansaço

e em que lenço enxugámos o seu suor?

Em que rosto chorámos as suas lágrimas,

em que peito albergámos a sua dor?

 

Ah companheiros de ofício, nem sempre

ou quase nunca o Povo dos poemas

é aquele que transcorre pelas paisagens

em que habita o desespero e espera a morte.

Bandeira será florindo o nosso verso,

mas povo no poema é coisa rara

que em rosa não cabe a sua sorte.

 

(A Poesia Deve Ser Feita Por Todos, Lisboa, 1970)

 

 

publicado por João Machado às 10:00
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