Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Programa - Ciclo Integrado de Cinema, Debates e Colóquios na FEUC

Enviado por Júlio Marques Mota

 

Coimbra,  2 de Março de 2011

Um filme documentário? Um ensaio? Um panfleto? Um poema? Uma confissão? Um sonho? Um testamento? Do Tempo e da Cidade, um filme que Terence Davies assina em 2008, ano em que a cidade de Liverpool foi “capital europeia da cultura”, é tudo isto ao mesmo tempo.
A cidade de Liverpool de Terence Davies, agora “estrangeiro no seu próprio país”, é assim a dos anos 40 e 50, a da infância e a da adolescência. Liverpool da memória. “A forma de uma cidade altera-se muito mais rapidamente, infelizmente, que o coração de um simples mortal”, escreveu Baudelaire. Davies não fala de outra coisa.
Liverpool, uma cidade marcada pela História, que se sente e se quer “à margem” do resto da Inglaterra. Não se fala aí uma língua específica, o scouse? Uma cidade voltada para o Atlântico também: primeiro, com o comércio “triangular” e o tráfico de negros no século XVIII, em seguida com o comércio de algodão destinado às fábricas de Manchester, a rival detestada. A riqueza apenas por aqui se vê passar, a pobreza, esta permanece.
Terence Davies não alimenta nenhuma ilusão sobre a Liverpool de outrora, onde o proletariado, constantemente ameaçado pelo desemprego e pela mais negra das misérias, sobrevive mais do que vive em condições miseráveis de habitação e de higiene. Sobre este “pequeno povo”, modesto e corajoso, do qual é descendente, Terence Davis dá-nos um olhar comovido e fraternal, seleccionando fotografias oficiais e privadas, fragmentos de filmes de todos os formatos.
Em Do Tempo e da Cidade, Terence Davies faz-nos descobrir todo um mundo de imagens. Explora um tempo suspenso: fotografias antigas, arquivos, cenas filmadas a preto e branco ou a cores (as cores relativamente gritantes dos filmes em 8 mm da época) que ressuscitam as ruas, os cais, as embarcações, os gestos esquecidos, os olhares perdidos, as emoções anónimas.
Terence Davies acumula citações musicais e citações literárias: há nele um gosto, um apetite, um entusiasmo, por uma cultura literária e musical que não lhe foi dada mas por ele conquistada: Shakespeare,  T. S. Eliot, A. E. Housman, Alexandre Tchekhov, Gustav Mahler, Anton Bruckner; mas também a cantora Peggy Lee ou o escocês Ewan McColl e a sua canção Dirty Old Town, que data de 1946... Não duvidemos: em Terence Davies, a Cultura substitui um Deus ausente.



Caros Colegas

O grupo de docentes da FEUC dinamizador e organizador do Ciclo Integrado de Cinema, Debates e Colóquios na FEUC, este ano intitulado Reflexões sobre a economia global em crise: migrantes, cidades, mercados, governação, vem com o presente texto dar a conhecer o programa da quarta sessão do Ciclo com o tema específico As velhas e novas cidades na economia global, que se  realizará a  2 de Março de 2011. Esta sessão  está incluída na XIIIª Semana Cultural da Universidade de Coimbra  sendo constituída por uma sessão de cinema seguida de  debate no Teatro Académico Gil Vicente sobre o tema referido. Contará com a presença de Arquitecto João Cardielos FCT-UC), António Gama (FLUC) e Engenheiro Álvaro Seco (FCTUC).
A importância do tema e do filme levou-nos à elaboração de uma brochura especial que será distribuída no TAGV  com textos sobre o filme e sobre a dinâmica das cidades na economia global, onde apresentaremos dois textos de Jacques Donzelot que, lamentavelmente e por motivos de força maior, não pode estar pode estar presente nesta sessão.
 
Programa

21H,15 min
Do tempo e da Cidade, (Of time and the city), de Terence Davies
Documentário (2008)
Debate com :
Arquitecto João Cardielos, António Gama e Álvaro Seco.

Sem outro assunto e certos da vossa atenção que antecipadamente agradecemos, as nossas saudações académicas.


Pela Comissão organizadora

Júlio Marques Mota

Sobre o filme
Do Tempo e da Cidade (Of time and the city), Terence Davies, 2008
Philippe Pilard

publicado por Luis Moreira às 14:00
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