Mistérios
António Sales
Do céu cai chuva
nas vidraças
a neve imaculada
o relâmpado de luz petrificada
o vento que devasta
o sol que ilumina.
Às vezes caiem estrelas
outras são cometas.
O lixo dos satélites
as bombas do deus Marte
de morte arrasadora e fome farta.
Só não caem flores
leves, perfumadas.
Nuvens pequeninas
fofas, delicadas.
Podiam cair sons
de notas musicais,
os anjos a tocarem peças celestiais.
Nesta pureza mística
das almas condenadas
há no brilho comovido dos seus olhos
um devaneio onírico a soletrar.
Pureza
Hoje caiem flores do céu.
Flutuam
brancas como a paz
e depositam na terra
a pureza mística
do seu aroma.

. Ligações
. A Mesa pola Normalización Lingüística
. Biblioteca do IES Xoán Montes
. encyclo
. cnrtl dictionnaires modernes
. Le Monde
. sullarte
. Jornal de Letras, Artes e Ideias
. Ricardo Carvalho Calero - Página web comemorações do centenário
. Portal de cultura contemporânea africana
. rae
. treccani
. unesco
. Resistir
. BLOGUES
. Aventar
. DÁ FALA
. hoje há conquilhas, amanhã não sabemos
. ProfBlog
. Sararau