Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Richard Wagner - (22/5/1813 – 13/02/1883)

 

Luís Rocha

 

Richard Wagner, foi compositor, poeta, dramaturgo e ensaísta. Inventor de um novo estilo de ópera, promoveu uma revolução musical, que influenciou músicos de todos os períodos.

Wagner nasceu em 1813 em Leipzig, no leste da Alemanha. Começou a estudar piano e contraponto aos 11 anos.

Estudou na Faculdade de Música de Leipzig, um dos principais centros musicais da época, não tendo terminado o curso. Foi nesta época que começou a compor as primeiras obras. Apreciava e lia as obras de Shakespeare. Sabia de cor as obras de Weber e Beethoven. A filosofia também esteve entre suas paixões.

Em 1848, iniciou o processo de composição do ciclo O anel dos nibelungos, obra com 18 horas de música e constituída por quatro óperas interligadas: O ouro do Reno, A valquíria, Siegfried e O crepúsculo dos deuses.

Richard Wagner viveu em Bayreuth de 1872 até à sua morte, em 1883. Na cidade encontra-se o Bayreuth Festspielhaus, uma casa de ópera especialmente construída para as óperas de Wagner. As últimas obras do compositor tiveram sua estréia neste lugar. Em todos os verões, desde 1876, é organizado o Festival de Bayreuth, conhecido a nível nacional e internacional. Pelo fato da procura por ingressos (aproximadamente 500.000 ao ano) ultrapassar a oferta, já que as 30 apresentações ao ano podem ser oferecidos a somente 58.000 pessoas ao total, há uma lista de espera por bilhetes de 8 a 10 anos.


Antisemita, em 1850, Wagner publicou O judaísmo na música, em que atacava fortemente a influência judia na cultura e na arte alemã. Na publicação, ele retrata os judeus como "ex-canibais, treinados para ser agentes de negócios da sociedade". O nazismo, que viria a dominar a Alemanha apenas no século 20, elegeu o compositor como um exemplo da superioridade da música e do intelecto alemão.

Até 1871, a Alemanha não existia como um Estado unificado. Mesmo que a música sempre houvesse exercido papel predominante na vida germânica, a ausência de uma capital centralizada não possibilitava a existência de uma cidade única, onde se concentrasse a produção artística da época. No século XIX, o sentimento nacionalista vai alimentar, em toda Europa, a busca de uma identidade própria, principalmente no campo da arte.

Foi justamente Richard Wagner, quem contribuiu para a criação de uma identidade nacional alemã. Nome de proa da corrente progressista do chamado "segundo Romantismo", poucos compositores exerceram um impacto tão profundo sobre a história da música.

A Wagner coube a missão de revolucionar a ópera do país e do mundo, tornando-a mais envolvente. A evolução veio não apenas em relação à independência dos modelos estrangeiros, mas também ao transformar a ópera de forma tão inovadora, que acabou por influenciar compositores de todas as épocas.

Wagner foi, desde sempre, um opositor da influência da ópera italiana tradicional. Na sua obra, deu maior destaque à orquestra, escreveu textos de extrema qualidade e introduziu o leitmotiv - pequeno tema que identifica musicalmente situações, personagens e sentimentos-, usado pela primeira vez na ópera Lohengrin (1848). Como temas, adoptou a mitologia germânica e escandinava.

Em relação à harmonia, o compositor também foi revolucionário. O cromatismo -modulação constante de um tom a outro- utilizado em obras no período da sua maturidade, tornou-se base das experiências de toda a música moderna. Não é por acaso que foi consagrado, como Franz Liszt, como um dos criadores da "música do futuro".

 

No auge da fama, Wagner morre devido a problemas no coração, em 13 de fevereiro de 1883. Foi enterrado na sua própria casa em Bayreuth.

 

Obras:
ÓPERAS E DRAMAS:
Die Feen (The Fairies) (1833-34);
Das Liebesverbot (Forbidden Love) (1835-36);
Rienzi (1838-40);
Der fliegende Holländer (The Flying Dutchman) (1840-41);
Tannhäuser (1843-45);
Lohengrin (1846-8);
Der Ring des Nibelungen (The Nibelung's Ring): Das Rheingold (The Rhine Gold) (1853-54), Die Walküre (The Valkyrie) (1854-56), Siegfried (1856-57 and 1864-71), Götterdämmerung (Twilight of the Gods) (1869-74);
Tristan und Isolde (1857-59);
Die Meistersinger von Nürnberg (The Mastersingers of Nuremberg) (1862-67);
Parsifal (1877-82).

ORQUESTRA:
Concert Overture. em D menor (1831),
Concert Overture. em C (1832);
Overture em E menor (1831-32);
Sinfonia em C (1832);
Christopher Columbus (1834-35);
Polonia (1836);
Rule, Britannia (1837);
Faust (1839-40);
Trauermusik (1844);
Träume (1857);
Huldigungsmarsch (1864);
Siegfried Idyll (1870);
Kaisermarsch (1871);
Centennial March (1876).

CORAL:
Weihegruss (1843);
Das Liebesmahl der Apostel (The Love Feast of the Apostles) (1843);
An Webers Grabe (1844);
Kinder-Katechismus (1873).

PIANO:
sonata em Bb (1831);
Lied ohne Worte (1840);
Album Sonata in Ab (1853);
Albumblätter em Ab e C (1861).

CANÇÕES:
Der Tannenbaum (1838);
Les deux grenadiers (1839-40);
Les adieux de Marie Stuart (1840);
5 Gedichte von Mathilde Wesendonck (5 Wesendonck Songs), (1857-58).

ESCRITAS:
My Life (1865-80);
German Opera (1851);
Art and Revolution (1849);
Judaism in Music (1850);
Opera and Drama (1850-1);
The Music of the Future (1860);
Religion and Art (1880);
On Conducting (1869).

publicado por siuljeronimo às 20:00

editado por Luis Moreira às 19:12
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