Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
E A DOENÇA, FILHO? O NOVO FASCISMO QUE NOS PUNE COM TERRAMOTOS (1) - por Raúl Iturra

À memória da minha Pátria, esse país frio, chamado Chile,

 

 

 

 

 


que luta pela justiça que permita finalmente aliviar o luto, 41 anos depois, dia da mudança dos mandos e do perigo do regresso ao passado recente...

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acaba uma Presidência na dobrada mas não partida, República do Chile, e começa outra. Haverá mais doença?


Deixa, pequeno, tentar explicar o que é a doença. Talvez, com as minhas palavras. Essas que tenho sempre guardadas para ti. A doença, pequeno? Parece-me um estado.


Esse estado do corpo que nos retira de andar com os outros. Esse estado do corpo que muitos dizem ser um estado da alma. Esse estado do corpo que acaba por ser o que nos fere e nos deixa sem horizontes. Esse estado do corpo, por vezes transitório, por vezes permanente, que retira de nós o desejo de fazer mais do que falar ou mal de nós por não estarmos activos - ou mal dos outros porque nos tiraram a alma.

Estado do corpo que não passa, porque o corpo é apenas a carcaça dentro da qual as nossas ideias andam. E vivemos sujeitos a ela, a essa terrível palavra que denominamos doença. Da qual fugimos. Fugimos ao pensar, sempre, que o nosso estado ideal de vida é estarmos sempre bem, com o pensamento claro, o corpo direito e o trabalho a ser realizado.




publicado por Carlos Loures às 15:00
editado por Luis Moreira em 09/01/2011 às 22:25
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
E, no entanto, ela move-se...
Luís Moreira




O nosso amigo Adão Cruz, num belo e elucidativo texto fala-nos no Homem como um ser constituindo um todo, onde o "material" e o "espiritual" são uma e a mesma coisa, sem um não existe o outro e vice-versa. Essa diferença resulta das conexões que existem entre as partes que constituem o todo, há uma "causa-efeito" que funciona sempre, resultado das condições em que se formam, das circunstâncias de cada um e de todos os seres humanos.

Subscrevo inteiramente, não acredito em algo que não se possa explicar, aí estaremos no domínio da Fé, do acredito porque sim, o que não quer dizer que não exista( se existir um ser humano que acredite em Deus, eu acredito em Deus,Saramago dixit). A formação científica do nosso aventador, ainda para mais sendo médico, não poderia deixar de o levar a essa conclusão tão objectiva, tantas foram as vezes em que se viu perante a vida e a morte do seu semelhante, sabendo que para aquela "causa" só há um "efeito", fosse ele um ente que pudesse tudo e muito sofrimento seria evitado. Não há pois nada para além daquilo que está ao alcance da ciência, e mal estaríamos se "um ente que pode tudo" não quisesse!


Há muito, no que me diz respeito, que percebi que eu na minha pequenez sou muito melhor do que "alguem" que pode tudo mas não quer. Seria um ser desprezível. Não parece no entanto, que a riqueza "espiritual" se possa reduzir a resultados "materiais" como a pintura, e a escrita, a música e o amor, o que seria por si só algo de extraordinário, mas que fazem parte do "todo" ser humano, onde tudo nasce e tudo morre, cada um de nós é a vida, o universo. E, no entanto...

Quantas vezes o médico dedicado se confrontou com situaçãoes miraculosas, o mesmo médico que aprendeu a dissecar cadáveres, como os grandes da medicina ensinaram e descobriram, um após outro, os segredos do corpo humano e foram, um a um, afastando preconceitos, doutrinas sem fundo de verdade, bruxedos e "maus olhados"...

O jovem médico alemão que perante uma plateia de "professores" mostrou, nele próprio, que o coração não é mais que um músculo e que se podia trabalhar nele como em qualquer outro orgão, o amor não mora lá; ou o cientista que vai de férias e que quando volta descobre a penincila numas "culturas" que ía deitar fora, salvando milhões de vidas humanas; como a primeira operação a uma grávida, salvando mãe e filho foi feita por um médico à sua própria mulher e, hoje sabe-se, que não tinha conhecimentos cirúrgicos bastantes, há altura, para fazer uma cesariana...

Tudo se explica porque há um sistema "vivo" que encontra respostas para a sua própria sobrevivência, sem o que pereceria como todos os sistemas que não conseguem a autoregeneração? É por isso que nascem os talentos, os homens e mulheres capazes de fazerem o "mundo pular e avançar"?

Eu não acredito em bruxas mas que as há, há...


publicado por Luis Moreira às 13:30
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