Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
OS HERÓIS DO CHILE - por Raul Iturra

Prof Doutor Raul Iturra

 

 

Chile Jura a Independência a 12 de Fevereiro de 1818

 

http://www.youtube.com/watch?v=ddkqqTjN0nE&feature=related

Primeira Versão, 1919, com música do Hino Argentino e letra do Chileno-Argentino Bernardo Vera e Pintado, a pedido do Director SupremoBernardo O'Higgins

Versão definitiva 1828

Terceira versão

O Hino Nacional do Chile tem letra de Eusebio Lillo, Bernardo de Vera y Pintado e música de Ramón Carnicer.

 

 

 

 

 

 

 

OS HERÓIS DO CHILE

Escrevia ontem sobre as cantineiras ou companheiras, que acompanham aos soldados a guerra, lutam como os seus colegas de armas e recebem um estipêndio do exército pelo qual lutam, neste caso, o do Chile. Escrevia também sobre as Damas da Aristocracia que lutavam pela causa da Pátria, como Paula Jaraquemada e Javiera Carrera, as mais conhecidas, salientadas e honradas por serem da aristocracia.

No caso dos varões, acontecia de forma semelhante. A guerra era para os homens, diz o ditado, apesar de haver mulheres nas escaramuças. Mas os que lutavam sem medo, eram os jornaleiros chilenos convertidos em soldados, enquanto os patrões faziam política no país, ou organizavam a guerra desde o Congresso ou desde a sede dos seus partidos políticos. Em tempos, pensei que os senhores da terra ficavam nas suas fazendas e os inquilinos, que tenho definido como metáfora de escravos que trabalham, se pago em dinheiros, mas sim em terras trabalhadas pela sua família, da que, no entanto, deviam entregar parte ao proprietário eminente - era terra entregue em usufruto.

A guerra era dura, mas aliviava da miséria rural de ser um sem terra dentro de um país rural, com um PIB baseado nas exportações.

O tratamento dado aos inquilinos, como apreciei antes de ser expulso das terras da minha família por ser socialista materialista histórico, era ignóbil. Pensei que os escritos de Grachus Babeuff de 1785 sobre o manifesto dos plebeus, e o de Silvain Marèchal, 1795, sobre a Igualdade, além da revolução francesa, tinham libertado aos servos. Enganado estava eu, e continuo enganado por causa da teoria neoliberal que nos governa. Textos e factos que inspiraram o Manifesto Comunista de Kar Marx, Johana von Westphalen, a sua mulher, e palavras de Friedrich Engels, o terror, também, dos burgueses actuais.

Ideias que influenciaram aos heróis do Chile, os de Babeuf e Marèchal. O de Marx ainda não existia, pelo que a educação de José Miguel Carrera de quem falei latamente no meu ensaio o meu texto sobre as mulheres heroínas, as de Bernardo O´Higgins, José de San Martín, foram diferentes e Simón Bolívar, que coincidiram em Europa para completar a sua educação en épocas diferentes foi mais influenciada pelas ideias libertárias de Benjamim Franklin e o Conde Republicano, venezuelano e em exílio em Paris Francisco de Miranda. Foi uma feliz casualidade estarem juntos maestros e discípulos, os primeiros, após ganhar guerras de independência, os segundos, a aprender como realizar o seu sono de libertar as colónias espanholas de domínios estrangeiros. Também, as causa que serviam e os países em que estavam, apenas permitiu que O´Higgins (Chillán, 20 de Agosto de 1778 – Lima, 24 de Outubro de 1842) fora discípulo de Benjamim Franklin, enquanto José de San Martín ( (Yapeyú, 25 de Fevereiro de 1778 - Boulogne-sur-Mer, 17 de Agosto de 1850) e Simón Bolívar, (24 de Julho de 178317 de Dezembro de 1830), aprenderam deles. Carrera era oficial da monarquia espanhola, mas, ao tornar ao Chie e pela influência da sua irmã Javiera, em 1811 não apenas era patriota pró Chile, bem como queria o mando, que tomou após um golpe palaciano e acabou em 1814, com a reconquista dos espanhóis que já tinham Monarca espanhol, porém, proprietário das colónias que quis recuperar, mas não conseguiu. A Batalha de Chacabuco foi uma batalha decisiva da independência do Chile, na qual combateram o exército dos andes e o exército espanhol. Ocorreu em 12 de Fevereiro de 1817 na fazenda de Chacabuco, redondezas de Santiago Fonte: Documento de Bartolomé Mitre detalhando a batalha. Pode ser acedido em: http://www.crucedelosandes.com.ar/batalla_chacabuco.asp

 

 

 



publicado por Luis Moreira às 14:00
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Sábado, 28 de Maio de 2011
SOLIDARIEDADE - por Raúl Iturra

 

 
Karajan - Beethoven: Symphony #3 In E Flat, Op. 55, "Eroica" - 1. Allegro Con Brio
 
 
 

Experimento para agradecer o grande número de pessoas que me têm apoiado na escrita informática, especialmente a empresa que colabora comigo, que não vou referir por causa de propaganda, de todos eles, não resisto agradecer a quem tem a  paciência de aparecer na minha casa para tratar das avarias que vão acontecendo no meu computador pela minha falta, Ricardo Fernandes. E essa doce senhora que acompanha estes dissabores e saber rir as gargalhadas com os meus acidentes informáticos, por pura simpatia e solidariedade, como Carlos Loures, escritor e editor das minhas obras: tem-se oferecido para ser o meu correio enquanto o meu computador é tratado e publicar os meus textos no nosso Estrolabio.

 

Apenas una ideias queria referir no conceito solidariedade, conceito que sabemos foi criado por Émile Durkheim em 1893. Estamos a viver uma falta dela que faz tremer emotiva e socialmente. Estamos em tempo de eleições legislativas e os candidatos a escanos na Assembleia da República, organismo que nos governa, acaba por tornar debates sobre economia e lucro em novas indústrias em lutas políticas em que os dois de sempre, como diria Castelão, o santo da Galiza, os dois pretendentes ao cargo do Primeiro-ministro, têm imensas dotes aparentes para nos governar. Governar esta República que, desde Afonso Henriques, tem vivido em batalhas e guerras, civis ou de palavras. Lamento que os pequenos partidos revolucionários que têm assento na Assembleia, apenas são capazes de falar mal dos poderosos, sem apresentar ideais e actividades alternativas na arte de governar. Desde as definições de Aristóteles, o governar é uma arte política, porque se ordena a Polis, nesses tempos homens que sabiam quais a leis convenientes e quais para punir.

 

Os nossos candidatos apenas sabem do debate político, de pedir dinheiros a fundos criados para isso, mas nada tenho ouvido sobre programas. O líder certo que vai a ganhar, diz que falará dos seus projectos nos dias em que seja certo de que será eleito. O alternativo, não se cansa de falar dos seus futuros planos, com serenidade e ambição.

 

Mais nada digo, a imprensa está cheia de propaganda e cansa a luta política que descura o futuro material da nação .

 

Raúl Iturra

iturravaleparaiso@hotmail.com
põe apenas o dia de hoje,  

 



publicado por Carlos Loures às 14:00
editado por João Machado em 27/05/2011 às 23:42
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Terça-feira, 15 de Março de 2011
Os eternos rivais - por Raúl Iturra

 

 

 

 

 

 

Os eternos rivais de que falo não são o gato e o cão da minha imagem. Antes fossem! Porque os eternos rivais são pessoas de dois países fronteiriços, sempre de costas viradas, o mais forte sempre a invadir o mais fraco. Como o leitor pode adivinhar, estou a falar do nosso pequeno país Portugal, e do gigante que o rodeia a Espanha. Digo pequeno, por ser a povoação de não mais de dez milhões de habitantes, enquanto a Espanha conta com trinta e nove milhões. As relações entre estes dois países nem sempre foram harmoniosas, apesar dos desencontros terem sido esporádicos. Claro que exagero que estes países sejam como o cão e o gato. Em tempos, Isabel de Castilha, podia ter sido pretendente ao trono de Portugal por ser filha de uma Infanta Portuguesa, Isabel da casa de Avis. Isabel de Castilha, filha de Juan II de Castilla e da sua segunda mulher, Isabel de Portugal (1428-1496), nasceu em Madrigal de las Altas Torres (Ávila) a 22 de Abril, Quinta-Feira Santa, de 1451, no paço que hoje é ocupado pelo Monasterio de Nuestra Señora de Gracia. Lugar e data de nascimento, têm sido historicamente discutidos, ninguém, há época, estava consciente da importância que essa menina teria no futuro Juan II de Aragón, que tratou de negociar em segredo com Isabel a boda do seu filho Fernando. Foi bem sucedido, após grandes batalhas de Corte por causa de serem primos, mas o Vaticano dispensou este impedimento, passando

 

Assim Fernando de Aragón a ser príncipe consorte de Isabel. Ora, durante seu reinado unificou a Espanha, ganhou as guerras com os emiratos árabes que ocupavam a península e enviou-os para a sua terra, tal como aos mouros que regressaram à sua terra Natal, Marrocos. O resto da história está no meu livro Esperanza, uma história de vida, editado por Estrolabio, 2010, Lisboa, texto que pode ser acedido em: http://estrolabio.blogs.sapo.pt/. Para acabar com a História de vida de Isabel, que recebeu do Vaticano o título da Católica pelas suas proezas de converter, sem medo do perigo, toda a península hispânica, ao catolicismo, confiando em Cristóvão Colombo para circum-navegar os mares proibidos ou temidos, até encontrar uma terra, que denominara Índias Orientais, convicto que estava de ter descoberto uma outra passagem para a Índia, contudo, ao reparar no seu engano navegou pela costa, mais tarde mapeada e cartografada por Américo Vespucio, desta dádiva de Colombo à sua protectora Isabel. Outro motivo, ainda, para ser chamada Isabel a Católica, enobrecer o descobridor, que passou a ser duque de Carvajal, com os seus descendentes ainda vivos e endinheirados.

 

Até este ponto, não parece haver uma rivalidade eterna entre as duas monarquias, pelo contrário, havia parentesco de consanguinidade entre os habitantes dos dois reinos. No caso de Isabel, e apesar dos esforços do seu irmão, Enrique IV, para a casar com Afonso V de Portugal, o que não veio a ocorrer porque Isabel o achou demasiado velho. Contudo, Enrique IV, que pelo Tratado de los Toros de Guisando teria de aprovar o matrimónio de Isabel, continuava, mesmo após a rejeição de sua irmã por Afonso V, a querer a aproximação ao reino de Portugal, pela via do matrimónio, restando-lhe a sua filha Juana que veio a casar com Juan II de Portugal, filho de Afonso V de Portugal. Assim, Isabel, como membro da família real, iria para o reino vizinho e, à morte do seu esposo, o trono de Portugal e de Castela passaria para D. João II de Portugal e sua esposa, Juana la Beltraneja. Qual, porém, a rivalidade? A rivalidade era casar a Isabel com o Rei de Portugal, ou a filha, Juana a Beltraneja, com o Infante herdeiro do trono português.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




publicado por Luis Moreira às 14:00
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Confiança por Raul Iturra

 

 

 

Tal como a criança que dorme confiantemente em paz, há imensos factos da vida que nos fazem rir e estarmos em paz connosco e com os outros. Estou certo de que os meus amigos se interessam pela minha saúde. Estou mais do que confiante que a mulher que amo, é uma pessoa fiel porque faz tudo por mim. Confiante na paciência dos que pretendem ler os meus textos. Escrevo a palavra pretendem, não como insulto, mas como reconhecimento que é impossível ler tantos ensaios que eu envio. Não há tempo, entendo.

 

Vasculho algumas ideias com o objectivo de provocar o debate que, infelizmente, raríssimas vezes acontece. Assim, como é possível avançar no saber, como nos ensina o método dialéctico de pensar, se não temos contraditores a quem devemos responder? Estou convicto que se eu escrevo um texto com uma tese, que se baseia numa hipótese, a proposta pode estar enganada e é assim que esperamos ser corrigidos. Mas, sem contradição, podemos pensar que não há engano na nossa proposta. John Stewart Mill, no texto de 1848: Principles of political Economy, reeditado também em 1998 pela Clarendon Press da Oxford Univerity Press, debate as ideias dedutivas e indutivas. A lógica indutiva parte do que se vê e prova, remetendo-nos para teses que provam o que acontece na vida real, formulando, assim, um paradigma de ideias que orienta o nosso pensamento; as ideias dedutivas, servem para retirar do nosso pensamento hipóteses que se aplicam à realidade, compatibilizando assim um esquema lógico que Karl Marx, de imediato, usou para as suas hipóteses materialistas históricas, expressas nos seus textos filosóficos.

 

Confiança, enfim, e coragem são provenientes da convicção no nosso próprio valor. Não é minha intenção salientar o que penso saber e duvidar do que não sei. Apenas é a confiança que deposito em vós para que, uma vez por outra, apareça um comentário de um cientista para debater comigo uma ideia.

 

Agradeço essa confiança depositada em mim, por alguns dos que debatem as minhas ideias.

 

Foi, aliás, essa confiança que me levou a escrever estas linhas e a esperança de que mais alguém, um dia, queira debater comigo….

 

Quase que peço o impossível: a história da filosofia, ou das ideias que fizeram avançar (ou retroceder) o mundo, não rendem lucro. As pessoas estão mais preocupadas em pagar as contas no final do mês, enquanto outras estão focadas na obtenção de bens materiais.

 

 

 

 




publicado por Luis Moreira às 00:05
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Sábado, 12 de Março de 2011
O Próximo Oriente faz perigar a nossa Democracia - por Raúl Iturra

 

 

 

 

Lamento profundamente estarmos perante uma guerra. Mas para saber o como e o porquê é melhor, como costumava dizer o guerrilheiro chileno Manuel Rodríguez na luta pela independência do Chile da coroa espanhola, era melhor conhecer as manhas e as tropelias para assim o vencer com as suas próprias tácticas. Foi assim que ganhou a guerra, junto com Bernardo O’Higgins, o primeiro Presidente do Chile, denominado como Director Supremo, e o General José de San Martín, o primeiro Presidente da primeira República que se libertara da coroa espanhola, lá, longe, num canto do mundo, como o Chile, países que tinham como limítrofe o Continente Antárctico, parte do qual era destas duas novas Repúblicas. O primeiro, eleito Deputado do Congresso formado pelo Director Supremo, foi assassinado por ordem do Director Supremo, o qual, por sua vez, foi desterrado e se asilara na República por ele libertada, Peru, onde faleceu, enquanto San Martin fora exilado paraParis, onde tive o prazer de conhecer a sua descendência. O’Higgins retornou ao Chile, já morto, com as honras devidas a um chefe de Estado. Estas são as veleidades da História, sendo esta a mão perigosa: libertar um povo, traz os ciúmes dos que lutaram mas que nenhum cargo de alta patente, alcançaram.

Porque esta comparação? É a nossa maneira de explicar, comparando comportamentos de países diferentes…

Antes, Moammar El-Gadhafi, fosse o menino mimado que foi na sua infância, que o assassino que é hoje. Época de criança em que todos os seus caprichos eram cumpridos, por pertencer a uma família patrícia de Tripoli, cidade fundada pelos romanos no século II antes da nossa era. Gaddafi, pertencente a uma tradicional família líbia, teria nascido numa tenda no deserto líbio, próximo à cidade de Surt ou Sirte (norte). Teve contacto com beduínos comerciantes que viajavam pela região de Surt, com quem adquiriu e formou suas precoces posições políticas.

Ainda pré púbere, a criança Gaddafi, foi enviado para uma rígida escola, onde passou anos longe de seus pais. Lá destacou-se em matemática, literatura e geografia, para o nosso mal. Digo para o nosso mal, porque em todo o que empreendia, tinha excelentes resultados. Como essa ditadura de 40 anos, que subjuga todas as tribos que compunham a Repúblicada Líbia. Os grupos tribais, foram inicialmentedominados por cartagineses, beduínos, turcos, o império romano e o bizantino. Bref , foi sempre um território perseguido, que no Século XVIII, teve o seu primeiro rei: o reinado da dinastia Karamanli, que dominou Tripoli durante 120 anos, contribuiu para assentar mais solidamente as regiões de Fezã, Cirenaica e Tripolitânia, e conquistou maior autonomia, sendo apenas nominalmente pertencente ao Império Otomano, a região servia de base para corsários, o que motivou intervenção norte-americana, a primeira Guerra Berbere ocorreu entre 1801 e 1805.

 

 



publicado por Luis Moreira às 14:00
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011
Amar a Liberdade - Emiliano Zapata - por Raúl Iturra

 

 

 

Pretendo, neste ensaio, salientar que os sentimentos de amor e rebeldia são semelhantes. Baseio-me na vida de Emiliano Zapata, para redigir um texto que possa demostrar que amor e rebelião são resultado da mesma fonte: a procura da liberdade e da igualdade. Emiliano Zapata é apenas um exemplo do que desejo tratar

 

Sabemos que amor e rebeldia são sentimentos que não precisam definição. É evidente que corria em procura dos meus santos padroeiros, para basear a minha hipótese. Mas, parece-me que não é preciso. Os sentimentos existem, com alegria ou com dor.

 

Sentimento que induz à aproximação, à protecção ou à conservação da pessoa pela qual se sente afeição ou atracçãoatração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa. Parece-me que esta é uma boa ideia para definir amor, esse sentimento intenso que sentimos por outra pessoa que orienta o nosso comportamento e faz-nos sentir a necessidade de acalmar e acolher sob as nossas asas a pessoa que desperta sentimentos positivos dentro da relação. É esse pensar que quem sofre, é por a outra pessoa estar irritada, ou porque a paixão acabou e já não se suporta o peso que cai sobre nós se nos comprometemos em carinho. Amar é uma amabilidade, um estar sempre ao dispor e saber calar o que nos doe para não ferir o outro. Caso não seja possível, é melhor calar ou ganhar uma certa distância até arrefecer o sentimento de raiva que a pessoa dita amada, acorda em nós.

 

Há vários tipos de amor, como tenho definido em diversos textos. O mais primordial ou primitivo é o do filho pela mãe: é quem alimenta, quem acarinha e quem agasalha, até ao dia da nossa autonomia de adulto. Há o amor ao amigo, esse compincha que nos entrega confiança e lealdade. Aos filhos, que dependem de nós e connosco aprendem a controlar as vinhas da ira, essa frase que intitula o livro de John Steinbeck, de 1940. Vinhas da ira provocadas pelos baixos preços do trabalho, bem como pelas falsas acusações de roubar para subsistir. Por outro lado há o amor à Pátria, como, aliás, temos tido lições ao longo destes últimos meses, nessa corrida política de quem faz mais, quem atraiçoa, quem defende. Não apenas dentro de Portugal, bem pior fora da nossa Pátria, com um Khadafi que mata como entende, ou o ditador, Mubarak, do Egipto quem, tendo morto e atraiçoado tantos, nem lhe é permitido sair do país, até que seja feita justiça em tribunal nacional.

 

 

 



publicado por Luis Moreira às 14:00
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Terça-feira, 8 de Março de 2011
Dia Internacional da Mulher por Raul Iturra

 

 

 

Nota resumo do texto pelo autor

 

http://www.youtube.com/watch?v=8kAILLMJK04

A Cavalgada das Valquírias - Richard Wagner - FEMUSC 2010

 

Não há dia especial para render tributo a una mulher. É um facto quotidiano: dela nascemos, com ela amamos, a ela respeitamos até o fim dos nossos dias. É a ideia que pretendo transferir em este texto, a falta de legislação para as mulheres, e as famosas, sobre as que escrevi en outros textos: Sofia da Melo Brayner e Agustina Bessa Luis, em Portugal, como Gabriela Mistral, Violeta Parra, Isabel Allende Sónia Montecinos, no Chile, Marcela Serrano no México, entre outras, com vidas narradas por mim, em textos separados. Como as cientistas e de obras de arte, como Marie Curie em radium, com Prémio Nobel, e Camille Claudel em escultura, obra roubada pelo seu amante August Rodin. O meu argumento neste texto é a procura dos textos que fazem às senhoras, iguais a todo o resto do mundo. Como a mulher que amamos e a que nos oferece filhos ou, já em idade avançada, trata de nós. São o mar que consola as nossas lágrimas, tristezas e alegrias e tratam de nós, um oceano sem fundo…

 

 

 

Acordei com essa ideia de hoje ser o Dia Internacional da Mulher, e enviei mensagens a todas as senhoras que estimo, as minhas amigas íntimas, e que estou certo ser amigo íntimo delas. Várias responderam com essa doçura que esperamos sempre de uma fêmea [1]. Esse ser humano que não é apenas para fazer e ter filhos; não é unicamente um mecanismo reprodutor. Corri à procura de textos meus, e encontrei vários. O que gostei mais, foi esse livro editado em 2000, o título definia tudo [2]. O amor não é um simples desejo erótico, bem como a amizade entre um macho e uma fêmea, nem sempre é desejo: é apenas um carinho simples, um acompanhamento, uma colaboração que pode ou não, passar a ser amor com desejo. Mas, nos tempos que correm, como tenho escrito noutro texto [3], amar e desejar é amplo e ambíguo. Perguntei a uma das minhas lindas amigas e disse-me, neste dia tão especial, que a mulher em Portugal [4] teve que lutar desesperadamente pelos seus direitos de igualdade. Essa igualdade definida por Thomas Jefferson [5] e pelo Abade Emmanuel Sieyés [6], o primeiro, para a Independência das Colónias Inglesas na América do Norte, o segundo, para a França de 1789: "Todos nascemos livres e iguais". No caso de França, foi o Abade quem apresentou à Assembleia Constituinte o texto designado Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Mas, a minha amiga esqueceu um facto bem mais importante: quer Jefferson, quer Sieyés escreveram para os homens, nos tempos de mulher fêmea e não Senhora. Não é por acaso que tenho dado esta volta pela História.

 

 




publicado por Luis Moreira às 15:00
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
VIVER NÃO CUSTA. O QUE CUSTA É SABER ENSINAR A VIVER – por Raúl Iturra

Ontem escrevi sobre o dever da heresia, por causa de vários políticos andarem a correr para o cargo de Presidente da República. Não há texto em que eu não tenha escrito sobre o debate da hecatombe que deveria percorrer todo o país. Fala-se de tudo, vive-se como se entende, gastam-se as poupanças em divertimentos, o crédito é o rei do dia-a-dia, os debates são sempre entre candidatos e pela televisão que vemos e ouvimos calmamente desde a cama. Não há comícios nem desfiles para apoiar o candidato preferido. Ninguém fala das suas preferências: resultaria num sortilégio, como cumprimentar alguém antes do seu aniversário, dá má sorte…O que pretendemos do próximo Presidente, é apenas debatido na Assembleia da República ou nas reuniões de pessoas do mesmo partido. Do que se fala, é de louvar os candidatos. É raro que, esse pretendente à mais alta magistratura da Nação, sai à rua para esclarecer pontos obscuros do seu programa. Portugal é infantil: não debate, aguarda e espera sem saber qual o programa do candidato da sua preferência, normalmente um programa retirado da ideologia do fechado partido político que apenas admite debates entre os seus membros. Não tenho visto nem ouvido palestras ideológicas públicas: ou não há tempo, ou não há interesse. A maioria dos candidatos tem partidos que os apoiam à porta fechada, apenas entre eles.

 

Convicções que ninguém pode mudar. Não sabemos, não entendemos, os discursos de 1985 são os mesmos do dia de hoje. A crise económica que sofremos, iniciada por um dos candidatos que não soube gerir os bens nacionais nem tomar conta do entesourar das arcas do estado, continua a usar as mesmas palavras de 1985, do tempo em que era 1º ministro.

Não sabemos quem diz a verdade, quem se interessa pelo povo, quem pode representar à sua soberania. Todas as palavras, programas, ideologias, não têm mudado, excepto a que nos mata: retirar ao povo o montante das dívidas que os nossos governantes não souberam pagar. Os governantes, procuram na nossa pobreza, a luz da sua escuridão de líderes que não convencem porque não souberam governar.

 

Será que voltaremos a viver os tempos antes do 25 de Abril de 1974? Perante esta incógnita, penso apenas em mim e tento fugir das manifestações dos que nada dizem e tudo prometem. Pelo que, dentro deste texto, faço uma viragem de tema, que também corresponde ao título do ensaio. E que os candidatos deviam ler.

Esta é a minha ironia para os governantes que apenas se orientam pelas suas ideias, regalias, sem fazerem um pacto de união que salve o país da crise financeira.

 

Esta é a minha irónica mensagem para os que dizem resolver os problemas da nação, mas não conseguem, especialmente endereçada ao candidato que preside actualmente à República e pensa numa divindade, em estreito contacto com a que diz existir:

 

Sem saber como, nascemos. Nascemos sem saber muito bem porquê. Somos resultado da paixão dos nossos adultos.

 

Essa paixão que não permite pensar, apenas agir. Essa paixão que tem, quase sempre como consequência, dar vida. O caminho ao Gólgota, como o nosso com os candidatos, começa mal nasce a pessoa[1].

 

Dizer que viver não custa e, depois, referir o caminho do calvário, parece uma contradição. No entanto, não o é. Dizer que viver não custa é já definir esse caminho semeado de espinhos dos preços, dos horários de trabalho prolongados, das esperas imensas de transportes lotados. De lutar contra a doença, porque o dinheiro descontado, no parco salário, faz falta. Desconto feito pelos mais poderosos que apenas querem continuar a acumular riquezas com a força do trabalho dos outros. Estes espinhos são inevitáveis. A vida ensina como somos matéria e que essa matéria se cansa, se aborrece ou nem sabe como se entreter. Não é em vão que Alice Miller comenta o que está na citação de nota de rodapé[2]. Criança isolada para ser bem dotada.

É por meio destas ideias de Alice Miller, do abuso que as crianças e os adultos sofrem com os políticos, ao serem sempre consideradas pessoas cuja dotação intelectual é inferior ao normal, que entendemos finalmente, que viver não custa, o que custa é ensinar a saber viver. Viver não custa desde que se saiba escapar às doenças, entender de economia e gerir o corpo e a inteligência, com diligência e com informação, como os pretensos candidatos deviam fazer.

 

Os mais novos aprendem estas ideias e outras, pelo real calvário dos seus pais com os líderes da República, esses adultos que são a força de trabalho de uma nação, como já advertia Marcel Mauss em 1924[3].

 

 

 



publicado por Carlos Loures às 09:00
editado por Luis Moreira às 11:50
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
Mis Camelias – 2 – por Raúl Iturra

(Continuação)

 

MEMÓRIAS DE PADRES INTERESADOS (ENSAIO DE ETNOPSICOLOGIA DE LA INFANCIA)

 

 

El sentimiento de culpa acabó cuando el bebé, tirado por fórceps, nació a las 5 de la mañana del 26 de Junio. Oí la voz del médico decir: bueno, es un cuarto para las cinco, es mejor fijar la hora en números redondos, vamos escribir a las cinco de la mañana. Y así fue fijada la hora del nacimiento. Una hora que debemos saber exactamente. Mi mujer dice que fue a las seis de la mañana, yo porfío haber oído al médico decir a las cinco. Gloria insiste que sabe más porque ella estaba ahí. Mi respuesta es siempre la misma: estabas, pero estabas anestesiada. ¡La discusión ha durado cuarenta años!

 

Siempre he pensado que a las mujeres que dan a luz, hay que permitir un gran margen de verdad sobre la historia que narran: esa es la hora de ella, bueno, no hay nada más que decir. O, talvez, que al volver de la anestesia, me preguntaba, una y otra vez: Raúl, ¿qué fue, niño o niña? Y yo, en mi ternura, le decía la verdad: fue niña, ella sonreía e volvía a adormecer por causa del cloroformo. Volvía, media hora después a preguntar. ¿Raúl, fue niño o niña? Santamente y con cariño y besos: fue una niña, mi amor. A la tercera vez-siempre hay una tercera vez, como el gallo que cantó a San Pedro después de negar que era amigo de Jesús, por temor a las represalias, tres veces negó ser amigo de Jesús... y el gallo cantó, como había sido predicho por el Señor Cristo. En la maternidad, no quería armar Cristos, de forma que cuándo mi mujer preguntó que si era mujer, podía o no ponerle aros. En mi desencanto de ser niña y no niño, busqué una tabla de salvación y dije que si, si era en la nariz o en los labios... Es decir que no, replicó mi mujer. Las dos enfermeras que teníamos saltaron y dijeron: ¡Don Raúl! Su mujer tuvo a su hija, sufrió mucho, tuvo que ser rasgada y Ud., como machista que parece ser, ¡dice que no a los aros! ¡Mímela, dele el gusto! ¿Qué iba a hacer yo frente a tanto mujerío en defensa de la mía? Mi machismo cayó, con agrado de mi parte y dije, lo que quiera, m"hijita. E hice bien.Llamé por teléfono a mi padre y a mi cuñada, llegaron a las 8 de la mañana los dos, mi padre con aros de brillantes para nuestra hija, mi cuñada con aros de oro. Tuve que tragarme el sapo que sentía en la garganta, ni que fuera un concilio de piedra enfrente de mí. Hay costumbres y costumbres. La mía, estaba  perder.

 

Maldito avión, ya ni luz hay ahí afuera y nunca más llega... Pensando mejor, ¿será el avión que no llega lo que me da rabia, o los recuerdos del nacimiento de nuestra hija y mi machismo  desgarrado? Más tarde iba a escribir un ensayo para mi periódico, cuyo título es: "Mujer a crecer, machismo a temer". Descargas, talvez, del pasado ya vivido, pero nunca olvidado, talvez en mi conciencia, pero archivado en mi memoria. La rabia debe ser del avión y de las memorias, todo junto. Cuando la ansiedad nos gana... inventamos cualquier subterfugio para organizar las culpas y quedar de ánimo leve.

Las horas pasaban, la luz de día estaba sólo en mi alma, fuera del aeropuerto estaba a declinar. Los recuerdos son que pasamos una tarde calma, con una suegra a llorar porque había sido, con mucho dolor, madre de dos hijas y no gustaba de ver sufrir a su más regalona, la hija más joven y casada, la hija en quien había puesto todas sus esperanzas maternales. Mi madre jugaba el juego del pavo: ella nunca había tenido dolores, que su hija  segunda era muy rápida, su hermana Ana Luisa despachaba en media hora a los hijos, a los cinco hijos que había tenido y otras hierbas de olor nauseabundo. Mi padre, nervioso -era costumbre en esos tiempos que toda la familia más próxima estuviera con la parturienta-, comenzó a fumar. Pensé: esta es mi ocasión de despacharlos a todos. Con mucha amabilidad les dije: Papá, acá no se fuma, mamá, acá no se habla tanto, además, mi suegra está a sufrir, llévenla a casa y busquen consuelo entre Uds., porque tenemos mucho trabajo enfrente de nosotros. Y los acompañé dulce, pero firmemente, a la puerta de la Clínica.

 

Corrí de vuelta a la habitación que tenía sala y cuarto, y dije, ¡por fin estamos solos!, Como debe ser. Mi mujer, testaruda dijo que su madre por lo menos podía haberse quedado y no estar sola en nuestra casa, con la servidumbre. Yo dije: ¡va! Y levanté los hombros. El hijo es nuestro y tenemos que acompañarnos para acostumbrarnos a criarlo, aun convencido que iba a ser hombre. El baile siguió en Adagio Cantabile. La dilatación también. Gloria y yo luchamos, juntos,  quince horas. El Dr. Del Valle, nuestro ginecólogo,  la llevó al quirófano. Pedí entrar. En esos tiempos no era permitido, dijo nuestro médico, se puede desmayar al ver la sangre de su mujer. ¿Qué hago con dos enfermos en la sala de operaciones?. Paseé y paseé, hasta oír la voz de "vamos fijar la hora redonda de las cinco de la mañana", salió una enfermera a correr con un bulto en una frazada, mandé parar y dije: "Lo que lleva ahí es mi bebé y quiero conocerlo", ella paró, abrí con cuidado la frazada, vi la cara y dije: "Ah, es igual a mi suegra", la enfermera me preguntó: ¿Y no quiere saber si es niño o niña? Respondí, para qué, si es igual a mi suegra, es niña. La enfermera se rió y dijo: ¡caramba, cuánto sabe! Corrió con nuestra hija para un sitio más caliente. Fumé. Trabé amistad en la espera con un oficial de la Armada, cuya mujer estaba a la espera del segundo hijo de ellos. Estaba sólo como yo. Nunca más nos vimos. Eran las horas de las confidencias entre hombres que van a ser papás y están sin familia. ¡El primer bebé, una hija!. En esos minutos estaba feliz de todas maneras, feliz de tener un hijo, no me importaba si era mujer o hombre, feliz de haber pasado por los dolores, feliz de haberme recuperado de los dolores de parto que, ya me había advertido el chofer del papá, los hombres sufrimos cuando nuestras mujeres están embarazadas.

 

 

 



publicado por Carlos Loures às 15:00
editado por Luis Moreira às 17:04
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
Hoje às 22 horas - CARTA ABERTA A JOSÉ SÓCRATES

Raúl Iturra, professor catedrático do ISCTE, dirige uma segunda carta ao primeiro-ministro na sequência de uma outra que lhe endereçou em 23 de Junho de 2010. Os problemas do Ensino são o tema central da carta.

Logo às 22 horas.

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publicado por Carlos Loures às 19:30
editado por Luis Moreira às 19:34
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Mis Camelias – 1 – por Raúl Iturra

MEMÓRIAS DE PADRES INTERESADOS


ENSAIO DE ETNOPSICOLOGIA DE LA INFANCIA


Pequeña nota de Introducción.

Comencé a escribir este libro cuando supe que mi hija adorada, Camila y Felix, nuestro yerno, iban a ser papás. La pasión no resultó. Ben nació el 10 de Mayo de 2008, vivió una hora y se durmió para siempre. Otros vendrán, como sabemos, pero Ben Iturra Ilsley será solo uno. Es la razón por la cual hablo solo de la familia. Todos los otros acontecimientos, están en otro libro mío, Para Sempre, tricinco. Allende e Eu. El amor a mi hija y a mi yerno, el gran respeto que me inspiran, me han llevado al silencio de la escrita, una vez más. Es mi regalo y mi dádiva para Ben, que nos ve desde la eternidad, libro que sus padres leerán cuándo puedan o quieran. Lo escribí en Castellano, mi tercera lengua, porque siempre quise ser llamado por Ben y sus futuros hermanos, El Abuelo.

 

Con todo amor y cariño para mi Camila, Felix y Ben, por esa alegría de vivir en el medio de las más desastrosas tristezas. Ben vive en las emociones de ellos y de toda su familia. El hijo no se ha ido, entró dentro de nosotros, como ya habían entrado nuestras hijas Camila y Eugenia, nuestros yernos Felix y Cristan y nuestros nietos Tomas Mauro, Maira Rose y Ben.

 

1. -Día de sol

Raramente hay sol en la Gran Bretaña. Raramente, porque la isla tiene un permanente nublado que nos hace tiritar de frío. El verano, es siempre con lluvia.Ese día de Abril de 1975, era un día especial. Comenzaba la primavera, o, talvez, la primavera estaba comenzada. La primavera inglesa es siempre húmeda. Buscamos el sol al que los latinos estamos habituados, para quedarnos sentados, calmamente, bajo el primer rayo de luz que aparece. Rayos de luz que podían ser de diversas maneras: los del sol, y los del alma. Ese Abril 4 de 1975, era el día de las dos luces. Mi alma brillaba. Brillaba en el aeropuerto donde esperaba a mi familia, la llegada de mi familia, después de una larga separación. Cuando esperaba la llegada del avión trasatlántico,  esos que aterrizan siempre fuera de Londres, en Gatwick, iba recordando. Recordaba el nacimiento de nuestra primera hija. Esa heredera que siempre pensé sería el hijo que siempre esperaba tener y que perdimos, Diego. Recordaba como había prohibido a las mujeres de la familia, que en los años 60 del Siglo XX, habitualmente tejían las ropas que el bebé esperado iría a usar para su nacimiento y sus primeros meses de vida. Era también el tiempo en que la distinción no era de género, era sexual: había niños y niñas. Hoy no es así. Todos los seres humanos somos apenas personas. Sea el que fuera el deseo de sus afectos, y en cualquier edad. Personas pequeñas, personas adultas, personas que lloran, personas que, por causa de su edad, no muestran su dolor en público. Y, en cuanto esperaba, iba recordando.

 

 



publicado por estrolabio às 15:00
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Domingo, 16 de Janeiro de 2011
Diderot e Spencer – dois fundadores da Antropologia


 

Raúl Iturra

 

 

 


 

 

Denis Diderot (5 de Outubro de 1713 – 31 de Julho de 1784) foi um filósofo francês e editor em chefe do histórico que levou a produzir L'Encyclopédie(1751 - 1766). A primeira publicação foi em 1751-1766, revista em 1772, 1777 e 1780. Escreveu este texto que diz: não há ser humano que tenha recebido da natureza o direito para dar ordens aos outros.

 

A Liberdade é uma dádiva do céu, todo indivíduo da mesma espécie tem o direito dar usar enquanto tenha uso de razão. O original está em inglês e diz:

 

No man has received from nature the right to give orders to others. Freedom is a gift from heaven, and every individual of the same species has the right to enjoy it as soon as he is in enjoyment of his reason.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Herbert Spencer, filósofo e sociólogo dos mais notáveis da Inglaterra, nasceu em Derby (27 de Abril de 1820) e morreu em Brighton (8 de Dezembro de 1903). Herbert Spencer (1820-1903) foi conhecido como um dos pioneiros do Darwinismo Social do Século XIX. Filósofo inglês, recusou a oferta de estudar na Universidade de Cambridge, ganhando mais saber de ensino superior por meio das suas próprias leituras. Como darwinista social, colaborou para que a teoria do evolucionismo fosse aceite pelo mundo social fundamentando essa a sua batalha através do seu ensino e dos seus livros O principio evolutivo baseava-se na ideia de que todo mudava das formas mais simples as mais complexas. Foi Herbert Spencer quem, de facto, cunhou a frase da sobrevivência do mais forte ou survival of the fittest, noção que desenhava ou indicava uma luta permanente entre as espécies. O resultado foi aplicar a ideia ao facto de que a espécie mais forte ganhava e se multiplicavam e as mais facas, desapareciam ou pereciam. A sua obra Synthetic Philosophy aplicou o processo evolutivo a todos os ramos do conhecimento, especialmente a biologia, psicologia, sociologia e ética. Fonte: Le darwinisme social, em http://www.nd.edu/~rbarger/www7/spenser.html .Apesar do darwinismo é uma teoria geral que refere ou define a evolução de todas as espécies vivas, o Darwinismo social da Spencer é apenas uma aplicação sociológica do darwinismo que diz respeito só a evolução interna da espécie humana.

 

 

O darwinismo social afirma que a competição, a luta pela vida, afecta o interior da espécie humana, aos diferentes grupos sociais que a compõem – familiar, étnicas, grupos estáticos – de tal maneira que se originam hierarquias, resultado de uma criação de uma selecção social, que permite importar para dentro do grupo, o melhor que há em eles. Para Spencer, todos os grupos sociais em concorrência, retiram o mais fraco de um grupo que possa assim beneficiar aos seus concorrentes.



publicado por João Machado às 15:00
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Artexto - texto de Raúl Iturra, quadro de Adão Cruz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Tenho observado com atenção a arte que pratica Adão Cruz. Há a poesia, há a literatura, há a pintura. Nota-se não apenas neste pastel um profundo sentido de tristeza, salvo pelo amor do casal à direita do quadro. Pelas suas palavras trocadas comigo, ele tem admirado a minha teoria dos sentimentos na literatura, como eu tenho trocado com ele palavras sobre esse sentimento denominado amor. A sua outra arte, a de curar, faz das suas pinturas um desenho obscuro, excepto no sítio do amor, do casal que aparece nas partes claras da pintura. Após ter observado as suas palavras que falam pelas cores, tenho sido capaz de apreciar a profundidade do seu afecto pela humanidade. Como faz com a sua arte de curar, melhora as nossas almas,  como Kandinski e a sua arte figurativa, ou Van Emden, da escola abstracta, não têm sido capazes de limpar em nós. A pintura que comento é de 2002, época de começos, esmaecidos nas suas pinturas mais recentes.

 

Confesso que fazer arte com palavras sobre a arte de Adão Cruz, não é tarefa simples, mas ilumina o nosso olhar sobre a humanidade e ficamos mais contentes, no meio da tristeza representada como figurativa.

 

Agradeço esta oportunidade de falar da pintura de Adão Cruz



publicado por João Machado às 08:00
editado por Luis Moreira em 15/01/2011 às 18:24
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Sábado, 15 de Janeiro de 2011
EDUARDO BARRIOS - por Raúl Iturra

Raul Iturra

 

 

Pouco ou quase nada se sabe dos escritores chilenos. Apenas se mencionam Pablo Neruda, Gabriela Mistral, e acabou. Infelizmente, diria eu Dentro de la terra mal podem – se sustentar com os seus livros, publicações e direitos de autor.

É evidente que me refiro à época em que encontrar trabalho no Chile, era um duelo de Titãs. O se tinha fortuna pessoal ou famílias com terras que produziam bem e os bens vendidos como mercadoria não apenas sustentavam uma família, bem como para uma família alargada. Tem sido a minha experiência pessoal, usufruída enquanto no Chile morava. Mas com quarenta e cinco anos fora do país e sem mais herança que o meu ordenado, a vida tem mudado redondamente.

No entanto, começam a aparecer, a seguir o assassinato de Salvador Allende, autores de mais-valia, conhecidos no mundo inteiro, como Isabel Allende, que acabo de analisar em imensas páginas, Luís Sepúlveda, é um escritor, realizador, jornalista e activista de nacionalidade chilena. Nasceu em Ovalle, no Chile, em 4 de Outubro de 1949. Reside actualmente em Gijón, na Espanha, após viver entre Hamburgo e Paris.

O historiador Gustavo Frias, que torna ao Chile após exílio na Espanha e escreve a safa Tres nombres para Catalina, tendo já publicado o primeiro, Catrala, Alfaguara, 2001, e um segundo, La Doña de campofrio, mesma editora, em 2003, e com ansiedade aguardamos o terceiro volume sobre a Doña Catalina de los Ríos y Lisperquer, lavando assim a face da Quitrala que Magdalena Petit tão mal tratara no seu livro La Quitrala em 1932 e Hernán Rivera Letelier que de operário nas minas de nitrato do Chile, passa a ser escritor em exílio. Publica em 1994: La reina Isabel Cantaba Rancheras, Grupo Editorial Planeta, Santiago do Chile, quem também edita Himno del ángel parado em dos patas, 1996, Fatamorgana de amor com banda de música, 1998, Los trenes se van al purgatório, 2001 e Santa Maria de las flores negras. O conjunto da sua obra, para quem teve que escapar do Chile e morar no México e na Espanha, sendo nomeado cavaleiro da La orden de las Artes y la Letra pelo Ministério das Cultura de França.



publicado por Carlos Loures às 15:00
editado por Luis Moreira às 01:19
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
E A DOENÇA, FILHO? O NOVO FASCISMO QUE NOS PUNE COM TERRAMOTOS - 2 - por Raúl iturra

(Continuação)

1. Mas, doença de quem?

Antes de mais, queiras desculpar-me que te denomine filho. A nossa língua é doente e carrega o acento em todo o ser que tem erecção, em todo o género masculino. Porque falo para ti, filho ou filha. Esses que eu tenho como descendentes. Eis uma primeira doença, a doença do símbolo, do que representa para nós uma entidade humana. Sempre hierarquizada. Distinta entre pobres e ricos, entre os que mandam e os que devem calar e obedecer. Doença simbólica da falta de debate.

 

Uma segunda doença, pequeno. Essa da falta de cruzar palavras que nos dêem a entender que, no mundo, somos todos iguais, mas nem sempre equivalentes. Não porque tu saibas mais e outro menos, mas porque tu tens poder e o outro não consegue ter. Doença de mando, eu diria. Doença social que apaga o corpo. Doença social que tira das palavras a sua forma de espada de combate. Para lutar com ideias. Para esgrimir conceitos. Para se ajudar com palavras.




publicado por Carlos Loures às 15:00
editado por Luis Moreira às 13:54
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EDITORIAL
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António Marques

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