Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
Escola : e, no entanto, ela move-se

 

 

 

 

 

Luis Moreira

 

Numa reunião de dirigentes de escolas onde estiveram 250 dirigentes, foram discutidas importantes questões e que são avanços significativos para se encontrar o caminho certo para a "autonomia das escolas". Uma das questões é que "esta" avaliação é,  segundo eles, demasiado burocrática e morosa, pugnando por uma avaliação mais consensual e mais prática. Já não se discute se é ou não possível avaliar os professores, isso é questão aceite.

 

"Os professores querem ser avaliados mas estamos todos a chegar à conclusão, ao fim de uns meses a experimentar este modelo, de que é impraticável. Gastam-se imensas horas em funções burocráticas em prejuízo do ensino e da escola".

 

E, outras conclusões notáveis: " A força espontânea e autónoma dos professores que contestaram o modelo anterior foi utilizada pelos sindicatos"

 

"Os professores foram traídos pelos sindicatos numa noite de negociação com certeza muito animada"

 

" O modelo é lesivo para a qualidade da escola, prejudicial para contribuir para um ambiente tranquilo e cria profundas divergências entre professores".

 

Outro dos motivos de crítica é a utilização da "central de compras" que deixa de lado o comércio local e a possibilidade da escola poder comprar livremente, melhor e mais barato . Sempre o centralismo! As compras de grandes quantidades de artigos que abarquem várias escolas a nível regional ou nacional, justificam a utilização da "central de compras" mas não as compras para o dia a dia que exigem proximidade.

 

Outra questão são "os agrupamentos de escolas" que só deverão avançar desde que a comunidade escolar e a autarquia estejam de acordo e não à revelia destas.

 

o "centralismo" chega ao ponto de ter um caderno de encargos para os produtos do "buffet" que não autoriza a compra por "marcas" ( é muito complexo, porque não se pode referir marcas).

 

Outra preocupação é o previsto despedimento de contratados no próximo ano "os mais jovens vão ser prejudicados com a reforma curricular" e que não fazendo parte dos quadros, são os que se mostram mais disponíveis e os maiores dinamizadores no envolvimento das actividades que mais motivam os alunos (onde é que eu já li isto antes...). calcula-se que ficarão no desemprego 25 a 30% dos jovens professores contratados.

 

Enfim, como todas as organizações as escolas são organismos vivos que se adaptam, que se desenvolvem, que melhoram processos .

 

Afinal, sempre se move!

 

 

PS: (a partir de uma notícia no DN de 13/2)



publicado por Luis Moreira às 13:00
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Educação - Premiar a competência, exige-se

Luis Moreira

 

As declarações de Eric Hanushek  no encontro na Gulbenkian e promovido pela FLE continuam a gerar reacções. Nuno Lobo, Lisboa, no Publico de hoje, " a qualidade dos professores é o elemento mais valioso da educação" e, por outro lado observa  que " os pais não escolhem escolas onde os professores são ineficazes".

 

"Os pais têm o direito de saber quais são as escolas e os professores que mais contribuem para o progresso académico dos seus filhos assim como têm a responsabilidade de escolher para eles as escolas e os professores que garantem uma boa educação."

 

Mas o ME que mandou efectuar um estudo ao ISEG, "não autoriza a divulgação da lista "das escolas que são classificadas como de "elite", "à sombra da bananeira", "que surpreendem" e "fatalistas". Bons estudos para serem base de boas políticas educativas são de apoiar mas que as suas conclusões não sejam reveladas ao país, reservando para si (ME) a informação relativamente à qualidade da escola e dos professores, mantendo os pais à margem desse conhecimento, é uma medida que tem que ser criticada.

 

Também Augusto Kuttner de Magalhães,do Porto, no mesmo jornal, referindo-se ao mesmo encontro diz que os estudantes " que tiveram bons professores conseguirão num prazo de três a cinco anos, anular os constrangimentos associados à situação socioeconómica dos seus familiares." E quanto ao nosso país, Eric Hanuschek, chegou à mesma conclusão "a diferença está nos professores e os salários destes devem basear-se, única e exclusivamente, no desempenho".

 

" os salários na maioria dos casos em todas as profissões, quer no público quer no privado,...estão directamente relacionados com o "posto, a categoria profissional, o patamar" ... e não nas competências e no desempenho..."

 

E Santana Castilho, também no Publico de hoje: "Os portugueses politicamente mais esclarecidos poderão divergir na especialidade, mas certamente acordarão na generalidade: os 36 anos da escola democrática são marcados pela permanente  instabilidade e pelo infeliz desconcerto político sobre o que é verdadeiramente importante num sistema de ensino. Durante estes 36 anos vivemos em constante serviço de reformas e mudanças, ao sabor dos improvisos de dezenas de ministros, quando deveríamos ter sido capazes de estabelecer um pacto mínimo nacional de entendimento acerca do que é estruturante e incontornável para formar cidadãos livres. Sobre tudo isto, o silêncio de Cavaco Silva é preocupante e obviamente cúmplice."

 

PS: Quanto ao que é "estruturante e incontornável" , creio que a autonomia da escola, entregue a quem nela labuta e a quem nela aprende e suas famílias, retirar as escolas do "centralismo do ME e dos sindicatos", tratar as escolas segundo o ambiente socioeconómico de cada uma delas ( ter um fato feito para as cerca de 3 200 escolas do país,é de doidos...) privilegiar os curriculuns e o desempenho, conceder o direito de escolha, ter um quadro de professores estável e escolhido pela direcção da escola e, retirar as consequências todas dos resultados atingidos, teríamos de certeza absoluta, como nos países mais adiantados, uma escola de excelência.



publicado por Luis Moreira às 13:00
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
Um testemunho - por Alexandra Pinheiro

Ao longo de todo o processo de luta pela sobrevivência das escolas com Contratos de Associação, tenho sido convidada para assistir a alguns dos encontros das comunidades escolares. Tenho visitado algumas destas escolas fora dos grandes centros urbanos, à volta das quais, gravitam uma ou várias povoações. Estou fascinada porque descobri um Portugal que desconhecia!

 

Pais que acreditam que vale a pena lutar por um projecto educativo, professores que convergem com directores de escola nas votações de decisões complicadas, colocando os interesses da escola acima dos seus interesses pessoais. Entrar numa escola enfaixada pelos alunos, que dedicam parte dos seus intervalos, das suas tardes livres e fins de semana a preparar standartes, faixas é um testemunho do que os alunos podem fazer quando se  sentem parte de um projectos. Esta incrível energia humana, que se mobiliza em torno de uma convicção que luta pela liberdade contra decisões que partem de um poder tecnocrata que nem os conhece e despreza um poder que não aceitam ser invencível e que, pela força do grupo, não temem.

 

Estou maravilhada, afinal há comunidades que ainda não aceitam o “mais ou menos” ou o é “indiferente” e que fogem a todo o custo da geração nem nem….

 

Pais, alunos, professores  e funcionários que estão 4 horas à chuva para simplesmente darem um grito – SOS – pela nossa escola!

 

Que bom, afinal há um Portugal que ainda está VIVO.

 

 



publicado por Carlos Loures às 20:00
editado por Luis Moreira às 18:45
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
Professores - os menos eficazes devem ser afastados da sala de aula

No Expresso de hoje dois homens que dedicam a sua vida ao ensino trazem-nos ideias sobre as quais vale a pena reflectir .

 

Erik Hanushek, investigador da Universidade de Stanford.

Tem dedicado o seu trabalho de investigação a medir o impacto dos professores no sucesso dos alunos.

 

 

"É preciso afastar os maus professores da sala de aula"

 

" Se os pais sentirem que a escola dos filhos não está a fazer um bom trabalho devem poder escolher outro estabelecimento. permitir esta influência traz uma boa pressão sobre as escolas"

 

"Se, em 20 anos, todos os alunos portugueses chegassem ao nível da Finlândia nos resultados do PISA, o valor do PIB aumentaria 2,9 biliões de dólares. O factor mais importante no crescimento económico é a educação", e defende que a reforma essencial passa por pagar mais aos melhores docentes e afastar da sala de aula os menos eficazes.

 

"...mas o que sabemos é que há uns que são melhores que outros....vamos definir políticas que ajudem a manter os bons profissionais e afastar os maus professores da sala de aula". Como é que se mede a qualidade de um professor?

 

"A maneira mais simples é ver se os seus alunos estão a aprender e se os seus resultados melhoram ao longo do ano. Há classes em que muitos aprendem muito, outras em que aprendem pouco. Isto tem a ver com a qualidade dos professores."

 

Os salários deviam estar directamente ligados ao desempenho?

 

" Sem dúvida. Numa escola toda a gente sabe quais são os bons e os maus professores". Mas há professores que, por estarem em escolas mais problemáticas, têm um trabalho mais complicado: "A maioria dos estudos que medem o valor acrescentado dos professores tem em conta essas circunstâncias"...por outro lado, nas escolas difíceis, parte daquilo que é ser um bom professor passa por ser capaz de controlar a sala de aula, pegar em miúdos desinteressados e motivá-los"

 

Em Portugal ou nos EUA, a avaliação dos professores é uma questão muito polémica. Porquê?

 

"Em todo o mundo existem sindicatos fortes que têm tradicionalmente defendido a não distinção entre professores e resistido a qualquer tentativa de despedir os maus profissionais. Tenho dito aos dirigentes dos sindicatos que não é boa política apoiar os piores... estudos mostram que os sistemas que melhor têm progredido arranjaram uma forma de afastar os maus professores da sala aula...orientando-os para outras actividades...é universal o conhecimento que o elemento-chave numa escola é o professor..."

 

Quem deve avaliar os professores?Os colegas ou uma entidade externa?

 

"Dentro de uma escola, os professores sabem muito bem quem está a fazer um bom trabalho ou não....tem que haver uma combinação com uma outra avaliação mais uniforme. Dar mais autonomia às escolas para tomar decisões - salários - é uma coisa boa mas acompanhada por uma avaliação externa e de prestação de contas."

 

Quem deve escolher os professores?

 

"É errado pensar-se que um governo central possa gerir todas as escolas. A educação é demasiado complicada e a situação é tão diferente de escola para escola, que é de doidos pensar-se que o poder central pode escolher de forma eficaz os professores certos, colocá-los nas escolas mais apropriadas ou decidir a formação que é preciso dar."

 

E o professor Nuno Crato, intitula: "Os professores e os números"

 

"Usar números para analisar o ensino é uma raridade que merece ser destacada!" Sublinhar este facto, quando a discussão sobre educação é tão manchada por facciosismo e pela ideologia..." "...as escolas mais exigentes são as que mais favorecem os alunos oriundos das classes mais desfavorecidas. Os factores que mais influenciam o ensino, são o currículo e a qualidade dos professores.

 

"Vale a pena ouvir o que nos dizem os dados!"



publicado por Luis Moreira às 13:00
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Professores : Atestados médicos oportunos e fraudulentos

Ano após ano o Júri Nacional de Exames alerta para  o elevado e oportuno número de atestados médicos apresentados pelos professores nos dias em que são distribuídas as provas para classificação. No relatório apresentado esta semana esta questão é mais uma vez apontada como uma das situações que mais perturba o complexo processo que envolve a realização de meio milhão de testes.

 

" Após a convocatória para a classificação dos exames, vários classificadores apresentaram atestado médico, não comparecendo às reuniões de aferição de critérios. Alguns apresentaram atestados de apenas um dia, faltando a estas reuniões, quer na 1ª quer na 2ª fase", lê-se no relatório da JNE. As faltas obrigam a uma redistribuição das provas por outros classificadores, o que, "além de não ser justo para estes, implicou uma enorme sobrecarga para os agrupamentos, considerando que têm de refazer todos os procedimentos de distribuição".

 

A correção das provas de aferição dos 4º e 6º anos também é afetada por este mesmo problema. Após a nomeação dos classificadores surgem "inúmeros pedidos de substituição pelas mais variadas razões (saúde, excesso de cargos, problemas familiares,etc) que as unidades de aferição procuram resolver com muito esforço e transtorno no seu trabalho, lê-se no Expresso. Por outro lado "continua elevado o número de atestados de um dia logo na primeira reunião de supervisão". O JNE diz que a situação provoca a "indignação" dos classificadores, que ficam com mais provas para ver, e revela "falta de responsabilidade e solidariedade entre pares"

 

Há também docentes que marcam féria intercalares em cima das datas de distribuição e devolução dos exames da 2ª fase (em Julho). "esta situação está a tornar-se frequente e impeditiva de uma distribuição de provas pelos classificadores mais equititiva"

 

São estas golpadas que os sindicatos dos professores apresentam como "direitos" defendendo os professores fraudulentos em vez de defender quem trabalha e é responsável. É, por esta e por outras, que a corporação de professores não quer a avaliação baseada no mérito, que as falta não tenham qualquer consequência, que todos sejam iguais e cheguem ao topo da carreira.

 

Também é por isto que a sociedade não os respeita, que os alunos não lhes reconhecem autoridade, que as famílias querem e optam por escolas privadas. Cada atestado destes devia dar origem a um inquérito e, a provar-se a fraude, o professor mentiroso que engana médico, colegas, alunos e escola deveria ir de imediato para a rua. Acabavam os atestados médicos fraudulentos!



publicado por Luis Moreira às 13:00
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
Semana do Ensino - Presidente do Conselho das Escolas -
Luis Moreira

Manuel Esperança foi eleito pelos seus colegas para o lugar, é um homem corajoso e um professor interessado, defende soluções há muito banidas pela corporação de professores. Em entrevista ao Expresso defende entre outras coisas:

Assume que há maus professores e que o concurso de colocação não permite fazer a distinção - por isso deviam ser as escolas a escolher, como fazem os privados. Lamenta que a falta de assiduidade não seja mais penalizada e considera as quotas na avaliação imprescindíveis.

"De uma vez por todas, temos de nos habituar a não ter receio de dar aulas de porta aberta.Como sempre fomos donos e senhores da sala de aula, se nos invadem o espaço sentimos que é uma ameaça....as pessoas que avaliam são praticamente as mesmas que foram eleitas pelos professores para desempenhar as funções de coordenadores de disciplina.Sendo assim, não lhes reconhecem competência para avaliar?

...tem que haver quotas porque se não tínhamos só professores excelentes e muito bons..por exemplo a questão das faltas devia ser extremamente penalizadora....o que aconteceu no ciclo de avaliação anterior foi que, apesar de a assiduidade ser um parâmetro, todas as faltas eram consideradas justificadas e equiparadas a serviço lectivo dado...

a burocracia...disso nem falo. Há essa intervenção porque o sistema está construído de cima para baixo. Há muito que ouço falar de autonomia mas acho que não verei isso acontecer...gostava de poder escolher os professores. Essa é a grande diferença entre o ensino público e o privado e iria trazer vantagens. Temos de ser competitivos. E a verdade é que há pessoas que nasceram para dar aulas e outras que, mesmo ajudadas, não fazem nada para isso.O concurso de professores não faz a distinção entre o trigo e o joio."

As palavras serenas mas corajosas de um professor eleito pelos seus colegas que aponta a demagogia de quem defende o igualitarismo e a irresponsabilidade.

Para que conste!


publicado por Luis Moreira às 13:00
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010
Semana do Ensino - Professores - são falsos os seus argumentos
Luis Moreira

Primeiro quizeram convencer-nos que a avaliação não era possível nas escolas; depois que a avaliação estaria condenada tal era a diversidade do ambiente social e económico das escolas; a seguir era que professores não podiam avaliar professores; depois que os directores das escolas eram nomeados não ofereciam garantias de transparência; os rankings das escolas eram uma falácia, não levam em conta os factores de diferenciação...enfim, tudo o que cheire a avaliação, a mérito e a responsabilidade a corporação dos professores não quer.

Agora fazem um ataque cerrado à escola privada contratualizada, e percebe-se porquê. Acabavam de uma só penada com as comparações de resultados que ano após ano lhes é tão penoso. Deixavam de ficar em últimos. Mas há outros países, onde há muitos anos que se avança nos caminhos da excelẽncia, do mérito e dos resultados.Vem hoje no jornal (i)(1/12).Leiam:

Conclusão do estudo "Como os melhores Sistemas de Ensino continuam a melhorar" divulgado pela empresa McKinsey:eis os 20 modelos estudados:
De fraco para satisfatório: Gana,Minas Gerais,Madhya Pradesh (Índia), Wester Cape (África do Sul)
De satisfatório para bom: Arménia,Chile,Jordânia
De bom para excelente : Aspire (US),Boston (US),Inglaterra,Long Beach (US),Letónia,Lituânia,Eslovénia,Polónia
Excelente: Singapura,Hong Kong,Coreia do Sul,Saxónia (Alemanha)Ontário(Canadá)

"não é a riqueza, o modelo político ou a geografia que contribuem para que estejam hoje entre os que subiram o rendimento escolar a curto prazo"."A formação de professores e de directores escolares foi um passo decisivo que aconteceu em todos os modelos, mas foram os líderes políticos que fizeram a diferença"

Os autores do estudo foram conhecer o que é que os modelos têm em comum e porque é que resultaram:

01 - O que é comum a todos os modelos : a formação dos professores e directores da escola, a avaliação interna e externa dos alunos,...a revisão de normas e currículos ou as recompensas remuneratórias para os bons professores e gestores da escola...( a escaldar...)

02 -Centralizar ou responsabilizar: nos sistemas de fraco ou satisfatório desempenho, as práticas são disseminadas para escolas e professores através de um organismo central, mas nos modelos de alto rendimento escolar já não funcionam. Nestes casos o avanço da educação decorre sobretudo da flexibilidade das políticas e da responsabilidade que se atribui aos professores para atingir as metas e cumprir as reformas...um terço das escolas que estão a passar para bom e dois terços para excelente, descentralizaram as funções pedagógicas para as escolas. Há um orgão central para responsabilizar os professores pelo seu próprio desempenho e dos seus colegas.( faz lembrar algum país...? )

03 - Planos de carreira: nos sistemas com bom ou excelente os professores mais habilitados assumem a responsabilidade de ajudar os colegas em ínicio de carreira a atingir as metas de ensino propostas. Há práticas de colaboração entre escolas, todos os professores do mesmo grupo disciplinar reúnem-se para fazer o planeamento semanal das aulas. São obrigatórias também a observação de aulas entre colegas e o ensino em conjunto.O objectivo é melhorar a prática de ensino e tornar os professores responsáveis uns pelos outros.( está muito quente...)

Avaliação, mérito, autonomia,formação permanente,extras remuneratórios aos bons professores ...tudo o que é impossível na escola portuguesa!

Continua ( não é uma ameaça )


publicado por Luis Moreira às 13:30
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
Professores - abandone-se esta lógica tão centralizadora do ensino
Luís Moreira

Diz Paula Romão, Directora da Escola Secundária do Castelo da Maia, doutorando em Ciências da Educação que apela à melhoria na qualidade do ensino e dos resultados dos alunos. (Público de 7/11)

Mais um professor que sentiu a necessidade de se fazer ouvir, como tantos outros que aqui tenho trazido, pugna pela autonomia das escolas, reivindicando uma maior responsabilidade pelos resultados, pedindo margem de manobra para tomar decisões em tempo útil, apelando a uma maior confiança nas lideranças para que possam prestar contas do desempenho da sua escola, dando-lhes instrumentos para que possam fazer a diferença.

Mesmo os constrangimentos financeiros que levam o governo a centralizar nos grandes agrupamentos, teriam melhor resposta na rentabilização dos meios humanos e materiais pela escola. Afinal a mesma lógica que leva países bem mais capazes do que o nosso a apostar nas "Free schools", com melhores resultados e poupança em estruturas intermédias.

Paula Romão fala também nos rankings das escolas, sublinhando o seu carácter erróneo em que faltam diversos e importantes factores que podem diferenciar as escolas. Há factores preditores do sucesso dos alunos como sejam o nível socioeconómico das famílias o esforço e a motivação dos alunos, o seu histórico, o sistema educativo, o fenómeno das explicações...estimando-se que só 25% é da responsabilidade da escola.

Já aqui trouxemos, repetidamente, esta questão, e a nossa Eva Cruz, professora reformada, em texto de grande abertura e clarividência avançou com um factor da maior importância que é o sermos capazes de saber, sem dúvidas, o que esperamos da escola.

Claro que, burocratas do ministério e do sindicato não estão interessados na autonomia das escolas, interessa-lhes esta centralização para poderem continuar com as suas guerras que nada têm a ver com a qualidade das escolas, nunca ninguém lhes ouviu apoiar a autonomia e a responsabilização da escola.


publicado por Carlos Loures às 13:30
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Conferência no Porto - Impacto Escolha da Escola
HERBERT J. WALBERG, reputado académico norte-americano, direccionou parte da sua investigação académica, à recolha de dados científicos, sobretudo resultantes de estudos efectuados nos EUA, que ajudam a perceber e quantificar o impacto de diferentes formas de escolha na qualidade do sistema de ensino e na integração social dos alunos. Venha ouvi-lo para perceber porque para lá do debate e preconceito ideológico, a escolha da escola vinga pela consistência dos resultados positivos que induz, comprovado por múltiplos estudos científicos de conceituados investigadores. Contamos com a sua presença e com a sua importante ajuda na divulgação e cobertura deste Encontro na cidade do Porto dia 16 de Novembro às 14h30.

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publicado por Carlos Loures às 16:42
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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
Professores - Free schools
Luis Moreira

O profblog anuncia que as "free schools" avançam no Reino Unido!

Escolas autonomas, entregues a professores e a grupos de pais, sem interferência estatal, livres das guerras entre burocratas do ministério e dos sindicatos, Responsáveis pelos resultados que directamente interferem com a carreira de uns e com o futuro dos filhos de outros, a "Free school" tem tudo para andar.

Adeus à regulamentação aos montes, adeus às paletes de papéis,adeus às pirâmides de informação que ninguém lê, bem-vindos ao tempo suficiente para as aulas, para a sua preparação atempada, para as aulas de auxílio a quem precise...

Como tenho, repetidamente, aqui escrito, ninguém ouve uma palavra sobre a autonomia das escolas a sindicatos e ao ministério. Pudera, sem escolas escravas, não há matéria para manter milhares de burocratas entretidos com experiências pedagógicas, com reinvindicações permanentes, com guerras diárias...

Muitos professores,como tenho mostrado com textos que apanho na comunicação social, lutam pela autonomia das escolas, mas não são ouvidos, a verdade oficial é passada pelas guerras entre sindicatos e ministério, precisam uns dos outros para terem poder.

Para além da maior proximidade, o corte de custos nas estruturas, nacionais, distritais e locais é muito significativo.


publicado por Luis Moreira às 13:30
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
Professores - A escola não tem que ser democrática.
Luis Moreira

Fernando Savater, uma voz sensata, um líder de opinião que muito inspira,esteve em Portugal para falar de educação e da necessidade de uma revolução profunda. (revista Expresso)

A criação de uma disciplina de Educação Cívica que introduza a capacidade de agir em democracia, pois se a escola não o faz será a televisão a fazê-lo. A religião e moral, aconteceu em ditadura, no seu livro "Ética para um jovem" pretendeu que a ética servisse de alternativa à religião.A ética é para todos, não é exclusiva dos religiosos.

A escola não é democrática, nem deve sê-lo, a escola é a preparação para a democracia. A aula é hierárquica, o professor deve estar acima dos alunos que os prepara para serem cidadãos.

A escola sempre viveu em crise, anda atrás da sociedade, na medida em que os professores foram educados no passado e têm que educar para o futuro. A teoria que diz que os alunos são iguais aos professores leva a que percam o respeito pelo professor.Se a autoridade não é exclusiva dos professores a aula não funciona.

No "Panfleto Anti-Pedagógico" de Ricardo Moreno Castilho, cujo prefácio foi escrito por Savater, defende-se que a aula não é uma reunião de amigos nem um recreio, é o um lugar onde se transmitem conhecimentos. Ninguém coloca em causa a autoridade de um treinador de futebol que todos aceitam que deverá dar ordens aos seus jogadores.

Um ignorante segue tudo o que é prometedor, se lhe acenam com mais dinheiro, mais carreira, mais mordomias, a tendência é seguir os demagogos que promentem o céu e a terra, não é seguir quem é sério e promete mais trabalho e mais exigência.

Este é o grande problema da democracia! E da escola, acrescento eu.


publicado por Luis Moreira às 13:30
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Domingo, 31 de Outubro de 2010
Professores - 10% de mérito na escola pública
Luis Moreira

É bem verdade que o ranking das escolas está longe de ser perfeito, há critérios que deveriam ser tomados em conta e não são, mas também é verdade que as escolas que ficam sistematicamente nas melhoras posições são, de certeza absoluta, boas escolas. Vem isto a propósito desta notícia:

Das vinte melhores escolas em Portugal só duas são públicas. Perante este facto, a Ministra diz que "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos".

Quem não gostou nada foi a Helena Matos (no Publico) que diz que é precisamente ao contrário, quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes.

A escola pública que emprega a corporação dos professores que se acomodam à política do sindicato, de guerra aberta, de reinvindicação permanente, é que não pratica uma docência de mérito, exigente, virada para os alunos, pelo contrário, está fechada sobre si própria, entregue às guerras permanentes entre os burocratas do ministério e os burocratas dos sindicatos.

Como se viu ainda bem recentemente, na reestruturação levada a efeito , com os mega- agrupamentos, o ministério não perguntou nada a ninguem se estava ou não de acordo, avançou e estão aí, a escola pública nada tem de aberta, não permite a livre escolha , não responde pelos maus resultados e tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada.

A escola pública devia ser constituída pela escola estatal e pela escola de gestão privada( entregue aos professores que se constituíssem em grupos de gestão), as famílias escolhiam segundo os seus próprios critérios, de exigência , de proximidade, numa salutar concorrência, privilegiando o mérito e a autonomia face aos burocratas do ministério e do sindicato.

Os bons professores, como é reconhecido pelos próprios, são joguetes nas mãos do ministério e sindicatos , e sempre será assim se não houver uma maior autonomia, com a escola pública entregue a quem nela trabalha.


publicado por Luis Moreira às 13:30
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
Professores - avaliação dos Directores das escolas
Luis Moreira

Eu bem sei que os professores não têm experiência de gestão das organizações e até creio que enquanto professores não terão que saber de gestão, mas às vezes fico perplexo. Agora alguns deles, os mesmos de sempre, estão contra o facto de os Directores das escolas serem avaliados pelas Direcções Regionais do Ministério. Mas então que de outra forma poderia ser?

Os Directores das escolas não dependem das Direcções Regionais? Os Directores Regionais não dependem do membro do Governo e o Governo não é avaliado pelos votantes? É assim em Democracia! Vão ser sujeitos a pressão politica? Pois vão, como seriam sujeitos à pressão dos professores se por eles fossem avaliados.

Ou querem andar em roda livre e em circuito fechado como na Justiça que não depende de ninguem , com os lindos resultados que estão à vista e com 97% de "bons" e "muito bons"? É isso? O Processo de avaliação vai ser regulado pelo Conselho Coordenador da Avaliação. Fazem parte deste Conselho o Director Regional e três Directores escolhidos entre os membros do Conselho das escolas. É sensato.

Um dos argumentos é que o Director Regional nada sabe do que se passa nas escolas. Melhor seria dizer que não sabe de nenhuma mas sabe de todas, que é, precisamente, o que o torna capaz de avaliar. Comparando os objectivos e medidas negociadas , com o que se passa noutras escolas com o mesmo perfil. Será que quem trabalha nas escolas tem uma visão do todo para poder avaliar o director da sua escola? Isso, normalmente, dá no gajo porreiro, mas que não obtem resultados.

Professores há, bem mais avisados e sabedores, que lutam pela clarificação dos critérios que irão presidir à avaliação, quanto mais claros, mensuráveis e negociados melhor para todos, haverá mais justiça e menos discricionaridade por parte de quem avalia. Defender que o Conselho Geral seja incluído no orgão avaliador por ser o orgão que escolhe o Director das escolas, é como meter "a raposa dentro do galinheiro".

Ser ingénuo é acreditar que o orgão Coordenador não vai pressionar o Director da escola ou é acreditar que os professores avaliariam de forma transparente e sem pressões?

O corporativismo cega pessoas inteligentes.Há bem pouco tempo defendiam que a avaliação não era aplicável às escolas e aos professores.


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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
As corporações solidárias exigem!
Luis Moreira

Num país com gente sem trabalho e pobre, dois milhões de pobres dizem as estatisticas, não há quem se indigne e faça ouvir a sua voz a seu favor. Nada, o que temos são as corporações de interesses sentadas à manjedoura em que transformaram o Estado, a exigirem e a protestarem por alguns dos seus privilégios serem tocados.

O Presidente do Sindicato dos Juízes chama ladrão ao governo por classificar como um roubo o que o governo propõe para quem paga as quotas que sustentam o sindicato. Vindo de um Juiz não está mal, vamos todos continuar a pensar que a classe é constituída por gente equilibrada e estimável, não corremos o risco de um dia sermos atropelados em pleno tribunal.

Mário "alucinado" do Sindicato dos Professores vem agora dizer que afinal a avaliação que tanto critica e que antes considerava impossível de realizar, resultou de um acordo com o Ministério. A avaliação foi sempre possível o que era necessário era ganhar mais uns cobres e mais uns quantos empregos para toda a vida. Se o Ministério não avançar com o concurso vai para o protesto, quiçá para a greve. A avaliação, a tal que era impossivel de ser aplicada aos professores, segue o seu caminho entre os profissionais dignos de serem professores.

Os trabalhadores das empresas públicas, com vencimentos e mordomias muito acima do comum dos mortais, anda para aí a espalhar, sem se envergonhar, que os cortes nos salários não se aplicam a eles, "as empresas apresentam lucros" , argumento assaz curioso de quem trabalha em empresas monopolistas no mercado interno, com preços muito acima dos praticados nos restantes países europeus. Afinal o mesmo argumento de quem ganha dezenas de milhares de euros por mês, os gestores que tanto recreminam.

As corporações de interesses deste Estado gordo e anafado, pasto de gente "bem", partidária, e privilegiada, sempre solidária com os "colegas" igualmente "bem", nem sequer se lembram que estamos num país com muita miséria, com elevado desemprego e elevada precariedade no emprego. Sem ponta de solidariedade com os mais pobres e mais fracos, nunca se farão ouvir para defender quem não tem voz, quem não tem condições de fazer greves, nem acesso à comunicação social.

Solidários, "bonzinhos", ideias avançadas, exigem de barriga cheia! Que vergonha!


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Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Santana Castilho - a paciência que falta a todos
Luis Moreira


Diz Santana Castilho: "Miguel Sousa Tavares falou mais uma vez dos professores,na SIC. MST não pode fundamentar opinião com afirmações factualmente falsas.É grosseiramente falso que todos os professores passaram a ganhar mais automaticamente. Além disso, como aqui escrevi e MST não poderá desmentir, exceptuando a chaga dos desempregados, são os professores os mais penalisados pelos governos de Sócrates:viram salários congelados,carreiras congeladas e degradadas e tempos de trabalho aumentados; têm a maior carga horária da OCDE e o mais baixo salário..."

A gente lê isto e fica estarrecido. Mas ó prof. ter o mais baixo salário de todos da OCDE não é o que acontece a nós todos? Aos pedreiros, canalisadores, economistas ,arquitectos e todos os que, por ganharem tão pouco, vão lá para fora ganhar mais? E conhece alguma profissão, para além das outras corporações que abocanham o Estado, que os seus elementos tenha lugar fixo no "quadro" ? ter progressão automática? não serem avaliados e progredirem todos haja ou não mérito?

Conhece? É que visto assim, os professores, são uns grandes privilegiados, são das pessoas com melhor nível de vida cá neste país onde, a esmagadora maioria das pessoas não ganha nem metade e não tem emprego fixo para toda a vida! O Prof. quando escreveu este artigo acordou em que país? Na Alemanha, França, Reino Unido, Luxemburgo ...

Quando não há argumentos corre-se o risco de se cair em tentações que não ficam nada bem a um prof. universitário. E já agora, há hipótese de comparar os resultados? Quanto à preparação dos professores, aos conhecimentos adquiridos pelos alunos? Ou isso não interessa nada e não vale a pena comparar? A OCDE para os resultados não serve?

Diz MST que foram todos os professores aumentados, o prof. diz que não foram todos. Quantos é que não foram? Um, dois, 50%? O que o prof. sabe é o mesmo que levou MST a generalisar. Foram 435 milhões deitados para cima dos professores para eles irem para a escola ensinar e não para a frente do ministério gritar. Saberá o Prof. mais do que isto? Claro que não! Isto numa altura em que os mais pobres e os desempregados vivem cada vez pior.

É uma pena que não se bata por uma escola autónoma, assente no mérito, com os melhores a subirem na carreira. Em vez disso, tornou-se num porta voz igual a tantos outros de uma corporação que, como muitas outras, só quer mais mordomias, evitar a avaliação assente no mérito e ganhar mais. É pouco para tanto saber!

A conversa de que os professores são as vítimas do regime não colhe, estão muito acima, no que às condições de trabalho diz respeito, da maioria dos trabalhadores portugueses, e o que sabemos, e isto é de fonte segura, é que os nossos jovens saem da escola muito mal preparados. Convinha não esquecer o mérito dos resultados, é que quem não apresenta resultados ganha sempre demais.

PS: Para que não restem dúvidas tenho familiares professores e muitos amigos e amigas professores. Não é dos professores que se trata, é da corporação sentada à mesa do orçamento como muitas outras.


publicado por Luis Moreira às 13:30
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