Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (26)
(Continuação)

Em 1987 Ricardo Lagos funda o Partido pela Democracia (PPD), que veio a ter um papel importante na formação da Coligação de Partidos pela Democracia, movimento que reúne todas as forças partidárias na campanha do «não» ao referendo que derrota Pinochet. A 25 de Abril de 1988 Lagos ganha projecção no país ao participar num programa televisivo em que, de dedo em riste (O dedo de Lagos ) denuncia o ditador de pretender perpetuar-se no poder através do referendo que se efectua em Outubro desse ano. Pinochet é derrotado e Lagos, que mantém a dupla militância no Partido Socialista e no PPD, vem a integrar mais tarde o primeiro governo de coligação presidido por Patricio Aylwin ocupando a pasta da Educação.


Em 1993, Lagos perde as eleições primárias da Coligação para o democrata-cristão Eduardo Frei, que sucede a Aylwin à frente dos destinos do Chile. Neste segundo governo da Coligação, Lagos ocupa o cargo de ministro das Obras Públicas, do que se demite em Agosto de 1998 para se candidatar à Presidência da República.

Com a segunda volta das presidenciais de domingo Lagos torna-se no primeiro presidente do Partido Socialista do Chile desde o sangrento derrube de Salvador Allende, em 11 de Setembro de 1973”(Retirado do jornal Avante na Net: http://www.pcp.pt/avante/1364/6403g1.html

Estou certo, como escritor que sou, faz já tempo, que devia ter colocado esta referência em nota de rodapé, mas foi-me impossível, porque é a ressurreição do Chile de ontem e esses meu tricincos, reivindicados, não apenas para mim, bem como para todos os que sofremos os alvitres de optar por uma via livre para o socialismo...Lagos derrotou ao candidato da UDI ou Unión Demócrata Independiente, o Alcalde (Presidente) da Comuna (Câmara Municipal) de La Reina, antes do meu Reitor que andou comigo no exílio, Fernando Castillo Velasco, da Democracia Cristã, sempre eleito e reeleito anos sem fio e apoiante de Allende, até ter de se exilar por ter aceite uma pasta de Ministro no Governo de Allende que o PDC não queria, já relatado antes.

Estava a dizer que Lagos derrotou na hoje existente Segunda Volta de eleições para a Presidência da República, ao candidato da Unión Demócrata Independiente , partido de ultra derecha chilena, Joaquin Lavín.

Ao acabar a presidência de Lagos, há candidatos da UDI e da Concertação. Mais uma vez, Lavín da UDI, candidata-se à presidência, mas a Socialista Michelle Bachelet ganha em 2007 aos candidatos da direita que, muito embora queriam-se distanciar do denominado cadáver político de Pinochet, não conseguem e os dois perdem a sua candidatura com o triunfo da filha do General Allendista e membro segredo do Partido Socialista, Gastón Bachelet, referido já nas primeiras páginas deste texto. Com todo, é importante situar, mais uma vez, notícias on line dentro do corpo do texto por estarmos a tornar ao Chile de ontem após esse longo período de 19 anos de ditadura e perseguição brutal: Transformado em um réu nonagenário e em um cadáver político, Augusto Pinochet, pela primeira vez desde a volta da democracia, estará absolutamente ausente das eleições chilenas de amanhã.

Detido na sua casa após ser processado por nove crimes da denominada Operação Cóndor, desaforado por outros 29 delitos de crimes de morte e processado por quatro delitos de corrupção, a influência política do antigo governante de facto (1973-1990) se reduz a uma centena de fiéis que o cumprimentaram em seu aniversário de 90 anos, em 25 de novembro.

Em teoria, por não ter sido condenado, o exonerado ditador, pelas cortes europeias, poderia votar, autorizado pelo juiz que ordenou a sua detenção. Mas, a 24 horas do pleito, ignorava-se o facto dos seus advogados tiverem solicitado tal permissão.

Para os analistas, há dúvidas se o general, que se vangloriava de que no Chile não se movimentava uma folha sem que ele o soubesse, tem preferência por um dos quatro candidatos que disputam quem será o próximo presidente do Chile.

Os candidatos da direita, Joaquín Lavín e Sebastián Piñera, assim como disputaram palmo a palmo a votação do sector, com a meta de passar a uma eventual segunda volta com a candidata governamental Michelle Bachelet, também competiram para mostrar a maior distância possível do nonagenário militar.

Lavín passou de entusiasta defensor da "obra" do general a alguém que declarou que cada vez sente "mais distância" daquele período, enquanto Piñera sublinhou permanentemente seu apoio ao "não" no plebiscito de 1988, quando os chilenos rejeitaram a continuidade do regime.

Em outubro do ano passado, por causa de razões de saúde, Pinochet já não votou nas eleições camararias. De facto, a última vez que votou - no primeiro horário, impecavelmente vestido de civil e rodeado de jornalistas e guarda-costas - foi nas eleições legislativas de 11 de dezembro de 1997.

Na época ainda era o Comandante em Chefe do Exército e sua influência política se tinha feito sentir desde que se viu forçado a deixar o poder, em março de 1990, assumindo a Presidência o democrata-cristão Patricio Aylwin.

Aylwin foi eleito em Dezembro de 1989, um ano e dois meses depois do plebiscito de 1988, com o qual Pinochet planejava continuar na Presidência até 1998 e quando, apesar sua derrota, adoptou as garantias asseguradas pelo marco constitucional democrático "protegido" que ele tinha desenhado.

Um marco que lhe assegurava a chefia do Exército até março de 1998 e, após isso, um assento vitalício no Senado.

Ao começar o Governo de Aylwin, Pinochet advertiu que "no dia em que um de meus homens forem tocados, acaba o estado de direito”, o que levou à prática, duas vezes nesse período (1990-94), de mobilizações militares que ficaram conhecidas como "o exercício de enlace" e "o boinazo", com tropas na rua.

Claro que tais acções foram simples manobras para tentar travar a investigação do obscuro negócio dos "Pinocheques" --o pagamento de US$ 3 milhões do Exército a Augusto Pinochet Hiriart, filho maior do antigo ditador, como intermediário na compra de uma fábrica de fuzis.

Nas eleições presidenciais de dezembro de 1999, com o segundo turno marcado para 16 de janeiro entre Ricardo Lagos e Joaquín Lavín, Pinochet estava preso em Londres, com o seu poder em declive.

Retornou ao Chile em março de 2000, após 17 meses de detenção na capital britânica, a pedido do juiz espanhol Baltasar Garzón, poucos dias antes da tomada de posse Presidencial do candidato eleito, o Socialista Ricardo Lagos.

Seu retorno marcou um aprofundamento de seu ocaso político, pois as queixas judiciais contra o antigo ditador se multiplicaram até somar mais de 300, foi desaforado e processado pelo juiz Juan Guzmán no caso da Caravana da Morte e, em meio ao descrédito, teve de renunciar a sua cadeira de senador.

O resto é história recente: acossado pela Justiça, sua defesa teve de recorrer a sua "demência subcortical" para libertá-lo dos processos e, com frequentes idas ao hospital, optou por mudar-se definitivamente para sua residência de inverno.

O desejo de sua vida, de dias plácidos rodeados de netos e saudado em seus aniversários por antigos colaboradores que ainda lhe guardavam devoção, foi abaixo quando, em meados do ano passado, soube-se que apesar sua idade, continuava administrando uma fortuna de origem desconhecida em contas secretas no exterior.

Até os que haviam justificado as piores violações dos direitos humanos de sua ditadura não perdoaram Pinochet por ser corrupto e tomaram rapidamente distância, até deixá-lo na solidão que sofre hoje .

É evidente que a minha liberdade de escritor, permite-me citar a sua biografia dentro do texto, pela importância que tem a sua história de vida: É a segunda filha da antropóloga Angela Jeria e do General de Brigada aérea, Alberto Bachelet.

Seu pai, colaborador do Governo do socialista Salvador Allende, morreu sob tortura na prisão depois do golpe militar de 11 de setembro de 1973, e isso marcou a vida da nova presidente.

Quando começou a ditadura de 17 anos (1973-1990), ela cursava o quarto ano de Medicina na Universidade do Chile, tinha 22 anos e era militante das Juventudes Socialistas (JJCC).

A poucos dias do golpe, a jovem e seus companheiros de partido se organizaram para apoiar os perseguidos e, da clandestinidade, fazer oposição a Pinochet.

Um ano depois da morte de seu pai foi detida junto com sua mãe pela Polícia secreta e transferida para a "Villa Grimaldi", o pior centro de detenção da ditadura.

"Separaram-me da minha mãe. Começaram a me interrogar.

Torturaram-me... para mim, é difícil lembrar, como se tivessem bloqueado minhas más lembranças. Mas o que me aconteceu não foi nada perto do que sofreram outros", disse em entrevista.

Após serem liberadas, mãe e filha viajaram exiladas para a Austrália e depois a República Democrática Alemã, onde prosseguiu os estudos de Medicina na Humboldt Universität, de Berlim.

A actual presidente eleita voltou ao país em 1979, retomou seus estudos, obteve na Universidade do Chile o título de médica cirurgiã em 1982 e, a seguir, especializou-se em pediatria e saúde pública.

Também retomou a actividade política, trabalhou pelo retorno à democracia e colaborou com organizações não- governamentais que davam assistência a filhos de torturados e desaparecidos.

Com a restauração da democracia, em 1990, incorporou-se ao Ministério da Saúde, no qual desempenhou diversos cargos.

Filha de general, familiarizada desde criança com assuntos militares, Bachelet se interessou pela normalização das relações entre civis e militares.

Essa inquietação a impulsionou a realizar um curso sobre estratégia militar na Academia Nacional de Estudos Políticos e Estratégicos (Anepe).

Em 1997, fez outro curso no Colégio Interamericano de Defesa, em Washington, especialização que lhe permitiu trabalhar, no seu retorno a Chile, como assessora do Ministério da Defesa.

Paralelamente, Bachelet, que nunca deixou sua militância política, ocupou altos cargos no partido até que em março de 2000 o recém eleito Presidente da República, Ricardo Lagos, a convidara para ser membro do seu gabinete como Ministra da Saúde.

Notas:
 
Joaquin Lavin faz o possível para se demarcar do regime do Pinochet, mas a História da UDI é outra, que passo a citar: Unión Demócrata Independiente (conocida también por su acrónimo UDI) es un partido político chileno de derecha, surgido el 24 de septiembre de 1983, durante el régimen militar de Augusto Pinochet, para apoyar el gobierno y su continuidad. Su ideólogo fue el político Jaime Guzmán y sus orígenes se remontan al movimiento gremialista de 1966, caracterizado por sus posiciones favorables al libre mercado y su punto de vista conservador cercano a los valores cristianos en asuntos morales. Aunque sus adversarios dicen que el partido está implantado en la clase alta chilena, su origen «cosista» está centrado en el acercamiento a los sectores de clase baja y media.



En las últimas elecciones parlamentarias de 2005, la UDI obtuvo un 22,36% de los votos en la elección de diputados, siendo el partido con más sufragios del país. A partir de 2006 tiene 34 diputados y 9 senadores. La UDI es el partido político con mayor representación en el senado y en la cámara de diputados. Forma junto al partido Renovación Nacional, la coalición política Alianza por Chile. Por outras palabras, o ideólogo dos Liberais Conservadores do antigamente, é o ideólogo de Alessandri Rodríguez e da continuidade no poder do ditador. Ainda que experimente demarcar-se do Ditador, acaba por ser sempre identificado com ele, especialmente pela sua aliança com o partido Renovación Nacional, que teve um candidato oficial da ditadura, para as primeiras eleições de 1989, candidato já referrido, como derrotado por larga maioria pelo Primeiro Presidente eleito legalmente, Patrício Aylwin.

Digo segredo, apenas porque nenhum militar no activo pode pertencer a um partido político. A missão deles é defender ao País e é suposto que, se é parte de um grupo, defendería apenas aos seus...Factos que hoje em dia, não existem na maior parte dos Países Democratas


Retirado da página web: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90368.shtml ou Folha on-line, do Brasil, do dia 10/12/2005. O ditador morre a seguir, como já referido, no Domingo da comemoração dos Direitos Humanos, esse domingo 10 de Dezembro de 2006, ano em que a primeira mulher acede à Presidência do Chile. Michelle Bachelet, que diz: Michelle Bachelet, a primeira Presidente eleita do Chile, é pediatra, filha de um general torturado pela ditadura, exilada e ex-ministra da Defesa.

A futura chefe de Estado, de 54 anos, concentra "todos os pecados capitais no Chile" por ser mulher, socialista, separada e agnóstica, ironizou ela durante a campanha eleitoral.


Esta médica cirurgiã, pediatra e epidemióloga da Universidade do Chile domina seis idiomas, casou-se duas vezes e é mãe de três filhos. Retirado do jornal Últimas Notícias, Santiago do Chile,

A história da Universität Humboldt de Berlim, é narada em português na página web: http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Humboldt_de_Berlim


(Continua)


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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (25)
(Continuação)

Capítulo 7-Tricinco no Portugal de hoje e no Chile de ontem.



Torno ao texto central. Os membros que apoiaram o que após golpe foi ditadura vitalícia, ficaram horrorizados. Primeiro, por não serem convocados a governar, depois, pelas perseguições contra eles, a seguir, pelas tropelias causada pela ditadura. Como um dia me contara Patrício Aylwin Azócar , em Portugal na casa do Embaixador do Chile na Rua da Estrela em Lisboa, casa habitada, em tempos, pela consulesa Gabriela Mistral e por um nosso tio Ministro Conselheiro da Embaixada. Aylwin e outros membros do seu partido foram banidos e Frei ficou a espera de ser convocado a governar. Desencanto! Mal conheciam ao hesitante ditador, que aderiu ao golpe, um dia antes: ele estava sempre ao pé do poder. Quando o poder era do Presidente Allende, não queria participar em golpes. Teve de ser convencido pelos outros membros golpistas, de que não era apenas uma tentativa de golpe: a CIA estava com eles, o que fez tremer ao generalito e aceitou para passar a ser não apenas o melhor membro para completar o golpe, bem como mandou, no seu primeiro dia de governo, publicar um bando para ordenar que todos os partidos políticos ficavam suspensos até ele dizer outra coisa e declarava que os partidos que “vendiam ao Chile a potências estrangeiras, como PC, PS, MAPU , Esquerda Cristã, Partido Radical, e qualquer outra filiação da derrubada UP, ficavam fora da lei e proibidos de funcionar no Chile”. Foi, porém, a necessidade de fugir, de escapar, salvar a vida fora para recomeçar, mais uma vez, a nossa história pessoal, em outro sítio, com outras pessoas, em outras culturas era a ordem do dia. Pensava-mos, como sempre se pensa no Chile, sem visão do futuro e com curta memória histórica, que esta ditadura seria curta. Como habitual em processos históricos desconhecidos e novos, estava-mos enganados. Foram os que ficaram dentro do Chile, vivos, os que começaram a protestar contra esse governo, os caudilhos eram do silenciado Partido da Democracia Cristã Patrício Aylwin , e Ricardo Lagos, que formaram, em 1988, com uma ditadura debilitada, donde, a atacar fortemente a outros para se defender e sobreviver, os antigos democratas, rivais e amigos organizaram a Coligação de Partidos pela Democracia ou Concertación Nacional, referida em nota de rodapé . O novo Presidente percorreu o mundo todo para restabelecer relações com os países que tinham-se demarcado de relações diplomatas com a ditadura. O nosso trabalho no exílio, tinha sido assim feito, para acabar com essa ditadura de alguma maneira. Foi o nosso humilde contributo desde o exílio.

Dentro do Chile, todo estava bem difícil, o ditador tinha publicado uma constituição que assegurava maioria no Parlamento que, após a sua dissolução em 1973, foi reaberto nos anos 90, após a eleição de Patrício Aylwin como Presidente da República. Esse Congresso foi eleito “a correr”, apenas três meses antes da transmissão do mando do auto eleito Presidente do Chile, Pinochet, à Patrício Aylwin, eleito de forma democrata como é referido na nota de rodapé anterior. A ideia do Ditador era colocar partidos organizados por ele e os seus apoiantes, a recente enriquecida nova burguesia do Chile, bem como a antiga que o apoiara, mas que, parte dela, o tinham abandonado ao aparecer que terras e bens eram entregues a membros das Forças Armadas e a membros da sua família e não aos seu legítimos proprietários. Digo a correr, pelo curto espaço de tempo com um Presidente eleito por sufrágio livre e universal, e a inexistência do Parlamento Bicameral do Chile, legislado em todas as Constituições que o País tem tido: Deputados ou Câmara Baixa e Senado, ou Câmara Alta para testemunhar a toma de posse e o juramento do novo Presidente. No entanto, a guerra, como diria Teitelboim, foi travada e ganha por nós, os democratas chilenos: todos estavam já preparados e estruturados em Partidos, reorganizados durante a luta contra a Ditadura, que até o dia de escrever estas notas, existem, bem como as Alianças entre os Partidos Democratas e os da Ditadura ou outros mais à Direita, como o de Lavín, quem queria-se desmarcar do Governo assassínio.


• O ditador tinha organizado bem a sua saída, porque ficava como General em Chefe das Forças Armadas até a sua morte, esse título que dá poder e que é normalmente, é o poder do Presidente Civil, o poder do Presidente da República. Aylwin não teve esse poder e andava pelo mundo em procura da colaboração de outras Democracias, especialmente na Europa. O primeiro apoio surgiu da Espanha e da Grã-bretanha, e de outros países do Continente Europeu, como França, Dinamarca, Noruega, Suécia, que reclamavam os seus mortos na ditadura. O poder judicial não queria julgar a Pinochet, mas, como referi antes, o destemido Ministro da Corte de Recurso ou Suprema, em chileno castiço, o Juíz Juan Guzmán, começou as sua próprias interrogações ao declarado réu pela justiça internacional. Não resisto referir a opinião deste destemido juiz, que era capaz de declarar, sem tomar parte, o que passo a citar em nota de rodapé. . No Chile de ontem, o ditador tinha cometido crimes pelos quais era julgado. No Chile de hoje, o ditador já ficou esquecido. Apenas que, a pesar das suas viagens a vários países, o Presidente Aylwin teve que voltar rapidamente desde Lisboa em 1991, por causa do antigo Ditador ter começado a “reanimar” aos membros do Exército para um outro golpe, derrubar Aylwin e ser mais uma vez, ou Capitão Geral da República, ou Presidente outra vez. Foi difícil controlar ao esse ávido de poder, antigo ditador criminoso do Chile. Finalmente, faleceu. O exército tinha-se desmarcado do ditador, já não era Geral em Chefe das Forças Armadas, o dever tinha tornado a ser do Presidente da República e, no Chile de hoje, os tricinco estão no poder, outra vez, dos socialistas. Houve dois Presidentes da Democracia Cristã, da nova aliança de partidos pela democracia ou Concertação Nacional: Patrício Aylwin e Eduardo Frei Ruiz-Tagle, e , a seguir, o Socialista e fundador do novo Partido Para la Democracia, PPD, Partido fundado por Ricardo Lagos Não resisto retirar para o texto, a história de Ricardo Lagos e o papel que teve para a libertação da República. Diz o jornal Avante de 26 de Janeiro de 2000, que: “Ricardo Lagos Escobar nasceu a 2 de Março de 1938 em Santiago, filho único de uma família da classe média. Estudou no Instituto Nacional e licenciou-se em Direito na Universidade do Chile. Partiu depois para os EUA onde se doutorou em Economia pela Universidade de Duke. De regresso ao país, trabalhou na Universidade do Chile e foi director do Instituto de Economia e da Escola de Ciências Políticas e Administrativas.

Durante o governo da Unidade Popular, Lagos foi secretário geral da Universidade do Chile. Pouco antes do golpe militar de Augusto Pinochet, o presidente Salvador Allende nomeou-o embaixador na União Soviética, cargo que nunca chegou a ocupar por não ter sido aprovado pelo Congresso chileno.

Na altura do golpe militar, Lagos era secretário geral da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais e director do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais. Abandona o Chile em 1974, exilando-se primeiro na Argentina e depois nos Estados Unidos, país onde trabalhou como professor na Universidade de Carolina do Norte.

Lagos volta ao Chile em 1978, altura em que envereda pela vida política. No seio do Partido Socialista trabalha pela aproximação à Democracia Cristã, partido que chegou a apoiar o golpe militar de Pinochet, e defende o derrube da ditadura pela via eleitoral. É preso a 7 de Setembro de 1986, depois do atentado contra Pinochet levado a cabo por comando da Frente Patriótico Manuel Rodríguez (FPMR), crendo-se que só não foi assassinado porque os agentes que o prenderam eram da polícia de investigação e não da polícia política de Pinochet, graças à intervenção de um inspector que fora aluno de Lagos (quatro outros chilenos presos nessa noite foram mortos).

Notas:
 
Patricio Aylwin Azócar, advogado oriundo de uma família de juristas, foi o primeiro presidente do Chile após Pinochet. É um político democrata cristão. Possui inúmeros doutoramentos honoris causa, nomenadamente da Universidade Técnica de Lisboa. Votação na qual eu participei, ao votar sim no nosso Senado Acedémico, membro por ser Doutor e Catedrático, mas, como já coomentéi antes, não assití a cerimónia, apenas a um jantar na casa do Embaixador. Como também referi, as minha sfilhas cieram para me acompanhar, por entender o humillante que era para mim comemorar a um dos que tinha traíso Allende no seu tempo. Mas, os tempos mudam, eles pensavam que seria apenas um denominado em chileno castiço, quartelazo ou ataque de regimentos para “repôr” a Democracia no Chile, que eles estimavam ter sido apagada pelo governo de Salvador Allende. Meu Deus!



Aylwin foi eleito como candidato pela Concertación. Nas eleições de 1989 teve 55,2% dos votos válidos, sendo o primeiro presidente democrático em 17 anos e o segundo democrata cristão, além de dar o início à transição para a democracia: La Concertación. La Concertación de Partidos por la Democracia (conocida simplemente como Concertación) es una coalición política de partidos de centro e izquierda, la cual ha gobernado Chile desde el 11 de marzo de 1990. Nacida para enfrentar políticamente a la dictadura de Augusto Pinochet, aglutinó a la oposición al Régimen logrando triunfar unida en el plebiscito nacional del 5 de octubre de 1988. Nacida como Concertación de Partidos por el No, manteve a sua disciplina interna, logrando triunfar en todas las elecciones desde 1989 hasta la actualidad.


Su símbolo, el arcoiris, representa la variedad de proyectos e intereses que confluyen en la coalición, los cuales incluyen socialistas, socialdemócratas y democristianos. Los principales partidos que la conforman son el Demócrata Cristiano, por la Democracia, Radical y Socialista. A estos se sumaban el Partido Democrático de Izquierda (PDI), el MAPU Obrero Campesino, el Partido Liberal y otros movimientos civiles de los años 1980, hoy, todos desaparecidos o fusionados en otros partidos.Retirado da página web: http://es.wikipedia.org/wiki/Concertaci%C3%B3n_de_Partidos_por_la_Democracia

Foi referido a mim pela minha irmã Blanquita, já de volta no Chile, e pelo o meu amigo da alma, Francisco Vio Grossi, como desfilavam, destemidos, pelas ruas, de mãos dadas, para protestar pela existência da ditadura, presidida pelo derradeiro membro da dita, auto proclamado Presidente da República, e que, infelizmente, a traiçoeira história vai sempre referir ao ditador como um dos Presidentes do Chile,- os outros membros tinham sido afastados ou tinham sofrido tentativas de morte, já referidas ao começo deste texto, e com Patrício Aylwin e Ricardo Lagos na primeira fila do protesto. Certo, na sua arrogância e de cabeça perdida, o ditador convocou um plesbicito para perguntar ao povo se queria que ele continua-se por mais 8 anos no poder. A história narra o facto assim: “Não":


Pressionado pela comunidade internacional, cumpriu em 1989 a promessa de realizar um plebiscito.Isso abriu caminho para uma onda de protestos populares, contra o regime, que culminou com a campanha do "não" no plebiscito de 1988, que determinaria o direito de Pinochet concorrer a novo mandato.[3]


O "não" pressionou o regime a implementar uma abertura política negociada que conduziu o democrata cristão Patricio Aylwin, que tinha apoiado o golpe em 1973, contra o presidente Allende.


Em 18 de Fevereiro de 1988 foi vencido, por pequena margem no plebiscito que teria prolongado seu mandato por mais oito anos (55% dos votantes exprimiram-se contra a permanência do general no poder). Em 1989 foram realizadas as primeiras eleições desde 1970, , para o Congreso: -- 1990 --






- Março, 11: Pinochet entrega a presidência a Aylwin e o Congresso é reaberto, com legisladores eleitos três meses antes.






Derrotado o candidato oficial referido, o General Pinochet entregou a Presidência da República ao democrata-cristão Patricio Aylwin, o vencedor das eleições, em 11 de Março de 1990. Pinochet conseguiu manter-se como o mais alto responsável pelas Forças Armadas do país, até Março de 1998, altura em que passou a ocupar o cargo, por ele criado, de senador vitalício no Congresso chileno, ao qual renunciou em virtude dos problemas de saúde e das diversas acusações de supostas violações aos direitos humanos. Cargo que bubca foi capaz de cumprir, for ter sido desaforado e declarado réu na Grã-bretanha, como foi já referido Retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Pinochet






A derrota do ditador, fez de imediato reagir aos polícos do Chile e várias Alianças foram formadas. A mais importante para nós, é já referida Concertação Nacional, coaligação do PS, Democracia Cristã, Partido Radical Social Democrata, Partido da Esquerda Cristã e o PPD de Lagos, -que tinha uma dupla militância no Partido formado por ele e o Partido Socialista-, e membros do antigo MAPU. A direita do Chile organizou a Renovação Nacional e os grupos à direita da direita, o da UDI ou Uniáo Democrátioca Independente, de tendência liberal trasnmontana, como quando faléi de Babeuf e os seus combates, ao começo do texto. As eleições presidênciais,as primeiras no Chile livre, é referida assim: Dezembro, 11: Patricio Aylwin, candidato democrata-cristão da aliança com os socialistas, ganha a eleição presidencial com mais de 56% dos votos, ante o oficialista Hernán Buchi.


Retirado da página web: http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2006/12/10/ult34u169960.jhtm ,


sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Chile+Primeiras+Elei%C3%A7%C3%B5es+1998+Convocadas+Por&meta=


O ex-ditador chileno, general Augusto Pinochet, volta a se submeter nesta quinta-feira a exames médicos no Hospital Militar de Santiago, para determinar se está apto a ser julgado por violação dos direitos humanos.






Na primeira bateria de testes feita na quarta-feira, o general Pinochet foi examinado por uma equipe médica composta por dois psiquiatras, três neurologistas e um sociólogo. Um dos membros da comissão é o nosso médico Martín Cordero, já referido ao começo deste texto.






O juiz Juan Guzmán, que investiga as acusações de violações de direitos humanos feitas contra o general Augusto Pinochet, também acompanhou os testes. Ele deverá interrogar o general na próxima segunda-feira.






Depois dos exames médicos o juiz Guzmán conversou com exclusividade com a BBC. Ele disse que vem sendo pressionado pelo governo chileno para encerrar rapidamente o caso Pinochet.






O juiz Juan Guzmán explicou porque tem resistido às pressões para que os exames médicos do general Pinochet incluam também testes físicos:






juiz Juan Guzmán: As leis chilenas não fazem referência a testes físicos. Exigem apenas que seja feita uma avaliação da condição mental das pessoas com mais de 70 anos. Os testes físicos acabariam permitindo que o general Augusto Pinochet escapasse do julgamento por insuficiência.


Ricardo Lagos foi Presidente Socialista do Chile, apoiado pelos partidos da denominada concertação, que agrupa Socialistas, Democratas Cristãos, membros do Partido pela Democracia ou PPD, formado por militantes auto retirados do PCCh ou Comunistas demitidos do seu Partido, que sempre corre só para as eleições, e o novo Partido Radical, denominado Partido Radical pela Democracia ou PRSD. Os Democratas Cristãos e os Socialistas, estão, finalmente, a se entender!. Para saber mais, ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Lagos_Escobar , diz que: Ricardo Froilán Lagos Escobar (Santiago do Chile, 2 de Março de 1938) é um advogado e economista chileno. Foi Presidente do Chile de 11 de Março de 2000 até 11 de março de 2006.Foi Ministro da Educação com Eduardo Frei Ruiz-Tagle da Democracia Cristã, Partido da Concertação.. O jornal Avante diz assim:


Ricardo Lagos ganhou no domingo a segunda volta das eleições presidenciais no Chile, batendo o candidato da direita, Joaquín Lavín, por mais de 180 000 votos de vantagem. O Partido Socialista chileno volta ao palácio de La Moneda 27 anos depois do golpe militar que derrubou e matou Salvador Allende, e remete para o poder judicial a decisão de levar Augusto Pinochet a julgamento. Jornal Avante Nº 1364, de 20 de Janeiro de 2000




(Continua)





publicado por Carlos Loures às 15:00
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