Sexta-feira, 11 de Março de 2011
Amar a Liberdade - Emiliano Zapata - por Raúl Iturra

 

 

 

Pretendo, neste ensaio, salientar que os sentimentos de amor e rebeldia são semelhantes. Baseio-me na vida de Emiliano Zapata, para redigir um texto que possa demostrar que amor e rebelião são resultado da mesma fonte: a procura da liberdade e da igualdade. Emiliano Zapata é apenas um exemplo do que desejo tratar

 

Sabemos que amor e rebeldia são sentimentos que não precisam definição. É evidente que corria em procura dos meus santos padroeiros, para basear a minha hipótese. Mas, parece-me que não é preciso. Os sentimentos existem, com alegria ou com dor.

 

Sentimento que induz à aproximação, à protecção ou à conservação da pessoa pela qual se sente afeição ou atracçãoatração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa. Parece-me que esta é uma boa ideia para definir amor, esse sentimento intenso que sentimos por outra pessoa que orienta o nosso comportamento e faz-nos sentir a necessidade de acalmar e acolher sob as nossas asas a pessoa que desperta sentimentos positivos dentro da relação. É esse pensar que quem sofre, é por a outra pessoa estar irritada, ou porque a paixão acabou e já não se suporta o peso que cai sobre nós se nos comprometemos em carinho. Amar é uma amabilidade, um estar sempre ao dispor e saber calar o que nos doe para não ferir o outro. Caso não seja possível, é melhor calar ou ganhar uma certa distância até arrefecer o sentimento de raiva que a pessoa dita amada, acorda em nós.

 

Há vários tipos de amor, como tenho definido em diversos textos. O mais primordial ou primitivo é o do filho pela mãe: é quem alimenta, quem acarinha e quem agasalha, até ao dia da nossa autonomia de adulto. Há o amor ao amigo, esse compincha que nos entrega confiança e lealdade. Aos filhos, que dependem de nós e connosco aprendem a controlar as vinhas da ira, essa frase que intitula o livro de John Steinbeck, de 1940. Vinhas da ira provocadas pelos baixos preços do trabalho, bem como pelas falsas acusações de roubar para subsistir. Por outro lado há o amor à Pátria, como, aliás, temos tido lições ao longo destes últimos meses, nessa corrida política de quem faz mais, quem atraiçoa, quem defende. Não apenas dentro de Portugal, bem pior fora da nossa Pátria, com um Khadafi que mata como entende, ou o ditador, Mubarak, do Egipto quem, tendo morto e atraiçoado tantos, nem lhe é permitido sair do país, até que seja feita justiça em tribunal nacional.

 

 

 



publicado por Luis Moreira às 14:00
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