Terça-feira, 15 de Março de 2011
Confiança por Raul Iturra

 

 

 

Tal como a criança que dorme confiantemente em paz, há imensos factos da vida que nos fazem rir e estarmos em paz connosco e com os outros. Estou certo de que os meus amigos se interessam pela minha saúde. Estou mais do que confiante que a mulher que amo, é uma pessoa fiel porque faz tudo por mim. Confiante na paciência dos que pretendem ler os meus textos. Escrevo a palavra pretendem, não como insulto, mas como reconhecimento que é impossível ler tantos ensaios que eu envio. Não há tempo, entendo.

 

Vasculho algumas ideias com o objectivo de provocar o debate que, infelizmente, raríssimas vezes acontece. Assim, como é possível avançar no saber, como nos ensina o método dialéctico de pensar, se não temos contraditores a quem devemos responder? Estou convicto que se eu escrevo um texto com uma tese, que se baseia numa hipótese, a proposta pode estar enganada e é assim que esperamos ser corrigidos. Mas, sem contradição, podemos pensar que não há engano na nossa proposta. John Stewart Mill, no texto de 1848: Principles of political Economy, reeditado também em 1998 pela Clarendon Press da Oxford Univerity Press, debate as ideias dedutivas e indutivas. A lógica indutiva parte do que se vê e prova, remetendo-nos para teses que provam o que acontece na vida real, formulando, assim, um paradigma de ideias que orienta o nosso pensamento; as ideias dedutivas, servem para retirar do nosso pensamento hipóteses que se aplicam à realidade, compatibilizando assim um esquema lógico que Karl Marx, de imediato, usou para as suas hipóteses materialistas históricas, expressas nos seus textos filosóficos.

 

Confiança, enfim, e coragem são provenientes da convicção no nosso próprio valor. Não é minha intenção salientar o que penso saber e duvidar do que não sei. Apenas é a confiança que deposito em vós para que, uma vez por outra, apareça um comentário de um cientista para debater comigo uma ideia.

 

Agradeço essa confiança depositada em mim, por alguns dos que debatem as minhas ideias.

 

Foi, aliás, essa confiança que me levou a escrever estas linhas e a esperança de que mais alguém, um dia, queira debater comigo….

 

Quase que peço o impossível: a história da filosofia, ou das ideias que fizeram avançar (ou retroceder) o mundo, não rendem lucro. As pessoas estão mais preocupadas em pagar as contas no final do mês, enquanto outras estão focadas na obtenção de bens materiais.

 

 

 

 




publicado por Luis Moreira às 00:05
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
É o retorno da confiança que é estratégico!
Rolf Damher

"Subimos a grandes alturas por uma escada em espiral". Francis Bacon , Visconde de Saint Alban. (* Londres, 22 de Janeiro de 1561 __________________________________

A afirmação de Francis Bacon permite a conclusão inversa de que se tentarmos subir a grandes alturas, mesmo que não sejam tão altas, por uma escada normal (linear) não chegamos muito longe. Assim, o necessário potencial de diferença entre o céu e a terra é o espírito!

E , mantem-se pequeno, fazendo com que nos quedemos, terra-a-terra, a marcar passo. Daí resultam espectáculos crescentemente tristes e destruidores de energias, como os que p.ex. actualmente têm lugar nos E.U.A, na União Europeia, para não esquecer o show em volta do orçamento português que junto da população promoveu tudo, menos a desejável e urgentíssima nova confiança. Com outras palavras: o que todos nós precisamos em primeiro lugar é atrairmos de novo o espírito que se ausentou com o nosso linearismo e cuja ausência é responsável pelo actual descalabro geral.

Andarmos a chafurdar na lama com meros objectivos monetários-materiais, tentando definir todos os nexos da vida através de um orçamento a palavra que actualmente mais se ouve na TV portuguesa não conduz a nada, senão a um afundamento ainda mais acelerado do sócio-sistema. Ã forma mais eficaz de afastar aqueles factores imateriais que são indispensáveis e determinantes para uma nova ascensão: a confiança, trará e entusiasmo dos cidadãos.

Volto a repetir por enésima vez: basta mudarmos o nosso actual comportamento (estratégia linear) para que a espiral negativa dê lugar a uma espiral positiva que fará mudar as actuais perspectivas negras para risonhas. Existem dicas como se faz isto concretamente na vida prática que hoje aqui não vou repetir.

Quem, no entanto, tentar recuperar um sócio-sistema pela via linear, isto é, através da alegadamente segura via material e monetária e engenharias financeiras, etc. irá provocar uma queda tão acelerada que a pessoa, a empresa, o país itá bater mesmo no fundo e ser então obrigado a fazer o obvio, isto é, o estrategicamento correcto.

Esta via também é viável mas é a da amargura, da destruição e da morte. Eu para mim, prefiro a via de longe mais elegante e sobretudo segura: a da mundança de estratégia. Sabendo que a qualquer altura existem Homens de Estado fora do baralho! que aparecendo na hora de grande necessidade sabem tormar as medidas certas e intuitivamente ou conhecendo os mecanismos da cibernértica social e, farão votos que isto, apoiado pelos mecanismos de correcção cibernérticos, aconteça quanto antes.

Como é que vamos saber se o(a) homem/mulher é a pessoa certa? Quando ouvirmos falar que essa pessoa deu início a uma reflexão com um grupo de pensadores inconformados, também eles fora do baralho, A que tem como objectivo definir o perfil de Portugal no mundo, onde se situam os seus pontos mais fortes e como os mesmos poderão ser estrategicamente explorados. Isto já será meio caminho andado. Tenham fé, o tempo virá.


publicado por Luis Moreira às 23:55
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