Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
E A DOENÇA, FILHO? O NOVO FASCISMO QUE NOS PUNE COM TERRAMOTOS - 2 - por Raúl iturra

(Continuação)

1. Mas, doença de quem?

Antes de mais, queiras desculpar-me que te denomine filho. A nossa língua é doente e carrega o acento em todo o ser que tem erecção, em todo o género masculino. Porque falo para ti, filho ou filha. Esses que eu tenho como descendentes. Eis uma primeira doença, a doença do símbolo, do que representa para nós uma entidade humana. Sempre hierarquizada. Distinta entre pobres e ricos, entre os que mandam e os que devem calar e obedecer. Doença simbólica da falta de debate.

 

Uma segunda doença, pequeno. Essa da falta de cruzar palavras que nos dêem a entender que, no mundo, somos todos iguais, mas nem sempre equivalentes. Não porque tu saibas mais e outro menos, mas porque tu tens poder e o outro não consegue ter. Doença de mando, eu diria. Doença social que apaga o corpo. Doença social que tira das palavras a sua forma de espada de combate. Para lutar com ideias. Para esgrimir conceitos. Para se ajudar com palavras.




publicado por Carlos Loures às 15:00
editado por Luis Moreira às 13:54
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
Gays - afinal o comportamento é mesmo de risco!
Luis Moreira

Que dizer desta notícia? Aumento de casos de Sida entre jovens casais homossexuais em Portugal "é preocupante"!

Contra todas as evidências, houve quem dissesse que o cozinheiro homossexual, não constituia perigo acrescido em relação ao cozinheiro hetero, no caso de se cortar e o sangue correr para cima da salada. Não interesssa, diziam, se é ou não homossexual, interessa sim o "comportamento", Ora, o facto, é que o "comportamento" homossexual é em si mesmo um perigo acrescido, pois as práticas sexuais a que se dedicam são violentas (no sentido que os orgãos nao foram criados para aquelas funções).

O aumento de casos de SIDA em homossexuais tem que ser encarado como uma prioridade, desde 2005 que praticamente duplicou. O alerta vem de um estudo francês que mostra que a doença, entre os jovens casais homossexuais franceses, está fora de controlo, é 200 vezes superior ao numero de casos encontrado nos grupos heterossexuais. Esta questão já tinha sido motivo de alerta noutros países europeus onde a tendencia é igualmente preocupante, contrariando a queda dos números em outros grupos afectados.

"Estamos a assistir à fadiga da prevenção" na Alemanha, na Holanda, em Espanha, em Portugal, no Reino Unido . Os médicos bem avisam, mas há sempre quem saiba tudo e ganhe sempre nas discussões, não no sentido de se esclarecerem as coisas, mas no sentido de impor a sua ideia aos outros. No ano passado, com o óbvio interesse político do PS, a discussão foi ao ponto de se considerar que não havia "grupos" de risco" há, sim, "comportamentos de risco", o que é verdade, mas estes números vêm-nos dizer que o risco é muito maior.

Estão aí os números, a homossexualidade exige comportamentos prudenciais muito superiores aos heterossexuais, e nisto não há nenhuma opinião negativa em relação aos gays.

Entretanto, os cientistas estão considerar que a adaptação humana ao VIH pode ser muito lenta, não sendo assim de esperar uma resposta do sistema de defesa imunitária. " O HIV é a carta fora do baralho, todos os outros vírus impõem uma mortalidade muito mais reduzida" diz Michele Worobey da Universidade do Arizona."Aconteceu algo com este vírus no século XX que o transformou de benigno em algo capaz de iniciar uma epidemia", declarou após estudos na Ilha Bioko perto dos Camarões, onde observou a evolução de várias espécies de macacos com várias espécies de SIV (vírus de imunodeficiência símia). A ilha está isolada há 12 000 anos.


publicado por Luis Moreira às 13:30
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