Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
O CAMINHO DO POEMA - por Paxiano

 

 

 

 

 

 

Pelo poema cheguei ao teu lugar

Donde nunca regressarei

como parti

Tão absorto e envolvido

Como se tudo fosse

Um ai vertido de mim

 

 

 

Não voltarei assim tão vazio

Desta demanda que se cruza

no fim

Num espaço que se estende

dento de mim

Onde buscarei lugar do tempo

Lastro perfeito e gasto p’lo vento

 

 

 

São sobras da nobre esfinge

Luz e brilho dos teus sinais

Onde expiarei os meus pecados

Tão luminosos quanto ideais

 

 

Tão genuínos e cansados

Como se encontrão jamais

 

Assim não voltarei ao teu lugar

Não voltarei jamais

 



publicado por Luis Moreira às 12:00
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
SOMOS PARTE DO MISTÉRIO II - por Paxiano

 

 


 

 Busquei teu rosto pelo lado

das estrelas

O teu perfume pela flor

das acácias

Caminhos da tua presença

Rastos de uma ausência

Sinais visíveis encontrados

Presentes vindos doutros lados

 

 

 

Busquei o teu crepúsculo

emoldurado

Num horizonte quase perdido

Sonho perfeito quase acabado

Presente num corpo erguido

Que se esfumou no outro lado

 

 

 

Fazemos parte desse mistério

Que junto carregamos

Subimos, descemos e cansamos

Sempre de sonhos carregados…

Mas pela viagem porfiamos

 

 

Somos peregrinos já cansados

Presos aos sons doutros lados

 

 

 



publicado por Luis Moreira às 18:00
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
Sótão desarrumado (ALEGORIA) - por Adriano Pacheco

SÓTÃO DESARRUMADO

                                                                                            (ALEGORIA)

 

 

 

 

O sótão esconso junto às águas-furtadas havia anos que estava fechado sem qualquer visita que lhe pudesse dar de alguma utilidade. Estava fechado. Tão fechado que as teias de aranha faziam o rendilhado dos cantos, cujo adorno mais se parecia com a casa dos fantasmas a condizer com aquele desarrumo de caixotes que por ali se quedavam. Era estranho e não deixava de ser inquietante.

 

Olinda que entretanto chegara de longa viagem, decidiu entrar naquele espaço com a ideia de lhe dar alguma arrumação. À entrada ia perdendo a coragem com tal desalinho. Era o caos. Desarrumo que não tinha ponta por onde se pegasse. Mas como gostava de desafios e nunca entendera por que razão, ou ideia, tinha ficado tanto tempo abandonado, decidiu pôr mãos à obra e, com todo o carinho, deu-lhe alguma ordem de modo a que a luz das clarabóias iluminassem os cantos mais escuros. Ficou mais airoso e acolhedor

 

Aos poucos e poucos, Olinda passou a frequentar aquele sótão que, entretanto, ficara mais habitável com os caixotes alinhadinhos, em corredores bem definidos, onde o ar e as ideias podiam fluir com a clareza que se pode adivinhar. Ela própria passou a ser visita assídua daquele espaço.

 

 

 

 

 

VENS DO OUTRO LADO

 

 

 

Vens desse espaço etéreo

Sem corpo nem tamanho

Como forma duma ideia

Sublimada no desenho

Da semente que se semeia

 

 

 

Mas vens sempre reluzente

Nas manhãs de densa neblina

Mas airosa e brilhante

Tão radiosa e cintilante

 

Tão segura quanto perdida

braço depois o teu espaço

como quem envolve o universo

Como quem olha o infinito

Erguendo o mundo num só grito

Na rima infinda dum só verso

 

 

Vens sempre de sorriso aberto

E vacilas na rima dum só verso

 

 

 

 



publicado por Luis Moreira às 15:30
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