Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
Rating :Com o mal dos outros... - por Luis Moreira

Com os especuladores a começarem a voltar-se para grandes países como a Espanha e a Itália as coisas fiam mais fino. Os dirigentes europeus vão ter que tomar medidas para proteger esses países e o Euro e, com isso, nós passamos para a segunda linha do ataque.

 

Os dirigentes europeus esperavam que a coisa não fosse tão longe mas agora acabou a margem de recuo. Ou enfrentam a tormenta ou então os limites dos estragos serão incomensuráveis.

 

José Maria Ricciardi lembrou que poucos dias antes da Lehman Brothers falir a "Moody's deu-lhe um rating de Triple A". E explicou: "Todos estes activos tóxicos alavancados que inundaram a Europa tinham todos rating triple A. E continuam a dar rating triple A aos EUA, quando 30 Estados dos 50 estão numa situação dificilima, com a Califórnia à cabeça, que só não sucumbem por causa do Estado Federal".

 

Enfim, as crises também servem para isto, colocar tudo em questão, relativisar importâncias, as agências de rating são o que são, empresas interessadas e nada independentes, usadas segundo os interesses do mundo que por agora comanda. Criar uma agência europeia é capaz de trazer alguma coisa de novo, mas o que realmente pode mudar as coisas é as pessas, os investidores e os políticos não darem a importância que dão a um serviço que pode ser  prestado por outras instituições mais credíveis.

 

Por exemplo, uma média das classificações dadas por um conjunto alargado de instituições. Será mais credível e menos manipulável.

 

 



publicado por Luis Moreira às 13:00
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O CAMINHO DO POEMA - por Paxiano

 

 

 

 

 

 

Pelo poema cheguei ao teu lugar

Donde nunca regressarei

como parti

Tão absorto e envolvido

Como se tudo fosse

Um ai vertido de mim

 

 

 

Não voltarei assim tão vazio

Desta demanda que se cruza

no fim

Num espaço que se estende

dento de mim

Onde buscarei lugar do tempo

Lastro perfeito e gasto p’lo vento

 

 

 

São sobras da nobre esfinge

Luz e brilho dos teus sinais

Onde expiarei os meus pecados

Tão luminosos quanto ideais

 

 

Tão genuínos e cansados

Como se encontrão jamais

 

Assim não voltarei ao teu lugar

Não voltarei jamais

 



publicado por Luis Moreira às 12:00
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15- Terreiro da Lusofonia - por Carlos Loures

 

 Eugénio Tavares se deve a tomada de consciência, que, por finais do século XIX, se verificou entre as gentes do arquipélago de Cabo Verde de que havia uma cultura genuinamente autóctone. Descendente de europeus, foi dos primeiros a proclamar que os cabo-verdianos tinham direito a uma cultura diferenciada e a uma identidade própria. Eugénio Tavares, foi também um consciencializador activo da cabo-verdianidade, actuando no plano político e cultural e sofrendo as inevitáveis perseguições por parte do poder colonial, sendo obrigado a exilar-se. Quase desconhecido em Portugal ou redutoramente referenciado como «criador de mornas», Eugénio Tavares foi um escritor, jornalista e polemista de grande valor.

 

Agora que a literatura do arquipélago se afirma como uma das mais pujantes do universo lusófono, com nomes como o do romancista Germano Almeida, como o do grande Daniel Filipe, e o de Arménio Vieira, Prémio Camões de 2009, não devemos esquecer Eugénio Tavares, pioneiro das letras de Cabo Verde.

 

Eugénio Tavares, nasceu na ilha Brava a 18 de Outubro de 1867, onde faleceu em Junho de 1930. Autodidacta, adquiriu grande cultura, transformando-se na figura literária mais importante de Cabo Verde nas primeiras três décadas do século XX. Deixou uma vasta produção, em português e em crioulo – poemas, narrativas, peças de teatro e, sobretudo, artigos jornalísticos. Quando exilado nos Estados Unidos, fundou o jornal «Alvorada» em New Bedford. Com colaboração intensa na «Revista de Cabo Verde» e no jornal «A Voz de Cabo Verde», foi postumamente publicado um volume com as suas «Mornas». Da sua produção poética seleccionámos um poema em português:

 

Exilado

 

Pensa no que há de mais sombrio e triste;

terás, destes meus dias vaga imagem;

 soturnos céus – como tu nunca viste

nunca os doirou o halo de uma miragem.

 

O sol – um sol que só de nome existe

 – envolto na algidez e na brumagem

dum frio como tu nunca sentiste,

do nosso sol parece a morta imagem

 

imerge o retransido pensamento

nas noites mais escuras, mais glaciais,

prenhes de raios e vendavais;

 

verás que anos de dor, esse momento passado,

na saudade e no penar,

longe do sol vital do teu olhar!

 

(Fairhaven, 1900)

 

Ouçamos uma morna com música e letra de Eugénio Tavares, interpretada pela bonita voz de Celina Pereira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 Nota: Esta é a minha última colaboração no Estrolabio. Agradeço a todos os que leram os meus trabalhos a atenção prestada. Um grande abraço, envolvendo colaboradores e leitores.



publicado por Carlos Loures às 11:00
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Sempre Galiza! no Estrolabio - arquivo

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

O arquivo do

Sempre Galiza! no Estrolabio

está em

sempregalizanoestrolabio.blogspot.com






publicado por Pedro Godinho às 10:00
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Os jornais e as notícias que fazem o seu dia 15/7/2011 por Luis Moreira

Clicando nos links acede às rádios e jornais. Toda a imprensa de referência ao seu pequeno almoço, só ainda não lhe servimos o café mas estamos a pensar nisso...

 

 

Rádio on line, ouça boa música e leia as notícias que fazem a sua manhã.

 

Notícias Público -edição impressa.

 

DN - edição impressa

 

JN

 

Diário de negócios

 

Aljazeera live - em inglês

 

 A Marca - jornal de desporto

 

Jornais e revistas italianos - todos os jornais e revistas publicados em Itália. Escolha a seu prazer.

 

Financial Times - os negócios

 

Nouvelle Observateur - edição impressa

 

Le Monde

 

La Vanguardia,

 

El País

 

Corriere della Sera

 

New Yorker

jornal i

 

Record

 

O Jogo

 

Expresso

 

http://www.estadio.in/sicnoticias



publicado por Luis Moreira às 08:00
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Mais uma Ode, de Ricardo Reis

 

 

 

 

 

 

 

Só esta liberdade nos concedem

Os deuses: submetermo-nos

Ao seu domínio por vontade nossa.

Mais vale assim fazermos

Porque só na ilusão da liberdade

A liberdade existe.

 

Nem outro jeito os deuses, sobre quem

O eterno fado pesa,

Usam para seu calmo e possuído

Convencimento antigo

De que é divina e livre a sua vida.

 

Nós, imitando os deuses,

Tão pouco livres como eles no Olimpo,

Como quem pela areia

Ergue castelos para encher os olhos,

Ergamos nossa vida

E os deuses saberão agradecer-nos

O sermos tão como eles.



publicado por João Machado às 07:00
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
Love Me Tender - Elvis Presley
Love me tender,
Love me sweet,
Never let me go.
You have made my life complete,
And i love you so.

 

Love me tender,
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.

 

Love me tender,
Love me long,
Take me to your heart.
For it's there that i belong,
And we'll never part.

 

Love me tender,
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.

 

Love me tender,
Love me dear,
Tell me you are mine.
I'll be yours through all the years,
Till the end of time.

 

Love me tender,
Love me true,
All my dreams fulfilled.
For my darlin' i love you,
And i always will.

 

Me Ame Com Ternura

Me ame com ternura,
Me ame com doçura,
Nunca me deixe partir.
Você tornou minha vida completa,
E eu te amo tanto.

 

Me ame com ternura,
Me ame de verdade.
Todos os meus sonhos realizados,
Porque, meu amor, eu amo você,
E eu sempre amarei.

 

Me ame com ternura,
Me ame por muito tempo.
Leve-me ao seu coração,
Pois é lá que eu pertenço.
E nós nunca nos separaremos.

 

Me ame com ternura,
Me ame, de verdade
todos os meus sonhos realizados
porque meu amor eu amo vc
e eu sempre amarei

 

Me ame com ternura,
Me ame querida ,
Diga-me que você é minha.
Eu serei seu durante todos os anos,
Até o final dos tempos.

 

Me ame com ternura,
Me ame de verdade,
Todos os meus sonhos realizados.
Porque meu amor eu amo você,
E eu sempre amarei.


publicado por Luis Moreira às 23:00
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António Ramos Rosa - Gravitações - Nudez

 

O ar circula mais leve em toda a parte

Os sinais transmitem o silêncio habitável

 

 

É um sonho é um logro e é a esperança viva

Brilha o brilho animal do ar imóvel

 

 

Cálida substância nova une a linguagem e a vida

varandas varandas sobre a água sobre o céu

 

 

Uma infinita plenitude uma infinita ligeireza

a beleza nua sem exaltação e incandescente

o lugar transparente uma clareira indivisa

 

 

Torre de pássaros e de barro e de ervas

torres fresquíssimas obscura e clara                                                                                                           

torre na margem extrema do mistério                   

tudo se compreende e tudo é incognoscível

Tudo passa tudo deriva e tudo é imóvel

Somos e não somos sempre mais                                                                                                                

 

 

Aceita aceita a terra breve e única

que os deuses povoam na transparência breve

Aqui a terra revelou-se um horizonte aberto

e as palavras antigas reacenderam-se

 

 

De novo é a primeira vez e a única

Luz primeira luz da terra primeiros lábios

sopro de fibras mais intensas mais ligeiras

e nomes mais simples mais animais mais nus



publicado por Luis Moreira às 22:00
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15 - José Estaline (Иосиф Виссарионович Сталин)* - por Carlos Loures

(Conclusão)

 

Último acto

 

No dia seguinte ao do jantar em Kuntsevo, no Domingo,  dia 1 de Março de 1953, os seus convidados estranharam que Estaline, ao contrário do sempre fez, não lhes tivesse telefonado para comentar algum assunto ou para os convocar para alguma reunião. Foi  primeira vez em muitos anos que tal não aconteceu. Alarmada, a filha Svetlana, telefonou para a datcha. O oficial de serviço informou-a de que o pai ainda não se tinha levantado. À noite, o mesmo oficial, telefonou para Malenkov, Béria, Bulganine e Kruchtchev informando-os de que Estaline ainda não saíra do quarto, nem tocara a campainha para lhe levarem as refeições, com às vezes fazia. O homem temia que tivesse acontecido alguma coisa, mas não se atrevia a entrar. Imediatamente, dirigiram-se  os quatro a Kuntsevo. Vorochilov e Kaganovitch~foram também avisados. Chamam e, não havendo resposta, arrombam a porta: encontraram Estaline, completamnte vestido, caído sobre um tapete. Estava em coma.

 

Os médicos diagnosticaram hemorragia cerebral provocada pela arteriosclerose e por uma levada tensão arterial. Nos dias que se seguem, abriu por diversas vezes os olhos, mas não recuperou o conhecimento. Porém, no quarto dia teve um momento de lucidez. Uma enfermeira estava a dar-lhe de beber com uma colher, e Estaline apontou uma das muitas fotografias ampliadas que enchiam as paredes do quarto (as que tirou com Nadja num Verão feliz). Numa delas, uma menina alimenta um cordeiro com um biberão. É uma ironia. Em 5 de Março, a agonia recomeçou. Desfigurado, tentava respirar - foi uma terrível batalha contra a morte. Mas a luta iria terminar. Ergueu o braço esquerdo. Svetlana dirá depois que foi um último gesto de ameaça, como se tivesse querido amaldiçoar todos os presentes. Expira.

 

Às primeiras horas da manhã de sexta-feira, 6 de Março de 1953, subitamente, a Rádio Moscovo...

 

 

 

 

 



publicado por Carlos Loures às 21:00
editado por João Machado em 12/07/2011 às 00:47
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Portugal, a União Europeia e a Democracia nas malhas dos ratings - II

Júlio Marques Mota - continuação

 

1. O risco crescente de que Portugal vai solicitar um segundo plano oficial de apoio financeiro antes de voltar aos mercados financeiros, privados, e a possibilidade crescente de que a participação do sector privado credor venha a ser exigida como pré-condição.

 

2. A crescente preocupação de que Portugal não será capaz de alcançar completamente as metas da redução do défice e da estabilização da dívida que foram estabelecidas no seu contrato de empréstimo com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), devido às fortíssimas exigências que o país enfrenta para reduzir a despesa pública, para aumentar as receitas fiscais, alcançando o crescimento económico e apoiando o sistema bancário.

 

Uma verdade tão simples como esta é dada pela expressão que nos dá a dinâmica da dívida, bem conhecida dos estudantes em economia que estas matérias ainda estudam.

 

Na nossa última aula publicada pelo Estrolábio explicámos que a expressão de variação da dívida pública por unidade PIB é dada pela expressão db = dp+b(i - g), onde db é a evolução da dívida pública por unidade PIB, b a ratio da dívida pública relativamente ao PIB, dp o défice público primário por unidade de PIB, que também pode ser visto como sendo a diferença entre o que os contribuintes pagam ao Estado e o que dele recebem, mais geralmente definido como a posição orçamental por unidade do PIB, sem o serviço da dívida, i a taxa de juro da dívida pública e g a taxa de crescimento nominal do PIB.

 

Seja então i a taxa de financiamento definida pela taxa dos Bunds, os títulos alemães a que se adiciona a taxa dos CDS sobre os títulos portugueses. A cotação no dia 7 de Julho passado:

 

 

Dia anterior

Fecho

Ontem

Fecho

Esta manhã

França

0.372

0.426

0.432

Itália

1.993

2.217

2.205

Espanha

2.486

2.690

2.698

Portugal

9.177

11.362

11.429

Grécia

13.530

13.796

14.43

Irlanda

8.760

9.776

10.148

Bélgica

1.094

1.202

1.213

Bund
  Yields

3.245

2.933

2.945

 

E a taxa dos títulos da dívida pública de Portugal a 10 anos a considerar é então de 3,245%+9,177%, ou seja, 12,442%.

 

Neste caso, considerando as estimativas da Troika, para 2011, para a taxa de crescimento do PIB que é de (-2,2%) e para o valor da dívida pública relativa ao PIB de 2010 que é de 93%, a expressão de variação da dívida pública por unidade PIB acima exposta dá-nos db = dp+93% [12,442% - (-2,2%)] = dp+93% (14,642%) = dp+13,62%. Para que a ratio da dívida pública não crescesse em 2011, se db fosse igual a zero, então dp teria que ser (- 13,62%), ou seja, a estabilidade do peso da dívida pública teria que exigir um excedente primário na ordem dos 13,6% e isto significa pura e simplesmente que então, neste caso, o povo português  deverá ser  obrigado a pagar muito mais de impostos do que o que  recebe através das despesas feitas pelo governo e, a mais, no montante de 13,6%, ou seja, por cada euro de despesa pelo governo prestada  (ou, se calhar, por cada escudo novo, desculpem-me, enganei-me) terá que se lhe entregar  1 euro e 13,6 cêntimos.

 

Mas a pressão da União Europeia numa espécie de alinhamento total com os mercados e de desalinhamento não menos integral com as sociedades dos Estados-membros pretende forçar a que se respeitem os critérios de Maastricht de 1991, no que refere à dívida pública. Adicionalmente, numa invenção de Durão Barroso e de outros do mesmo quilate, “reforçou-se a governação económica”, pretendendo-se com isto compatibilizar as políticas macroeconómicas dos Estados-membros, criando-se a regra de resolução do endividamento excessivo que significa o seguinte: sendo a ratio do endividamento de referência 60%, vinda de Maastricht, então a redução anual da ratio da dívida pública deve corresponder a 1/20 da diferença entre o endividamento actual e o endividamento de referência, ou seja, espera-se com esta regra que num prazo de 20 anos, os valores de referência sejam atingidos.


No caso português, considere-se então uma ratio da dívida pública de 93%. Neste caso, a diferença para o valor de referência é de 33%, o que a dividir por 20 dá 1,65%. No nosso caso db deve então descer 1,65% anualmente. Retomemos a expressão anterior: db = dp+13,62%. Assim, com esta regra, o excedente primário teria que ser de 15,27%, que nem num período de expansão seria economicamente exigível. A situação de pressão a que a equipa de Durão Barroso está a submeter as economias dos Estados-membros em dificuldades leva ao desaparecimento da regra de Maastricht quanto ao défice público possível de 3%, que perante isto afinal até parece que não era assim tão restritiva. Ironia, triste e amarga ironia que Bruxelas a todos nós “oferece” mas que niguém lhe agradece.

 

Agora, esta equipa de altos quadros, que mais parecem estar a ser os agentes dos mercados financeiros do que os representantes dos povos, democraticamente encarregados de gerir colectivamente a situação de crise presente em conjugação com os governos nacionais e os seus respectivos povos e encarregados também de descortinar as linhas de coordenação entre os Estados-membros e o Resto do Mundo para impedir que a Europa não seja colocada num beco quase sem saída para onde os mercados financeiros estão a querer empurrar esta Europa, está exactamente a empurrar a Europa para a actual situação que não queremos. Em vez desse comportamento que não desejamos, em vez disso, em vez de opositores aos mercados em tempo de crise, as instituições europeias e os governos nacionais da zona euro tornaram-se seus colaboradores, em vez dos seus reguladores, e eis que nessa sequência, nessa inversão de funções, é agora a Comissão Europeia e as restantes instituições que destes e por estes mercados se tornaram regulados.

 

Se em tempo de crise a regra de 3% do défice público é já em si mesma altamente restritiva eis que a nova regra por Durão Barroso criada torna a situação ainda mais restritiva, deixando os Estados prisioneiros da situação criada e impedindo-os de responder com políticas de expansão à crise, mesmo que esta não tenha sido gerada por eles directamente, enquanto esta, esta sim, está em franca expansão.

 

 



publicado por siuljeronimo às 20:00
editado por Luis Moreira em 13/07/2011 às 23:43
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SOMOS PARTE DO MISTÉRIO II - por Paxiano

 

 


 

 Busquei teu rosto pelo lado

das estrelas

O teu perfume pela flor

das acácias

Caminhos da tua presença

Rastos de uma ausência

Sinais visíveis encontrados

Presentes vindos doutros lados

 

 

 

Busquei o teu crepúsculo

emoldurado

Num horizonte quase perdido

Sonho perfeito quase acabado

Presente num corpo erguido

Que se esfumou no outro lado

 

 

 

Fazemos parte desse mistério

Que junto carregamos

Subimos, descemos e cansamos

Sempre de sonhos carregados…

Mas pela viagem porfiamos

 

 

Somos peregrinos já cansados

Presos aos sons doutros lados

 

 

 



publicado por Luis Moreira às 18:00
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A maior lavandaria de dinheiro do mundo ameaça falir!

 enviado  pelo nosso leitor Joaquim Martins da Silva

 

A Suíça estremece.
 

Zurique alarma-se.
 

Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
 

O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama.
 

O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
 

A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco.

 

 O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos.  Os suíços, então, passaram os nomes.
 E a vida bancária foi retomada tranquilamente.
 

Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.
 

Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
 

O banco protestou. A Suíça está temerosa.
 

O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
 

Mas como resistir?

 

 A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
 Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.
 

Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
 

No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
 Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.
 

Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
 

E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
 

O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
 

Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
 

Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos. O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental.


 Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
 

Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
 

Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Máfia Russa?
 

Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municípios têm chorudas contas na Suíça?
 

Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
 

Porquê após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?
 

Tudo lá ficou para sempre e em segredo... Agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
 

Na mini cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.

 

 "Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
 

No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias.


 Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.
 

Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
 

Hoje, estamos em crise.
 

Viva a crise!!!
 

Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.
 

Hoje ele é presidente.
 

É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
 

Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.


 Sob que pretexto?
 

Fraude fiscal.
 Para muito breve, a queda do império financeiro suíço!

 



publicado por Luis Moreira às 16:00
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AS HEROÍNAS DO CHILE

Raúl Iturra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e Bachelet, e as heroínas anónimas, libertaram ao Chile em quatro períodos diferentes. Merecem o nosso respeito e saber das sua vidas como pessoas que facilitam a nossa serenidade, paz e liberdade, com  o PIB mais alto da América Latina.

Raúl Iturra,

10-11 de Julho de 2011

 



publicado por siuljeronimo às 15:00
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Henry Christy- por Raúl Iturra

Henry Christy. (26 July 1810 – 4 May 1865), etnólogo inglês, nasceu em Kingston upon Thames.

 

 Começou a trabalhar na industria de sombreiros do

seu pai em Londres, para passar depois a ser director do London Joint-Stock Bank, que abandonara para se dedicar à sua paixão de coleccionador. Tylor era um perigo. A sua religião quacre era uma ameaça social: Contrários tanto ao catolicismo, a religião da Igreja, como ao protestantismo, a religião do livro, os quacres promovem uma religiosidade inspirada na busca da manifestação de Deus, como ocorria no cristianismo primitivo. A fé quacre nasce no ambiente dos "inquiridores" (Seekers) ingleses, por obra de George Fox, que, em 1647, inicia a sua pregação nas Igrejas dissidentes. O nome quacre (quakers) deriva do inglês "to quake", que significa tremer e refere-se ao temor de Deus ou ao êxtase da inspiração, no decorrer das assembléias espirituais. Fonte: http://cf.uol.com.br/jubilaeum/historia_texto.cfm?id=705 Ou: http://www.guia.heu.nom.br/quacres.htm

 

 

Regressou ao Reino Unido, dedicou o seu tempo de investigação etnográfica, a ampliar sua formação académica e publicou o primeiro livro, Anahuac, or Mexico and the Mexicans, Ancient and Modern (1861; Anahuac, ou o México e os mexicanos, antigos e modernos), crónica da experiência mexicana. A consagração internacional de Tylor deveu-se entretanto a dois tratados que escreveu a seguir, Researches into the Early History of Mankind and the Development of Civilization (1865; Pesquisas sobre a história antiga da espécie humana e o desenvolvimento da civilização) e, sobretudo, Primitive Culture (1871; Cultura primitiva), no qual, sob a influência de Charles Darwin, Tylor expõe sua visão da história da humanidade como resultado do processo das capacidades mentais dos homens, do estado primitivo ao civilizado, que tem reflexos, por exemplo, na escala de crenças religiosas:

 

animismo, politeísmo, monoteísmo. Para Tylor, o objectivo da antropologia seria, portanto, estudar as leis do pensamento e da actividade humana em seu desenvolvimento nos diferentes estágios do conjunto uniforme da cultura, formada pela soma de conhecimento, ciências, arte, leis, moral, costumes, aptidões e hábitos dos homens. O último livro do pesquisador, Anthropology, an Introduction to the Study of Man and Civilization (1881), foi considerado excelente sumário do pensamento antropológico de sua época. O antropólogo dedicou-se, a partir de 1884, ao magistério na Universidade de Oxford e em 1912 recebeu o título de cavaleiro. Sir Edward Tylor morreu em Wellington, Somerset, Reino Unido, em 2 de Janeiro de 1917. Fonte: as minhas notas, os textos do autor, as minhas aulas e as palavras de: http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1652 Foi o seu derradeiro livro, um excelente resumo de como era, nos finais do Século XIX, conhecida e pensada a nossa ciência. Como todos os trabalhos de Tylor, rende conta do saber antropológico na base de uma vasta quantidade de informação, como um estilo lúcido e energético. (Minha tradução) O original inglês diz: His last book, Anthropology, an Introduction to the Study of Man and Civilization (1881-Macmillan and Company Londres e Nova Iorque-2ª Edição, 1889, comigo), is an excellent summary of what was, late in the 19th century, known and thought in that field. Like all Tylor’s work, it conveys a vast quantity of information in a lucid and energetic style.) Em: http://www.britannica.com/facts/5/81989/Facts-about-Anthropology-an-Introduction-to-the-Study-of-Man-and-Civilization-as-discussed-in-Sir-Edward-Burnett-Tylor-British-anthropologist-Assessment



publicado por Carlos Loures às 14:00
editado por João Machado em 13/07/2011 às 23:06
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Justiça : Ter 1 100 edificios e pagar 38 Milhões de rendas - por Luis Moreira

Ter 1 100 edificios, 15 000 viaturas, 30 000 computadores para 27 000 funcionários, e pagar de rendas 38 milhões por ano, dá uma ideia do que é despesismo, falta de responsabilidade, desrespeito pelos contribuintes e por quem vive mal.

 

Fernando Santos, Secretário de Estado da Justiça, revelou hoje que o Ministério da Justiça tem 15 mil viaturas e 1.100 imóveis. E, paga, anualmente 38 milhões de euros de rendas, defendendo maior racionalidade financeira e "boa gestão".

 

Perante esta vergonha a que podemos acrescentar 1,6 milhões de processos em atraso, o melhor mesmo é deixar a pergunta : é este estado que queremos continuar a alimentar? É isto sustentável?

 

Não há dinheiro para o Estado Social? Pois não!

 

 



publicado por Luis Moreira às 13:00
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