Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
Mas um dia vai mudar... - Baptista Bastos e O Mundo À Minha Procura - Ruben A.
coordenação de Augusta Clara de Matos
Hoje Falamos de...Ruben A.

BAPTISTA-BASTOS

Baptista Bastos

Mas um dia vai mudar...

 

Anteontem, fazia um frio medonho. Cumpri as rotinas: comprei os

jornais, três, fui à pastelaria e sentei-me na mesa habitual, junto à vitrina maior. Estava embaciada e o interior do estabelecimento cheirava a café como lhe cumpre. Os clientes do costume e o ambiente de concerto falhado. O correio  trouxera-me um livro de Ruben A., Um Adeus aos Deuses, editado pela devoção atenta de Liberto Cruz, chancela da Assírio & Alvim, e prefácio de Rosado Fernandes. Gostava muito do Ruben: do seu inesgotável talento para interpretar as coisas da vida, do júbilo esfuziante com que se movia, como andava, rápido, ziguezagueante, sorriso prazenteiro, transeunte sempre apressado.

Entrava na Redacção do Diário Popular, cumprimentava de fugida, sentava-se, invariavelmente, nas mesas de três jornalistas: Jacinto Baptista, José de Freitas e na minha. Por minutos. Não tinha tempo para obscuros devaneios. "Tudo na mesma. Mas um dia  vai mudar. Não sei é quando." Três frases que resumiam analogias procuradas, desejos discretos, o pulsar agitado de um coração em permanente alvoroço.

 

Salazar detestava-o, tanto quanto ao estilo de que se servia para dizer o mundo. Despediu-o. "Este homem  é destrambelhado." Não percebia a grandeza do funcionário. Tal como Marcelo Caetano injuriara Raul Brandão e o Húmus, num texto vergonhoso por ignorante e sórdido. Os tiranos execram aqueles que escapam às suas esquadrias. Ruben, sobre ser um prosador incomum, um romancista, um memorialista e um cronista de primeiríssima água, especializara-se em D. Pedro V, sua paixão de embalar.

"Tudo na mesma. Mas um dia vai mudar. Não sei é quando." Na pastelaria de bairro, sentado na segunda-feira de todas as decepções, recordo o amigo que batalhou contra as superstições da época, utilizando o adjectivo como modo de tomar partido e as espantosas criatividade e imaginação para se proteger da infâmia do tempo. Um Adeus aos Deuses  é um livro único e, simultaneamente, a comovida expressão de quem ambiciona fugir para os seus mitos a fim de se refugiar das violências da realidade.

A música que Ruben A. possuía era-lhe própria  e  sistema de exclusividade. A sensibilidade ilimitada de um criador extraordinário, cujo estilo é o particular panteísmo de quem quer ter a lua junto de si.

Na manhã de segunda-feira, no after day  acabrunhado que nos impingem como novidade e festa manifesta-se, pegajosa e escorregadia, a nefasta tristeza de um dia que se continua a outros dias glaucos e viscosos. Revejo-o, saltitante, sorridente, célere a entrar na Redacção. Vai ali e vem já. Entrega o original e corre para a a saída. Ruben A. A recordação de épocas felizes, porque alagadas de esperança, sobrevém a todas as nefastas melancolias.

 

"Tudo na mesma. Mas um dia vai mudar. Não sei é quando."

Ruben A. O Mundo À Minha Procura

 

 

Onde estava o amor? Ela? Toquei ao de leve na viela do Sobreirinho. Aproximei-me da casa, um monte de fantasmas expeliu saudades de outrora. Parei uma nesga. Senti as per­nas tremerem. Um outro eu permanecera ali todos estes anos desde que tinha deixado o Porto. Reconheci-me. Abracei-me. Eu ficara puro à espera do amor. Disse-me a mim que Ela tinha casado. O quê! Sim, foi há quase dois anos, na Prima­vera, quando se casa no Porto. Ia tão bonita de noiva.

O mundo fugira-me naquele momento. As casas tornaram--se baças, os jardins secos, queimados vivos, os seres petrifi­cados, as almas em busca de um norte que eu não sabia onde pairava. Por ali eu entrara, dali eu saíra. Ainda sofria. A pele arrepiada, as portas fechadas, janelas corridas, silêncio de um momento a sós em que o espírito parece Deus. Como era pos­sível Ela ter casado? Não esperara por mim! Surgia, no encon­tro das coisas da vida, uma certeza de que há pessoas que não esperam por outras. Têm mais pressa. Como poderia falar com Ela?l Sentia-me ludibriado pelo destino. Ela fora habi­tar um cemitério que eu não sabia onde situar. Talvez na peri­feria, debruçado sobre a paisagem, como todos os cemitérios que querem as almas bem ricas de horizontes. E quem seria o guarda daquele corpo? Um mundo rodava, o livro virava a primeira grande página, a contagem para a frente trazia cica­trizes que precisavam de muita habilidade no disfarce. Mais ainda: as operações de beleza eram estéreis nos casos senti­mentais. Como é que Ela podia ter casado?

Havia outras verdades que eu não entendia. O azul do céu?! Chegara tarde às coisas, aos seres, às cores. Quando quis levantar voo, fui agarrado por uma força brutal que me pros­trou inerte no sangue daquele mundo que lá longe ria de mim. Cheguei a casa da Tia Teodora e tirei a roupa da mala, arru­mei a tralha a uma banda, e no esbracejar ia sendo novamente inundado por bagas sucessivas, enormes, de Amor. — No meu quarto, isolado, vendo as correntes de alta tensão eu afogava o requeimado vivo. Abri a janela, olhei para o muro que me viu cair, horas certas em que E. C. passava. Lá ia empurrando o carrinho com o cão à trela. Inglesa segura, bem penteada, sem desalinhes, inglesa de peito escondido como manda a regra puritana. Ela, casada? Sim, meu filho da Mãe, casou-se para arrumar o fim da guerra. E a quem tinha de pedir autoriza­ção? Não era a mim, pedaço de asno a fazer cortesias, pateta das luminárias a representar de bobo no palanque de Cascais. Ela estava de perfil, quase silenciosa, ouviam-se palavras de viés, de quase amor. Com quem? E a noite de núpcias? E eu não assisti! Chiava atolado de lassidão, uma baba de gozo por um triz azarou a vista, marrei forte, virei a cabeça para os fundos e os olhos pousaram no Campo Alegre. Não esfranga­lhara a virgindade, menos a dela. Casada?! E eu de alegria lorpa, ah, ah, ah, ah, risotas de quem salta de casota, mor­daça na dentaça, ah, ah, ah, pistoleiro de matar, pantomineiro gargalhando a frio. Espinhela caída, debruçado, turvo, oftál­mico, eu agarrava o destino na sequência de uma razão que agora me pertencia. Tinha perdido o comboio, aquele com­boio jamais voltaria ao ponto de partida, entrara numa via única, a toda a brida, nem o cheiro eu lhe podia olfatar. Mexi os pés, cavalo de mim próprio, manco, só me sobrava um novo par de solas, boas ferraduras que aguentassem o terreno onde esperneava de saudades.

(Ruben A. é o primeiro a contar da direita)

 

Ia eu ali passar quanto tempo? Que importava isso, as con­tagens desgrudam-se quando os sentimentos atarracham o nosso humo. O dia da boda! Um dia em que não fui convi­dado, pois o rifão bate certo, e quando seria o baptizado? De quem? Caluda, juízo. Poderia ser parecido comigo, teria sido tão fácil, tão humano, um esperma a passear no Campo Ale­gre, distraído dava entrada onde alguém distraído o esperava. Ah! E era bom. Sim, cabeça, tronco e membros, a geografia humana para amaciar com os dedos, às vezes marotos de ter­nura, quase com tiques nas formas mais salientes, tímidos ao galgar nas divisórias do corpo para os membros; é preciso ter cuidado. E Ela esquecera-se de mim? E eu esquecera-me com a Mafalda, verdade que custava caro na contabilidade severa que às noites eu fazia.

Entrava num Porto amedrontado de mim. Uma cidade no fumo das fábricas, nos cestos das padeiras, em bafos de rufo de tambor, eléctricos que se ouvem no outro mundo. — Porto cem vezes corrigido de fonemas, Porto que vira Belzebu com­prar homens como quem merca em Norte de África, a cidade estava sem novidades, estava, simplesmente, com bolo-rei da Oliveira, no Natal, amêndoas torradas do Costa da Foz, logo na abertura das Páscoas, castanhas a saírem do saco, quentes e boas, quentes e boas, panos secos nas bermas dos armazéns, cheiros fétidos de sarjetas empestadas, sol que não entrava na Rua de Cedofeita, burgo honesto como se de amor não tra­tasse. Ela aonde? Com casa, mesa e roupa lavada! E na manhã depois da noite? Onde estaria eu? Comandante destronado, ministro despedido, marechal sem exército, esgalgado na voz de ordem, nem para a frente nem para trás. O remédio? Haverá remédio para o desengonçado da sarna do Amor? Onde está? Sim, a casa dela fora ali ao pé de mim, ainda estava ao pé, não de mim, separada por um tabique e com alguém que eu não conhecia, «Sim senhor, tem a bondade, faz favor de entrar.» — «Não demoro nada.» «Também era o que faltava.» «Como é que se fazem os filhos?»

Olhei de frente, as lições, os compêndios, manuais que os falhanços agrupavam na minha biblioteca, universidades, sabedorias de quê? Se fosse capaz, ia puxá-la por um gasganete, voltava-me e dizia: «O cavalheiro faz favor de se retirar, deve estar enganado, isto não lhe pertence, deve ser outro número de casa.» «Perdão.» «Para estes casos não há perdão.»

 

«Mas eu casei-me enquanto o senhor andava a viajar lá pelas Alemanhas, depois a jogar bridge em Cascais, esqueceu--se.» Não sabia responder. «E o senhor sabe muito bem que está noivo.» Só de muletas eu podia arrancar do parapeito da janela. Virado ao avesso, esfrangalhado. «Entretanto, eu casei.» Ah, Ah, Ah, um intervalo que me custou caro. «Ela também casou, casámos. Está a perceber, e aqui o senhor não tem mais nada que fazer. Case também para ver como é. Anjinhos e música, presentes e bolo, piteireiros e fotografias, filhoses com sabor erótico, e à noite, tirado o vestido de cauda, ver.» «O senhor está a cometer um crime, fazzzz.» As palavras no nicho de uma igreja deserta enfriavam-me a alma. Ele tinha razão, há pessoas que erradas de nascença têm razão. E ele casara. Ela ainda continuava virgem, estava a sair do Colégio da Boavista, lá no alto da rua, cinco horas da tarde, acabou a aula, o último recreio foi às quatro, o lanche à espera, e eu a aguentar o 31 a dar mais carambolas e a levar-me o milho que a Tia Teodora emprestadava às escondidas. Qual bilhar, qual tacho! «Ó pá, tenho de apanhar o 4 que vai para a Fonte da Moura. Já.» «Este gajo está doido, dá-te as pressas, a pe­quena é mesmo boa, ela espera-te? Faz sofrer, elas gostam que a gente diga e não faça, no fundo todas gostam da mesma coisa. Vê lá, se precisares de ajuda...» Poucas falas, as mulhe­res na minha vida foram sempre de poucas falas, vocabulário restrito, seguro, limitado, sem indemnizações, estolas de passeio, alcavalas postas por mim, um dez por cento de não-te-rales.

 

Afastei-me da janela aberta, encandeado o olhar. A carta de Mafalda devia chegar no amanhã. E eu ia casar? O quê? Ali no Porto? Ter filhos ao lado dela, perto dela, dormir, tro­car, virar na cama, tufos, ziguezagues de cortesias, tumba! Com os dentes desmanchava febra a febra, uma riqueza... A carta de Mafalda vinha de um outro mundo. Aguentava firme, aba­lava as estruturas de betão armado, sismos poderosos, vagas que de Leixões subiam os molhes, inundações na Ribeira de Miragaia, um escorrer sangue, caudal de escabeche, e eu vivo no terramoto, vivo, chusma de sensações comigo, alturas de magirus, estátuas dentro de mim, descerrando as lápides do Amor nas encruzilhadas de terras do Minho, com minha avó — A Velha Máquina — de Fafe à Trofa e de Trofa a Fafe, pão-de-ló de Felgueiras, o melhor, lamber o papel, comer os beijinhos em Vila do Conde, e as broas de ovo em Viana, parar à entrada da ponte do rio Cávado e dar dez tostões ao ceguinho, enquanto o velho Daimler metia água no bucho para as rectas da Póvoa, com Sezé Resende atento aos furos. Ela não me roubara nada, nem a larica dos dias feriados. Mas seria possível olhá-la, de frente, com a coragem de quem não tem coragem. E eu! E nós!, um de nós que não mais existiria, no cemitério talvez com datas na campa, flores em Novembro quando todos no Porto vão a Agromonte lembrar os que lá estão, dia dos mortos, dia em que não se morre, não há enter­ros, estão proibidos, no dia seguinte avisa-se o cangalheiro, e enterros bons só no Porto, com fanfarras, dirigidos superior­mente pelo comendador Santos da Silva, essas montadas nos altares, símbolos. Ah, ah, ah, ah, no funeral de Belzebu, na Igreja da Trindade, música para aquele diabo, esqueceram-se das maldades, mas um dos mais sabidos, à saída do enterro, mandou deitar foguetes, cada estoiro, aviso para levar-lhe a alma para os Infernos, podia haver uma distracção e...

Amanhã com a carta de minha noiva, Mafalda prometera escrever todos os dias! Sim, voltava a Coimbra, rapidamente, postumamente, um giro sem graça, possidónio às vésperas tar­dias de um casamento, daí a quantos meses? Talvez seis, a con­tagem era minha, o resto agenda de calendário para satisfazer as repartições públicas. Ali, eu, de boca aberta para mim, eu ia viver com missa aos domingos e dias santificados. Podia ir vê-la, quem sabe a hora, de escondidas, os corpos conhecem--se como os bichos, se eu estivesse presente ao pé dela, daí a pouco um mexer de nada agitava o livro de missa, voltava-se para trás, e eu ali, distraído, sem bulir nas folhas, Ela parara enquanto o padre deitava os santos óleos, estava estremunhada já ao meio-dia, quis certificar-se melhor, e voltou de novo a cabeça. Sim, não fora ilusão, era mesmo eu. Estava a guarda­da, ao pé, como era isso possível?! E o mundo, todo passado a ferro, sem tugir, via uma bezerra morrendo ao longe, jul­gava que Ela deixara cair qualquer coisa, talvez o véu. Sim, era fácil, eu no domingo saber da missa, saber onde Ela vivia. E, como quem não quer a coisa, ao jantar perguntava à Tia Teodora, discreto a deixar o lamiré. A Tia desfiava o rosário, contava-me tudo, e naturalmente ainda acrescentaria: — E está bem bonita, fez-lhe bem casar. Também estas meninas se não casam... Sim, vive na Foz. Era. isto que eu queria apanhar, uma palavra com um mundo lá dentro, podia esperar. Entretanto receberia várias cartas da Mafalda, carta de Meu Querido Amor, Meu Adorado Querido, Meu Amor Adorado, cartas que me encostavam à cruz, pregavam de alfinetes. Fazer de faquir, tar­tamudear as veias, laquear as palavras. Não, hoje não escrevo. Cheguei bem. se chegasse mal, os jornais contariam. Cheguei mesmo muito bem, muitíssimo bem, nunca devia ter partido, nem  os amores de Verão na Parada me prendiam, amores esti­vais, de aperta-mão, amores de beijos longos por trás das barracas junto à babugem, amores de pouco significado, amores para daí a pouco   passarem, com a abertura das aulas, distracções para aprender, sempre nas aulas. Allons enfants de la Patrie le jour de gloire est-arrivé — tirava da mala os cosméticos, os fanados de indumentária. O que interessava na vida? Sabia lá. Precisava de comprar atacadores, ir às Carmelitas e ao Bolhão, descer até à Praça, passar frente à casa do Lino num adeus ao meu Tio João, companheiro na caça à galinhola que todos os anos pousava na mata do Campo Alegre.

 

 

 

(in O Mundo À Minha Procura III, Assírio & Alvim)

.

 


 



publicado por Augusta Clara às 14:00
editado por Luis Moreira em 04/02/2011 às 00:05
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1 comentário:
De Ibrahim Mohammed a 11 de Agosto de 2017 às 03:42
Olá
Eu sou Ibrahim Mohammed do Emirado árabe unido, Dubai, eu trabalho como Gerente de Banco em uma das empresas do Barclays Bank aqui em Dubai. Estou aqui para apresentá-lo a uma transação de negócios que será do nosso benefício e interesse para os dois. Famílias no futuro, se você não se importar eu gostaria de ter o seu endereço de e-mail para mim explicar minha oportunidade comercial para você entender melhor ou enviar-me um e-mail para meu e-mail privado abaixo aguarda sua resposta ao meu e-mail: ibrahimmohammed7712@gmail.com


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