Domingo, 14 de Novembro de 2010
A Democracia em que vivemos -? (III) – Teatro do absurdo
Carlos Loures
Decorrendo em Viana do Castelo o I Congresso do Estado do Teatro em Portugal, lembro a peça “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco (1912-1994). Datada de 1959, vi-a em Lisboa em 1960 representada pela companhia do Luís de Lima. É uma peça do criador do chamado “Teatro do Absurdo”, onde diálogos aparentemente sem nexo (como em “A Cantora careca”), configuram o substrato de uma civilização que vai assumindo aspectos totalmente desconexos, absurdos, por assim dizer. Escrita há meio-século , "O Rinoceronte", continua actual.

Numa cidade até então sossegada, um rinoceronte trota ameaçadoramente pelas as ruas. Na cidade, discute-se a natureza do fenómeno – o que é e como apareceu ali o furioso paquiderme? E, à medida que a peça se desenrola, o comportamento das personagens vai-se alterando, o absurdo de um rinoceronte percorrer a cidade vai sendo aceite como normal. As pessoas vão alterando o comportamento e algumas vão transformando-se em rinocerontes. No final do II acto, com todos à sua volta já metamorfoseados, a personagem central grita: -“Eu sou o último homem. Eu não me rendo!” A história de Ionesco referia-se à eclosão do nazismo, ao colaboracionismo que numa França ocupada pelas tropas hitlerianas levava as pessoas, uma a uma, a ir aceitando como normal a anormalidade que se instalava no quotidiano – as denúncias, as torturas, os campos de concentração, os fuzilamentos…

Hoje poderá, com eficácia, representar a rendição dos cidadãos á anormalidade que alastra pelas sociedades ditas democráticas. Como nos rituais de acasalamento de algumas espécies, mantém-se a coreografia, mas perdeu-se o objectivo central da ritualidade. Temos instituições democráticas, mas quem resolve tudo é quem detém o poder económico – que poder decisório resta aos cidadãos a não ser o de periodicamente votar? De votar em quem o poder determina. A experiência está por fazer, mas não tenho dúvida de que, se alguma vez a maioria elegesse quem não obedecesse às regras instituídas, a «normalidade» seria restabelecida através de um golpe militar ou mesmo da intervenção de forças estrangeiras.
Assim, como em “O Rinoceronte” de Ionesco, os cidadãos rendem-se ao absurdo. A anormalidade da corrupção, da marginalidade, da droga, passa a ser normal (Deixou de se falar no flagelo da droga. A droga, um dos pilares da economia mundial, passou a ser coisa normal). A televisão converteu-se num poder que sobreleva o poder político. Manipulada por quem manda, é a principal difusora do pensamento único, da filtragem do «politicamente correcto» que nos impede de tratar alguns bois pelo nome.

As duas últimas décadas foram férteis em modificações: o socialismo real, como alternativa ao capitalismo, esfumou-se; o islamismo emergiu como mais uma ameaça a juntar-se à da guerra nuclear e, finalmente, uma nova crise do capitalismo, transformaram o mundo em que vivemos em algo de impensável, mesmo para os futurologistas de há duas décadas atrás. - Um nosso companheiro discorda da inclusão do terrorismo islamista na lista de ameaças que os habitantes do planeta enfrentam e discorda, sobretudo, que ele seja comparado à guerra nuclear. Ao incluir esse tipo de acção política na parafernália de instrumentos de terror que o capitalismo criou, não faço qualquer juízo de valor sobre as motivações filosóficas, religiosas e políticas que estão por detrás da via terrorista usada por alguns movimentos islâmicos. E, com tudo o que possam conter de reprovável – eu reprovo – são mais uma consequência da violência capitalista (tal como a ameaça nuclear, afinal). a expansão das novas tecnologias – internet, telemóvel, CDs e DVDs, a controversa integração europeia, o fenómeno da globalização, positivo em princípio, mas com muitos efeitos perversos, não esquecendo a falência do não-alinhamento. Por um lado, ao colapsar um dos blocos, a dicotomia OTAN-VARSÓVIA deixou de fazer sentido. Por outro, os pressupostos de Bandung, em Abril de 1955, foram desmentidos pela prática política de alguns países signatários. Como a Indonésia e a Índia, por exemplo, que, fundadores do movimento, violaram repetidamente o seu compromisso neutralista.

Vivemos num mundo diferente, que, exceptuando um ou outro avanço e melhoria (por exemplo, no que se refere à condição feminina, deram-se passos importantes no sentido de acertar a realidade pela legislação), podemos considerar pior, mais degradado, sobretudo em termos éticos. Pode dizer-se que vivemos numa versão empobrecida da democracia onde monstros do passado, tal como a miséria e a repressão, sobrevivem. Como disse Saramago, «não progredimos, retrocedemos». E completou: «E cada vez se irá tornando mais absurdo falar de democracia se teimarmos no equívoco de a identificar unicamente com as suas expressões quantitativas e mecânicas que se chamam partidos, parlamentos e governos, sem atender ao seu conteúdo real e à utilização distorcida e abusiva que na maioria dos casos se vem fazendo do voto que os justificou e colocou no lugar que ocupam.» - (José Saramago, O Caderno, Lisboa, Março de 2009).

E, neste particular da repressão, nem sequer estou a falar de Guantánamo e das torturas infligidas aos alegados terroristas islâmicos, onde a criatividade norte-americana mais não fez do que ressuscitar velhos métodos da Inquisição. Por exemplo, a touca que se aplicava a judeus e a judaizantes, aparece ali com o nome de waterboarding. O que, ao assumir uma designação que nos leva a pensar num qualquer desporto radical, branqueia, de certo modo, a monstruosidade do procedimento. A touca consistia em enfiar na boca do preso, até à traqueia, um lenço de mulher, despejando depois água, empapando o pano e produzindo uma sensação de afogamento. Muitos dos pacientes não resistiam. Ossos do ofício! Mas, como se vê, da touca ao waterboarding, com quinhentos anos de permeio e todas as inerentes aquisições científicas, tecnológicas, filosóficas, o progresso não foi grande.

Numa sociedade em que a Liberdade vai sendo devorada pelas «liberdades» (trocar a liberdade em liberdades é a moeda corrente do libertino», disse Mário Cesariny de Vasconcelos em Autoridade e Liberdade São Uma e a Mesma Coisa), a repressão é exercida pela permanente ameaça da marginalidade. O lado negro, ou seja, os monstros criados pela sociedade capitalista, pela exclusão social, pela xenofobia, pela intolerância religiosa, aí estão sob a forma de carjacking, na versão moderada, e de assassínio em massa, passando por assaltos, limpezas étnicas, sequestros, violações… Terroristas, islâmicos ou não, marginais vindos dos subterrâneos que subjazem sob as resplandecentes catedrais do consumo, tarados de todas as espécies, incluindo violadores e pedófilos, aí temos ao dispor um vasto e aterrador bestiário. Fugindo destes monstros criados pela sociedade capitalista, vamos refugiar-nos onde? Obviamente, nos braços salvadores do capitalismo.

É com um cenário dantesco como fundo, que os parlamentos dos chamados «regimes democráticos» continuam a proceder como se tudo decorresse normalmente, um pouco como os dois jogadores de xadrez de que nos fala Fernando Pessoa, pela voz de Ricardo Reis, que continuavam a jogar «o seu jogo contínuo» enquanto a cidade ardia, as crianças eram assassinadas, as mulheres violadas... O sistema parlamentar é anacrónico e disfuncional, tal como o são os sindicatos e os partidos. Na era da informática, continuamos a usar instrumentos políticos que nos vêm da Revolução Francesa e do tempo da máquina a vapor.

E neste labirinto de anacronismos e de aberrações, onde fica a Democracia? Percorrendo este dédalo criado pelos cérebros doentes que nos dirigem desde há muito tempo, será a Democracia que nos espera? Não creio que os nossos filhos, os nossos netos estejam a caminhar para a Democracia. Levados nas asas do consumismo, o caminho que percorrem, com a ilusão de quem está a desbravar uma selva virgem, irão dar não ao prado resplandecente do Eden, mas sim ao velho sótão onde se arrumam todos os detritos que a História tem vindo a acumular.

Não estou a falar de aprofundar o estudo da democracia que temos e que se perde na espiral descendente de corrupção, clientelas, contas em offshores, em exibições mediáticas, em tudo o que constitui o circo a que diariamente assistimos. Esta «democracia» não justifica o esforço de ser aprofundada. Falo de reinventar uma Democracia com que sonhamos há séculos, mas que não temos. Porque a democracia tem de ser permanentemente reinventada. Enquanto não somos deuses, voltando a usar a expressão de Jean-Jacques Rousseau, teremos de percorrer, com a imaginação e a audácia de quem necessita de inventar o futuro, o caminho até uma Democracia luminosa, autêntica e que esteja, de facto, ao nosso alcance.


publicado por Carlos Loures às 12:00
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11 comentários:
De Luis Moreira a 14 de Novembro de 2010 às 12:07
Mas sempre respeitando a liberdade, a democracia participativa (e aqui está um dos nós górdios) e o Estado de Direito. Dificil é melhorar o homem.


De Josep A. Vidal a 14 de Novembro de 2010 às 12:49
Que el poder real, que no suele ser el poder aparente, es amoral y que quienes se amparan bajo su capa son corruptos es algo bastante sabido. Aunque a menudo resulta más cómodo olvidar que es así y someterse a una "normalidad" que incluye esa aberración de la dimensión social humana. Cuando el rinoceronte es una amenaza, es preferible ser rinoceronte; y en una sociedad dominada por rinocerontes es más cómodo adoptar esa misma condición. Pero lo peor de todo, y lo que ignoramos más a menudo, y constituye por ello una trampa mortal para nuestra sociedad es que el poder de "apodera" del lenguaje, de los conceptos, que han surgido contra él; los manipula, los hace suyos y los devuelve a la sociedad. En esa dimensión, la amoralidad del poder se convierte claramente en inmoralidad, porque lleva a cabo una tarea de "perversión" de los conceptos. Los "voceros" del poder, entre los cuales se encuentra gran parte de las clases dirigentes –y no sólo me refiero a los políticos– y una gran parte de los sometidos, dóciles a los lideratos, se llenan la boca de las palabras que nacieron para la defensa de una dimensión profundamente humana y esencialmente ética de la sociedad: la libertad, la justicia, la igualdad, la solidaridad, la democracia..., poniéndolas al servicio –y no dudo que en algunos casos incluso actuando de buena fe– del poder o los poderes que las han corrompido en la práctica al servicio de sus intereses particulares. La tarea de perversión es tan eficaz, que quienes honestamente defienden la democracia, la libertad, la justicia..., no pueden ya defender esos conceptos, porque su valor en la sociedad controlada por el poder ha sido pervertido. Tienen que aclarar continuamente que defienden la democracia, pero otra; la justicia, pero no ésta; la libertad, pero de otro modo; la independencia, pero... Quienes defienden las causas esencialmente éticas, metafísicamente generosas y generosamente comprometidas en la construcción de una sociedad igualitaria, libre, democrática, se quedan sin las palabras que mejor las explican, que mejor las defienden..., y al mismo tiempo se ven fácilmente anatematizados, marginados y etiquetados como enemigos de la libertad, la democracia, la justicia... Y se consuma así la tarea de perversión o de corrupción del poder.


De adão cruz a 14 de Novembro de 2010 às 14:15
Carlos, os teus textos deviam ser lidos com solenidade na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, se a nossa sociedade tivesse alguma centelha de ética e dignidade. Neles só me custa a ceitar o fatalismo da morte do socialismo, e a não consideração do terrorismo como guerra dos fracos. Não aceito de modo algum o terrorismo, mas interrogo-me quando o vejo como única resposta ao terrorismo muito mais bárbaro e destruidor do imperialismo americano. Eu sou incapaz de matar. Quando era jóvem, minha mãe pedia-me para cortar o pescoço às galinhas. Hoje nem uma mosca consigo matar. No entanto, se trucidassem a minha família, como se faz hoje em dia por dá cá aquela palha, eu só não mataria se não pudesse.
Maravilhoso texto o de Josep.A.Vidal, sobretudo no que diz respeito à "tarea de la perversion de los conceptos". Acertou em cheio. Obrigado pela lição.


De carlos loures a 14 de Novembro de 2010 às 14:21
Josep, que comentario excelente el tuyo. Pero, ya te lo he dicho – vivimos en crisis, hay que ahorrar – tu comentario estaría muy bien como un artículo autónomo. Es lástima que, con una argumentación tan fuerte y tan rica, esté reducido a esta simple condición de comentario. Lo mismo lo digo sobre tu mensaje de ayer (o de anteayer) , donde defendías tu perspectiva , tu manera de sentir el iberismo, incluso cuando dices cuanto te sientes próximo a la cultura, a la sociedad e idiomas y al complejo entramado humano de los pueblos de los dos estados ibéricos (tres sí no olvidamos Andorra), entramado que contiene gente del norte de África y otros pueblos neolatinos como nosotros – franceses, italianos, corsos… Y tu tesis sobre el anacronismo del concepto de Estado que nos viene del Romanticismo decimonónico, tan merecedora de que la discutamos. Como sabes, mi visión del tema es un poco distinta de la tuya, pero no voy a contestarla aquí. De una manera u otra, encontraremos el espacio más adecuado - a mi juicio, Estrolabio sería una buena mesa de reunión para hacerlo.
En cuanto al que dices en tu comentario a mi artículo, nada puedo añadir – está perfecto y lo subscribo por entero. Gracias por tus palabras y piensa en la posibilidad de convertir tu mensaje sobre iberismo en un «post» para Estrolabio. Un fuerte abrazo.


De adão cruz a 14 de Novembro de 2010 às 14:35
Plenamente de acordo


De carlos loures a 14 de Novembro de 2010 às 14:37
Adão, a Augusta Clara tem razão quando diz que devíamos discutir o «Estado da Nação» (ela não disse assim). Fico muito satisfeito por ver que os meus textos provocam inteligentes comentários como, neste caso, o do Luís que nos lembra o que não deve ser esquecido, a magnífica lição do Josep Vidal e a tua reflexão sobre o socialismo. Numa resposta de ontem ao Luís, que nso lembrava as desgraças de Leste, disse que só estava a falar so capitalismo e que a um doente não adianta dizer que há enfermidades mais graves - ele só está preocupado com a que tem. Houve pessoas que deram a vida pelo ideal socialista (milhões) e não podemos arrumar esse ideal com meia dúzia de adjectivos, em jeito de balde de cal sobre uma vala comum. Julgo que ainda se falará no socialismo - não é coisa arrumada. A nossa divergência, Adão, não é quanto ao ideal que creio ser basicamente o mesmo. Divergimos é no registo histórico - o que se fez no Leste Europeu e se está fazendo na China, nada tem a ver como comunismo - traições puras, para mim. E é nsito que não concordamos. E insisto na minha posição, porque ou a próxima avançada do ideal se faz sobre uma sólida autocrítica e recusa das experiências históricas, ou as novas tentativas voltarão a dar com os burrinhos na água.


De Luis Moreira a 14 de Novembro de 2010 às 14:53
Eu já afirmei que não acredito que o capitalismo seja a última faze da vida do homem, longe disso, mas ou avançamos no reformismo, com tudo o que já sabemos, ou então vamos atrasar tudo.É esta a nossa diferença.E, claro, os ensinamentos do comunismo. transferir a propriedade do "homem civil" para o "homem estado" não leva a lado nenhum.


De augusta.clara a 14 de Novembro de 2010 às 17:07
Do teu texto, Carlos, já não tenho nada a acrescentar aos elogios que fiz às duas partes anteriores: um texto no global que, a mim, me deu muitos pontos de reflexão. Magníficos e têm que vir aqui mais vezes, reafirmo-o.
O igualmente valioso texto do Josep Vidal deu-me a mesma alegria que me deu um outro que li aqui há tempos porque diz exactamente aquilo, tudo, o que eu gostaria de saber dizer tão bem. Estou 100% de acordo.Realço a parte sobre uma questão que, também, referi no texto sobre o Darwin que escrevi, e que outros já enunciaram: a apropriação pelos poderes de tudo o que é semente de utopias que, no entanto,sabem correr o risco de se tornarem realidade. Este, para mim, não é um problema de somenos importância. Antes pelo contrário,´é o muro de betão que sempre se anteporá à tentativa da construção duma sociedade que restaure os valores atraiçoados. Mas é esta a tarefa, não há dúvida.
E concordo plenamente que o comentário do Josep seja transformado num post.


De augusta.clara a 14 de Novembro de 2010 às 17:25
Não é só o Estado da Nação, a menos que o Estado da Nação englobe a discussão sobre o futuro. Estou farta do chover no molhado. Já nem consigo ler esses artigos sobre economia que andam por aí todos os dias.Desculpem a minha ignorância, mas não me interessa nada falar sobre o que se passa com os bancos, a finança em geral. Se está tudo errado, porque não falar de como devia estar certo?
Mas essas conversas só interessarão se toda a gente participar porque o que se verifica é que, de trinta e tal pessoas que são membros do blog,nem chega meia dúzia os que animam as discussões.


De Eva Cruz a 14 de Novembro de 2010 às 18:14
Os textos são excelentes.
O que vou dizer é apenas para deitar uma "acha para a fogueira".
Quando era aluna do meu 5º ano do liceu , o meu professor ensinou-me esta definição: " História é o retorno do tempo ao tempo,com ligeiras modificações". Já na altura me incomodou a definição, por isso a retive na memória. É extremamente redutora.
Os sistemas são criados por homens . E há tanto, tanto tempo que os factos , na sua essência, se repetem ! O Homem não tem emenda ?
O que falha afinal ?
Esta definição ainda hoje me incomoda muito porque sempre acreditei no Homem novo.


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