Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
Cronologia da Guerra Colonial- 1974 - por José Brandão

1974

 

JANEIRO

?

- Ataque da FRELIMO a Mueda com foguetões de 122 mm.
- O bispo de Nampula, D. Manuel Vieira Pinto, defende numa homilia o direito dos povos a «uma efectiva autodeterminação».
- O governo da Guiné decreta a substituição da dieta alimentar da população, dado que a produção de arroz decresceu 50 por cento no território.
- Nova vaga de prisões pela PIDE/DGS em Cabo Verde.

1

- A UNITA retoma as hostilidades contra as forças portuguesas, interrompidas devido a um acordo celebrado em 1972, atacando um destacamento militar em Nhonga entre outras acções.

- Morrem em combate em Angola 3 militares do BCaç 4517/73.

- Morrem em combate em Moçambique 4 militares da CArt 3501.

2

Morrem em combate na Guiné 2 militares da 1ª/BCaç 4514/72.

3

- Morrem em combate em Moçambique 2 pára-quedistas do BCP 32.

- O cumprimento das missões atribuídas durante a guerra aos pára-quedistas do BCP 32 custou a morte em combate de 18 pára-quedistas (16 praças e 2 sargentos).

5

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 3549.

- Morre em combate em Moçambique um furriel da CCaç 4243.

7

Morrem em combate na Guiné 6 militares. Um furriel da CCaç 3545, um cabo e um soldado do BCav 8323/73, um soldado da CCaç 21, um soldado da CCaç 4541 e um soldado do GAC 7.

8

Morrem em combate em Moçambique 3 militares do BArt 7221.

9

Segundo os jornais, o Tribunal Plenário de Lisboa reunira na véspera «para iniciar o julgamento de um dos mais importantes processos relacionados com actos de terrorismo». Este processo, conhecido como «processo da ARA», Acção Revolucionária Armada, viria a ser o último julgamento político em Portugal. Tendo-se arrastado por várias sessões, virá a ter sessão marcada para o dia 25 de Abril, às 10 horas. Dos sete réus deste processo, quatro são ex-combatentes da guerra colonial. Há ainda um ex-oficial ranger e um filho dum oficial superior.

11

- Três alferes morrem em Angola devido a acidente.

- Morre em combate em Angola 1 militar da CCaç 5042.

- Morre em combate na Guiné 1 militar do PelCaç 65.

13

Morrem em combate em Moçambique 3 militares da CCaç 3472.

14

- Acção da FRELIMO na zona do Chimoio, no Centro de Moçambique, de que resultou a morte da mulher de um fazendeiro branco, facto que provoca larga agitação e protestos dos agricultores brancos da região.
- Spínola toma posse como Vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

15

- Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um da CArt 6254 e um da 3ª/BCaç 4516/73.

- Início das manifestações de colonos da Beira e Vila Pery contra o que consideram «passividade» das Forças Armadas perante o avanço da guerrilha em Moçambique.

16

- Morrem em combate em Angola 3 soldados pára-quedistas do BCP 21.

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares da 3ª/BCaç 19.

18

Morrem em combate em Moçambique 2 militares da CArt 7252.

19

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCmds 2040/72.

20

No aniversário da morte de Amílcar Cabral, o PAIGC flagela 20 localidades da Guiné.

21

- Primeira acção do PAIGC na cidade de Bissau, com lançamento de engenhos explosivos contra autocarros da Força Aérea, seguidos, uma semana depois, de dois outros engenhos do mesmo tipo num café da mesma cidade, frequentado por militares portugueses.
- O Movimento dos Capitães de Moçambique alerta a Coordenadora para o significado das manifestações da Beira e Vila Pery.

22

- Devido a acidente morrem em Moçambique 4 militares.

- Jorge Jardim define o planeamento para aplicação do Programa de Lusaka, admitindo o recurso ao «golpe de estado».

23

- Costa Gomes visita a Beira para se inteirar dos incidentes entre os colonos e as Forças Armadas.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 20.

24

A Polícia Marítima, comandada por Alpoim Calvão, e a DGS procedem à sabotagem de um navio panamiano, em escala por Lisboa, que transportaria explosivos destinados à FRELIMO.

26

Morre em combate na Guiné 1 militar do BCaç 4513/72.

27

Morrem em combate em Moçambique 2 militares da CCaç 4140.

28

Parte para Angola o BCaç 4214/73.

30

Morre em combate na Guiné 1 militar do BCav 8323/73.

31

- Morrem em combate em Angola 3 militares da CCaç 313.

- Marcelino dos Santos, Aristides Pereira e Luís Cabral rejeitam publicamente as teses federalistas de Spínola.

- Abatido na Guiné um Fiat G-91 por um míssil SAM-7.

- Um dos últimos relatórios da actividade da Comissão de Censura, referente a Janeiro de 1974, indica quase centena e meia de títulos retirados do mercado (proibidos) em apenas um mês.

- Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 98 mortos. Em acções de combate morreram 46 militares.

 

FEVEREIRO

?

- Agitação estudantil com greves e manifestações contra a guerra colonial.
- O PAIGC exerce pressão no leste da Guiné, sobre a guarnição de Canquelifá, que resiste apoiada no Batalhão de Comandos Africanos e dos Pára-quedistas.

2

Morrem em combate na Guiné 3 militares. Dois da CCaç 4944 e um da 2ª/BCaç 4512/72.

3

- Parte para Moçambique o BArt 6223/73.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 15.

5

- Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um soldado pára-quedista e um dos comandos.

- Chegada a Lisboa de Jorge Jardim para conversações com o Governo sobre uma proposta de resolução do problema de Moçambique, supostamente apoiada pelos dirigentes de alguns países africanos.

- Parte para Angola o BCaç 5015/73.

6

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 5012/72.

- Morre em combate na Guiné 1 militar do BCav 8323/73.

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um furriel da CArt 7256 e um cabo do BCaç 4811/72.

- O general Costa Gomes regressa de Moçambique com opiniões muito dramáticas em relação às condições em que os portugueses ali combatiam.

7

- Morre em combate em Moçambique o tenente-coronel Nuno Álvares Pereira do BArt 6220/72.

- Morrem em combate na Guiné 2 militares do BCaç 4514/72.

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 4212/73.

8

Morre em combate em Moçambique o alferes comando João José Nabais.

10

Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 4212/73.

11

Morre em combate na Guiné 1 militar do PelCaç 61.

12

- Morre em combate na Guiné 1 militar do BCaç 4616/73.

- O bispo de Nampula reclama à hierarquia moçambicana que se ofereça como intermediária para a resolução da guerra «por meios justos e pacíficos».

13

Restabelecimento de contactos entre a UNITA e a administração de Angola.

14

- Carta do Movimento dos Capitães da Guiné sobre a situação geral e a necessidade de se passar à acção contra o regime.
- Um relatório militar português atribui a Jorge Jardim a inspiração e organização das manifestações dos colonos contra as Forças Armadas.

- Seis militares da CPM 8245 morrem num acidente em Moçambique.

- Morre em combate em Angola 1 militar da 37ª CCmds.

15

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 3506.

18

- Parte para Angola BCav 8324/73.

- Morre em combate em Moçambique um furriel da CCaç 3497.

19

Morrem em combate na Guiné 2 militares da CCaç 4142.

21

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um da CCaç 2499 e um do BCP 31.

- Morre em combate em Angola 1 militar da CCmds 2047/73.

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 4944.

- Caetano desafia Costa Gomes e Spínola a tomarem o poder. Os dois generais recusam.

22

- Rebentamento de uma carga explosiva no Quartel-General do Exército de Bissau, tendo ficado ferido o segundo-comandante, acção reivindicada pelas BR-Brigadas Revolucionárias.
- Publicação do livro de António de Spínola, Portugal e o Futuro, em que contesta a política ultramarina portuguesa, defendendo autodeterminação dos territórios e o federalismo.

24

- Morrem em combate em Angola 6 militares do BCaç 4912.

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 14.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCmds.

- Parte para Moçambique o BCav 8422/73.

25

- Morrem em combate na Guiné 2 militares do BCaç 4514/72 e CCaç 4641.

- Cinco militares do Batalhão de Comandos morrem num acidente em Moçambique.

26

- Devido a acidente morrem em Moçambique 3 militares dos comandos.

- Rebentamento de uma bomba num café de Bissau.
- Em Moçambique a FRELIMO desenvolve 293 acções de combate durante o mês de Fevereiro.

28

Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 78 mortos. Em acções de combate morreram 37 militares.

 

MARÇO

?

Portugal negoceia secretamente com os Estados Unidos a compra de aviões F-5 e com Israel o fornecimento de mísseis.

1

Morre em combate na Guiné 1 militar do GAC 7.

2

Morre em combate na Guiné 1 militar do PelInt 9288.

3

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 3496.

4

Morrem em combate na Guiné 4 militares.

5

- Intervenção de Caetano na Assembleia Nacional, reafirmando a disposição de não ceder em África.
- A Assembleia aprova um voto de confiança na política de Marcello Caetano.
- O Movimento dos Capitães reúne-se em Cascais, onde aprova o embrião do futuro programa do Movimento das Forças Armadas.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BArt 7221.

6

- Os generais Kaúlza de Arriaga e Luz Cunha elaboram um plano para «pôr fim à subversão comunista no Exército».

- Morre em combate na Guiné 1 militar do ERec 8840.

7

- Morre em combate em Moçambique o alferes pára-quedista Domingos Tomé Costa do BCP 31.

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCav 8352.

- A eficiência com que os Pára-quedistas do BCP 31 cumpriram as missões, seria paga com a morte em combate de 39 pára-quedistas (31 praças, 6 sargentos e 2 oficiais).

- Devido a acidente morre em Moçambique o major da Força Aérea Fernando Santos Castelo.

8

- A hierarquia militar transfere quatro oficiais do Movimento dos Capitães para os Açores.

- Morrem em combate em Angola 4 militares. Dois da CCaç 206, um da CCaç 2046/74 e um da CCmds 2044/73.

- Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um furriel da CCaç 3547 e um soldado da CCav 8352.

9

- Morre em combate na Guiné 1 militar do BCaç 4516/73.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 18.

- O Governo decreta o estado de alerta em todas as unidades militares do país.

10

Morre em combate na Guiné 1 militar da 38ª CCmds.

11

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 6.

- Caetano pede a demissão ao Presidente da República, que não a aceita.

12

Kaúlza de Arriaga alerta Américo Tomás para a «gravidade da situação política e militar».

14

- Morre em combate na Guiné 1 militar do CTem.

- Os oficiais-generais declaram a sua lealdade ao Governo, em cerimónia na Assembleia Nacional. Costa Gomes e Spínola não estão presentes.

15

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 4811/72.

- Demissão de Costa Gomes e António de Spínola dos cargos de chefe e vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. O general Joaquim da Luz Cunha é o novo CEMGFA.

16

Às 04h00 da madrugada, uma coluna do Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha passa os portões do aquartelamento, comandada pelo capitão Armando Marques Ramos. Pretende executar um golpe militar, marchando sobre Lisboa e depondo o Governo. Apenas a três quilómetros da capital terá a noção de que se encontra isolada. Um precipitado e deficiente planeamento da acção leva ao seu fracasso, sendo presos quase duas centenas de militares - oficiais, sargentos e praças - entre os quais o tenente-coronel João de Almeida Bruno, majores Manuel Monge e António Casanova Ferreira e capitães Marques Ramos e Virgílio Varela. Constituiu, embora, um importante balão de ensaio para o 25 de Abril. Em comunicado o governo garante que «reina a ordem em todo o país».

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 5014/73.

17

- Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um furriel e um soldado.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 5014/73.

18

- Morre em combate na Guiné um furriel da CCaç 3545.

- Devido a acidente morre na Guiné o capitão José Mendes Correia do BCaç 4610/72.

20

O governo abre um crédito especial para compra de equipamento militar.

21

Morrem em combate na Guiné 3 soldados comandos.

22

Morrem em combate na Guiné 6 militares. Quatro são do ERec 8840.

24

- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício, envia a Londres, para conversações com o PAIGC, José Manuel Vilas-Boas.

- Última reunião clandestina da Comissão Coordenadora do MFA. O golpe é marcado para a semana de 20 a 27 de Abril.

25

Morrem em combate em Angola 4 militares do BCaç 4913/73.

26

- Morrem em combate em Angola 4 militares do BCaç 4910/72.

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 21.

27

Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 17.

28

- Um capitão, um alferes e duas praças da Força Aérea morrem num acidente em Angola.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da 1ª CCmds/74.

- Marcello Caetano, na última das suas «conversas em família», atribui a crise militar «aos estrangeiros desejosos de nos ver despojados do Ultramar».

31

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da 1ª CCmds/74.

- Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 91 mortos. Em acções de combate morreram 49 militares.

 

ABRIL

?

- O PAIGC mantém forte actividade em Guidage (Norte da Guiné) e em Guilege (Sul), com acções também em Jemberé, Caboxanque e Bedanda, tendo nesta última base portuguesa sido referenciadas viaturas blindadas.
- Disparo de um míssil antiaéreo contra um avião civil dos Transportes Aéreos da Guiné.
- Numa patrulha entre Ganturé-Tancroal, na Guiné, os fuzileiros sofrem uma emboscada na clareira de Jagali, de que resultou um morto e dois feridos.

1

Parte para a Guiné o BArt 6520/73.

2

- Parte para Angola o BCaç 4617/73.

- Morre em combate na Guiné 1 militar fuzileiro especial do DFE 22.

3

Morre em combate em Moçambique 1 militar do BArt 7220/72.

4

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 14.

- Carta da direcção do movimento de oficiais para as colónias, informando as respectivas comissões de que não deveriam tomar a iniciativa de qualquer acção.

7

Morre em combate na Guiné 1 militar do BCaç 4514/72.

8

Morre em combate em Moçambique um furriel da CCaç 4140.

9

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um do BCaç 4812/73 e um da CCaç 4153.

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 4517/73.

- Última acção armada das BR (Brigadas Revolucionárias), contra o navio Niassa, que se preparava para sair de Lisboa com tropas para a Guiné.

- Estima-se que cerca de 95% do material e pessoal destinado aos teatros de operações africanos foi transportado via marítima, tendo sido utilizados 21 paquetes da Marinha Mercante Nacional que, com o estatuto de navios do Estado, embarcaram oficiais da Armada como Capitães de Bandeira, e transportaram em viagens redondas, de 1961 a 1974, cerca de 600 mil homens.

10

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 3557.

11

- Primeira utilização, pela FRELIMO, de mísseis terra-ar SAM-7, obrigando um aparelho português a uma aterragem de emergência.

- Apresentação nas Nações Unidas do representante da Guiné-Bissau, Júlio Semedo.

- Parte para a Guiné o BCaç 4610/73.

13

Informação do movimento de oficiais da Guiné à comissão de Lisboa, de que está preparado para assumir a iniciativa do movimento, caso seja necessário.

14

Expulsão de Moçambique do bispo de Nampula, D. Manuel Vieira Pinto.

17

Jorge Jardim apresenta a Marcello Caetano o Programa de Lusaka; Caetano diz que ele foi «longe demais».

19

Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um pára-quedista do BCP 12 e um fuzileiro do DFE 1.

21

Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 4517/73.

22

Morrem em combate na Guiné 11 militares da CCaç 16.

23

- Morre em combate na Guiné 1 militar do BCaç 4610/73.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 4241.

24

Às 22.00h está reunido, no Regimento de Engenharia nº 1, na Pontinha, o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), com as presenças: - Major Otelo Saraiva de Carvalho - Capitão-Tenente Vítor Crespo - Major Sanches Osório - Ten-Cor. Garcia dos Santos - Ten-Cor. Fisher Lopes Pires Mais tarde, vindo de Tomar, juntar-se-ia o Major Hugo dos Santos. O Capitão Luís Macedo, oficial da unidade, garantia a segurança do Posto de Comando. Presente ainda o Major José Maria Azevedo dando apoio ao Posto de Comando.

25

- Passam vinte minutos da meia-noite quando pela voz do locutor Leite de Vasconcelos, da Rádio Renascença, ouve-se a primeira quadra da canção Grândola, Vila Morena, de José Afonso. Em Santarém, o capitão Salgueiro Maia manda acordar todo o pessoal. Às 6 da manhã está no Terreiro do Paço.

- Com papel destacado de Salgueiro Maia, o Movimento das Forças Armadas derruba o regime corporativista através de um golpe de Estado, abrindo caminho ao imediato fim da guerra em África, à descolonização e à democratização do país.

- Fica sem efeito a sessão do julgamento da ARA que estava marcada para as 10 horas no Tribunal Plenário de Lisboa. Em face dos acontecimentos históricos verificados nessa madrugada não foi possível à PIDE/DGS assegurar o transporte dos presos à Boa-Hora. Foi precisamente com esse fundamento – impossibilidade de fazer deslocar os réus ao tribunal, em virtude de ter ocorrido o Movimento das Forças Armadas – que o presidente do tribunal, Fernando Morgado Florindo, adiou sine die o julgamento. Os réus deste processo, bem como os demais presos políticos, viriam a ser libertados, nas próximas horas.

 

 



publicado por estrolabio às 18:00
editado por Luis Moreira às 02:56
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3 comentários:
De Correia da Silva a 8 de Outubro de 2014 às 20:01
A guerra do ultramar,ou colonial, terminou em 25 Abril 1974 ?
SANTA IGNORÂNCIA !!!!!!


De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2016 às 03:11
Nao terminou completamente em 1974...porque ainda em 1975 morreu um soldado cosinheiro e outros ficaram feridos.. por voluntariamente entregados numa coluna do MPLA.. quando foram atacados pela UNITA..


De Pedro Inácio a 30 de Maio de 2017 às 15:27
No dia 08/01/1974, faleceu o furriel Zeca Rachide, comandante dos G'Es 202, numa perseguição ao In próximo de Muirite. O In, nessa manhã, fez uma tentativa de golpe de mão ao destacamento de Muirite. Após retirada, foram perseguidos pelo grupo 202, acabando por falecer o Zeca, vítima da detonação de uma granada armadilhada.
O nome deste furriel não consta em qualquer listagem dos mortos em combate!


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