Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
Cronologia da Guerra Colonial- 1973 - 1/2 - por José Brandão

1973

 

JANEIRO

?

Revolta do Leste de dissidentes do MPLA, liderados por Daniel Chipenda contra a chefia de Agostinho Neto.

1

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 3572.

2

Morrem em combate em Moçambique 4 militares da CCaç 3310.

3

Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 17.

5

Morre em combate em Angola o capitão da Força Aérea Custódio Janeiro Santana.

6

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 3503.

8

Amílcar Cabral anuncia que o Estado da Guiné-Bissau será proclamado em 1973.

9

Morre em combate em Moçambique um furriel do BCaç 18.

10

Morre em combate na Guiné 1 militar pára-quedista do BCP 12.

11

O governo demite da Função Pública todos os funcionários que participaram na vigília da Capela do Rato.

13

- Marcelo Caetano numa «conversa em família» declara que «só temos um caminho, defender o Ultramar».
- O bispo de Tete comunica ao governador-geral de Moçambique a ocorrência dos massacres de Wiriyamu.

15

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 3501.

16

Morre em combate em Moçambique um alferes da CArt 3501.

17

A LUAR distribui um comunicado anunciando a prisão, em França, de Palma Inácio.

18

Morre em combate na Guiné 1 militar do BCaç 4610/72.

19

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 3506.

20

Assassínio de Amílcar Cabral em Conacri em operação de origem mal esclarecida na qual, entre outros, é também preso o Secretário-Geral do PAIGC, Aristides Pereira.

22

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 20.

- Morre em combate em Angola 1 militar da CCaç 3411.

25

- Parte para Angola a CCmds 2042/72.

- O deputado Francisco Sá Carneiro renuncia ao mandato, afirmando não poder prosseguir sem quebra da sua dignidade pessoal.

26

Parte para Angola o BCaç 4911/72.

27

- Condenação dos padres do Macúti a cinco e 20 meses de cadeia.

- Mensagem de exortação dos dirigentes do PAIGC aos combatentes, na sequência da morte de Amílcar Cabral, assinada por Aristides Pereira, Luís Cabral, Chico Mendes, Vítor Saúde Maria, Silvino da Luz e Paulo Correia.

- Assinatura, em Paris, do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Vietname.

- Devido a acidente morrem em Angola 5 militares da CCaç 112.

28

- Parte para Moçambique o BCaç 5011/72.

- Morrem em combate em Angola 4 militares da CCav 3486.

29

- O general Kaúlza de Arriaga em carta enviada ao ministro da Defesa, Sá Viana Rebelo, solicita o fornecimento de 150.000 minas antipessoais para Cahora Bassa e um milhão para interdição da fronteira norte, junto ao rio Rovuma.

- Num ponto de situação feito ao comandante-chefe, em Vila Cabral, foi referido que na zona do Niassa, em 1972, os guerrilheiros haviam realizado 412 acções, das quais 223 foram colocação de engenhos explosivos (54 por cento do total). Destas, 78 foram accionadas pelas forças portuguesas, que sofreram 43 mortos, 51 feridos graves e 151 feridos ligeiros.

31

Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 65 mortos. Em acções de combate morreram 23 militares.

 

FEVEREIRO

?

- Manifestações anticoloniais em Lisboa.

- Enviado pela DGS ao Tribunal Plenário a fim de ser julgado o processo em que são arguidos José Luís Saldanha Sanches e Maria José Morgado.

1

- Simpósio dedicado à memória de Amílcar Cabral em Conacri, com a presença de 680 delegados de vários países e organizações de todo o mundo.

- Morrem num acidente na Guiné 3 militares da 38ª CCmds.

2

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares da CCaç 3474.

- Morre em combate em Angola um alferes da 37ª CCmds.

3

Morre em combate em Moçambique 1 militar do BArt 7220/72.

4

Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 20.

5

Morre em combate em Angola 1 militar da CCaç 3413.

6

Parte para Angola o BCaç 4910/72.

7

- Morrem em combate na Guiné 2 fuzileiros especiais do DFE 22.

- Morrem em combate em Moçambique 4 militares. Dois são alferes da CCaç 3474.

8

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 3553.

11

Manifestantes reclamam na Beira a expulsão dos padres do Macúti.

12

- Morre em combate na Guiné 1 militar pára-quedista do BCP 12.

- O Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 21 é condecorado com a Medalha de Valor Militar - Ouro.

A competência e eficiência com que os Páras do BCP 21 cumpriram as missões atribuídas, de 1961 a 1974, seria paga com a morte em combate de 47 pára-quedistas (33 praças, 9 sargentos e 5 oficiais).

14

- Morre em combate em Moçambique um furriel do BCaç 15.

- Um documento militar atribui a Jorge Jardim a organização das manifestações de colonos na Beira.

15

- Morrem em combate na Guiné 2 militares da 3ª CCmdsAfric.

- Com base na orientação decorrente das directivas da referida comissão Interministerial, o Estado-Maior do Exército planeia e orienta a acção psicológica a desenvolver pelo Exército na Metrópole; e o Secretariado-Geral da Defesa Nacional, juntamente com o Ministério do Ultramar –  em directivas conjuntas – orienta a acção a desenvolver, no Ultramar. Esta actuação conjunta do Departamento da Defesa Nacional e do Ministério do Ultramar está bem exemplificada na Directiva Ministerial n.° 1 / 73, datada de 15 de Fevereiro de 1973, que é assinada simultaneamente pelo ministro da Defesa Nacional e pelo ministro do Ultramar.

16

Morre em combate na Guiné um alferes da 2ª CCmdsAfric.

17

- Devido a acidente morre em Angola o capitão José Lofregen Rodrigues da CCaç 3341.

- Morrem em combate em Moçambique 5 militares. Quatro são da CCaç de Tete. Um da CArt 7250.

18

- Parte para Moçambique o BCav 8420/72.

- Morre em combate em Angola 1 militar da CCaç 3435.

19

Parte para Angola o BCaç 4613/72.

20

- Morre em combate em Angola 1 alferes da 37ª CCmds.

- Morre em combate em Moçambique um furriel do CIGE.

23

- O general Spínola deixa de acreditar numa solução militar para o conflito da Guiné.

- Quatro militares da CCav 3517 morrem num acidente em Angola.

24

Morre em combate em Moçambique 1 militar do CIGE.

26

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 19.

- Morre em combate em Moçambique um alferes do BCaç 3867.

27

- Palma Inácio, recentemente preso em Paris pela polícia francesa, é posto em liberdade, por ordem judicial. O juiz alega insuficiência de provas que justifiquem a detenção.

- Em Lisboa ocorrem novas manifestações contra a política africana do Governo português.

- Greve contra os despedimentos, com ocupação dos locais de trabalho, na fábrica Gialco, no Porto.

- Miller Guerra discursa na AN (“Fim de uma participação política”), apresentando oralmente a sua renúncia ao mandato de deputado pela ANP. A sessão decorre com incidentes, pois o Presidente da Assembleia teve de interromper os trabalhos por alguns minutos. Por outro lado, Correia da Cunha discute violentamente com Henrique Tenreiro e Cazal Ribeiro, quase chegando a vias de facto com este último.

28

Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 84 mortos. Em acções de combate morreram 29 militares.

 

MARÇO

?

Os deputados Cazal Ribeiro e Reboredo e Silva pedem a pena de morte para «os terroristas».

1

Morrem em combate em Moçambique 4 militares. Dois são da CCaç 3551.

2

Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 20.

4

Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 18.

5

Morrem em combate em Angola 3 militares da CArt 3516.

6

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCav 3888.

- Carta de António de Spínola a Marcelo Caetano sobre a evolução da situação na Guiné e a necessidade de medidas de natureza política.

8

Morrem em combate em Angola 3 militares da CCaç 1305.

9

- Atentados das BR contra repartições militares em Lisboa.
- O PAIGC abate na Guiné os primeiros aviões portugueses utilizando mísseis terra-ar SAM-7.

10

- Parte para Angola o BCav 8321/72.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 7251.

13

Morrem em combate em Moçambique 2 militares da CCaç 1ª/BCaç 20.

14

Morrem em combate em Angola 2 militares do BCaç 3838.

16

- Criação da Organização da Mulher Moçambicana (OMM).
- A Rádio de Moçambique anuncia que dois aviões portugueses foram abatidos pela FRELIMO.

- Devido a explosão prematura de uma bomba morre em Moçambique o tenente da Força Aérea Emílio José Alves Lourenço com a destruição de um avião Fiat G-91.

- Parte para a Guiné o BCaç 4513/72.

17

Morre em combate em Moçambique um sargento da AB 8.

18

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 3503.

- Morre de doença em Angola o capitão-de-fragata José Januário Silva.

19

- Morre em combate na Guiné um furriel do BCaç 3883.

- Devido a acidente morrem 8 militares em Moçambique.

21

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CArt 6350.

- Morrem em combate em Moçambique 4 militares da CCav 3508.

- Eleições para as novas assembleias legislativas de Angola e Moçambique.

- É preso pela DGS, em Felgueiras, o padre Mário de Oliveira e detido em Caxias. A causa da detenção reside na homilia proferida em 1 de Janeiro, a propósito do Dia Mundial da Paz. É a segunda prisão deste sacerdote.

- Rui Patrício, ministro dos Negócios. Estrangeiros, visita Angola, Moçambique, Africa do Sul e Suazilândia.

- São condenados mais oito militantes políticos anti-governamentais.

23

Morre em combate na Guiné um furriel da 2ª CCmdsAfric.

24

Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um soldado da CCav 2560 e um furriel do BCP 31.

25

- Morre em combate em Angola 1 militar do RI20.

- Morre em combate em Moçambique um alferes da CArt 7250.

- Primeira utilização dos mísseis terra-ar Strella pelo PAIGC, responsáveis pela queda de um Fiat G-91, sobre Guileje, pilotado pelo tenente Pessoa.

- Parte para Moçambique o BCaç 4811/72.

26

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 3469.

28

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da 7ª CCmds.

- Na Guiné, um Fiat G-91 foi atingido, em Medina do Boé, tendo explodido e morrido o piloto, o tenente-coronel piloto-aviador José Fernando de Almeida Brito. A outra aeronave que com ele fazia parelha também foi flagelada, mas conseguiu escapar.

31

- A Conferência Episcopal de Moçambique escreve ao governador-geral denunciando os massacres de Wiriyamu.

- Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 88 mortos. Em acções de combate morreram 35 militares.

 

ABRIL

1

- Na Guiné o PAIGC continua as acções antiaéreas, durante uma semana. Um DO-27 é flagelado com lança-foguetes RPG, um helicóptero AL III flagelado com tiros de armas ligeiras em Guileje, um T-6 abatido por arma desconhecida na região de Binta/Guidage (despenhou-se o piloto morreu), um DO-27 abatido em Binta/Guidage (morte do piloto e passageiro, um major do exército) e um DO-27 flagelado em Talicó sem consequências.

3

-O governador-geral de Moçambique responde à Conferência Episcopal dizendo que «está a decorrer um inquérito» sobre os massacres.

- Manifestação de estudantes desde Sete Rios até Benfica, sendo pintadas frases antigovernamentais nas paredes e apedrejados cinco estabelecimentos bancários.

- Parte para a Guiné o BCaç 4514/72.

4

- A visita de Marcelo Caetano a Londres é aproveitada pela imprensa britânica para denunciar os massacres do colonialismo português em Wiriyamu.
- Inicia-se (e decorre até dia 8) o III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro. A Declaração Final do Congresso, aprovada na sessão de encerramento, conclui que “os objectivos imediatos, possíveis de atingir através acção unida das forças democráticas, são: fim da guerra colonial; luta contra o poder absoluto do capital monopolista; conquista das liberdades democráticas”.

6

- Morrem em combate na Guiné o major Jaime Frederico Mariz Alves Martins, um alferes do COP – Comando Operacional 3 e um 1º sargento da CCaç 19.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da 6ª CCmdsMOÇ.

- Atentados das BR contra repartições militares do Porto.
- Em confissão do próprio comando chefe o apoio aéreo no TO [território operacional] da Guiné sofreu grandes limitações impostas pelo aparecimento de foguetes antiaéreos eficazes, utilizados pelo inimigo.

7

- Morre em combate em Angola 1 militar da CCaç 3535.

- Morre em combate em Moçambique um furriel da CCav 3559.

8

- Devido a acidente morre na Guiné o major Rolando Borges Filipe.

- Carga policial sobre uma romagem, de várias dezenas de pessoas, à campa de Mário Sacramento, em Aveiro.

10

- Morre em combate na Guiné 1 militar pára-quedista do BCP 12.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 4241.

- Parte para Angola o BCaç 4211/72.

14

Morre em combate na Guiné 1 militar pára-quedista do BCP 12.

15

Morrem em combate em Moçambique 2 militares da CCaç Milange.

16

Morrem em combate em Moçambique 3 militares. Dois do BArt 6220/72 e um da 3ª CTpts.

17

Morre em combate na Guiné um sargento da CArt 3521.

19

- Morre em combate na Guiné 1 militar do BCav 8320/72.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BArt 6220/72.

- Parte para Moçambique o BArt 6221/72.

- Nos arredores de Bona, nas instalações da Fundação Friederich Ebert, vinte e sete socialistas portugueses decidem, por maioria de 2/3, transformar a ASP em Partido Socialista. A decisão é tomada tendo em conta “os superiores interesses da Pátria, a actual estrutura e dimensão do movimento, as exigências concretas do presente e a necessidade de dinamizar os militantes para as grandes tarefas do futuro”.

20

Morrem em combate em Moçambique 4 militares da CCaç 4243.

21

- Morrem em combate em Moçambique 3 militares da CCaç 3570.

- A edição do novo semanário Expresso insere um artigo da autoria do seu director, Pinto Balsemão, intitulado “Uma terceira força”, que o autor qualifica de “uma nova força política”. Refere que é tarde para desprezá-la ou ignorá-la, pois é constituída por “muitos milhares de pessoas colocadas em pontos estratégicos nas decisões a tomar sobre o futuro e o presente de Portugal”.

23

Parte para Angolao BCaç 5012/72.

26

Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 3460.

27

Na Guiné, como se refere no COP 5, foi determinado o cancelamento de evacuações a partir de Guileje e Gadamael. O apoio de fogos aéreos às forças terrestres sofreu também, a partir da mesma altura, fortes restrições.

29

Rebentamento de petardos em diversas localidades do país, espalhando panfletos «por um 1º de Maio de combate», contra «o colonialismo e a guerra colonial».

30

- Em nota, a DGS informa que explodiram engenhos em lugares públicos de Águeda, Vila Franca de Xira, Moita, Baixa da Banheira, Seixal, Cacilhas, Cova da Piedade, Grândola, Barreiro, Vila Real de Santo António, Olhão, Portimão, Faro, Setúbal, Porto e Lisboa, espalhando manifestos que convidavam a população a aderir a paralisações, greves, manifestações no 1º de Maio.

- A DGS efectua dezenas de prisões na Porto.

- O Gabinete do Governador-Geral de Moçambique distribui uma nota sobre as circunstâncias em que faleceu, em Dezembro de 1972, o pastor Zedequias Manganhela, detido pela DGS. Segundo a versão oficial a “morte foi devida a enforcamento e à acção do próprio detido”.

- Morre em combate em Moçambique um sargento da CArt 3557.

- Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 54 mortos. Em acções de combate morreram 26 militares.

 

MAIO

?

- O general Spínola, comandante-chefe na Guiné, resumia a situação do armamento das forças portuguesas, quer no aspecto quantitativo quer qualitativo, no que se referia fundamentalmente às chamadas “armas de apoio”, que tinham atingido o ponto crítico e tornava-se indispensável rever com urgência o problema.

- Início do ataque do PAIGC ao quartel de Guidage, no Norte da Guiné. Na operação de auxílio, reabastecimento e contra-ofensiva, (na qual participou a CCav 3420, de que era comandante o capitão Salgueiro Maia), e que durou de 8 de Maio a 8 de Junho de 1973, as forças portuguesas tiveram 39 mortos e 122 feridos. Pelo menos seis viaturas militares de vários tipos foram destruídas e foram abatidos três aviões (um T-6 e dois DO-27). Só a unidade de Guidage contabilizou sete mortos e 30 feridos, todos militares. Nos cerca de 20 dias que ficou cercada, Guidage esteve sujeita a 43 ataques com foguetões de 122mm, artilharia e morteiros. Todos os edifícios do quartel foram danificados. A unidade, que, no conjunto, teve mais mortos foi o Batalhão de Comandos: dez. Sofreu ainda 22 feridos, quase todos graves, e três desaparecidos.

1

- Atentado das BR contra o Ministério das Corporações, na Praça de Londres, em Lisboa.

- Morrem em combate em Moçambique 3 militares da CCaç 3466.

- Parte para Angola o BArt 6320/72.

2

Nove militares morrem num acidente em Moçambique. Sete são da Força Aérea.

3

Recontros entre tropas portuguesas e do Malawi junto à fronteira com Moçambique.

5

- Morrem em combate na Guiné 4 militares da CCav 8353.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 4243.

8

O isolamento aéreo de Guidaje acentuou-se em 8 de Maio, quando uma coluna que partira de Farim, escoltada por forças do Batalhão de Caçadores 4512/72, accionou uma mina anticarro e foi emboscada, sofrendo 12 feridos.

9

- Em 9 de Maio, a mesma força foi de novo emboscada, mantendo-se o contacto durante quatro horas. A coluna portuguesa sofreu mais quatro mortos, oito feridos graves, dez feridos ligeiros e quatro viaturas destruídas, deslocando-se então para Binta, em vez de subir para Guidaje.

- Morrem em combate na Guiné 5 militares. Dois da CCaç 14, dois do BCaç 4512/72 3 um CCav 3568.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 3497.

10

- Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um da 2ª/BCaç 4512/72 e um da CCaç 19.

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um da 1ª/BCaç 14 e um da CCav 3560.

- Em 10 de Maio, no deslocamento de Binta para Guidaje, o conjunto de unidades envolvidas, sob o comando do comandante do batalhão de Farim, sofreu mais um morto e dois feridos e encontrou a picada cortada por abatises. Entretanto, as forças da CCaç 19 saídas de Guidaje para proteger o itinerário na sua zona de acção, tiveram cinco contactos, sofrendo oito mortos e nove feridos.

11

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 7253.

12

- Morrem em combate na Guiné 8 militares. Quatro são da CCaç 19.

- Em 12 de Maio, chegou a Guidaje uma coluna de reabastecimentos constituída pelos destacamentos de fuzileiros especiais 3 e 4. Em 15, no regresso a Farim, accionaram duas minas e sofreram dois feridos graves e, numa emboscada entre Guidaje e Binta, cinco feridos.

13

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 4613/72.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da 3ªCTpts.

14

- Uma coluna que entretanto saiu de Binta alcançou Guidaje no mesmo dia. Contudo, em 19, no regresso, accionou várias minas e sofreu emboscada violenta. Teve um morto e sete feridos, esgotou as munições e regressou a Guidaje.

- Morrem em combate na Guiné 2 militares da 3ª/BArt 6521/72.

- Parte para Angola o BCav 8322/72.

15

- Numa reunião de comandos militares realizada em Bissau, Spínola referia-se à Guiné como a entrada num novo patamar da guerra, o que impunha o reequacionamento do trinómio missão-inimigo-meios. Era visível a precariedade dos meios para enfrentar a situação, que considerava crítica pelas perspectivas da evolução que se desenhava.
- Eleições para as assembleias legislativas nas colónias.

- Morre em combate na Guiné 1 militar do BEng 447.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar pára-quedista do BCP 32.

16

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 3.

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um do BCaç 3842 e um do BArt 3876.

17

Início da Operação "Ametista Real", em que o Batalhão de Comandos da Guiné, sob comando do major Almeida Bruno, assalta a base de Kumbamory, do PAIGC, situada em território do Senegal. 450 homens do Batalhão de Comandos Africanos embarcam em lanchas da Marinha e sobem o rio Cachéu até Bigene, onde chegam ao pôr-do-sol. O assalto à base do PAIGC custará ao Batalhão de Comandos Africanos 25 mortos e 23 feridos graves. O combate prolongou-se por longas quatro horas. O campo dos guerrilheiros foi arrasado. Foram destruídos 22 depósitos de munições. O ataque fez 67 mortos, entre eles dois médicos cubanos e soldados mauritanos e senegaleses.

18

- Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um cabo da CCav 8350 e um soldado da CCav 8351.

- Início da Operação “Amílcar Cabral” realizada por forças do PAIGC contra o quartel de Guilege, no sul da Guiné. Este ataque foi conjugado com outro a Guidage, pretendendo o PAIGC isolar as guarnições de fronteira.

19

- O principal objectivo da Operação “Ametista Real” foi a libertação do aquartelamento português em Guidage – que estava cercado por 700 guerrilheiros do PAIGC. O cerco era alimentado a partir de Kumbamory. Destruída esta base, a pressão sobre Guidage foi aliviada e isso permitiu render a guarnição exausta e recuperar a iniciativa da guerra no Norte da Guiné.

- Morrem em combate na Guiné 10 militares dos comandos. Dois alferes e oito soldados.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar pára-quedista do BCP 32.

20

Morre em combate em Moçambique 1 militar da CArt 7254.

21

- Morrem em combate na Guiné 6 militares. Quatro são da CArt 3567, um da CCaç 16 e um da CCaç 4743.

- Morrem em combate em Angola 2 militares da CCaç 4211/72.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CTpts 3577.

- Parte para Angola a CCmds 2044/73.

- Ao mesmo tempo que o comandante-chefe, General Spínola, conseguiu sacudir a pressão que a poderosa ponta tenaz do PAIGC exercia sobre o Norte da Guiné, a Sul a outra ponta da tenaz apertava o aquartelamento português de Guileje, mesma em cima da linha de fronteira com a Guiné-Conacri. A guarnição de Guileje passava agora por grandes dificuldades. Os militares portugueses vivem protegidos em buracos.

- Às 14h15 é recebida em Gadamael a última mensagem de Guileje: "Estamos cercados de todos os lados." Seguiu-se o silenciamento das comunicações de e com o quartel.

22

- Retirada da guarnição portuguesa do quartel de Guilege, no sul da Guiné, para Gadamael-Porto. O PAIGC fez deslocar para Guileje uma considerável força de combate constituída por cerca de 600 guerrilheiros e unidades de artilharia pesada. Objectivo: tomar a posição portuguesa. A ofensiva, com o nome de código de ‘Operação Amílcar Cabral, foi coroada de êxito. O major Coutinho de Lima, contrariando ordens de Spínola, retirou para Gadamael. Foi preso.

- Morre em combate em Angola um furriel da 36ª CCmds.

23

- Nesta data, saiu uma coluna de Binta para Guidaje protegida por uma companhia de pára-quedistas. A coluna regressou ao ponto de partida, porque a picada estava minada em profundidade, e a companhia de pára-quedistas, apesar de ter sofrido violenta emboscada feita por um grupo de cerca de 70 elementos, que lhe causou vários mortos, chegou a Guidaje.

- Morrem em combate na Guiné 5 militares. Três são pára-quedistas do BCP 12.

- Morrem num acidente em Moçambique 3 militares do BArt 6221/72.

24

- Morrem num acidente em Moçambique 8 militares do BArt 6221/72.

- Morre em combate na Guiné 1 militar do ERec 3432.

25

- Morrem em combate na Guiné 4 militares da CCaç 3518.

- O Chefe do Estado-Maior General, Costa Gomes, visita a Guiné.

26

- Em nota, a DGS comunica o envio para o Tribunal Criminal de Lisboa de um processo-crime em que são arguidos oito indivíduos, que teriam estado implicados em vários atentados bombistas cometidos pela ARA.

- Morre em combate na Guiné um furriel da CCaç 19.

29

- Foi organizada uma grande operação para reabastecer Guidaje. Constituíram-se quatro agrupamentos com efectivos de companhia em Binta e dois agrupamentos em Guidaje, estes para apoiar a progressão na parte final do itinerário. A coluna alcançou Guidaje nesse dia, tendo sofrido dois mortos e vários feridos.

- Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um da 2ª/BCaç 4512/72 e um da CCaç 3414.

30

Morre em combate na Guiné 1 militar pára-quedista do BCP 12.

31

- Morre em combate em Angola 1 militar da CCaç 3439.

- Agravamento da situação em Gadamael-Porto, em consequência da pressão militar do PAIGC e da retirada da guarnição de Guilege.
- Durante o mês de Maio o PAIGC realizou 166 ataques a posições militares portuguesas, 36 emboscadas, 12 ataques contra aeronaves, um contra embarcações e implantado 105 minas, das quais 66 foram accionadas por militares portugueses. As forças portuguesas sofreram 63 mortos, 269 feridos e um prisioneiro, segundo afirma o PAIGC.

- Segundo números oficiais das Forças Armadas Portuguesas, entre 13 e 27 de Maio morreram 38 soldados, 155 foram feridos na frente sul da guerra e em todo o primeiro semestre de 1973 foram registadas 135 mortes de militares portugueses em território guineense.

- Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 123 mortos. Em acções de combate morreram 77 militares.

 

JUNHO

?

O governo rejeita a proposta de Kaúlza de Arriaga para a criação de um comando militar único em Angola e Moçambique.

1

- Morrem em combate na Guiné 7 militares. Três do GAC 7 e dois da CCav 8350.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 3552.

- Inicia-se, no Porto, o Congresso dos Combatentes do Ultramar, que se propõe “combater tudo quanto ameace a unidade e grandeza de Portugal”. Pelas suas características extremamente conservadoras é contestado por cerca de 400 oficiais das Forças Armadas, que afirmam expressamente não lhe reconhecer representatividade.

- Na Guiné a CCaç 3520, de Cacine, transmitiu a seguinte mensagem para o quartel-general em Bissau: "Informo Gadamael Porto destruído. Feridos e mortos confirmados. Pessoal daquele fugiu para o mato. Solicito providências e instruções concretas acerca procedimento desta." De imediato, Bissau determinou que tropas pára-quedistas, que se encontravam em Cufar, seguissem para Gadamael.

2

- Morrem em combate em Angola 3 fuzileiros da CF 1.

- Bissau manda para Gadamael mais uma companhia de pára-quedistas de reforço, juntamente com um pelotão de artilharia com obuses de 14 cm. O comando do COP 5 passou para o major pára-quedista Pessoa.

3

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 4743.

- O governo holandês anuncia que vai apoiar programas de educação e saúde dos movimentos nacionalistas das colónias portuguesas.
- Flagelações continuadas, por dois dias, a Gadamael (mais de 200 rebentamentos) pelo PAIGC, com morteiros de 120 e canhões sem recuo. As mensagens consultadas assinalam, pelo menos, a existência de seis mortos e oito feridos nesses dias e a perda de três espingardas G-3 e um rádio AVP 1.

- Morrem em combate em Moçambique 10 militares. Oito são da CCaç 3497.

4

- O general Costa Gomes de visita à Guiné, onde afirma que a sua defesa militar era possível.

- Morrem em combate na Guiné 5 militares da CCav 8350. Um alferes, um furriel e três soldados.
- A agência Cablo Press, de Roma, publica o texto integral do relatório dos missionários sobre os massacres de Wiriyamu.

5

Morrem em combate na Guiné 2 militares. Um do PelCaç 57 e um da 1ª/BCaç 4512/72.

8

Guidaje sofreu, entre o dia 8 e o dia 29 de Junho, 43 flagelações com artilharia, foguetões e morteiros. Logo no dia 8 esteve debaixo de fogo por cinco vezes, num total de duas horas, em 9 sofreu quatro ataques, em 10 três, e até ao final todos os dias foi atacada. No total dos 43 ataques, a guarnição de Guidaje sofreu sete mortos, 30 feridos militares e 15 entre a população civil. Foram causados estragos em todos os edifícios do quartel.

9

A arquitecta Helena Roseta é presa e posta em liberdade no mesmo dia com caução de 5000$00.

10

Américo Tomás ameaça os que criticam a política de guerra, afirmando que não hesitará em «expulsar os vendilhões da Pátria».

12

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCav 8321/72.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar da CCaç 3467.

13

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BArt 6220/72.

- Em nota divulgada na Imprensa, a DGS informa que “finda a instrução preparatória foi enviado ao Tribunal Plenário do Porto o processo em que o pároco da freguesia de Macieira de Lixa, padre Mário de Oliveira, é arguido de vários crimes contra a segurança do Estado cometidos com abusos das funções religiosas. Deduzida a respectiva acusação, encontra-se pronunciado sem admissão de caução continuando, por isso, preso na cadeia de Caxias, mas agora à ordem do Tribunal”.

14

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 5012/72.

- Morrem em combate na Guiné 5 militares. Quatro da CCaç 3546 e um do PelCaç 65.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BArt 6220/72.

15

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 19.

- Face ao aumento do potencial relativo de combate por parte do PAIGC, Spínola envia um memorando ao Secretário-Geral da Defesa Nacional em que solicitava reforço de material e pessoal do Exército, Força Aérea e Marinha.
- O Supremo Tribunal Militar confirma as condenações dos padres do Macúti.

16

Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um do BArt 7220/72 e um da CCaç 15.

17

Morrem em combate em Moçambique 4 militares. Dois da CArt 3506, um da CCaç 3554 e um da CCaç Mocímboa da Praia.

18

Morrem em combate em Moçambique 3 militares do BArt 7220/72.

19

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCaç 4613/72.

- Morrem em combate em Moçambique 2 militares. Um do ECav 1 e um da CCaç Vila Gouveia.

21

- Morre em combate na Guiné 1 militar da CCaç 4540.

- Morre em combate em Angola 1 militar do BCav 8321/72.

- Morre em combate em Moçambique 1 militar do BArt 6221/72.

- Parte para Moçambique a CCmds 2043/72.

25

Morre em combate em Moçambique 1 militar do BCaç 14.

27

- Manifestações de trabalhadores bancários em Lisboa.

- Formam-se as Comissões de Base Socialistas.

- É anunciado que o 2° Tribunal Militar Territorial de Lisboa vai apreciar o caso do assassínio do estudante Ribeiro Santos, ocorrido em 12 de Outubro do ano passado, no ISCEF. O cometimento do processo ao Tribunal Militar deve-se à legislação que mandou tornar extensiva aos funcionários da DGS a jurisdição militar.

- As condições de detenção, busca do domicílio, instrução do processo, isolamento e condicionamento psíquico são denunciadas em conferência de Imprensa, organizada pela Liga Belga para a Defesa dos Direitos do Homem e pela Comissão de Apoio aos Presos Políticos em Bruxelas.

30

Durante este mês as baixas nas forças portuguesas totalizaram 82 mortos. Em acções de combate morreram 56 militares.



publicado por estrolabio às 18:00
editado por Carlos Loures em 04/02/2011 às 23:05
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4 comentários:
De antonio almeida a 9 de Maio de 2013 às 23:51
Informa o autor que no dia 06/02/1973, parte para Angola o Batalhão de Caçadores 4910/72.

Temos aqui um erro de "palmatória" ou seja o batalhão é de 72 e só embarca em 1973? Tanto quanto sei os digitos depois da barra indicam o ano do início da comissão.

Por outro lado tenho a dizer que pertenci ao Batalhão 4910/72 e o embarque em Lisboa foi feito em duas levas, sendo que a última desembarcou em Luanda a 20 de Agosto de 1972.


De Anónimo a 8 de Julho de 2013 às 00:21
Quem embarcou para Angola no dia 06/02/1973 foi a CCS do Batalhão de Caçadores 4210.


De Antonio Almeida a 8 de Julho de 2013 às 11:28
Confirmado o erro e esclarecida a Unidade que embarcou na referida data, só falta corrigir a informação.

Cumprimentos
Antonio Almeida


De José Baltazar a 8 de Maio de 2017 às 03:01
Sou do Bat. Caç. 4613/72 que foi para Angola em finais de Fevereiro de 1973. O Batalhão foi formado em 1972. A comissão só começou em 1973.


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