Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (20)
(Continuação)

Com todo, a minha mulher tinha que tratar da casa, das compras, de comidas, da roupa, limpar a casa e não estava habituada. A pouco e pouco a sua saúde ficava em baixo. Especialmente porque a nossa casa era visitada por uma série de amigos meus ingleses da Universidade de Cambridge, entre os quais assistia muito a minha amiga, Professora Doutora Caroline Humphrey , essa amiga e colega que me dissera um dia, ao acabar a defessa da minha tese e eu comunicar a ela que John Davis e Ray Abrahams tinham aprovado o meu debate e até me tinham convidado a almoçar por pensar que a minha tese era melhor do que boa, de imediato respondeu: “Right, Rául ( à laia inglesa de pronunciar o meu nome próprio), now, is my turn to defend your thesis at the Faculty’s Committee”. O meu texto foi aprovado pelos sete júris, referidos por mim antes, que examinam a tese. A defessa é apenas uma formalidade para entender se a tese3 era feita por mim ou por outro. As questões eram mais para saber como tinha descoberto certos factos, como tinha tido a ideia que aparecia no texto para os defender, as estatísticas usadas, como tinha sido o meu trabalho de campo, já inspeccionado por Milan Stuchlick, e sabido por Jack Goody, e outras normas que eram para mi, um terror, que não podia transmitir aos membros da casa. Vivi dois meses de espera, até que chegou uma carta da Universidade para referir que era requerido no Secretariado da Faculdade para saber o resultado da aprovação, ou não, da minha tese. Eu tinha passado por situações semelhantes no Chile, no campo de concentração: era libertado, mas dia sim, um dia não, era reclamado por bando para me apresentar, mais uma vez, ao famoso Regimento! A situação era semelhante....as minhas mãos suavam!, uma pessoa perde a confiança em si, ao sermos tão metralhados no nível académico, especialmente ao saber que, até esse dia, nenhum latino-americano tinha, ainda, passado uma prova dessas em Cambridge. Desde esse dia, é que ainda fica em mim o terror de ser julgado! Em silêncio, para não alarmar a casa, fui ao gabinete da Senhora Secretária da Faculdade, não conseguia encontrar a carta, e eu, calmo, ia ai ficando calado, até a encontrar e, como manda o Regulamento, ler-me a opinião da Universidade: a minha tese tinha sido aprovada por unanimidade em todos os júris pelos quais tinha passado, ou tinha sido auferida! Tal como no Regimento, ao não ser fuzilado, fiquei sem rumo, não sabia o que fazer, excepto continuar o trabalho!

Mas, não era o trabalho aprovado pela Universidade o que mais me animava. Estava habituado a escrever de manhã à noite, em casa, com pausa ao meio dia. Camila, pequena como era, dois anos de idade, sem Play Group ainda, ao ouvir que a minha máquina deixava de bater, ficava sentada à entrada da porta do meu estudo, a espera de eu acabar. Eu sabia e adorava ver entrar essa filha, por mim denominada a minha salchichera, por ter, como a sua mãe, as bochechas vermelhas! E entrava a rir, cantar, saltar de sítio em sítio do meu imenso estudo da nossa casa de Bateman Street, de um sofá a outro, a cantar e rir! Era o prazer de todas as manhãs, era a minha alegria quotidiana! Era quando pedia ouvir a música do Dad, essa que ela gostava por ser a que eu mais ouvia, Beethoven, Mozart, Rimsky-Korsakov, especialmente, por ser a música do seu pai, como já contara antes, dançada por elas à noite, quando Paula voltava de St Paul’s, lanchavam, viam a TV para crianças, uma hora apenas, e, a seguir, preparar a noite com jantar cedo e leitura de histórias de Tolkien, até elas adormecerem. Um lar certo e seguro, com sofrimentos que, ainda, conseguíamos aceitar.

O meu tempo era dividido entre trabalhos domésticos, para aliviar a responsabilidade doméstica da mãe das minhas filhas, habituada como estava desde nova, a ser servida e atendida pelas pessoas empregadas para trabalhar em casa, muito barato, no Chile de ontem. Gloria era muito sensível e amável e dizia sempre, ao acordar da sesta do Chile de ontem: “Eliana, seria tan amable de traerme mis onces en una bandeja para la cama?”, não com voz de mando, mas quase uma voz de súplica e má consciência. Não porque tiver má consciência, apenas por ser amável com o pessoal de casa. Tentei, de várias maneiras, de substituir essa perca de hábitos e, aos Domingos, levava o pequeno almoço para nós todos à cama, de manhã cedo, uma travessa imensa com ovos mexidos, rins cozidos, torradas com manteiga, queijo e outras iguarias, que devorávamos, para depois, irmos passear entre Cambridge e Granchester. Passeio habitual e já detalhado em páginas anteriores, mas passeio que começou a ser pesado para a minha mulher, por causa de sofrer de problemas na coluna vertebral. Precisava andar de bicicleta para se apoiar e o nossos passeio passou a ser em bicicleta.

Tentei ser um pai avisado e ensinei as duas a andar de bicicleta, o veiculo mais usado em Cambridge, como na Holanda, onde a nossa filha mais velha mora. Não foi uma premonição, foi apenas uma ideia, que foi muito sabida, sem saber o futuro das pequenas. O primeiro foi enviar a Paula, após ter aprendido andar em bicicleta ela só, a aulas de ciclismo, ministradas pelo Council ou Concelho de Cambridge. Havia imensos turistas, Cambridge era uma cidade muito visitada por estrangeiros, habituados a andar de bicicleta nos parques e nas ruas sem trânsito. O que significava que andavam nos passeios, ou paravam para conversar com outros, apoiados na bicicleta nos passeios, andavam entre os carros e corriam a grande velocidade. Não sabiam que havia regras para o trânsito das bicicletas na cidade. Foi para nos defender, que o Council ditou um regulamento, de factos muito conhecidos por nós: fazer sinais de virar à direita ou esquerda, de que se ia em frente, de que se ia deter, com o braço colocado abaixo, um Código conhecido por todos nos os habitantes da cidade, que ainda não havia em outras, excepto o caso da Holanda, da Catalunha, na Espanha, como em todos os países da Europa do Norte, onde o carro é usado apenas para passear ou se deslocar a sítios longínquos. Até esse dia das aulas, eu levava de bicicleta às duas pequenas: uma Paula, no selim de trás e Camila, num selim adequado para a sua idade, como tenho referido num texto meu, editado pela Associação de Jogos Tradicionais da Guarda no qual relato esta história, contada em nota de rodapé.

Abel Caballero deixava Cambridge, acabada a sua tese, de imenso sucesso, e deixou para nós uma bicicleta Raleigh! Usada pela sua mulher Cristina. Fiquei agradecido e passou a ser a de Paula: era adequada e conveniente, especialmente pelo preço da mesma no mercado: muito cara! Camila herdou a de Paula, uma pequena oferecida a nós por esse amigo já mencionado, Paul Beedle, a bicicleta da infância da sua mulher Fiona. Fomos especialmente a casa dos pais de Fiona, tivemos um lindo chá as 4 da tarde, e ficamos com a bicicleta. Os desgarros de Camila começaram! Queria ir sempre ao pé ou em frente de Paula, como tinha sempre sido na bicicleta da mãe ou do pai. Se viro a minha cabeça para a esquerda da minha Secretária, no meu estudo da Parede, onde escrevo este livro, posso ver a foto tirada a nós pelo nosso cunhado Miguel amante da fotografia e exilado como nós, de Gloria na sua bicicleta com a pequena filha deles, Miguel e Blanquita, Alejandra, outra pequena cheia de mimos como Camila, no selim de trás, Paula, na de Fiona e eu com Kamella no seu selim da minha bicicleta. Fotos que adoro ter, sinto a família ao pé de mim! Bom, o problema foi resolvido ao separar os passeios: Gloria ia ao pé da, já nesse tempo, bicicleta de Camila, enquanto eu acompanhava a Paula. Essa Paula que, no dia do exame do regulamento de bicicletas, nem queria ir connosco, queria ir só. Temidos, a deixamos, era o que ela queria e as crianças, ou som respeitados, ou, como já tenho exprimido, são colonizadas por nós. Colonizadas, por causa de ditar leis e decretos a uma pequena já muito racional, mas dominada, se era sempre acompanhada, pelos pais galinhas que nós éramos....Os passeios em bicicleta passaram a ser um tormento, especialmente quando Gloria tomava partido por uma ou outra. Como homem patriarcal que sempre fui, mandava a Paula ir em frente só e eu ficava ao pé delas: Gloria e Camila. O problema foi resolvido por Paula: nunca mais saia de bicicleta com nós, saia com a sua amiga da alma, uma das gémeas Reid, Helen, como tem sido contado a mim ao telefone pela própria nossa filha Paula. Era parte do começo do fim da pequena família, como é natural: os filhos crescem e procuram as suas alternativas, especialmente se entre os pais há debates e disputas ou desencontros, como começou a acontecer entre nós. No entanto, hoje é bem melhor do que ontem, pelo que estou agradecido: as filhas preocupam-se com os pais, nós, os pais, entendemo-nos um com o outro, por sermos pais das mesmas filhas, avó e avô dos mesmos netos, sogros dos mesmos homens das, hoje crescidas e brilhantes filhas, genros brilhantes e queridos, interessados em nós, como digo num texto escrito por mim e dedicado a Camila e os eu homem, Felix Ilsley, bem como os dedicados a Paula e o pai dos seus filhos, Cristan van Emden, pais dessa lindas crianças, que. as tantas, vão falando connosco, Tomas Mauro e Maira Rose. Bem queria eu que tivessem um I no meio, mas....a lei e o produto, é deles, nada para nós dizer ou comentar. Penso que a família perde-se de outra maneira, quando há raiva entre os adultos, como foi no tempo da doença e depressão, muito razoável, de Gloria. Neste dias, Gloria é a mais razoável: não telefona, espera que as filhas liguem. Eu, pai galinha como tenho ficado, vou falando, falando, até elas já nada mais querer saber de mim! Os pais podemos, facilmente, destruir a família, sem querer. O nosso dever é dar e dar, ou, pelo menos, é o que eu penso e faço....e , de certeza, faço mal! Assim, perco a pequena família...
A vida académica é um labirinto de paixões. Um labirinto no qual queremos avançar e ir sempre em frente.

 A vida académica em todos os sítios é uma espinha que corte a afectividade e vai deixando a afectividade em segundo lugar. A minha filha Paula disse-me um dia, nos sues 8 anos: “Dad you are always busy, you do not have time for us, you never go out or take us to the cinema” A verdade era que eu pensava que fazia o melhor ao trabalhar na minha carreira para poder manter o lar com os lucros adquiridos da mesma, por causa do ordenado o de direitos de autor os dos pagamentos pelas tutorias por mim dadas em Faculdades que me requeriam. Normalmente, em Cambridge, no começo da perda da minha pequena família, eu tinha mais do que era permitido em estudantes em tutorias. Podíamos ter até 20, eu tinha 25 ou 30 e sabia atender a todos como deve ser. Escolhia vários deles de ano em ano e os convidava para casa para beber chá connosco. As minhas filhas e a minha mulher gostavam, mas começaram a se cansar ao ter a casa sempre invadida ou por chilenos exilados, o pelo movimento de Direitos Humanos que Iain Wright e eu tínhamos organizado em Cambridge e as reuniões, parecia-me natural, aconteciam na nossa casa. O trabalho com os exilados era pesado e eu tomei esse trabalho com grande entusiasmo. Aliás, era o terapeuta do grupo de Chilenos, fui o Presidente dos nossos 200 refugiados-2000 na Grã-bretanha- em Cambridge, com gentileza e delicadeza. Iain recomendava sempre que a casa era para viver e que as reuniões deviam ser em outro sítio. Solicitei a uma membro do Movimento de Direitos Humanos, Ethel Shephard, se as reuniões podiam ser em casa dela, o que aceitou com a condição de ser ela a Chairman ou Presidente desta organização, com um salário mínimo; parecia-me razoável: o Comité era formado por ingleses e o seu pedido foi aceite não apenas por causa de usar a sua casa, bem como porque devia gastar em telefone para nós convocar, ou estar em contacto com os chilenos. Os meus compatriotas começaram-se a irritar: a senhora nada mais tinha para fazer, não trabalhava, o marido estava sempre fora de casa, não tinham filhos, pelo que começou a se impingir na vida dos chilenos. Eles estavam estragados. Ser esta senhora a presidir, foi um engano: obrigava-me a ir a sua casa e gastar o meu tempo em ninharias e em conversa do tipo “dizem por aí....” em casa dela. Eis também o motivo pelo qual levava as minhas filhas em bicicleta para o outro lado da cidade, ela morava na parte mais baixa. A experiência foi dura e foi preciso tornar a minha casa onde, um dia, ao expor o caso de uma família chilena, foi-me dito por ela, em inglês, como é evidente, mas vou poupar mais traduções ao leitor. Foi dura, porque Mrs. Ethel Shephard considerava aos chilenos descosidos!, para ela, o motivo pelo qual tinham perdido o país. Acrescentou nesse dia do ano de 1979, que “ Sejamos francos, Rául todos sabemos que o único gentleman do grupo é o Senhor Doutor, os outros sofrem porque merecem...” .

A mina raiva foi imensa e, pela primeira vez na minha vida, pus-me em pé e gritei: “Está tão enganada, que a Senhora nem merece estar no Comité e, ainda menos, na minha casa! Faça o favor de deixar o Comité e sair já desta casa!”, nos tempos em que ela tinha manipulado para tornar a usar a minha casa e não a sua, “estes descosidos sujam tudo”, costumava dizer. Tentou ripostar, mas eu o não permiti, agarrei-a do braço e, aos empurrões, a levei para a porta e solicitei sair já! Queria-se defender, mas, contra todos os meus hábitos, a empurrei, fechei a porta trás ela. Tormentos do exílio! Esta a minha atitude, teve dois efeitos: o primeiro, foi ganhar mais uma pessoa a falar mal dos chilenos expatriados, que começou a escrever no Jornal de Cambridge . A segunda, mais interessante, ganhei, mais uma vez, a confiança dos chilenos, que pensavam que eu estava a jogar a ser inglês, o que os aborrecia, e a mim também! Recebi os comentários de um dos melhores Historiadores do Chile, exilado em Cambridge e a trabalhar como limpador ou empregado da limpeza, na instituição para o desporto, ascendido em breve a empregado de manutenção, no denominado Kelsey Kerridge Sport Hall O seu nome era Leonardo Castillo Ramírez, a trabalhar em limpar os banhos dos desportistas que, normalmente, passavam a noite no YMCA. Não disse nada, e, calado, fui falar com Iain Wright, relatei o caso, e Leonardo, o melhor intelectual chileno desses tempos e de hoje, ficou matriculado no Departamento de Sociologia de nossa Faculdade de Antropologia, Sociologia e Arqueologia, para realizar o seu doutoramento. Quem tinha intervindo antes de forma efectiva, era um outro membro de Academics for Chile, o nosso amigo David Lehman , que foi o seu orientador de tese, quem colaborou com esforço à entrada de Leonardo para o seu Doutoramento em Cambridge. A mina conversa com Iain Wright pode ter ajudado ou não, mas David Lehmann tinha feito a papelada prévia. Tese que fez com prazer em cinco anos. Sou testemunha do trabalho, ao estarmos no mesmo prédio, e tomar café de manhã ou tarde, ou almoçar no Refeitório da Universidade ou Community Centre, ou nas nossas casas. Aliás, éramos vizinhos de quarteirão, eles moravam na rua 7 Harvey Road, e nós, em 53 Bateman St. Visitávamo-nos dia sim, dia não. Normalmente, éramos nós a ir a casa deles e tomar onces, essas deliciosas onces, sempre preparadas pela sua castiça e querida mulher Patrícia Burns, essa estimada amiga, capaz de trabalhar, como a minha mulher também fez, em todo e qualquer tipo de serviço doméstico que der dinheiro. Como Patrícia costumava dizer: “Para mi, mi querido Raúl, el dinero es lo primero, antes que Dios o el Diablo, mi marido o mis hijos, porque amo a mi marido que es primero, y después mis hijos y debo ayudarlos para su sustento– nesse tempo dois filhos,!”, Leonardo Jr ou Tato como nós o denominávamos, Pablo, a chuchar sempre esse horrível instrumento de carinho feito em borracha, hoje os dois adultos a trabalhar nas suas profissões, e bem mais tarde, a filha resultado da paixão não calculada, Andrea, a que mais acompanha aos seus pais nestes dias. Os rapazes estão com as suas raparigas, mas que não têm feito dos meus amigos, Patrícia Avó e Leonardo, Avô, como refere Patrícia a mim, neste dia 27 de Fevereiro, às cinco da tarde, como os poemas de Lorca! Acrescenta que é a grande tristeza da sua alma não ser Avó, essa querida Senhora! Leonardo desempenhou as suas funções no Instituto Politécnico de Cambridge , hoje a Ruskin University of Cambridge, referida em nota de rodapé, com obra e trabalhos. Leonardo e Patrícia não eram apenas bons amigos, mas pessoas de grande respeito entre os dois. Amavam-se, era evidente, eram capazes de aceitar o exílio por se acompanharem e tomar conta da família, sem andar de um sítio para outro, como eu fiz. O desperdício, suja o tacho. O tacho deles estava limpo, o nosso, começava a estar sujo. Muitas recomendações deles para nós, com a certeza de Patrícia de que eu nunca ia abandonar a minha mulher e pregar esse os seu sermões ou conversa de amiga, como eu denomino.

Era uma família exemplar. Não consigo esquecer o dia em que Gloria e eu fomos visitar estes amigos e eu, que queria ter uma conversa com Leonardo apenas, a sua mulher era, como eu referia sempre, omnipresente!, e o convidei a beber uma cerveja, estranho em mim, porque raramente bebia. Ela diz: “não, o Leo sem mim, não vai a parte nenhuma” A minha mulher, a seguir, comentou. Já em casa, : “vês? Fizeste mal. Homem e mulher andam sempre juntos nos divertimentos, não como tu, que sempre deixas-me só!” Era a segunda acometida familiar aos meus deveres de pai, queixa recebida por mim no seio da pequena família, família perdida para mim, por causa de mim! Ia tentando remendar, mas era difícil Levei às pequenas a ver o filme da sua vida, Paula com 14, Camila com 8, Grease ou Brilhantina em Português, com John Travolta e Olivia Newton-Jones. Elas estavam felizes! Até cantavam e adquiri a cassete da música, –ainda não havia CDs- com essa terrível condição de pai que ama mas não sabe bem como, ou pai neurótico. Deitei, sem saber um duche de agua frio no corpo delas ao dizer: “Well, that’s done. I hope not to have to go again..” ou assim. É que a minha descambada cabeça académica reclamava o meu tempo todo para os meus trabalhos.....Fiz mal, mas, não pode hoje ser remediado!

Não consigo esquecer como era essa a nossa vida de exilados, ao lembrar a minha filha mais velha, Paula, cantar os denominados Christmas Carols ou villancicos na Espanha ou, ainda em português, Cânticos de Natal ou, como se diz no Norte de Portugal, Cantigas de Janeiro, com um piscar de olhos para mim e um sorriso aberto e querido, enquanto eu estava a olhar ao seu grupo, em pé sob a neve de Cambridge, e timidamente sorridente, por causa de ter o prazer de ver ao seu pai, mais uma vez, nesse Natal, para ela, nesse tempo, o Big Professor of Portugal! Bem como não esqueço o dia de Natal ao ir visitar a nossa mãe da casa, a minha mulher Gloria, toda triste e deprimida por causa do exílio. Vou usar, mais uma vez essa palavra: o exílio foi caro, custou-nos imenso em emotividade e trabalho, especialmente porque, por ordem do tribunal de menores, tive que ficar a tomar conta das raparigas, enquanto a minha mulher recuperava de uma péssima depressão causada pela falta de objectivos de vida, que soube encontrar depois. Os Castillo, os amigos ingleses, todo foram ter comigo e perguntar o quê podiam fazer para colaborar.

No meu desespero, eu dizia: desculpem não perguntem, façam! Tenho trabalho a mais com a minha querida mulher doente, as filhas para criar e ocultar a dor assim elas não sofrem tanto, porque já é duro para elas, e outras conversas. A nossa amiga Alison Walsham, mulher do Professor de Física Nuclear, Jerry Walsaham, mãe de seis filhos, foi ter comigo e perguntou no quê...Eu respondi que ela já tinha muita coisa a fazer com tanta criança e o melhor era esperar, também eles sem família –eram do Pais de Gales-, a recuperação da minha mulher e a minha, para por todo outra vez, como deve ser! Ela, rapidamente, ripostou: “Ràul, you, men, are incredible. You believe to be an almighty person and can do everything by yourself” Nada tinha para acrescentar, ela sim tinha para dizer que talvez era a minha falta de companhia para a minha mulher, o que tinha partido em dois as relações que todo o mundo admirava por parecer tão amáveis e boas. E vou ficando por aqui, sem deixar antes de acrescentar que o meu cunhado e irmã, em Southampton, ajudaram imenso no cuidado das minhas, nossas crianças e tentaram restabelecer a harmonia entre nós. O meu cunhado foi especialmente a Cambridge para falar com nós, mas ao ver o estado da situação, de imediato voltou a sua casa, sentia a falta do carinho da sua mulher ao perceber que entre nós esse carinho estava instável, pelos motivos referidos pelos que sabem destas matérias, os psicanalistas .

A nossa filha Paula começou trabalhar no verões numa loja de sapatos. Tinha 14 anos, mas, ai! de quem, a essa idade e na Anglicana Grã-bretanha, não trabalha-se o verão tudo para juntar dinheiro para o seu bolso sem pedir aos pais, ou pocket money, e passar o tempo todo em viagens, danças e divertimentos. Não era assim, fossem filhos de Duques ou plebeus, era a idade de ter a sua própria opção, baseada no cálculo do seu dinheiro, gastar ou não, comprar ou não, investir dinheiro, ou o poupar, como a nossa Camila fez: investimento em poupanças no Banco, a taxas altas de juro. A minha irmã transferiu-se de Southampton a Cambridge para colaborar, acompanhamos a Paula ate perto de um quarteirão antes do sítio de trabalho, uma sapataria, virou-se para nós, que não tínhamos esse hábito, e disse: “Now, go back, it’s my work, it’s um life. I do not want to be ashamed by my family as if I was a little girl who needs someone to be with”. E foi assim. Tornamos a casa, fizemos um almoço imenso para ela, com mais investimento do que ela ganhava como vendedora e assim aprendemos o que era o valor da teimosia e do dinheiro. Camila passou a ser, nos verões e entre aulas, já no pré Universitário de Hills Rd, empregada de café. Diz que ganhava mais com os tips ou gorjetas, que com o salário do café, um trabalho muito cansativo, mas que....rendia!

Vida de luta, esta a do exílio, que fez de nós proletários intelectuais e família unida à distância, com todas as festas rituais em conjunto, a minha mulher na Parede, eu, em Cambridge, os verões ou Semana Santa. Como referia um Colega meu de Portugal, era pai de avião....Haja Deus!

(Continua)
Notas:

Caroline Humphrey foi a minha amiga muito pessoal. Nos meus tempos de Cambridge, trocávamos impressões intimas, que, por ser pessoais, não vou reproduzir no texto. Mas, não por ser a minha amiga, ia defender a minha tese, bem ao contrário, como foi referido por ela, foi proibida de falar por causa de relação pessoal de amigos, conhecida por todos. Apenas que, na minha casa, era sempre pensado que era a mina amante, longe de ser realidade! Até onde possa dizer, nunca tive actividades matrimoniais extracurriculares, ela também não. É o problema das mulheres por causa dos homens sempre ter relações fora do leito nupcial. Eis o motivo que me levara, também, a ser membro do Movimento de Contra Sexismo. Caroline é, hoje em dia, a Catedrática William Wyse do Departamento em Cambridge. Referido no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Caroline+Humphrey&btnG=Pesquisar&meta= Caroline foi uma destemida uma investigadora de campo. Contava-me que, ao investigar os Mongoles da União Soviética desses tempos, ela dormia numa tenda por cima da neve dos País Mongol, nas estepes do país. Os seus textos estão referidos na página Web: http://www.innerasiaresearch.org/caroline_humphrey.htm tenho a tentação de dizer mais, mas, fico temido por abusar da paciência das pessoas, sempre interrompida a sua leitura pela minha aprendida forma académica de citar dois autores, pelo menos, quando afirmo ou digo alguma nova ideia. Forma de escrita muito britânica introduzida por mim entre os meus orientados de trabalho de campo e teses em Portugal, como é referido por vários nos seus textos. Apenas talvez dizer que a sua tese de Doutoramento foi baseada no seu trabalho de campo em Buriatya, hoje parte da China Mongol, referida em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Buryatia+Mongolia&btnG=Pesquisar&meta= A obra de Caroline, hoje Professor Caroline Humphry, está referida na página Web: http://www.innerasiaresearch.org/humphreypublications.htm
John Davis foi amável e simpático, por ser o examinador de fora ou convidado, era suposto ser quem devia encontrar os pontos fracos da minha tese. Com essa consciência, a sua natural simpatia, como me contara depois, foi extrema porque sabia a minha história. Aliás, nós, examinados de tese, não podíamos saber quem era o escolhido para arguir uma tese, apenas o Catedrático sabia e o segredo era muito bem guardado para nós não preparar respostas ao ler a presa textos do examinador. Bem como não podiamos saber quem era o examinador interno, por causa do mesmo comportamento. Mas, o nosso habitual convívio dos membros do Departamento, em breve fez-me entender quem era o destinado a ser arguente interno, o, nesse tempo Seniour Lecturer ou Professor Associado se for em Portugal, Ray Abrahams, mais um judeu escapados os pais, da Alemanha nazi, com os seus filhos. De repente, deixou de falar comigo, no entanto, um dia perguntou-me, por causa da Secretária do Departamento falar muito calada com ele nas escadas, se o dia 20 de Janeiro era um dia muito ocupado para mim. Eu disse, não é apenas o dia do meu aniversário! Ele sorriu e mais nada referiu. Foi assim que soube que era o meu examinador interno! Ray era incapaz de fingir e éramos íntimos demais para pretender outras maneiras de comportamento, pelo que ele evitava-me. Mais tarde, ao estar em Cambridge, disse-me: “Rául, I have not seen you for long! Come to hev lunch with me, that luch which you refused to have with us on the day I argued the best doctoral thesis I have ever red! Fiquei babado! A obra de ambos está referida no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Professor+John+Davis+Institute+of+Social+and+Cultural+Anthropology+Oxford+University+&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente a sua obra como especialista nos povos do Mediterrâneo, na página web: http://en.wikipedia.org/wiki/John_Davis_(academic) No tempo de analisar a minha tese, John Russell Davis era docente da Universidade de Kent en Canterbury, a seguir, foi eleito Catedrático no Instituto de Antropologia Social e Cultural da Universidade de Oxford e, em 1995, eleito Reitor da Faculdade de All Souls, da dita Universidade. Foi uma grande alegria quando vi que era ele, porque, sem saber, tinha usado os seus trabalhos sobre o Mediterrâneo para o debate teórico dos meus factos. A do Ray, no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Ray+Abrahams+Senior+Lecturer+Social+Anthropology+Cambridge+University&btnG=Pesquisar&meta= e na página web: assets.cambridge.org/97805216/21892/frontmatter/9780521621892_frontmatter.pdf A sua obra é sobre religiões e por causa do meu argumento central ser religioso: solidariedade, reciprocidade, igreja e outros conceitos, ele era a pessoa indicada. Jack era uma pessoa sensata na eleição de membro de júri.
Once, que a minha mulher por força do hábito, dizia em plural, não é um número, é um mistério, para nós chilenos. Há várias interpretações, como é referido no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Tomar+onces&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= especialmente a citação de uma carta na caixa de diálogo de Internet, página web: http://forum.wordreference.com/showthread.php?t=299481 “Tomar once, es un chilensimo. Significa consumir una merienda ligera aproximadamente a las 5 de la tarde, normalmente compuesta de té y algo más sólido, como pan con mantequilla, o con queso, o con jamón, etc.

El origen de la expresión es dudoso. Una leyenda popular refiere que es un eufemismo nacido en el ámbito de la iglesia: Según esta versión poco confirmable, para no invitarse directamente a tomar algo de aguardiente, los curas coloniales decían: "vamos a tomar once"... Porque la palabra aguardiente tiene once letras. Ahora, por qué los chilenos cambiamos algo tan distintivo como un trago de aguardiente a las cinco de la tarde, por el aburrido té con pan de nuestros días, es un misterio todavía mayor.

Una traducción posible sería algo así como el "five o'clock tea" de los ingleses, lo que se aúna al risible mito nacional del siglo XIX, de ser los ingleses de América del Sur (de puntuales tenemos bastante poco).
Esta carta está assinada por um senhor David, sem apelido de família. Não resisto acrecentar mais esta outra interpretação da Enciclopédia on-line: El origen del término es discutido, aunque lo más probable es que se derive de una comida tomada a media mañana (a las 11), y esa es la interpretación que le da la Real Academia Española. Otra posibilidad es que el término sea una traducción literal de la comida inglesa elevenses. Por último, lo que probablemente sea una etimología popular dice que esta palabra viene de la costumbre de los trabajadores de las salitreras a finales del siglo XIX, quienes acompañaban la merienda con un trago de aguardiente. Por la existencia de restricciones para beber alcohol, llamaban once a tal comida, por la cantidad de letras (11) que posee la palabra aguardiente. Una variación de la última teoría dice que durante la colonia los caballeros que querían tomar aguardiente se referían a esta bebida como 11, para que las damas no se dieran cuenta. Gramaticalmente, lo más correcto es decir "las once", "unas ricas once", pero popularmente se dice "la once", "una rica once" o "las onces", "unas ricas onces" por cosiderarse la palabra "once" como un objeto, y por ende, una palabra singular (y por lo mismo, en caso del plural, "Las onces"). Retirado de confiáveis enciclopédias on line : http://es.wikipedia.org/wiki/Las_once Normalmente é usado em plural, como a minha experiência diz


Em formato de papel e cartão, o livro está comigo: Brincadeiras da minha meninice, escrito por vários de nós. O título do meu texto foi alterado. Originalmente era: “Menino, faz um cavalheiro”, brincadeira do meu avô comigo, e foi escrito como: “Meu pequeno, faz de conta que és um homem”, outro drama do exílio, o não acreditarem que o que escrevemos está certo por causa de sermos estrangeiros....! No texto, de 10 páginas, relato como levava as nossas filhas em bicicleta e o duro que era quando devia ou subir a ponte por cima dos caminhos de ferro, ou para ir a sítios altos da cidade. Era a bicicleta na qual transportava as meninas todos os dias, Paula a Saint Paul’s, Camila ao Play Group. Camila de bom humor – nem sempre de manhã!-, procurava agasalho no meu corpo: erla avançava primeiro, o selim estava em frente de mim! De mal humor, Camila costumava dicer: “Camila, Camila, you are my father and do not even know my name”. É evidente, para o seu ouvido inglês Camila era Kamella....Mas...tive que mudar e até o dia de hoje, ao falar com ela, raramente nestes dias, sempre digo “Kamella”, com especial cuidado para a não ofender....O texto está no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=+Brincandeiras+da+minha++meninice+AJTG&btnG=Pesquisar&meta=
O Jornal cidade de Cambridge mais importante, era o Cambridge Evening News, não apenas lido por nós todos, bem como pela população inglesa, naturalmente. As vezes, tinha eu que correr à morada do jornal, em Winship Road, Milton, Cambridge CB4 6PP e solicitar ao Director publicar esta notícia, ou não publicar esta outra. Por causa da senhora mencionada no texto foi preciso ir mais do que uma vez a pedir para não se publicar esta ou outra notícia, especialmente de roubos ou latrocínios de chilenos que, na sua depressão, queriam ter algo seu, qualquer coisa material e dispendioso, que não podiam comprar e roubavam! Facto pouco conveniente para nós, se for sabido pelo público da cidade. Era preciso manter o maior respeito dentro de um país de acolhimento e de uma cultura diferente a nossa. Especialmente nos super mercados. Introduzi a uma minha amiga, chilena exilada e docente universitaria no Chile, como era comprar nos super mercados. Ela começou a guardar bens de consumo pequenos na sua mala de Senhora, essa que é levada ao ombro ou mala de mão. De imediato adverti que havia cestos especiais para pôr as compras. Ela disse: “esto, eu não vou pagar, a burguesia nos roubou todo, eu reclamo e roubo à burguesia!” O nome de chileno, com o passar do tempo, era semelhante a dizer ladrão. Reuni à comunidade de Cambridge e fiz uma homilia, praticamente e levei a minha amiga Sue Miller, Advogada, para explicar o que é era delito o que o não o era. Foi um sucesso! Os roubos pararam, apenas que...o nome ficou associado ao facto!
O YMCA, é uma organização cristã, definida assim: The Young Men's Christian Association ("YMCA" or "the Y") was founded on June 6, 1844 in London, England by a young man by the name of George Williams.. Retirado da página Web: http://en.wikipedia.org/wiki/YMCA sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=YMCA&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=
Leonardo confessou um dia que tinha preferido trabalhar no denominado Clube de Desporto, porque já era muito bom ser recebido num país estrangeiro, mas que não era bom viver do dinheiro dos contribuintes. Linda lição, que eu aprendi e até hoje não tenho esquecido. Ele trabalhava no Chile de ontem, no Centro de Investigação denominado CEREN, ou Centro de Estudos da Realidade Nacional ou CEREN, que editava a Revista muito afamada CESO, do Centro de Estudos de Sociologia, da Universidade do Chile em Santiago. Em Santiago estava também a Pontifícia Universidade Católica do Chile, a cujo campus de Talca, optei por ir, como narrei antes. Conhecia os estudos e textos de Leonardo, mas o não conhecia pessoalmente ele, mas, fiquei impressionado pelo seu senhorio e por não perder tempo no que ele denominava “nimiedades” ou o dito castiço chileno de tonterias. Leonardo e Patrícia sabiam trabalhar e tinham muito respeito um pelo outro. Bem como, durante um corto tempo, no Consejo Internacional de Ciencia y Tecnología, associado antes ao Ministério de Educación y Ciencias, hoje ao Ministério de Assuntos Estrangeiros do Chile ou, em chileno castiço: Ministério de Relaciones Exteriores. O CONICYT, no ano 1997, fez um Convénio connosco, o Ministro da Ciência e Tecnologia de Portugal, o Presidente do Banco de Portugal e outros, íamos na comitiva do Ministro. O convénio permitia levar portugueses para investigar mo Chile, fomos três, e três chilenos viram para a nossa Universidade Autónoma de Lisboa ou ISCTE, para um Mestrado, que foi aprovado. Eu, deslocava-me ao Chile duas vezes por ano para ditar um curso de Mestrado em Antropologia da Educação, na hoje Universidade Autónoma do Chile, antes Instituo del Valle Central. Já não estava ai Leonardo nem o nosso visitante, o bem afamado socialista francês, Armand Mattelard, que trabalhara com o meu amigo, ou vice-versa. Seis tese foram feitas, bem como eu escrevi mais dois livros, apresentados na Comuna de Pencahue, Província de Talca, perante uma imensa multidão, com uma festa com o tradicional bailado da Cueca –não é, como em Português, uma peça de roupa, é uma dança nacional chilena, derivada dos bailados de Andaluzia. O CONICYT está referido no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=CONICYT+Chile&btnG=Pesquisar&meta= , página Web: http://www.conicyt.cl/573/channel.html
David Lehman é referido no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Cambridge+University+David+Lehmann&spell=1 , especialmente a página web que relata a passagem de David a Senior Reader ou Professor Agregado, em Português. Referido na página web: http://www.sps.cam.ac.uk/soc/staff/dlehmann.html
Leonardo Castillo desempenhou o seu cargo de Historiador ou Lecturer in Latin American Studies no referido instituto ,que em inglês é denominado: Cambridge College of Arts and Technology ou CCAT, referido no sítio net:http://www.google.pt/search?hl=pt- e PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Anglia+Polytechnic+Studies+Cambridge&spell=1 Pasou a ser mais tarde a denominada Anglia Ruskin University os Cambridge and Chelmsford, referida no sítio net: www.anglia.ac.uk/ - Leonardo Castillo, referido em sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Leonardo+Castillo+Anglia+Polytechnic+Studies+Cambridge&btnG=Pesquisar&meta= , com obra e trabalho.






























Para saber mais sobre esta matéria da qual já não queria referir mais, ver o texto da analista Avila, Mariela
Facultad de Sicología, Universidad Nacional de La Plata. Argentina: “La pérdida del amor. Del enloquecimiento a la psicosis”, em Seminario de analistas em Rio de la Plata, texto de 9 de Agosto de 2007, referido no sítio net http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=+Definir+Sindrome+Depressivo+causada+por+ex%C3%ADlio&btnG=Pesquisa+do+Google&meta = no sítio documentos pdf.
Informado a mim, pela minha Advogada, a Dra. Manuela Neves Martins. O Código do Trabalho


publicado por Carlos Loures às 15:00
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