Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Caso BPN – Escândalo e impunidade
Luís Rocha


Noticia veiculada via NET:


NOVE-MIL-SETECENTOS-E-DEZ-MILHÕES-DE-EUROS

9 710 539 940,09 EUROS


A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!
O montante do desvio é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

Com 9.710.539.940,09 € (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:

Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 planteis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.



Face a mais esta situação gerada pela chamada ganância financeira protegida, não posso deixar de escrever o que penso sobre a especulação dos mercados financeiros

O “Mercado da Bolsa” – A Sinfonia dos mercados financeiros


Não sou um especialista da matéria, mas desde há alguns anos que sigo com alguma atenção as variações, a que os especialistas chamam “volatilidade” dos mercados financeiros, por entender que a sua movimentação é como uma orquestra que segue a batuta do maestro, que tanto pode interpretar uma peça do Impressionista “Claude Debussy” – La Mer, como um adágio de “Piotr Ilich Tchaikovsky” The Sleeping Beauty (Rose Adágio) ou como a Carmen de “Georges Bizet”.

O grande capital financeiro é, agora mais do que nunca, o maestro que comanda o Planeta a seu belo prazer, provocando conflitos sociais/guerras, com a consequente destruição e morte de milhões de pessoas justificando-as como geo-estratégicas, e com o poder divino de decidir quem são os bons e os maus.

Este “maestro” é também responsável pelas alterações climatéricas, com os consequentes cataclismos, que se repetem com maior frequência e cada vez mais devastadores.

Estabeleço assim uma relação entre as tempestades e bonanças dos mercados financeiros e a condução do Planeta pelos mesmos.

A imagem do filme “Titanic” dos músicos a tocar sob a batuta do maestro, no convés do barco que se afunda é bem ilustrativa de como o capitalismo de todo o mundo (independentemente do regime político vigente em cada pais) nos vai dando música, nos momentos mais difíceis (a que chamam CRISE), por ele provocados.

Somos assim (tal como uma orquestra) um conjunto de instrumentos musicais agrupados em secções homogéneas, por famílias de instrumentos.
Sob a batuta do maestro os instrumentos dão expressão às sinfonias escritas nas pautas, respeitando os vários andamentos e as variações em que um tema pode ser transformado, até se tornar uma forma complexa, partindo de um principio muito simples e comum, o de acrescentar a uma composição, novos elementos musicais e ornamentos.

Estas variações, veiculadas pelos meios de comunicação social, propriedade do poder (financeiro/politico), vão inundando a sociedade mundial que conduzem a seu belo prazer, criando eles próprios, através dos mercados financeiros de que são os donos, a condução dos acontecimentos que lhes convém em cada momento:

Conflitos sociais/guerras
Estímulo ao consumo fácil
Cataclismos
Crise
Desemprego
Marginalidade
Impostos
Economia paralela
……….

O Objectivo é sempre o mesmo. A crise provoca danos sociais na maioria e o enriquecimento de quem a provoca, ao ponto de os próprios governos (que o povo elegeu democraticamente!) pagarem o que os controladores dos mercados financeiros provocaram ou seja, estão sempre a ganhar (Caso BPN)

Depois, com o nosso dinheiro, fazem a recuperação do ciclo:
Pseudo/Estabilidade
Emprego
Consumismo/facilitismo
Euforia
Crise
……….


publicado por siuljeronimo às 16:30
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5 comentários:
De Luis Moreira a 12 de Novembro de 2010 às 16:39
É uma orquestra de um instrumento só, os bombos, que somos nós, malham em nós como se malha nos bombos em festa do Alto Minho.


De carlos loures a 12 de Novembro de 2010 às 17:27
A questão é - como é que uma economia como a nossa, depauperada por males endémicos, resiste a uma burla como essa de que falas no começo do artigo? Noutro artigo, o do Mesquita, alude-se ao envolvimento de políticos de elevada hierarquia. E é neste casamento de interesses entre políticos e detentores do capital financeiro que se situa o âmago do problema. A partir deste caso, os políticos dos dois partidos cúmplices deviam envergonhar-se de continuar a atirar poeira para os olhos dos cidadãos. Os que são sérios (deve haver alguns) deviam sentar-se à mesa e fazer um levantamento das enfermidades que afectam a economia nacional. E fazer um pacto de regime para as tentar curar. Mas não: as máquinas partidárias, continuam o seu jogo do empurra em que a culpa de tudo é sempre do outro. E há quem acredite neles e vote nuns ou noutros. Pobre democracia. O Titanic afundando-se, é uma boa metáfora. Bom artigo Luís Rocha.


De augusta.clara a 12 de Novembro de 2010 às 19:03
E criam, também, os medos, à custa de mentiras e embustes, que fazem com que tanta gente apoie guerras que vão destruir tantos outros iguais a eles sem se importarem com os seus medos ou os horrores que sofrem. Cabeças de burro e de bestas de que este mundo está cheio.


De Carlos Mesquita a 12 de Novembro de 2010 às 20:28
Cuidado com as "notícias via NET" sem confirmação não existem. Não se sabe nem nunca se saberá o montande do desvio do BPN, havia quem levantasse ao balcão dinheiro em notas e sem recibo (segundo testemunhos na Comissão de Inquérito) e um número com cêntimos e tudo é barrete. Foi lançado na NET por alguém que quer vender qualquer coisa ou entrar nos computadores alheios.
O que se sabe é que a CGD tem injectado liquidez no BPN, que chegou a 4.200 milhões em Janeiro, informação da administração da Caixa, revista pela agência Moody´s em Outubro para 4.600 milhões, não desmentida pela CGD, e é um valor variável conforme entra e sai dinheiro na actividade bancária do BPN.
Faço esta nota (também) porque a semana passada uma assessora do presidente de uma autarquia da zona centro (nem sabia que me liam) perguntou-me a origem dum dado estatístico que usei num artigo no Semanário Transmontano. Como a fonte era um director de jornal, habitual comentador da televisão, enviei-lhe um mail para me confirmar a origem do dado (uma vez que não havia elementos oficiais publicados) mas ele não respondeu.
No meu artigo de hoje no jornal, que é sobre as empresas exportadoras transmontanas, faço uma nota a pedir desculpa aos leitores por usar um número que pensava verdadeiro; nenhum leitor da região se queixou mas pela minha "santa credibilidade" achei por bem corrigir.
Moral, se não se pode acreditar num director e comentador de grandes órgãos de comunicação, que dá a cara e tem o seu prestígio em jogo, as notícias da NET não existem.
Desculpem o espaço tomado, mas este assunto, é para mim, importante.


De Luis Moreira a 12 de Novembro de 2010 às 22:07
Sem dúvida e compreensivelmente, meu caro Carlos.O número que eu também tenho é o que indicas.De quaquer forma 'um balúrdio" que vamos pagar todos, ninguém quer aquilo, talvez as agências valham alguma coisa.


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