Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
Ensino: CNE - a cultura da avaliação é ainda incipiente
Luís Moreira


O Conselho Nacional de Educação considera que as escolas privadas devem ser também alvo de avaliação externa. Desde 2006 que a Inspecção- Geral da Educação já avaliou 984 agrupamentos e escolas não agrupadas do sector público.


Numa recomendação sobre a avaliação externa o CNE sugere que "seja definida a obrigatoriedade de as escolas apresentarem um plano de melhoria" O CNE lembra que é assim que se faz em muitos outros países, sendo feita depois, no fim do processo, uma monitorização da concretização do plano de melhoria.


Cá no país ainda não foi efectuada nenhuma aferição dos efeitos dos programas e defende que este balanço deve ser feito por uma entidade externa e independente do ME. Este processo é importante e ainda mais porque a classificação das escolas tem consequências para a fixação das quotas para a atribuição aos professores das classificações de Excelente e Muito Bom.


Claro que o CNE também reconhece que ainda não há consenso sobre esta matéria, mas isso já todos esperávamos, pois se a corporação de professores defende a "impossibilidade" de avaliar as escolas e os professores e que todos os professores devem chegar ao topo da carreira...


Mas o que tem que ser pode muito, a avaliação é cada vez mais consensual, as quotas para os níveis mais elevados da carreira como consequência do mérito são já defendidas por muitos professores, e a razão e os processos com provas dadas vão ter vencimento.

Não se pode trocar o mérito pela preguiça, nem a exigência pela irresponsabilidade. É tempo de se avançar no caminho da qualidade e dos resultados.

Por muito que custe aos que esperam sentados.


publicado por Luis Moreira às 13:00
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2 comentários:
De carlos loures a 31 de Dezembro de 2010 às 21:26
Pede-me a Alexandra Pinheiro que ccoloque este seu comentário:

Caro Luís - de facto a avaliação de desempenho é um aferidor determinante para uma educação de qualidade. O que acontece em Portugal é que tudo é pensado para um sistema centralizado, sem autonomia e dirigista, por isso, a avaliação perde a sua potencialidade de diagnóstico para a melhoria para ganhar estigmas negativos. A avaliação que o ME desenvolve para as suas escolas e para os seus professores é muito complexa e desanimadora. Dou-lhe dois exemplos de simplicidade: na Holanda e na Bélgica a avaliação de escolas é feita com o dito plano de melhoria que é previamente negociado entre o ME e cada escola. Na Suécia a avaliação de escolas é desenvolvido com imparcialidade e rigor por entidades externas seguindo regras muito claras e simples. A avaliação de professores corre em cada escola e na Suécia existe ainda um percurso de carreira docente que corre em paralelo. Estes sistemas pressupõe o acompanhamento do aluno desde o início do seu percurso escolar, num sistema de dados longitudinal. Em Portugal o ME "esconde" os dados, impossibilitando estes sistemas.
Em Portugal, a Fundação Manuel Leão desenvolveu um sistema de avaliação baseado neste método do valor acrescentado e que é adoptado em escolas privadas (não sei percentagem.) O sistema está em melhoramento e é muitíssimo interessante.
O próximo encontro do FLE é sobre esta matéria.
Um Bom ANO

Alexandra Pinheiro


De Luis Moreira a 1 de Janeiro de 2011 às 01:32
Obrigado, Alexandra. Não sou professor mas sou gestor de empresas, toda a minha vida avaliei pessoas, fixei objectivos e metas,segundo uma estratégia previamente definida.Toda e qualquer organização tem que saber para onde quer ir, quais os caminhos e que meios precisa. E tem que saber mensurar esses objectivos para pagar aos profissionais segundo o mérito.O que se passa em Portugal com os burocratas dos sindicatos e do ME a impedirem a concretização de uma estratégia para a qualidade é um crime.


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