Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
Um país hipotecado - Parcerias- Público -Privadas

 

 

 

O PS e o PSD não se entendem quanto à constituição da Comissão para a análise das parcerias publico-privadas e percebe-se bem as razões, uma delas está aí em cima no gráfico. A(s) outra(s) estão no livro do Conselheiro jubilado do Tribunal de Contas Carlos Moreno, no seu livro (Como o Estado gasta o nosso dinheiro).

 

Carlos Moreno diz-nos que o Estado nestas parcerias é, sistemáticamente, prejudicado, absorve os prejuízos enquanto os lucros e as vantagens ficam para os privados, com taxas de retorno asseguradas, sem risco e muito mais elevadas que as taxas padrão do mercado. Chega a dizer que só pessoas sem qualificações e sem experiência é que negoceiam contratos tão desequilibrados, isto, para não dizer o que parece ser óbvio. Passados três anos, esses representantes do Estado estarão na administração de um desses grupos favorecidos.

 

Uma das condições para se ter chegado a acordo no OE/2011 é a análise destas PPP, mas alguém não está interessado que essa análise se faça, não aceitaram Freitas do Amaral que, recorde-se foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo de Sócrates e, também não aceitaram Joaquim Ferreira do Amaral, economista, bem mais perto do PS do que do PSD, tudo indica que mexer nos contratos das parcerias não trás saúde a ninguém.

 

Há que empurrar para o mais longe possível, muitos (i)rresponsáveis sabem bem o que fizeram. Entretanto, hoje, vieram dois nomes a lume que parece reunirem consenso. O do Presidente do Tribunal de Contas ( óbvio porque a sua função habitual já lhe trouxe conhecimento de grande parte do que vai encontrar) e o do economista, António Pinto Coelho, professor da Universidade Nova de Lisboa  .

 

Esperemos, muito sinceramente, que o que se encontre não seja pior do que o que já se conhece e que, por uma vez, se defendam os interesses do Estado, e que as empresas do regime corram os riscos naturais ao seu negócio e ganhem o que é razoável. Afinal, o principio básico para os negócios é que sejam bons para as partes e, não, para uma das partes à custa da outra.



publicado por Luis Moreira às 13:00
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