Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Sempre Galiza! - Síntese do reintegracionismo contemporâneo (18), por Carlos Durão
coordenação de Pedro Godinho

Síntese do reintegracionismo contemporâneo (18)
  por Carlos Durão

(continuação)

Ricardo Carvalho Calero utiliza a expressão “iberorromânico occidental” (1975) e “reingresso” (1978.1980); também “galego-português, português ou galego” (1978.1981: 126-127); sobre a história do conflito, diz: “As Normas ortográficas foron aprobadas en xuntanza celebrada o 15 de febreiro de 1970. Dado ese primeiro paso na ordenación do idioma, semellóu chegado o momento de abordar os máis rechamantes problemas de morfoloxía, o que desembocou na aprobación, con data de 4 de xullo de 1971, de Algunhas normas para a unificación morfolóxica da lingua galega. A unha primeira edición das Normas ortográficas do idioma galego seguiu outra conxunta das ortográficas e morfolóxicas. Esgotadas estas edicións, agora aparece a segunda das normas conxuntas (Nota [de Carvalho]: Real Academia Galega, Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego, segunda edición, A Cruña, 1977. Polo que se refire ás normas ortográficas, ésta é, realmente, a terceira edición) [...] desde que tais Normas foron redactadas [...] semella lóxico, de acordo co espírito e a letra das esposicións que preceden á parte dispositiva, preguntármonos en qué medida poden modificarse, qué dúbidas se nos plantean aínda e qué enmendas procedería seguramente introducir./ Comecemos pola ortografía./ E a primeira dúbida é ésta: ¿resulta tan incuestionábel como en 1970 basearse na ortografía castelá? Téndose estendido, anque insuficientemente, o ensino do galego, non estaremos xa en condicións de encetar a introducción dunha ortografía autónoma? Mais ¿tería de selo dobremente, é decir, con relación ao castelán e ao portugués, ou compriría aprosimala á escrita deste último idioma, entendendo a autonomía ortográfica como reintegración no complexo galego-português?

 Semella lóxico que algunha forma de coordinación no indumento gráfico dos idiomas xemeos se promova ao seu tempo, pois iso facilitaría á nosa literatura o ascenso dun estatuto de espresión dialectal a unha situación de homologación -sempre falando en termos de grafía- con respeito ás máis variantes do romance occidental. [...] Xa que non estamos sos, e o portugués mantén o x=ks, teríamos que ser consecuentes, e reducir os casos de confusión ou incongruencia adoptando unhas grafías máis etimolóxicas en que o g e o j non fosen escluidos polo x. Exigência sería unha forma admisíbel sobre a base dunha educación escolar que preparase o alumno. [...] a solución do castelán [...] é contraria ás leis fonéticas que rexen a historia do galego e debe escluirse [...] Habería que considerar Galiza como forma máis autorizada, e igualmente restrinxir todo o posíbel aos cultismos modernos e evidentes as formas sufixáis que se mencionan en que tivera de manterse a iode, o que é contrario ao desenvolvimento normal da lingua no seu período constituinte” (1978, 59: 99-102); “A qualificaçom de lusistas, que, com sentido pejorativo ou neutro, dam alguns aos que professam as ideias expostas, nom nos parece feliz, pois do que se trata é de restaurar o carácter puramente ocidental do nosso romance, libertando-o, na medida em que caiba, de contaminaçons centralistas” (1978.1979: 99); “Do mesmo jeito que os diferentes dialectos do castelhano se escrevem coa mesma ortografia, ainda que a pronúncia andaluza, por exemplo, difere consideravelmente da burgalesa, caberia umha ortografia unificada para o ámbito galego-português...” (1982); “Umha língua tam ameaçada como o galego nom pode sobreviver senom apoiando-se nas demais formas do sistema, quer dizer, reintegrando-se no complexo luso-galaico do qual geneticamente forma parte [...] O galego ou é galego-português ou é galego-castelam [...] Umha concórdia ortográfica, quando menos, e umha inteligência na opçom das formas lingüísticas que integrariam, sem prejuízo das peculiaridades do galego, o veículo geral de comunicaçom, seriam indispensáveis./ Deste jeito, seríamos o que somos, voltaríamos a ser o que fomos: o romance mais ocidental, nom esnaquizado em dous anacos isolados, senom reintegrado numha unidade sistemática que nom exclui a autonomia normativa” [...] “Demostrado que o esplêndido isolamento do galego é um suicídio ou um assassinato por asfixia, o sonho anacrónico e utópico dum glego arquidiocesano, cismático, provincial, ou, se calhar, parroquial e agreste, está sendo abandonado polos galegos que se decatam do tempo e do lugar em que vivemos. Da dependência oficial em que nos movíamos lingüisticamente, temos de avançar cara formas mais autóctonas, reintegrando-nos no nosso mundo próprio [...] Alguns demagogos querem manter este estado de alienaçom, e rejeitam como artificiosas as formas restauradas. Comovedora homenagem de ignorância ou fanatismo ao mito do galego popular, se nom se trata de uma maquiavélica manobra encaminhada a fazer impossível a supervivência do galego” (1979.1981: 19-21); “Com diversos matizes, o reintegracionismo propugna a rectificaçom da deriva anómala do galego para o iberorrománico central, cujo arquetipo é o castelhano, e a recuperaçom da órbita natural do sistema [...] Entre os “lusismos” que condenam, figuram estudar, estudante, nervoso [...] e formas léxicas como jornal, ar, termo, janela, só, rédea, rosto, liberdade, até, paixom, começar, sem, estrada, próprio, mas, conhecer, cidade” (1983.1984: 24-25); “Algumas pessoas desinformadas tendem a apresentar-me como um inovador, como um revolucionário polo que se refere ao conceito da nossa língua, mas as minhas opiniões, expressadas naturalmente conforme aos meus próprios parâmetros pessoais, são sem embargo aquelas opiniões, aqueles critérios que tradicionalmente se professam dentro do galeguismo. Uma doutrina revolucionária é, por exemplo, a de que o Galego é uma língua que deve ser considerada absolutamente independente dentro das Línguas da Românica. Isso sim pode ser considerado inovador, ainda que com um tipo de revolução completamente contrário à realidade da experiência histórica [...] eu realmente não creio que se me pode considerar um dos pais do reintegracionismo. Mais bem sou um dos filhos, por que o reintegracionismo nasce cientificamente com o Romanismo, e politicamente com o Galeguismo. [...] a mim correspondeu-me, como a outros colegas e correligionários, precisar consoante as circunstâncias do meu tempo, uma doutrina que explicita ou implicitamente era a doutrina geral do Romanismo e os propugnadores do Galeguismo professavam desde que surgiram à luz. [...]

(continua)



publicado por estrolabio às 10:00
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