Domingo, 31 de Outubro de 2010
Professores - 10% de mérito na escola pública
Luis Moreira

É bem verdade que o ranking das escolas está longe de ser perfeito, há critérios que deveriam ser tomados em conta e não são, mas também é verdade que as escolas que ficam sistematicamente nas melhoras posições são, de certeza absoluta, boas escolas. Vem isto a propósito desta notícia:

Das vinte melhores escolas em Portugal só duas são públicas. Perante este facto, a Ministra diz que "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos".

Quem não gostou nada foi a Helena Matos (no Publico) que diz que é precisamente ao contrário, quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes.

A escola pública que emprega a corporação dos professores que se acomodam à política do sindicato, de guerra aberta, de reinvindicação permanente, é que não pratica uma docência de mérito, exigente, virada para os alunos, pelo contrário, está fechada sobre si própria, entregue às guerras permanentes entre os burocratas do ministério e os burocratas dos sindicatos.

Como se viu ainda bem recentemente, na reestruturação levada a efeito , com os mega- agrupamentos, o ministério não perguntou nada a ninguem se estava ou não de acordo, avançou e estão aí, a escola pública nada tem de aberta, não permite a livre escolha , não responde pelos maus resultados e tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada.

A escola pública devia ser constituída pela escola estatal e pela escola de gestão privada( entregue aos professores que se constituíssem em grupos de gestão), as famílias escolhiam segundo os seus próprios critérios, de exigência , de proximidade, numa salutar concorrência, privilegiando o mérito e a autonomia face aos burocratas do ministério e do sindicato.

Os bons professores, como é reconhecido pelos próprios, são joguetes nas mãos do ministério e sindicatos , e sempre será assim se não houver uma maior autonomia, com a escola pública entregue a quem nela trabalha.


publicado por Luis Moreira às 13:30
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9 comentários:
De maria monteiro a 31 de Outubro de 2010 às 14:53
Também há jovens que são joguetes nas mãos dos professores...Conheço uma escola pública aqui nos Olivais que tem feito escolha de alunos quando da inscrição a partir do 7ºano. Os professores e os paizinhos acham isso muito bem... quanto menos misturas com gente "das barracas" melhor....

Também há jovens que são joguetes nas mãos do ensino privado quando são aconselhados a sair... Normalmente isso acontece nos anos que antecedem os anos de exame. Vá-se lá saber porquê....


De Joao Machado a 31 de Outubro de 2010 às 15:20
Como é são elaborados estes rankings? Esse é o primeiro problema. Ainda me recordo, quando andava no liceu, que, no último período do ano lectivo, havia alunos (com pais endinheirados, claro) que pediam transferência para colégios privados, porque nestes, no último período, conseguiriam ter notas que sabiam que não iam ter no liceu. Assim evitavam perder o ano. Seria pela qualidade do ensino? Será que isto ainda acontece hoje


De Luis Moreira a 31 de Outubro de 2010 às 16:22
João, o ranking etá longe de ser perfeito, mas a comparação ao longo dos anos não engana. Quanto a transferir-se para uma escola privada, não me parece, com essa facilidade. A minha sobrinha para colocar o filho no colégio Moderno foi para a fila às 4 da manhã e era lá professora.O meu filho andou no valsassina desde os 7 anos, nunca lá vi batotas, 73% dos alunos entram na universidade na primeira opção. Claro que há sempre razões para colocar em causa as classificações, mas uma escola, classificando-se vários anos em boas posições, não engana. E este ranking já tem 10 anos. A comparação ao longo dos dez anos é mais importante que a classificação vista ano a ano.


De Luis Moreira a 31 de Outubro de 2010 às 17:30
Bom, seria aperfeiçoar o ranking, e não enterrá-lo, e tirar as devidas ilações. Porque é que esta escola não obtem resultados? e a partir daí, haver uma atenção redobrada por parte do ministério, com reforço de meios e mais proximidade. As outras escolas que obtêm resultados não precisam da burocracia do ME.


De J. Ferreira a 31 de Outubro de 2010 às 20:17
Sem dúvida... Já tinha saudades de ouvir uma frase inteligente da boca de uma ministra... Diz Isabel Alçada "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos". E disse muito bem. Sobre este assunto, era bom confrontar as ideias do autor deste blogue com o seguinte texto Os Alunos Não São Tijolos! (http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/2536.html) . Quanto à triste frase de Helena Matos que diz que é precisamente ao contrário, isto é, "quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes." só quem andar a dormir é que percebe que as escolas privadas não há pobres que possam aceder às escolas privadas. As escolas privadas que abram as portas. Que permitam aos pobres dos bairros sociais inscreverem-se e frequentá-las sem pagar, isto é, que recebam os alunos de "Cova da Moura", ou da "Falagueira" (Amadora) ou de outros bairros sociais por esse país abaixo, adentro ou acima (como o "Bairro do Cerco" no Porto) e depois falaremos de resultados.
Mas afirma faz um conjunto de afirmações sem fundamento que alucinam qualquer um . Relativamente ao “mega-agrupamentos” diz que “o ministério não perguntou nada a ninguém se estava ou não de acordo, avançou (...)”. Ora, meu caro, já em 2003 escrevemos que isto iria acontecer com a autonomia das escolas. Ela é nula. Vivemos numa lógica a que Michael Apple chamou de Top-Down. Os “iluminados” de cima decidem tudo: o bom e o mau. Depois, os de baixo (professores) é que ficam com as culpas dos fracassos... O que leio neste post é mais do que reaccionário, RE-activo. Os nossos posts são PRO-ractivos. Nada nos surpreendeu. E se for ler o texto Da Autonomia Conquistada à Autonomia Enquistada. (http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/1847.html) depressa se dará conta de que, ao contrário de comentários que lemos por estas bandas da blogosfera, falamos do que conhecemos.
Por último, e relativamente à sua afirmação segundo a qual a escola pública “tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada” permita-me que o questione: Quantas crianças com deficiência ingressam nas escolas privadas? Qual o ratio destas crianças no que respeita ao público e ao privado? Será que se poderia legislar para haver equidade na sua distribuição? Ahhhh.... Percebe por que é que o custo dispara? Já reparou que o Hospital de oncologia gasta seguramente muito mais dinheiro que qualquer outro hospital? Sabe por que motivo ou terei de explicar-lhe? Mas não quero acabar sem lhe dizer que, um amigo meu cuja filha queria seguir medicina, levou a filha para uma escola privada. Porém, ao verem que a aluna não ia além de 14 valores e como tal, no exame iria ficar muito aquém do que esperavam os pais, aconselhou os meus amigos a levar a filha para o público pois a nota que conseguia ali, também a conseguiria no público. Conclusão: ninguém faz omoletas sem ovos...


De J. Ferreira a 31 de Outubro de 2010 às 20:19
Sem dúvida... Já tinha saudades de ouvir uma frase inteligente da boca de uma ministra... Diz Isabel Alçada "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos". E disse muito bem. Sobre este assunto, era bom confrontar as ideias do autor deste blogue com o seguinte texto Os Alunos Não São Tijolos! (http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/2536.html) . Quanto à triste frase de Helena Matos que diz que é precisamente ao contrário, isto é, "quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes." só quem andar a dormir é que percebe que as escolas privadas não há pobres que possam aceder às escolas privadas. As escolas privadas que abram as portas. Que permitam aos pobres dos bairros sociais inscreverem-se e frequentá-las sem pagar, isto é, que recebam os alunos de "Cova da Moura", ou da "Falagueira" (Amadora) ou de outros bairros sociais por esse país abaixo, adentro ou acima (como o "Bairro do Cerco" no Porto) e depois falaremos de resultados.
Mas afirma faz um conjunto de afirmações sem fundamento que alucinam qualquer um . Relativamente ao “mega-agrupamentos” diz que “o ministério não perguntou nada a ninguém se estava ou não de acordo, avançou (...)”. Ora, meu caro, já em 2003 escrevemos que isto iria acontecer com a autonomia das escolas. Ela é nula. Vivemos numa lógica a que Michael Apple chamou de Top-Down. Os “iluminados” de cima decidem tudo: o bom e o mau. Depois, os de baixo (professores) é que ficam com as culpas dos fracassos... O que leio neste post é mais do que reaccionário, RE-activo. Os nossos posts são PRO-ractivos. Nada nos surpreendeu. E se for ler o texto Da Autonomia Conquistada à Autonomia Enquistada. (http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/1847.html) depressa se dará conta de que, ao contrário de comentários que lemos por estas bandas da blogosfera, falamos do que conhecemos.
Por último, e relativamente à sua afirmação segundo a qual a escola pública “tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada” permita-me que o questione: Quantas crianças com deficiência ingressam nas escolas privadas? Qual o ratio destas crianças no que respeita ao público e ao privado? Será que se poderia legislar para haver equidade na sua distribuição? Ahhhh.... Percebe por que é que o custo dispara? Já reparou que o Hospital de oncologia gasta seguramente muito mais dinheiro que qualquer outro hospital? Sabe por que motivo ou terei de explicar-lhe? Mas não quero acabar sem lhe dizer que, um amigo meu cuja filha queria seguir medicina, levou a filha para uma escola privada. Porém, ao verem que a aluna não ia além de 14 valores e como tal, no exame iria ficar muito aquém do que esperavam os pais, aconselhou os meus amigos a levar a filha para o público pois a nota que conseguia ali, também a conseguiria no público. Conclusão: ninguém faz omoletas sem ovos...


De J. Ferreira a 31 de Outubro de 2010 às 20:20
Mas afirma faz um conjunto de afirmações sem fundamento que alucinam qualquer um . Relativamente ao “mega-agrupamentos” diz que “o ministério não perguntou nada a ninguém se estava ou não de acordo, avançou (...)”. Ora, meu caro, já em 2003 escrevemos que isto iria acontecer com a autonomia das escolas. Ela é nula. Vivemos numa lógica a que Michael Apple chamou de Top-Down. Os “iluminados” de cima decidem tudo: o bom e o mau. Depois, os de baixo (professores) é que ficam com as culpas dos fracassos... O que leio neste post é mais do que reaccionário, RE-activo. Os nossos posts são PRO-ractivos. Nada nos surpreendeu. E se for ler o texto Da Autonomia Conquistada à Autonomia Enquistada. (http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/1847.html) depressa se dará conta de que, ao contrário de comentários que lemos por estas bandas da blogosfera, falamos do que conhecemos.
Por último, e relativamente à sua afirmação segundo a qual a escola pública “tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada” permita-me que o questione: Quantas crianças com deficiência ingressam nas escolas privadas? Qual o ratio destas crianças no que respeita ao público e ao privado? Será que se poderia legislar para haver equidade na sua distribuição? Ahhhh.... Percebe por que é que o custo dispara? Já reparou que o Hospital de oncologia gasta seguramente muito mais dinheiro que qualquer outro hospital? Sabe por que motivo ou terei de explicar-lhe? Mas não quero acabar sem lhe dizer que, um amigo meu cuja filha queria seguir medicina, levou a filha para uma escola privada. Porém, ao verem que a aluna não ia além de 14 valores e como tal, no exame iria ficar muito aquém do que esperavam os pais, aconselhou os meus amigos a levar a filha para o público pois a nota que conseguia ali, também a conseguiria no público. Conclusão: ninguém faz omoletas sem ovos...


De J. Ferreira a 31 de Outubro de 2010 às 20:20
Sem dúvida... Já tinha saudades de ouvir uma frase inteligente da boca de uma ministra... Diz Isabel Alçada "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos". E disse muito bem. Sobre este assunto, era bom confrontar as ideias do autor deste blogue com o seguinte texto Os Alunos Não São Tijolos! (http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/2536.html) . Quanto à triste frase de Helena Matos que diz que é precisamente ao contrário, isto é, "quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes." só quem andar a dormir é que percebe que as escolas privadas não há pobres que possam aceder às escolas privadas. As escolas privadas que abram as portas. Que permitam aos pobres dos bairros sociais inscreverem-se e frequentá-las sem pagar, isto é, que recebam os alunos de "Cova da Moura", ou da "Falagueira" (Amadora) ou de outros bairros sociais por esse país abaixo, adentro ou acima (como o "Bairro do Cerco" no Porto) e depois falaremos de resultados.


De Luis Moreira a 31 de Outubro de 2010 às 22:13
Ferreira, os argumentos de sempre, as desculpas de sempre, enterrar os problemas, enfim, como habitualmente, nada de novo.


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