Segunda-feira, 12 de Julho de 2010
Reencontros (II)

Luís Rocha

Em 24 de Dezembro de 1946, nasci na cidade de Castelo Branco e, como o título do tema o indica, o primeiro reencontro, começa com a história da cidade:

Existem diversas versões, algumas controversas por não existirem factos que as comprovem.
A partir de vestígios arqueológicos encontrados na zona, pode afirmar-se que, desde tempos remotos o homem teve preferência por estas paragens. Da história antes de 1182 pouco se sabe. É a partir desta data que aparece um documento de doação aos templários de uma herdade designada de Vila Franca da Cardosa, emanada por um nobre de nome D. Fernandes Sanches. O Castelo e as Muralhas de Castelo Branco foram edificados pelos Templários entre 1214 e 1230.

No recinto desta fortaleza encontra-se a Igreja de Santa Maria do Castelo, antiga sede da freguesia. Era no seu adro que se reuniam a Assembleia dos Homens-Bons e as autoridades monástico-militares, até ao século XIV.


Em 1213 é-lhe concedido o primeiro foral de Pedro Alvito cedido pelos templários em que aparece a dominação de Castel-Branco. Em 1215 o Papa Inocêncio vem confirmar esta posse e dá-lhe o nome de Castelobranco. Em 1510 é D. Manuel que concede novo Foral à Vila de Castelo Branco, adquirindo mais tarde o título de notável com a carta de D. João III, em 1535.

Torna-se assim em 1642 a Vila de Castelo Branco cabeça de comarca notável e das melhores da Beira Baixa.

Em 1771, D. José I eleva-a cidade. Também neste ano o Papa Clemente XVI cria a diocese de Castelo Branco que viria a ser extinta em 1881.

A partir do momento em que foi elevada a cidade, regressaram a Castelo Branco elementos abastados da burguesia e alguma nobreza, que construíram palácios e solares, que ainda hoje constituem o melhor do seu património cultural.
O Paço Episcopal (Museu Tavares Proença Júnior) é um dos melhores exemplos. Mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, foi o paço de residência dos Bispos de Castelo Branco a partir de 1771.
No dia 16 de Agosto de 1858 foi inaugurada a linha telegráfica Abrantes - Castelo Branco e em 14 de Dezembro de 1860 a cidade inaugurou a sua iluminação pública.

No Domingo de 14 de Julho de 1869 a locomotiva nº 135 entrou pela primeira vez na Estação de Castelo Branco, com o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia, acolhidos entusiasticamente. Ficou instalado no palácio do Governo Civil, antiga moradia dos Viscondes de Portalegre.

A inauguração da linha telegráfica, a iluminação pública e a ligação a Lisboa por caminho-de-ferro, foram a base para o desenvolvimento de Castelo Branco, tornando-se a partir daí centro destacado da Beira. Desde esse reconhecimento as estruturas económicas, sociais e políticas foram evoluindo com a criação do Circulo Judicial, a instalação de unidades militares, a construção de vários estabelecimentos de ensino, a implantação de novos serviços, enfim, todo um conjunto de estruturas que permitiram a esta cidade ter um desenvolvimento acentuado e declarar-se como Capital do Distrito da Beira Baixa em 1959.
Apresentada a resenha histórica da cidade velha, a seu tempo evocarei as vivências da minha memória, em relação ao património referido e outros edifícios e locais.


publicado por siuljeronimo às 13:30
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1 comentário:
De carlos loures a 12 de Julho de 2010 às 23:30
Interessante o teu texto, Luís. Uma cidade já com importância, como é o caso de Castelo Branco, proporciona, por certo, muito material: factos históricos, lendas, costumes,anedotas (no sentido nobre da palavra)... Todas as cidades, vilas, aldeias, fornecem material para crónicas. É preciso é que um filho da terra, com amor, faça esse trabalho, como tu começaste a fazer. Vou ler todos estes teus reencontros com o passado.


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