Sábado, 4 de Dezembro de 2010
Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (17)
(Continuação)

E aparece esse segundo problema, o de criar crianças. Essa matéria que eu mais estudo, como especialista em Etnopsicologia da Infância , ideia derivada da minha actividade socialista! Até estas linhas, não tinha eu reparado o meu empenhamento na justiça social....Apenas pensava que tinha sido uma passagem da vida, mas esta auto-analise tem-me feito lembrar o meu desejo de igualdade, por onde comecei a escrita deste texto.

Criar crianças, é a transferência de saberes duma geração à seguinte. Tem sido a minha definição em todos os meus textos. E tem sido a minha especial atenção ao viver como tal, para exemplificar com a minha vida, a entrega à solidariedade social, aos nossos novos descendentes. Para além das minhas definições, há as denominadas abstractas . No entanto, vou ficar mais com as minhas, referidas especialmente nos textos escritos a partir dos anos 90 do Século XX. No meu livro referido já da antiga Escher, hoje Fim de Século, na capítulo 8, falo da sabedoria das crianças, sabedoria definida por mim, da seguinte maneira: “Há pois, um conhecimento que as crianças retiram da sua cultura. Quando aparecem no grupo social, o mundo já está classificado, dividido e hierarquizado e o exercício desde que nascem até adquirir aceitação ou aprovação dos adultos, é aprender critérios e classificações, noções e conceitos, distâncias e categorias sociais, o tempo e o espaço, a vida e a morte, a criação da vida e o seu objectivo.” Como é evidente. Todo retirado do meu trabalho de campo, mais, antes, da minha experiência de pais e cônjuge da mãe das nossa filhas, que é uma dimensão normalmente não pensada pelos analistas. Ser pai e marido é uma dimensão diferente do que ser apenas pai. Mais ainda, ao ser pai e cônjuge em países estranhos, sem dinheiro nem famílias.

A educação e criação dos mais novos passa a ser muito mais delicada: não há os nossos adultos da nossa memória, para debater com eles e ter apoio do seu saber. É o que sempre mais me interessou, por causa de sermos pais e cônjuge isolado da sua cultura e família. Quais conceitos transferir, em qual língua? Dentro de quê ideologia? Assuntos que merecem atenção, especialmente hoje por causa da globalização da vida e da economia, a rapidez dos contactos e as distâncias entre os membros individuais de grupo doméstico. É, praticamente, cada um no seu!

As minhas definições, o meu corpo do delito para Educadores, começou a aparecer ao me perguntar em voz alta, por escrito ao público se a educação era ensino ou aprendizagem, para concluir que era um processo de ida e volta, ou de vice e versa, no referido texto do Capítulo 3. Digo delito, porque os educadores trabalham mais na escola que nas mentes das crianças. Eu tinha aprendido com Paulo Freire , referido também no Capítulo 3, a importância de entender conceitos, apenas que Paulo não ia às fontes que eu vou, as crianças. Porque é nas crianças, como explico no meu livro entregue a Profedições para eventual publicação, temos a ilusão de sermos pais. De facto, o meu livro é intitulado A ilusão de sermos pais. Ensaio de Etnopsicologia da Infância.

Esse tem sido o meu maior pecado, tentar entender o que os mais novos desejam exprimir com os seus yagua, coco, buaaaa, e outras palavras referidas por mim. Especialmente, as crianças pré púberes que tenho tido o prazer de analisar, em Vila Ruiva e Vilatuxe, como entre os Picunche da Cordilheira dos Andes, Pencahue, Talca, Chile. Especialmente, diria eu, pelos problemas colocados a mim pela minha descendência, as minhas filhas em especial, as que eu pensava ter dedicado todos os meus tempos de vida livres de trabalho, como a minha mulher também, para tratar delas e ser o substituto da perdida família por causa do exílio. Um desentendimento, resultado também do exílio, entre a minha mulher e eu, fez que a criação das pequenas, durante vários anos nas minhas mãos, passarem às mãos da mãe, por ordem judicial. Essas tardes santas, quando as queridas do meu coração faziam teatro, dançavam, preparavam cantos, ei lia para elas os livros dos Hobbits , recomendado a nos pelos nossos amigos britânicos Paul e Fiona Beadle, esse que, na noite do nascimento do seu primeiro descendente, uma rapariga, Tamsin, Paul fora a comemorar essa noite connosco. Fez-nos sentir família!, o que mais fazia falta para nós.Eu tinha duas garrafas de vinho, especiais, entregues a mim para dar ao Professor nosso Vizinho, na segunda Feira. Pensei: vou abrir uma das garrafas, merece comemoração, amanhã compro outra para substituir....apenas que eu não sabia que era vinho especial feito para ele. Tive que mentir e dizer que a garrafa tinha escorregado ao limpar do pó que traziam no lava-loiças. Ele olhou para mim, profundamente, como costumava fazer, e eu nem pestanejei, muito enervado por dentro, mas....não podia dizer a verdade, que, estou certo, ele tinha adivinhado! Ao me dizer: “Dr Ittura , din’t you not know that ancient wine has to be dusty to prove its age?” Evidente que eu sabia, o que no sabia é serem garrafas tão especiais. Bom, eu diria que foi uma boa troca entre os Beadle e nós. Eram os nossos introdutores à cultura da infância na Grã-bretanha, eles tinham sido crianças inglesas, nós, chilenos, muito embora descendentes de Bascos e Alicantinos e Franceses, mas crianças chilenas a educar crianças para serem inglesas, um problema, aparentemente, sem solução. Se não for pelos Beadle! E Tolkien, outro galo cantava para elas! Eram tardes lindas, calorosas, simpáticas, quentes, desde esse dia nunca mais deixei de oferecer o livro The Hobbits a todos os pais com crianças pequenas, ao reparar que as minhas tinham tanta felicidade de ouvir, pela boca do pai, essas histórias feitas para crianças.

Donde, o meu grande pecado do exílio, como ponto final desta parte do texto, é não ter sabido criar às nossa pequenas, como devia ser. O resultado final, foi a ordem judicial de entregar a custódia das pequenas à sua mãe. Fiz as malas, a sai da Inglaterra, uma saída nada gloriosa. Pat Caplan , a Professor Pat Caplan e o Professor Richard Hoggart, entrevistaram-me para ficar como docente no Goldsmiths College, da Universidade de Londres. Infelizmente, o sítio já estava destinado para uma substituta de um docente aposentado ou doente, nem queria lembrar essa parte, mas...quer Pat, quer Richard Hoggart acharam a entrevista como de reis a príncipe! Apenas, que tempo depois, fui avisado que, como tinha sido seleccionado em primeiro lugar e outra vaga tinha acontecido, Josep Llobera e Pat telefonaram-me para me apresentar, o que eu agradeci mas recusei. Tinha perdido a família e não queria ser pai de fim de semana, porque danifica a emotividade e psicologia das crianças, sabia nesse tempo e sei hoje, com muitos mais provas, quer pelo comportamento das minhas filhas para comigo, quer pelos estudos feitos sobre crianças. A família foi perdida para mim! Tema do próximo capítulo

Talvez fechar este com um comentário. O meu contrato em Cambridge tinha acabado, Jack queria que eu fosse para a Universidade da recentemente criada República do Congo: “They are socialists, as we are, Rául “(não é gralha, é o meu nome próprio dito à inglesa) a ensinar, recomendou deixar a mais velha num denominado Boarding School, ou Internato Privado e levar a mais nova. Resisti, não podia partir e separar mais a família. O meu irmão queria-me levar para o México e o meu Amigo Francisco Vio, para Venezuela. Com contrato acabado e sem trabalho, tive que viver da segurança social durante dois semanas, até que Robert Rowland, já referido, teve a simpatia de abrir trabalho para mim na Gulbenkian, Secção de Ciências em Oeiras. Entretanto, conheci o ISCTE e cá fiquei, até hoje, depreendo-me de tanta forte Londrina, mesmo do Cambridge, e outros sítios. Queria um lugar certo e seguro para me habilitar como pai, o que não estou bem certo ter conseguido....
No ISCTE encontrei acolhimento e paz. Estes tricinco também nascem destes factos....quase o tempo que levo já em Portugal.
No ISCTE introduzi o que tinha aprendido e herdado do meu Departamento de Antropologia Social de Cambridge. Para começar, as ideias aprendidas de Jack Goody e de Milan Stuchlick, bem como as de Paulo Freire. A seguir, o prazer de ter um Seminário Semanal, com todos os Doutorandos do ISCTE nos anos 80 do Século XX. Doutorandos, a ser referidos no Capítulo 6. O Seminário não teve grande resultado, os académicos estavam a começar a sua vida longe do ruído da cidade, metáfora para dizer que íamos mais a almoços, jantares, encontros, visitas uns aos outros, o que hoje, infelizmente, na era globalizada, já não acontece, como deve ser dito no Capítulo 6. Este fim de Capítulo 4, é apenas para referir que no exílio, devemos entrar nas lutas ideológicas. Se o Seminário do ISCTE fracassou, foi por causa de eu falar sobre materialismo histórico, outros, de forma liberal sobre História de Portugal, os convictos da via social ao socialismo, timidamente referiam Henry de Saint-Simon, cristão católico e inspirador de Marx e da sua família que, por conveniência social, tinham abandonado a religião judaica e eram católicos romanos, até Karls Marx passar a ser primeiro, Luterano, e, a seguir, usar o método Hegeliano da contradição e a dúvida, que ele denominou materialismo histórico como método analítico, como refiro no meu texto da Afrontamento, citado por mim antes, O presente, essa grande mentira social. A reciprocidade com Mais Valia, 2007, Afrontamento. Poucos académicos portugueses referiam esses autores, Marx e Engels. Por causa deste problema, organizei um seminário, muito fechado, com o patrocínio da UNESCO, e convidava a participar no nosso seminário, ao meu eterno amigo, Maurice Godelier , referido sem obras, nas notas 52 e 149 deste texto O meu hábito era diferente: era falar de forma destemida sobre o que eu pensava da análise científica, nos Seminários das Sestas Feiras, do Departamento de Antropologia de Cambridge. Não resisto referir partes do que era os meus trabalhos em Cambridge, esto das diferentes ideologias e outras ervas. Ou, de como conheci ao Maurice e comecei a viajar quase semanalmente a Paris, para debates com ele ou orientar o seu Seminário, quando foi feito Ministro da Ciência da França e, antes, Presidente da Secção de Ciências Sociais, do CNRS, equivalente a nossa Fundação para a Ciência e Tecnologia ou FCT, que depende do Ministério da Ciência e da Tecnologia em Portugal. Foi Maurice que me criou Membro Permanente do CNRS da França. Falo de como o conheci e como foi o nosso encontro ideológico, no Prólogo do meu livro dedicado a ele, com excertos que não resisto referir: “Era o dia do Seminário de Sexta-Feira. O habitual Seminário semanal dos membros do Departamento de Antropologia Social da Universidade de Cambridge. Na semana anterior, tinha falado Claude Lévi-Strauss; na semana anterior a essa, Lucy Mair; antes ainda, Julian Pitt-Rivers, John Peristiany, Marc Bloch, Mary Douglas, Katherine Gough, Audrey Richards, Sutti Ortiz, Raymond Firth, Reo Fortune, John Murra, Luc d’Heusch, Dan Sperber, Claude Meillasoux, Françoise Héritier, Patricia ou Pat Caplan, entre outros. Em torno da mesa, ficávamos os membros habituais do Seminário, os da casa, nesse espaço semanal, esperado, querido, e, pela nossa livre decisão, obrigatório. Para debater a teoria que cada um tinha organizado: Edward Evans-Pritchard, Max Gluckman, Clifford Geertz, Meyer Fortes, Jack Goody, George Dalton, Alan Macfarlane, Edmund Leach, Christopher Gregory, John Davis, Ray Abrahams, Caroline Humphreys, Stephen Hugh-Jones, Chistopher Hann, por vezes Anthony Giddens, John Barnes, Solomon Tambiah, Ernest Gellner, – os livros, como costumávamos denomina-los. E nós, os mais novos, a arraia miúda, os que ensinávamos e escrevíamos, para ouvir, falar, debater ou expor as nossas ideias, sem medo do confronto. Ninguém batia em ninguém. A partir do Patriarca, Meyer Fortes, o respeito pelas ideias dos outros era sagrado e pedagógico. Meyer, exilado da África do Sul pela sua luta contra o Apartheid e pela sua origem judia. Meyer, o sucessor na Cátedra de Cedric Haddon, o estudante de Seligman e Malinowski. O Professor que entendia, apoiava e costumava dizer: “we shall succeed, we will win, you will see, ”. Especialmente a mim, por conhecer as minhas ideias, os meus feitos, as minhas lutas, semelhantes em muito às dele, como Doris, a sua mulher, costuma lembrar ainda hoje. Animava o Seminário com a sua calma de quem nada tem, excepto o seu saber e o salário. Com a sua maneira de se comportar quando se é um proletário intelectual. E a sua serenidade e o seu respeito pela liberdade dos outros. Donde, todos tínhamos a liberdade de levantar a mão, após os 30 minutos de exposição do convidado, para colocar questões, contrapor hipóteses, expor ideias, debater, perguntar. E, a seguir, continuar o debate no habitual pub do King´s College” . Mas, o interessante é que um dia o Seminário mudou de Sesta à tarde para Sesta de manhã, invulgar em Cambridge, Universidade que mantêm à risca o cumprimento dos seus deveres e obrigações, todo programado bem antes de acontecer. Programado de maneira que as nossas Agendas vinham já impressas com o dia e hora do começo do Ano Académico, do trimestre, que três semana antes diz: “Term ends on x day” ou adverte que o trimestre acaba dentro de três semanas, Universidade da qual ninguém pode sair a mais de 10 milhas de distância da mesma, sem pedir antes autorização ao Reitor, em tempo de aulas, Universidade que requer aos seus membros usar o tempo disponível fora de aulas, para investigar, escrever textos ou aulas. A Biblioteca, a terceira maior do mundo a seguir a do Congresso dos EUA e do British Museum, obrigava e atraia, até havia cantina para comer, lanchar e outras salas apenas para chá e café. Foi ai onde conheci os Manuscritos do Mar Morto ou originais de parte do que é hoje , descobertos apenas em 1945, como está narrado na nota de rodapé que cito os Manuscritos, no Lugar de Qram, Qumran, Khirbet Qumran, “ruína da mancha cinzenta”, é um sítio arqueológico localizado na margem noroeste do Mar Morto, a 12 km de Jericó, a cerca de 22 quilômetros a leste de Jerusalém na costa do Mar Morto, em Israel.

Notas:

Etnopsicologia da Infância, passou a ser uma especialidade no nosso Departamento de Antropologia, a partir de 2002, quer como cadeira optativa da Licenciatura e especialidade de Doutoramento, retirado por mim do saber de Boris Cyrulnick e de Alice Miller, já antes referidos. Sobre a minha criação, ver sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt- PT&q=Ra%C3%BAl+Iturra+Etnopsicologia+da+Inf%C3%A2ncia+ISCTE&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= página Web do CEAS: http://ceas.iscte.pt/cria/pkm_jyd.html
Comecei falar de escrita e oralidade na conferência proferida por mim no Congresso de Antropologia de Coimbra, 1987, publicado na Revista de Antropologia de Coimbra. Referida no sitio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Ra%C3%BAl+Iturra+Revista+Antropologia+Universidade+Coimbra+A+escrita+e+a+oralidade&meta= ou na pagina web, texto do meu antigo discípulo Ricardo Vieira, hoje Doutor com Agregação feita também comigo no ISCTE, Lisboa, Portugal, e um pós doutoramento a ser realizado também na nossa instituição ISCTE. Cita os primórdios do seu trabalho, ao ouvir a minha conferência mencionada: “A passagem da oralidade à escrita na formação do saber: o mito do insucesso escolar”, na pagina web: www.apantropologia.net/publicacoes/actascongresso2006/cap5/VieiraRicardo.pdf - do sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Ricardo+Vieira+Ra%C3%BAl+Iturra+Antropologia+Educa%C3%A7%C3%A3o&btnG=Pesquisar&meta= Foi o dia no qual Ricardo Vieira veiou falar comigo para referir que estava a pensar escrever uma tese de Mestrado. A parte lectiva estava já acabada, faltava a escrita e se eu podia orientar ou não. Por causa da minha experiência em, situações anteriores, em Cambrige, París, Bielefeld da Alemanha e Lisboa, Universidades de cidadãos aristocratas, com imenso dinheiro a fazer teses por lazer, eu perguntei de imediato: “Faça o favor de dizer qual é o trabalho dos seus pais e quem paga os seus estudos”. Surpreendido, ele respondeu: os seus pais eram agricultores e emigrante o pai, na França, e os estudos eram pagos por ele com dinheiro ganho nos seus trabalhos em Lisboa, enquanto estudava. Nada mais acrescento, é a sua vida, mas , para mim, era importante. Farto estava já de orientar teses de príncipes, duques, barões ou pessoas com muito dinheiro na conta corrente e muitas posses materiais, que iam fazendo a tese conforme gosto e disponibilidade de outras actividades cortesãs. Foi, como diz Luís Silva Pereira ao falar de um amigo seu no seu livro citado, amizade a primeira vista, que perdura até o dia de hoje. Faz poucos dias, acompanhou-me ao Hospital, antes de ser operado de um cancro que me podia matar! Retirado das minhas memórias, bem como do texto de Ricardo Vieira sobre Antropologia da Educação em Portugal, sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Ricardo+Vieira+Ra%C3%BAl+Iturra+Antropologia+Educa%C3%A7%C3%A3o&btnG=Pesquisar&meta=
A wikipédia fornece um conceito que eu apenas transfiro ao leitor: O processo de aprendizagem pode ser definido de forma sintética como o modo como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Contudo, a complexidade desse processo dificilmente pode ser explicada apenas através de recortes do todo. Por outro lado, qualquer definição está, invariavelmente, impregnada de pressupostos políticos - ideológicos, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber. Retirado da página Web: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=O+processo+de+aprendizagem+na+inf%C3%A2ncia+&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=


retirado do meu livro A Construção Social do Insucesso Escolar. Memória e Aprendizagem em Vila Ruiva, 1990 a), página 87 do Capítulo referido. Ver em sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Ra%C3%BAl+Iturra+A+constru%C3%A7%C3%A3o+Social+do+Insucesso+Escolar&spell=1 ou comentários na página web: http://www2.dce.ua.pt/disciplinas/sociologia_educacao_b/metodologia.html
Paulo Freire foi recebido por mim no seu exílio Brasileiro para o Chile, no Instituto de Ciências Sociais do ORMEU ou Organização Mundial para Educação Universitária, que eu presidia, na qual preparávamos aos mais pobres da América Latina para serem educadores dos seus iguais de classe e geografia local. Foi o Paulo que me ensinou a investigar no que hoje denomino a mente cultural referida por ele como o saber cultural do povo, história relatada por mim à Revista da Universidade Nova de Lisboa: Arquivos da Memória, 1999, N.º 6, entrevista conduzida pela genial Antropóloga Paula Godinho, que em 2006 fez-me a honra de formar parte do seu júri de Agregação. A Revista era dirigida pelo esse outro grande amigo, o Professor Doutor Jorge Crespo, aposentado muito cedo, no meu ver. O sítio Net da Revista e a minha entrevista sobre Educação, está no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Arquivos+da+Mem%C3%B3ria+N%C2%BA6+7+1999+Entrevista+com+Ra%C3%BAl+Iturra&btnG=Pesquisar&meta= Como é evidente, refiro a nossa educação não apenas para camponeses do Chile, bem como aos mais novos que eu andava a estudar, explicado já nos capítulos anteriores e neste capítulo também. Para saber de Paulo Freire esse pai para mim, visite o sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Paulo+Freire&btnG=Pesquisar&meta= e a página Web: http://www.paulofreire.org/pf_.htm , na qual é possível encontrar não apenas a sua biografia, bem como os seus escritos. Soube da sua morte ao ser telefonado para Vilatuxe, à casa de Herminio Medela e Esperança Dobarro, que me acolheram como referi na Introdução, como se a casa deles for a minha casa, a 2 de Maio. Paulo tinha-se ido embora a 1 de Maio desse ano, como refiro no número temático da nossa Revista Educação, Sociedade e Culturas, organizado pela Professora Doutora Maria Luiza Cortesão, da qual tive o prazer inolvidável de ter arguido o seu CV nas suas provas de Agregação. No meu texto da Revista temática sobre o Paulo, comento: Nem que o Paulo tiver escolhido o dia, 1 de Maio, dia do trabalhador, era um dia digno para ele nos deixar...
A história dos Hobbits de John Ronald Tolkien, é a história dessa gente pequenina que sabe viver num reino encantado, por estar habitado por gigantes ou esses adultos que perturbam a vida dos mais novos- Tolkien está referido no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=The+Hobbits&spell=1 , especialmente na página web: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Hobbit que refere, citação que não resisto colocar já: The Hobbit is set in a time "between the dawn of Faerie and the Dominion of Men",[5] and follows the quest of home-loving Bilbo Baggins (the "Hobbit" of the title) to win his share of the treasure guarded by the dragon, Smaug. His journey takes him from light-hearted, rural surroundings and into darker, deeper territory[6], meeting various denizens of the Wilderland along the way. While The Hobbit stands in its own right as a complete, self-contained story it is also the precursor to Tolkien's second, longer novel The Lord of the Rings. The publisher requested a sequel due to the success of The Hobbit', though The Lord of the Rings was not to be finished and published until 17 years after the original. The Hobbit has been republished and adapted many times since its first edition.


Ittura com um i inglês que tem o som de Ai é o meu nome na Grá-bretanha, enquanto no Portugal ou sou e Turra ou Redondo, o nome da minha mãe. Dai é que eu adoro brincar com o meu nome, porque todos não fazem o esforço que nós, estrangeiros, estamos obrigados! Para me naturalizar português, devo prestar provas de Português, para além de outras especiarias! Mas, o Governo nunca mais responde! Anyway, back to the text!
Josep Llobera, grande pessoa e personalidade Catalã, refugiado como eu na Grã-bretanha do Governo franquista, tem uma obra passível de consultar no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Lecturer+Llobera+Goldsmith%27s+College+London&btnG=Pesquisar&meta= Pat Caplan, simpatizante dos refugiados e amiga íntima, como Senhora judaica, sabia o que era a perseguição e tentou ajudar. Telefonou-me imensas vezes, mas eu tinha cometido esse crime de lesa majestade de ser um bom pai com uma mulher deprimida! A obra de Pat está no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Professor+Pat+Caplan+Goldsmiths+College+London&btnG=Pesquisar&meta=


Maurice Godelier tem uma obra importante e foi a partir das nossas intercações, que eu aprendi e fundamos a disciplina de Antropologoa Económica, que ele ensinava no Collége de France, e eu, no ISCTE. A obra e vida de Maurice, a quem dediquei o meu livro A Economia deriva da Religião. Ensaio de Antropologia do Económico, Afrontamento, Porto, 2002, está no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Raul+Iturra+A+Economia+deriva+da+Religi%C3%A3o.+Ensaio+de+Antropologia+do+Econ%C3%B3mico&btnG=Pesquisar&meta= com comentário na página Web: http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=2150 Para Maurice Godelier, página Web :http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Maurice+Godelier+&meta= e na pagina Web da Wikipedia ou Enciclopédia Net: http://en.wikipedia.org/wiki/Maurice_Godelier Nunca li as suas obras, eram sempre referidas a mim pelo próprio Maurice, em debates em casa ou em Seminários, em Paris, Cambridge e , a seguir, Lisboa, até o dia de hoje. Naõ resisto citar algumas das palavras referidas pela Wikipédia, para facilitar a +esquisa ao leitor: Born in Cambrai, France in 1934, Maurice Godelier is one of the most influential names in French anthropology. Directeur d'études at the École des Hautes Études en Sciences Sociales. Best known as one of the earliest advocates of Marxism's incorporation into anthropology, he is also known for his field work among the Baruya in Papua New Guinea that spanned three decades from the 1960s to the 1980s. Foi assim que eu introduzi o que já sabia: o materialismo histórico nas minhas análises e nas análises de pesquisa dos meus orientados e discentes. A pesquisa sobre os Baruya, nunca li, porque já sabia de cor todo o que ai era, ao ler o manuscrito várias vezes no estudo de Maurice, nas aforas de Paris, ou no seu Gabinete da Maison de Sciences de l’Homme, que eu usava em quanto ele estava a dirigir a Ciência Social no dito CNRS. Este texto está em português, na página web da Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Godelier Quanto a minha participação no debate de ideias a a minha adaptação, mais uma vez, às ideologias europeias, ver o Sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Raul+Iturra+Membre+du+CNRS&btnG=Pesquisar&meta= ou a pagina web, em texto pdf: www.mal217.org/agenda/newsletter/03-12.pdf O texto dedicado ao Maurice, está referido no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Raul+Iturra+A+Economia+deriva+da+Religi%C3%A3o.+Ensaio+de+Antropologia+do+Econ%C3%B3mico&btnG=Pesquisar&meta= e na pagina Web: http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=2150 , que vou referir no texto.


Iturra, Raúl, 2002: A Economia deriva de Religião, Afrontamento, Porto, página 9, sítio Net já referido

(Continua)


publicado por Carlos Loures às 15:00
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