Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
Encerrar escolas!


 Luís Moreira


A frase dá arrepios, num país onde a juventude está tão mal preparada e as regiões desertas. A desertificação irá acentuar-se, tudo porque é necessário poupar uns tostões,enquanto se esbanjam milhões em gabinetes com doze motoristas, assessores, consultores externos, frotas automóveis, megainvestimentos que ninguem sabe muito bem para que servem.

Dizem-nos que os resultados escolares são muito baixos nestas escolas quando comparados com escolas com mais de 20 alunos e com professores especialistas nas diversas matérias.Não sei se é assim, estamos mais que avisados que as razões, os estudos, os gráficos e os relatórios aparecem sempre a dizer o que quem paga quer que digam. Uma escola perto de casa, sem deslocações, num ambiente conhecido, com professores conhecidos das autarquias e das famílias parece ser o quadro ideal para que jovens de menos de 12 anos possam tirar o melhor aproveitamento.

A ministra, diz que cada caso é um caso, serão estudados um a um com as autarquias e os pais. As autarquias se não tiverem um olhar medíocre e vesgo sobre o assunto, podem ter uma palavra de grande valor , mas se a sua visão for a de poupar uns patacos, serão os alunos a sofrer com o encerramento das escolas.

É dificil perceber que nas autarquias, onde apareceram empresas como cogumelos a fazerem o que as Câmaras sempre fizeram,com administrações de boys e girls a ganharem balúrdios, não possam manter as suas escolas e os seus mais jovens filhos junto de si. A seguir aos filhos irão os pais logo que puderem, e os primos e as tias e os vizinhos...

O mesmo partido que enche a boca com a regionalização ( mas devagarinho...) é o mesmo que mais contribui para a desertificação do interior do país, fechando Centros de Saúde e escolas !


publicado por Luis Moreira às 13:30
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2 comentários:
De Carlos Mesquita a 7 de Junho de 2010 às 19:02
No caso das empresas municipais tem razão, para além de fazerem, o que as Câmaras faziam mais barato, outras foram criadas para substituir comissões ad-hoc e de cultura, que prestavam o mesmo serviço sem custos e envolvendo as populações. Já no encerramento das escolas a coisa não é tão linear como expõe. Para que a "juventude fique mais bem preparada" a escola deve fornecer as valências através de professores dedicados por ano ou disciplina, num meio que permita a socialização das crianças, e bem apetrechado de equipamentos e materiais didácticos que só são viáveis se servirem um número razoável de alunos. Há escolas que já deviam ter encerrado há muito, e dou o exemplo duma, na aldeia onde tenho casa, a mil e quinhentos metros do centro de Chaves. Serviu durante anos para empregar um professor dando aulas a 2,3,4 alunos, quando a oitocentros metros há outra com dezenas de miúdos, já na cidade. Não há o problema da desertificação ( o metro quadrado para construção é ao preço de Cascais) mas sim uma "organização do território" com centenas de anos que não atende à expansão populacional das últimas décadas. Onde a desertificação se colocar as autarquias saberão intervir, espera-se é que não prejudiquem a educação das crianças para tirar dividendos políticos. E depois, meter os filhos em carrinhas escolares para irem para boas escolas, não é o que faz quem tem dinheiro? Isabel Alçada não é o Valter Lemos, quero querer que as situações serão observadas caso a caso, como ela prometeu.


De Mag. a 27 de Junho de 2010 às 21:38
Porque razão antes fechavam escolas com menos de 10 alunos e foi agora preciso subir a parada,os governos, em particular os PS,para o qual , Portugal é Lisboa, o resto é paisagem,depois de fecharem as florestas,que dinamizavam o mundo rural, não irão dizer que as serras imigraram concerteza,elas estão lá só que abandonadas,segiu as escolas os hospitais e maternidades, fica só o padre, e os amigos da cor os presidentes de junta.


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