Terça-feira, 2 de Novembro de 2010
O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade –15: por Raúl Iturra.
(Continuação)



Evidentemente que este tipo de análise não estava no modelo de inconsciente de Freud, nem no modelo de Durkheim, que soube estudar o sacrifício, o ritual e o mito, areias onde Weber não se movimentou. Aliás, Weber nunca foi lido por Marx, Freud ou Durkheim, sendo assim o criador solitário da Sociologia Alemã. O seu objectivo era a descoberta da riqueza das nações, como antes de si, em 1776 , o foi de Adam Smith, membro da confissão de Knox, da Igreja Presbiteriana, nascida da confissão Calvinista .

Freud, pai da psicanálise, nunca leu Weber, mas estudou o Talmude e outros textos religiosos para entender a mente cultural dos seus pacientes. Podemo-nos interrogar do porquê destes textos e não de outras confissões? Eu diria, tal como já o afirmei noutros livros, que a resposta é simples: no Talmude há saber antigo, saber pragmático e ciência do concreto e do abstracto. Sempre tive a ideia que este saber é a base da teoria freudiana sobre o inconsciente, após estudar os textos rabínicos e ser instruído em formas de comportamento hebreus. Em adulto, Freud rebela-se contra a sua forma de pensar e sentir, que permite usar o saber, mas sem prática. Para o ritual do Bar-Mitzva , Freud teve de estudar o Talmude e saber as leis que o governam de cor e salteada. No livro de Jiménez Fernández, a título de exemplo, na página 23 define o que é ser homem e a sua masculinidade. Na página 29 define o que é um homem e o que é uma mulher. Diz o livro de Bem Sira : “uma boa esposa é um bom presente para o marido, aposentar-se-á no seio do Deus temeroso (Sira, 26.3) Mas, repara, o que está escrito é a palavra “boa”. Uma má esposa é uma praga para o marido» «Uma esposa bela faz feliz o marido, e os seus dias duplicam-se.” (Sira 26,1; Sal. 1.1).

Ao lermos este texto, entendemos porque Freud, no seu citado livro de 1905, denomina de aberração as relações dentro do mesmo sexo. É, pois, a partir do seu ritual, que ao tentar tratar das neuroses de mulheres sós, se não têm relações íntimas com um homem, justifica que as mesmas procuram afecto em doenças e tristeza de si próprias. Estes factos fazem-me pensar que Freud criou a psicanálise do seu saber médico neurologista nesse conhecimento, mas não só. A sua formação no saber judaico, levou-o também a entender essas profundezas desconhecidas da mente humana. Ele próprio, durante muitos anos, passou em permanente introspecção, especialmente para preparar o seu Bat Mitzav. Se Freud e Durkheim ficaram fartos de rituais e aprendizagens de doutrinas divinas e de ministros rabínicos, é outro assunto. Ao estudar as suas vidas, sou capaz de reparar que a minha hipótese não era falsa. Por dois motivos. O primeiro, Durkheim declarou abertamente o seu ateísmo, passando a estudar apenas a estrutura da crença e os rituais dos crentes. Freud, fez o mesmo, como declara num texto, que passo a citar. Mas antes, o segundo motivo: como muitos de nós, usaram o saber teológico, canónico e doutrinal, para se entenderem a si próprios e a todos os que analisaram ou com quem partilharam a vida económica e social.

Freud recorre aos textos sagrados da sua religião, mas apenas à letra e não à essência do sentido de fé que tinha adquirido na sua infância, como Durkheim e Mauss. Como muitos dos sábios, Freud no seu texto “Ensaios de Psicologia Colectiva" , interpreta a religião como um fenómeno de neurose social. O que é o histerismo num indivíduo é a religião numa sociedade. Uma alucinação, uma perturbação de carácter obsessivo. Na religião, Freud só descobre o obscurantismo, a superstição, a tirania inquisitória, o dogmatismo, o mandamento reaccionário, a "ilusão" filosófica. O que mais tarde Marx, na época da sua juventude e rebelião contra o seu professor Friedrich Hegel, na Crítica à Teoria do Direito de Hegel, diz a religião é o ópio do povo .

Nos escritos de Freud, o Talmude é a base da sua interpretação dos sonhos . Mas não só, como o professor David Bakan, da Universidade de Chicago, ele próprio judeu, pretende provar que, em muitas das suas doutrinas fundamentais, Freud inspirou – se na tradição mística do seu povo. Especialmente, naquela que seguiu a Kabalá e é esse tema da dialéctica de Freud com a religião que passamos agora a abordar.

Notas:
Adam Smith (provavelmente Kirkcaldy, Fife, 5 de junho de 1723 — Edimburgo, 17 de Julho de 1790) foi um economista e filósofo escocês. Teve como cenário na sua vida o atribulado século das Luzes, o século XVIII. A sua biografia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith. No ano de 1776 escreveu: An inquiry into the nature and causes of the wealth of Nations, que pode ser lido em: http://www.adamsmith.org/smith/won-index.htm



Este texto pode ser lido em: http://classiques.uqac.ca/classiques/Weber/ethique_protestante/Ethique.html


O Talmude (em hebraico: תַּלְמוּד, transl. Talmud) é um registo das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo. É um texto central para o judaísmo rabínico, perdendo importância apenas para a Bíblia hebraica.


O Talmude tem dois componentes: o Mixná (c. 200 da nossa era), primeiro compêndio escrito da Lei Oral judaica, e o Guemará (c. 500 da nossa era). A discussão do Mixná e dos escritos tanaíticos que frequentemente abordam outros tópicos é amplamente exposta no Tanakh.


O Mishná foi redigido pelos mestres chamados Tannaim ("tanaítas"), termo que deriva da palavra hebraica que significa "ensinar" ou "transmitir uma tradição". Os tanaítas viveram entre o século I e o III d.C. A primeira codificação é atribuída a Rabi Akivá (50 – 130), e uma segunda, a Rabi Meir (entre 130 e 160 da nossa era), ambas as versões foram escritas no actual idioma aramaico, ainda em uso no interior da Síria.


Os termos Talmud e Gemarah são utilizados frequentemente de maneiras intercambiaveis. A Guemará é a base de todos os códigos da lei rabínica e muito citada no resto da literatura rabínica; já o Talmude, também chamado frequentemente de Shas (hebraico: ש"ס) é uma abreviação em hebraico de shisha sedarim, as "seis ordens" da Mixná. História completa em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Talmud.


Originalmente, o estudo académico do judaísmo era oral. Os rabinos expunham e debatiam a lei (isto é, a Bíblia hebraica) e discutiam o Tanakh sem o benefício das obras escritas (além dos próprios livros bíblicos), embora alguns possam ter feito anotações privadas (megillot setarim), por exemplo, a respeito das decisões de cortes. A situação mudou de forma drástica, principalmente, como resultado da destruição da comunidade judaica no ano 70 da nossa era, e os consequentes distúrbios nas normas legais e sociais judaicas. À medida que os rabinos foram forçados a encarar uma nova realidade — principalmente a dum judaísmo sem um Templo (para servir como centro de estudo e ensino) e uma Judéia sem autonomia — surgiu uma enxurrada de discursos legais, e o antigo sistema de estudos oral não pôde ser mantido. Foi durante este período que o discurso rabínico passou a ser registado na escrita.[1][2] A primeira lei oral registada pode ter sido na forma dos Midrash, na qual a discussão haláquica está estruturada como comentários exegéticos sobre o Pentateuco. Uma forma alternativa, porém, organizada pelos tópicos de assuntos, em vez dos versos bíblicos, tornou-se dominante por volta do ano 200 d.C., quando o rabino Judá HaNasi redigiu a Mixná (משנה).


A Lei Oral estava longe de ser monolítica, variando enormemente entre diversas escolas. As duas mais famosas eram a Escola de Shammai e a Escola de Hillel. Em geral, todas as opiniões, mesmo as não – normativas, eram registadas no Talmude. A Mishná, também conhecida como Mixná ou Mixna[1] (em hebraico משנה, "repetição", do verbo שנה, ''shanah, "estudar e revisar") é uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redacção na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral. Provém de um debate entre os anos 70 e 200 da Era Comum por um grupo de sábios rabínicos conhecidos como 'Tanaim' e redigida por volta do ano 200 pelo Rabino Judá HaNasi. A razão da sua transcrição deveu-se, de acordo com o Talmude, à perseguição dos judeus pelos romanos e à passagem do tempo; este novo suporte (a escrita) trouxe a possibilidade dos detalhes das tradições orais não serem esquecidos. As tradições orais que são objecto da Mishná datam do tempo do judaísmo farisaico.[2] A Mishná não reclama ser o desenvolvimento de novas leis, mas meramente a recolecção de tradições existentes. A Mishná é considerada a primeira obra importante do judaísmo rabínico e é uma fonte central do pensamento judaico posterior. A lista dos dias de festa conhecida como Meguilat Taanit é mais antiga, mas de acordo com o Talmude já não está em vigor. Comentários rabínicos à Mishná nos três séculos seguintes à sua redacção (guardados sobretudo em aramaico) foram redigidos como a Guemará. Retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mixn%C3%A1


É-me impossível resistir ao ímpeto de falar da língua, da qual nasceu a psicanálise, com palavras usadas por Freud como conceitos psicanalíticos, o Aramaico. Freud, tendo especial pendor para idiomas, dominava o alemão, o aramaico, o inglês, o francês. Encantou-se, na adolescência, pela obra Dom Quixote, de Cervantes e aprendeu, sem mestre, a bela língua castelhana. Este capricho juvenil permitiu-lhe constatar pessoalmente o acerto da tradução das suas Obras Completas para o espanhol, registado em algumas palavras do tradutor D. Luis López Ballesteros y de Torres (Freud, 1923b). Ao usar o Talmude, escrito em Aramaico, Freud tinha a obrigação de usar a língua referida, para definir os seus conceitos. Esta afirmação do uso do aramaico para definir conceitos na sua teoria é mais do que evidente. Os textos estudados por ele, não apenas o Talmude, estavam escritos em aramaico, como a Mishnná. Paulo Roberto Medeiros, Recife, organizador dos estudos psicanalíticos de Freud e Lacan, na sua Universidade, tem um texto que define os quatro conceitos fundamentais da psicanálise, denominado Conceitos fundamentais da Psicanálise Apresentação, leitura e comentários de Seminários e Textos de Jacques Lacan Os Nomes-do-Pai e Os quatro conceitos fundamentais da Psicanálise, onde debate os conceitos aramaicos de Freud e Lacan, em: http://www.traco-freudiano.org/tra-instituicao/word/paulo-medeiros-4conceitos/11-06_julho_%202004.pdf


Aramaico é a designação dada aos diferentes dialectos de um idioma com alfabeto próprio e com uma história de mais de três mil anos, utilizado por povos que habitavam o Oriente Médio. Foi a língua administrativa e religiosa de diversos impérios da Antiguidade, além de ser o idioma original de muitas partes dos livros bíblicos de Daniel e Esdras, assim como do Talmude. Pertencendo à família de línguas afro-asiáticas, é classificada no subgrupo das línguas semíticas, à qual também pertencem o árabe e o hebraico.


O aramaico foi, possivelmente, a língua falada por Jesus e ainda hoje é a língua materna de algumas pequenas comunidades no Médio Oriente, especialmente no interior da Síria; a sua longevidade deve-se ao facto de ser escrito e falado pelos aldeões cristãos que durante milénios habitavam as cidades ao norte de Damasco, capital da Síria, entre elas reconhecidamente os vilarejos de Maalula e Yabrud, esse último "onde Jesus Cristo hospedou-se por 3 dias" além de outras aldeias da Mesopotâmia reconhecidamente católicas por onde Cristo passou, como Tur'Abdin no sul da Turquia, fizeram com que o aramaico chegasse intacto até aos nossos dias. No início do século passado, devido a perseguições políticas e religiosas, milhares desses cristãos fugiram para o ocidente, ainda hoje existem algumas centenas vivendo nos Estados Unidos da América, na Europa e na América do Sul.


Acrescento que o Aramaico não é apenas um língua, define actividades, sentimentos, saberes e emoções dentro da lógica das palavras. Além destas ideias, está o livro de Lucille Ritvo: A Influência de Darwin sobre Freud, Imago, 2008 comentado como: “Este livro é o primeiro a revelar o pleno impacto sobre Freud da efervescência criada pelas obras de Charles Darwin. Lucille B. Ritvo mostra como método e as ideias de Darwin desempenham papel seminal nas descobertas psicanalíticas básicas de Freud - sexualidade infantil, conflito, regressão, o significado e a função dos sintomas, a coexistência de opostos no inconsciente e a relação entre perverso e normal. Darwin fez da história um método científico à psicologia com resultados igualmente surpreendentes.


O período em que Freud cursou a escola secundária, de 1865 a 1873, coincidiu com a divulgação do trabalho de Darwin no mundo de língua alemã e a publicação alemã de A Variação de Animais e Plantas em Domesticação e a descendência do Homem. Como Freud mais tarde recordou, "as teorias de Darwin, que então eram de interesse corrente, atraíram-me fortemente, pois apresentavam esperanças de um extraordinário avanço em nossa compreensão do mundo". Ritvo afirma que foi Carl Claus, professor de zoologia de Freud na Escola Médica da Universidade de Viena, mais que seu professor de fisiologia, Ernst Brücke, como até agora se julgava, quem formou Freud nos rigores da biologia darwiniana.”


É preciso acrescentar que Freud e Darwin eram de origem judaica, apesar de Darwin ter tido instrução anglicana e ter estudado teologia anglicana em Cambridge. Darwin e Freud eram judeus. O primeiro 'somente' CONTESTOU (arre!) o criacionismo; o outro desenvolveu a teoria da psicanálise. Dois pilares, cada qual em sua ciência, do pensamento moderno. Donde, a formação em aramaico é também passivel de pensar. Porém, os conceitos e as ideias vêm do activo aramaico. Informação completa em: http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2006/03/20/genios_judeus/


Esta informação provém da minha pesquisa e de textos mais extensos, que podem ser lidos em: http://www.adufpb.org.br/publica/conceitos/09/art_18.pdf para o uso do aramaico de Freud.


Quem escreveu mais sobre esta ideia, foi o analista João Leonardo Ribeiro de Morais, Professor Adjunto de Psiquiatria do Depto. de Medicina Interna do CCS/UFPB. O texto é denominado: Influências do Darwinismo na formação e na obra de Sigmund Freud, Revista Conceitos – Janeiro – Junho de 2003: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Revista+Conceitos&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=&aq=f&oq=


Comigo, em formato de papel, tenho os textos sagrados dos hebreus: Girón Blanc, Luis Fernando, (Departamento de Estúdios Hebreos de la Universidad Complutense, Madrid), 1998: Textos escogidos del Talmud, Riopiedras, Barcelona, 205 páginas, onde se debate o matrimónio, a filiação, o estado das viúvas, a vida e a morte, orações, esmola, leis, economia, fantasia, narrações legendárias, sabedoria, medicina e casuística. Por não ser possível abordar nestas linhas todo o conteúdo do livro, duas palavras são suficientes. Como já sabemos, são livros de sabedoria antiga, cultivada e oral inicialmente, por outras palavras, fruto da Experiência (relembro, o anteriormente referido, a Mixná (c. 200 d.C.), primeiro compêndio escrito da Lei Oral judaica e o Guemará (c. 500 d.C.), a discussão da Mixná e dos escritos tanaíticos, exposta no Tanakh). É o que Lévi – Strauss denomina, a ciência do concreto (relembra-se que Freud e Lévi – Strauss foram educados na tradição judaica, donde, a leitura completa do Talmude e a sua análise fez parte da formação de ambos). A sua sabedoria advém destes textos, transformados mais tarde em Bíblia para os cristãos, mas o Talmude continua a ser uma escrita sempre renovada dos debates rabínicos, como o Torá ou comentários rabínicos ao decálogo. Esta não é uma simples frase, é o título do livro de Comentários Rabínicos ao Decálogo, que tem um primeiro título: Las alas de la Torá, escrito e comentado por Emiliano Jiménez Fernández, 1996, Editorial Desclée de Brouwer, Bilbao, Bilioteca Catecumenal, 178 páginas, também comigo em suporte de papel. Torna-se, penso eu, necessário um breve comentário sobre o Torá, o que farei de imediato, recorrendo ao meu conhecimento e a diversas ligações da internet, como por exemplo, http://pt.wikipedia.org/wiki/Tor%C3%A1. O dicionário que uso define Torá como tora (lei mosaica).


Torá (do hebraico תּוֹרָה, significando instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, חמשה חומשי תורה - as cinco partes da Torá) e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação de quarenta anos até à terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dados a Moisés para que entregasse e ensinasse o povo de Israel. Texto completo em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tor%C3%A1.


Bar Mitzvah e Bat Mitzvah "Bar Mitzvah", significa literalmente “filho do mandamento”. "Bar" é filho em aramaico, que costumava ser a língua vernácula do povo judeu ( Jewish people.) "Mitzvah" é “mandamento”, seja em língua Hebreia ou em Aramaico. "Bat" é filha, em Hebreu e Aramaico. (A pronúncia Ashkenazic, essa variante do judaísmo mais ortodoxa, é "bas"). Tecnicamente, o conceito define ao infante que advém a idade adulta, sendo estritamente correcto referir-se a alguém que está a completar a “ idade adulta de bar ou que esta a ser um bar (ou bat) mitzav”. Porém, é mais comum que o conceito seja usado para referir que tem chegado a idade da cerimónia em si: um rapaz está a chegar a adulto e está a passar pelo ritual de bar mitzav.


De acordo com a lei judaica, as crianças não estão obrigadas a observar os mandamentos, apesar de serem encorajadas a respeitá-los, tanto quanto possível, para assim aprenderem as obrigações que vão surgir na idade adulta. Aos 13 anos, os rapazes e aos12, as raparigas, ficam obrigados a observar os mandamentos. O cerimonial de bar mitzvah define formalmente a tomada de posse dos deveres e obrigações mandados pelo decálogo, acompanhado com os direitos e deveres adquiridos como adulto maior, dentro da vida social e religiosa (religious services). Ao fazer parte de um minyan (cerimónia com um número pequeno de pessoas para celebrar partes de rituais religiosos conduzidos), adquire-se capacidade para contratar, para testemunhar em julgamentos religiosos e o direito a casar.


O texto original, em inglês, http://www.jewfaq.org/barmitz.htm, de que fiz uma tradução livre, diz: Bar Mitzvah and Bat Mitzvah


"Bar Mitzvah" literally means "son of the commandment." "Bar" is "son" in Aramaic, which used to be the vernacular of the Jewish people. "Mitzvah" is "commandment" in both Hebrew and Aramaic. "Bat" is daughter in Hebrew and Aramaic. (The Ashkenazic pronunciation is "bas"). Technically, the term refers to the child who is coming of age, and it is strictly correct to refer to someone as "becoming a bar (or bat) mitzvah." However, the term is more commonly used to refer to the coming of age ceremony itself, and you are more likely to hear that someone is "having a bar mitzvah."


Under Jewish Law, children are not obligated to observe the commandments; although they are encouraged to do so as much as possible to learn the obligations, they will have as adults. At the age of 13 (12 for girls), children become obligated to observe the commandments. The bar mitzvah ceremony formally marks the assumption of that obligation, along with the corresponding right to take part in leading religious services, to count in a minyan (the minimum number of people needed to perform certain parts of religious services), to form binding contracts, to testify before religious courts and to marry.


Ben Sira foi o autor do livro mãe dos deveres canónicos denominado Sirach. O nome do autor poderá ter sido Shimon (Simon), filho de Yeshua (Jesus/Joshua), filho de Eleazar, filho de Sira[1]. No texto grego, o autor chama-se "Jesus o filho de Sirach de Jerusalem." (l.27) "Jesus" é a forma Anglicana para o nome grego Ιησους, equivalente ao Hebrew Yeshua` e ao mais antigo Masoretic Hebrew Yehoshua`. Texto completo em: http://en.wikipedia.org/wiki/Ben_Sira


O texto está em castelhano, mas tomei a liberdade de o traduzir.


Traduzidos do francês como: Essais de psychanalyse appliquée, incluem textos como: “Le Moïse de Michel-Ange”. (1914) ;“La psychanalyse et l'établissement des faits en matière judiciaire par une méthode diagnostique”. (1906) ; “Des sens opposés dans les mots primitifs”. (1910) ;“La création littéraire et le rêve éveillé”. (1908) ;“Parallèles mythologiques à une représentation obsessionnelle plastique”. (1916) ;“Le thème des trois coffrets”. (1913) ;“Quelques types de caractère dégagés par la psychanalyse ”. (1915-1916) ; “Une difficulté de la psychanalyse”. (1917) ; “Un souvenir d'enfance dans Fiction et Vérité de Goethe”. (1917) ; “L'inquiétante étrangeté” (Das Unheimliche). (1919) ; “ Une névrose démonique au XVIIe siècle”. (1923). Textos acessiveis à leitura, em : http://classiques.uqac.ca/classiques/freud_sigmund/freud.html.


Marx, Karl, Engels, Friedrich, 1848: Manifesto comunista, em linha: http://www.culturabrasil.pro.br/manifestocomunista.htm. Em formato de papel: 1997, editado pela Oxford University Press, Reino Unido, páginas 221 a 247, do texto: Karl Marx: Selected Writings, editado por David McLellan, texto em minha posse e que sempre uso para este tipo de trabalhos. Ao falar extensamente sobre religião, filosofia e lei, os autores dizem: Quando se fala de ideias que revolucionam uma sociedade inteira, isto quer dizer que, no seio da velha sociedade, formaram-se os elementos de uma nova sociedade e que a dissolução das velhas ideias marcha junto à dissolução das antigas condições de vida.


Quando o mundo antigo declinava, as velhas religiões foram vencidas pela religião cristã; quando, no século XVIII, as ideias cristãs cederam lugar às ideias racionalistas, a sociedade feudal travava sua batalha decisiva contra a burguesia então revolucionária. As ideias de liberdade religiosa e de liberdade de consciência não fizeram mais que proclamar o império da livre concorrência no domínio do conhecimento.


Sem dúvida, dir-se-á, as ideias religiosas, morais, filosóficas, políticas, jurídicas etc., modificaram-se no curso do desenvolvimento histórico, mas a religião, a moral, a filosofia, a política, o direito mantiveram-se sempre através dessas transformações. Além disso, há verdades eternas, como a liberdade, a justiça etc., que são comuns a todos os regimes sociais. Mas o comunismo quer abolir estas verdades eternas, quer abolir a religião e a moral, em lugar de lhes dar uma nova forma e isso contradiz todo o desenvolvimento histórico anterior. A que se reduz esta acusação? A história de toda a sociedade até aos nossos dias consiste no desenvolvimento dos antagonismos de classes, antagonismos que se têm revestido de formas diferentes nas diferentes épocas. Em 1844, ao criticar a Filosofia do Direito de Hegel, que era um homem religioso e tinha feito dos denominados jovens hegelianos homens religiosos também, ao mudar o sentido da História, Marx mudou também e na Introdução do seu texto sobre Crítica à Filosofia do Direito de Hegel, afirma: O sofrimento religioso é, ao mesmo tempo a expressão de um sofrimento real e um protesto contra esse sofrimento real. A religião é o suspiro do oprimido, o coração de um mundo sem coração, o espírito de condições sem espírito. É o ópio do povo. Retirado do texto em linha: http://www.bopsecrets.org/CF/marx-hegel.htm. O texto é de Marx, mas as palavras seguintes são minhas: esta é a forma de se afastar do sentimento de fé, como Freud e Durkheim. No entanto, quatro anos mais tarde, essa rebelião juvenil passa a ser uma serenidade para analisar a história e usa os textos sagrados e da História, para escrever quer o Manifesto, quer A ideologia Alemã, ou ainda a Critica da Economia Política ou Grundrisse de 1857-8, publicado postumamente em 1941, são as manifestações de querer remodelar o mundo. Como Freud e a sua pesquisa sobre o inconsciente ou Durkheim e os seus texto sobre o Socialismo e a sua história e desenvolvimento. A formação religiosa foi a base para descobertas racionais. Sem essas leituras, não teríamos mais conhecimento e mais sabedoria hoje em dia. Weber foi mais calmo: estudou católicos e protestantes, afastado de qualquer história de formação religiosa.


“É tanta coisa que o Talmude fala sobre os sonhos e suas interpretações que vamos citar só a fonte e dar alguns exemplos: Tratado de Brachót (bençãos), capítulo 9, segmento "HAROÊ". O motivo dos sonhos estarem neste tratado é que certos sonhos demanda a recitação de uma brachá logo ao despertar e o Talmude descreve ou discute que brachá deve ser recitada. Diz o Talmud, as Brachót (bênçãos) existem porque tudo o que acontece no plano material tem uma origem espiritual. Assim, quando fazemos a brachá antes de comer uma fruta revelam a Divindade nela contida e somos recompensados por Hashem, por tê-lo feito. É por causa das brachot (bençãos) que devemos pronunciar após alguns sonhos que estes aparecem no tratado Talmudico que reza também sobre os sonhos.” O texto continua, com o título de: “Os sonhos no Talmude ou de onde Freud tirou essa ideia”, em: http://www.tropicasher.com.br/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id=92:cronica-sonhos&catid=50:cat-cronica&Itemid=75


Kabalá é a expressão da Torá das maneiras de como o mundo trabalha. A maioria das pessoas já ouviu uma ou outra coisa sobre a Kabalá. www.aishbrasil.com.br/new/artigo_kabala.asp
(Continua)


publicado por Carlos Loures às 15:00
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