Quinta-feira, 31 de Março de 2011
A demissão do governo - depoimento de Sílvio Castro

 A demissão do Governo Sócrates - para quem acompanhava a situação político-econômica de Portugal, mesmo de longe, como é o meu caso - não provocou uma grande surpresa. Uma sensação de desilusão, isto sim. Certamente a posição do atual Governo socialista, desde o seu começo, não era das mais cômodas: minoritário em sede parlamentar; antogonista do Poder central guiado por uma política social-democrática que parece se perdida nos tempos, se por acaso jamais tenha existido. Porém, os problemas do Governo não se limitava tão somente a esses impecilhos. Tinha alguma coisa de mais profundo, algo de mais denso, vindo de dentro de si mesmo e alimentado por outras razões que lhe chegavam do exterior. Este algo eu, que desde sempre desejei ver na guia dos países democráticos a política socialista mais moderna possível, me via turbado por uma tendência geral dos governos socialistas europeus, ou das lideranças socialistas quando não diretamente na guia dos governos, tendência esta que inicialmente me parecia difícil definir.

 

Mas, com o continuar da minha indagação logo encontrei a explicação da razão das minhas intranquilidades. Tudo porque se via que as diversas lideranças socialistas, a partir de determinado momento da história contemporânea, e na política e no plano econômico, ia lentamente perdendo a sua identidade, num retorno que logo se revelou quase senil, às idéias liberais. Surgia assim o socialismo-liberal que, entretanto, não bebia das maiores lições históricas do liberalismo, mas se servia tão somente daquele liberalismo típico de um tempo que não sabia encontrar valores senão nas razões do mercado e do interesse dos grupos internacionais. O socialismo-liberal, principalmente a partir da explosão da recente Crise Econômica Internacional, poderia ter trazido para Portugal, assim como para outros países europeus, uma social-democracia avançada. Mas isto não aconteceu, a não ser em casos esporádicos, uns acabados como o de Blair, outros sempre em luta para não sucumbir definitivamente, como o de Zapatero. Infelizmente para Portugal, Sócrates não soube encontrar pelo menos a melhor estrada social-democrática. Hoje a situação é grave, como se sabe, ainda que muitos procurem escondê-la.

 

Haja vista, logo depois das decisões tomadas pelo último Conselho Europeu para o futuro da Comunidade, as resoluções da Standar&Poor’s (S&P) que rebaixa Portugal, quanto a categoria investimento, da anterior BBB àquela BBB-, o que quer dizer, apesar das contínuas negações de Sócrates, que o País deve pedir imediata ajuda à CE e ao FMI. A novidade é a imediata presença brasileira, através do Presidente Dilma Rousseff que declara estar o Brasil pronto a ajudar Portugal a sair da posição de grande devedor. E igualmente, creio que vem para ser escutada, a advertência do ex-presidente Lula que adverte Portugal a não cair nas mãos do FMI, e a ponderar muito sobre pedidos de ajuda a uma quase sempre inoperante, em casos semelhantes, CE. Quanto ao ambiente italiano, a não ser em breves notícias da sua melhor imprensa, a caída do Governo de Sócrates não causou maiores motivos de análises. Será porque, neste momento, a Itália se vê entre duas realidades: uma, aquela que vive e paga pela crise geral; a outra, a de um populismo político ao poder que sabe somente mostrar um mundo que não existe àquele que em outras épocas foi um povo tendente principalmente à realidade, ainda que a mais crua.



publicado por Carlos Loures às 23:00
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BelCanto -3 Giuseppe Di Stefano - por Carla Romualdo e Carlos Loures

 

 

BelCanto-3

 

 

 

 

Giuseppe Di Stefano, um dos maiores tenores líricos de sempre, nasceu na província da Catânia, na Sicília, em 24 de Julho de 1921 e morreu em Santa Maria Hoé(Lombardia) a 3 de Março de 2008. No final dos anos 40 começou a ser conhecido internacionalmente. Mas foi na década de 50 que atingiu o cume da sua carreira. Com Maria Callas formou uma dupla operática de grande prestígio. Cantou, no entanto, com a rival de Callas, a grande Renata Tebaldi.

 

 

 

 

Com uma excelente presença em palco, uma voz aveludada e uma dicção impecável, pode dizer-se que Giuseppe Di Stefano foi, a par de Mario del Monaco, o maior tenor da sua época – as suas interpretações no Edgardo de Lucia di Lammermoor ou de Mario Cavaradossi na Tosca, entre muitas outras, ficaram célebres.

 

Vamos escutá-lo em 'Rêve de Des Grieux' uma ária da ópera Manon (com libreto baseado no romance de Abbé Prévost). Manon, do compositor francês Jules Émile Frédéric Massenet (1842-1912). foi estreada na Ópera de Paris no ano de 1892

 

  

 

 



publicado por Carlos Loures às 22:00
editado por CRomualdo em 29/03/2011 às 22:29
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Os Senhores Singulares - (O romance da revelação do Brasil) - 10 - por Sílvio Castro

 

 

 

 

 



(Continuação)

 

Tainá I 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como Vossa Senhoria já deve ter podido observar, a gente daqui a cada momento entra nos rios ou no mar para banhar-se. Não só os jovens, mas também os velhos e principalmente as crianças.

 

Tomar banhos, além de ser sempre festa, parece ser também a maneira que têm para manter a pele continuadamente fresca e bela. Os banhos fazem com que todos fiquem mais coloridos e se estão pintados, como muitas vezes acontece com homens e mulheres, ficam mais belos ainda nas várias cores que usam. O vermelho que se distingue do bronzeado natural deles se mostra então vermelho rutilante. O violeta usado pelas mulheres jovens toma matizes que parecem muitas cores numa só. E o preto que os homens gostam muito de aproximar ao vermelho se faz talvez a mais bela cor que exista. Crianças, homens e mulheres passam horas e horas a nadar em meio aos cantos dos pássaros e ao calor do sol.

 

Os banhos não têm hora, mas aquele do entardecer, o último para todos, é o que reúne mais gente. Então quase toda a aldeia se dispersa nos vários braços em que se divide o rio, mas muitos nadam na água salgada do mar, correndo pelas praias de areia branca e fina.

 

Eu sempre preferi os rios. Gosto de entrar num braço tranquilo, com a água que me chega ao peito e na qual boio como se fosse tranquilo nessas água tranquilas. Mas me lembro sempre do Tejo quando estou nessas águas, ainda que essas daqui onde sonho se movam com a suavidade que embala as minhas saudades. Assim estou quando a tepidez inicial das águas cai diante da brisa da tarde. Então tenho a sensação de um frio que não é frio, mas que faz correr mais veloz o sangue nas veias e serenar os pensamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu vi Tainá que nadava nas águas de um braço de rio. Mais uma vez eu caminhava pelas margens, absorto, perdido na contemplação desse mundo sempre novo para mim. Verdadeiramente não fui eu que a vi primeiro, foi ela que me viu. Senti uma voz de mulher que me chamava e meu nome vinha das águas com aqueles sons novos que já me acostumara a distinguir nas bocas de meus amigos. No início eu não conseguia perceber se de certo era o meu nome ou um outro. Não captava então os sons que me pareciam desconhecidos. Então, eu procurava olhar com mais atenção para a boca, a cara amiga que me falava. Mas nem sempre eu era capaz de saber que palavra era aquela, ainda que parecesse o meu nome. Pouco a pouco comecei a captar melhor os sons pronunciados pelos meus amigos e a partir de determinado momento me acostumei com muitos deles. Já agora sentia uma voz jovem, doce, alegre e gentil que vinha das águas do rio e chamava por mim A o n s o o! A o n s o o o! Como acontecia com todos, a rapariga que me chamava não dizia Afonso, mas me recordava sons que eu escutara nas Espanhas, alguma coisa que era um som e ao mesmo tempo não o era, como um respiro provocado. Invés de Afonso quase como se fosse A h onso. Assim me chamava Tainá, a filha mais nova de Coaracy, convidando-me para que eu também entrasse n'água. Não sei porque, me surpreendi contemplando a rapariga que nadava alegre e feliz, e me chamava. Ela não estava pintada, mas sua pele banhada reluzia. Também não sei porque recordei-me de um dia quando Coaracy me fez ver todos os seus seis filhos, três homens e três raparigas. Então ele mostrou a mais nova, uma rapariga bela como as outras duas, porém mais ainda: Tainá. Seus longos cabelos pretos caiam nas costas e alongavam seu corpo jovem. Os olhos eram brilhantes, de luz constante, e os dentes eram brancos, mais do que o branco branco das areias das praias daquele mar. O pescoço de Tainá era redondo, mas ao mesmo tempo como que longo; a boca, cheia e graciosa; os seios pequenos e firmes, pareciam duas lanças que a projetavam ereta para a frente. Tal como ainda é hoje.

 

Tainá saiu da água enquanto eu recordava o primeiro dia que a vira e agora queria que eu nadasse com ela nas águas tranquilas que a esperavam sempre.

 

Aconteceu então uma coisa importante - digo a Vossa Senhoria -: eu nunca tomara até então um banho em companhia; mas, vendo Tainá assim naquela tarde, pela primeira vez eu me despi todo e nadei por longo tempo, num banho que me parecia o mais belo jogo da minha vida.

  

Tainá II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como acontecia com todas as raparigas, Tainá passava muitas horas do dia na "casa das mulheres". Era uma cabana grande que se abria nas primeiras horas do dia e se fechava à noite. Nela as mulheres, em geral aquelas que não tinham mais maridos e de filhos já grandes que viviam nas próprias cabanas, essas mulheres recebiam em custódia as meninas-moças que começavam a idade de mulher. Essas meninas passavam, nos primeiros tempos, todo o dia na "casa das mulheres". Depois de um certo periodo, elas saiam pela primeira vez e a gente da aldeia as festejavam. Pareciam outras, como se se tivessem feito definitivamente mulheres. Depois deste primeiro tempo, as raparigas continuavam a frequentar a "casa das mulheres", porém já livres de viverem também na cabana paterna. E a partir de então eram muito livres na escolha de seus companheiros. Mas, quero dizer a Vossa Senhoria, ainda que muito livres, não são lascivas e luxuriosas. Eles aqui amam com a mesma naturalidade com que fazem tudo: brincam, jogam, cantam, dançam, choram, riem, comem, dormem.

 

É muito difícil compreendê-los também nessas práticas. As jovens mulheres são livres e assim vivem mesmo diante de estranhos como nós; os homens não cuidam da liberdade usada pelas mulheres; não pretendem nada delas que já não sejam escolhas delas. Os homens daqui, ao contrário de nós, são sempre muito gentis com as mulheres e elas com eles. Disso no início muito me surpreendi; mas aprendi como eu sempre fora de uma natural violência com as mulheres da minha terra natal, mesmo com aquelas que eu pensava de amar.

 

(Continua)

 



publicado por João Machado às 21:00
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O Governo de Sócrates caiu agora e o próximo, esse, cai quando? por Júlio Marques Mota


 Uma nota de leitura revista

Júlio Marques Mota

 

O Governo português caíu, morreu. Paz à sua alma.  De outra forma, a recuperar um texto nosso publicado por Estrolábio,  diremos que caiu um dos vários   Brunning’s  modernos que por essa Europa pelo neoliberalismo foram criados, pela democracia foram instalados   e pela mão da União Europeia foram conservados. Sinceramente, à sua campa não irei.

 

E  a pergunta que se segue, quem é o próximo Brunning?  E quais as diferenças instaladas para que o programa seja rigorosamente o mesmo? E para quando a sua próxima queda, também?   É o que se  pode questionar, neste momento, face ao que fazem os altos representantes do sistema financeiro internacional, instalados ou na OCDE, ou na União Europeia ou em outras Instituições  como o FMI, interfaces que são entre os grandes operadores nos mercados  financeiros e os governos nacionais, uma espécie de altos  funcionários de não se sabe bem quem,  e  que os governos  até à humilhação nacional  levam, como agora em Portugal. Zapatero,  Sócrates, Sarkozy, tanto faz. Há quem se preste a tudo  isto. Têm-se visto, pelos que até ao derradeiro momento conservaram o poder, ir-se-á ver, pela ganância já  vista também daqueles que o vão agora tomar. A vontade de servitude é muita, perante parâmetros bem determinados. E os parâmetros de base são: o rendimento caiu, o PIB; os lucros, esses,  aumentam  ou na pior das hipóteses mantêm-se , veja-se o que se passou com os rendimentos das mais importantes quarenta empresas em França, os altos bónus na escala dos muito milhões, esses, recomeçaram;  os encargos da dívida pública esses disparam e muito, muito mesmo; e só há uma maneira de pagar, o serviço da dívida, o equivalente das reparações de guerra de outrora mas em que a guerra é aqui a crise, em que quem a desencadeou foram os mercados e não as suas vítimas, e esta maneira é apropriar-se da produção criada por aqueles que trabalham e quando o valor da produção, esse, está em queda. Só há uma maneira de o conseguir, que é encarregar o Estado de o fazer, reduzindo os nossos direitos e aumentando os nossos impostos. Mas isto é um roubo. Esta é agora a função de qualquer governo que  democraticamente ganhe o poder: servir  o direito de outros se servirem, de outros se apropriarem do rendimento que por aqueles que trabalham foi criado, garantir assim o direito de outros o roubarem. Estranha, esta nova função do Estado. E à juventude de parva agora chamada, triplamente espoliada, como nos diz Louis Chauvel,  só os falta acusar da sua condição de existir!

Numa carta aberta ao Presidente da Comissão Europeia em que manifesta o meu desagrado e revolta pelo  que se estava a passar escrevi:
“a mensagem de extrema austeridade que resulta das posições da Comissão Europeia em tempos de forte crise fazem-nos pensar que para esta os Estados, através dos Governos,  são um pouco como o verme da mação de Schiascia, são o verme da sociedade, que é necessário tratar e para destruir este seu suposto verme é com a maçã que se está a acabar. Cura-se a suposta, mas só suposta, doença, matando o doente, cai o Governo.

 

Nem os Estados admitem esta verosimilhança e a solução nunca pode ser esta, a solução passa por tratar a macieira, caso contrário, as novas maçãs viram igualmente tocadas, estragadas por vezes, o que no nosso caso significa: mudem-se os governos e teremos governos iguais ou piores, mude-se alguma coisa para tudo ficar na mesma, como nos dizia Lampedusa e porquê assim? Porque o que está verdadeiramente estragado é a macieira onde aí sim, está de facto o verme escondido pela beleza da árvore que é alimentada pelo trabalho dos nossos intelectuais neoliberais, e por vezes bem pagos pelos serviço, aí sim, está  o verme que realmente está a ferir, a corroer,  de morte a União Económica e Monetária, enquanto espaço integrado: e este verme é a actual arquitectura em que assentam as sociedades europeias, em que assenta a própria União Económica e Monetária, o modelo neoliberal cujos resultados estão bem à vista.”

 

Mantenho, com mais força de razão o que escrevi. Dentro do quadro marcado pelas Instituições europeias e pelas políticas que aos governos nacionais impõem, de  um governo a outro, de uma maçã  a outra, encontramos sempre a  modernidade do neoliberalismo, encontraremos sempre a nova função  que agora ao Estado lhe cabe: justificar o que nos tiram, a cada um de todos  nós,  do nosso presente, do nosso passado mas sobretudo do nosso  futuro.  O problema maior é que à medida que o tempo passa, as maçãs vão sendo cada vez de menor qualidade, se é que ainda têm alguma, a árvore fica cada vez mais estragada, como o mostram os terríveis resultados da cimeira de agora, de 24 e 25 de Março, em que se pretende uma espécie de recuo da sociedade para o século XIX, o terreno em que a árvore está plantada começa ele próprio também a ficar degradado , a tornar a recuperação, a  saída da crise muito mais difícil para todos nós, os que dela e dos nossos actuais políticos no poder, somos as vítimas. Apressemo-nos, pois, sabendo que o caminho será longo.  Não há alternativa outra que não seja esta, a de colocar democraticamente fora do poder,  na rua, a  actual Comissão Europeia   e todos aqueles que estão na disposição   de a zelosamente bem servir, porque  no quadro do único modelo em que sabem funcionar, o modelo actual, o modelo que a crise gerou, não há saída possível: trata-se de  um plano inclinado, ao fundo do qual não restará ninguém para contar para a História o que será a violência da queda. Evitemo-la, portanto. Precisamos de voltar a dar o sentido à democracia que os políticos que estão agora no poder nos roubaram, mas  só o ganharemos,  esse outro sentido, o da democracia real,  quando o não sentido que agora  a todos nos é imposto  se transformar em corrente humana, nas ruas, nas fábricas, outros nos campos, outros nas universidades, outros nas campanhas de solidariedade que organizaremos,  nas manifestações que faremos, de Lisboa, Madrid, Paris, até Estocolmo, só ganharemos com a capacidade de enfrentar directa ou mesmo silenciosamente o poder de Estado, conferindo-nos pela revolta esse sentido de fazermos  parte da vida, de fazermos parte e de sermos os principais agentes no movimento da História. Um outro redimensionamento da política, necessariamente à escala europeia também, das organizações sindicais, das organizações de  cidadania  e outras, é necessário, portanto.

 

Necessáriamente assim, pois da União Europa não devemos saír, sob pena de piorar ainda mais a nossa  situação. Necessariamente assim, sob pena de piorar ainda mais a nossa  situação. Se em grupo somos desta forma atacados pelos mercados, sozinhos e com uma moeda sujeita a fortes desvalorizações a nossa dívida externa, pública e privada,  expressa em euros ou outras moedas explodiria e os encargos da dívida voltavam a ficar eles próprios igualmente explosivos. Inadmissível, querer sair.   Derrubá-la, sozinhos, impossível. Resta a única saída admissível e por muita gente já desejada, que sejamos todos nós a fazer caír a actual Comissão Europeia. Os dirigentes foram por todos nós e com o nosso  voto eleitos, as  Instituições Europeias foram por  todos nós com este modelo  permitidas, cabe-nos agora face a eles fazermos todos nós  o caminho inverso, e face a elas, transformá-las depois. É urgente, mas ainda estamos a tempo.

 

Três  exemplos muito simples e directos da “alma” que alimenta o actual sistema, no centro das Instituições Europeias e nos governos nacionais dos seus Estados-Membros :  em Portugal reduz-se o imposto para jogar golfe e  reduz-se o valor das indemnizações de quem vai ser despedido e com a quase certeza de que agora não encontrará emprego, pagamos duramente o buraco que o  PBN fez no défice público quando  os ricos detentores da  SLN, proprietária do BPN,  e seus amigos  mais próximos já  embolsaram antes o que , a partir de agora, iremos nós pagar duramente, uma apropriação abusiva a que se chama actualmente  os ganhos de se saber entrar e saír do mercado.Nada ilegal, nada a acusar, nada a devolver, portanto, uma questão de mérito apenas  e esse não é censurável nem muito menos punível. Na Irlanda,  reduz-se o salário mínimo e reduzem-se, em muitos milhões, os impostos dos mais  ricos. Na Grécia, reduzem-se as prestações sociais, aumenta-se o desemprego,  mas mantêm-se as compras de material militar. 
E, é tudo, e é muito.



publicado por Luis Moreira às 20:00
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Poema - Maria do Rosário Pedreira

(ilustração de Adão Cruz)

 

 

 

 

Maria do Rosário Pedreira 

 

 

O meu mundo tem estado à tua espera; mas

não há flores nas jarras, nem velas sobre a mesa,

nem retratos escondidos no fundo das gavetas. Sei

 

que um poema se escreveria entre nós dois; mas

não comprei o vinho, não mudei os lençóis,

não perfumei o decote do vestido.

 

Se ouço falar de ti, comove-me o teu nome

(mas nem pensar em suspirá-lo ao teu ouvido);

se me dizem que vens, o corpo é uma fogueira -

estalam-me brasas no peito, desvairadas, e respiro

com a violência de um incêndio; mas parto

antes de saber como seria. Não me perguntes

 

porque se mata o sol na lâmina dos dias

e o meu mundo continua à tua espera:

houve sempre coisas de esguelha nas paisagens

e amores imperfeitos - Deus tem as mãos grandes.

 

(in O Canto do Vento nos Ciprestes, Gótica)

 

 



publicado por Augusta Clara às 19:00
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Fotografia IX - José Magalhães

 

 

 



publicado por atributosestrolabio às 18:00
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A República nos livros de ontem nos livros de hoje - XLV, por José Brandão

 

Ensaios de História da I República Portuguesa

 

 

 

A. H. de Oliveira Marques

 

Livros Horizonte, 1988

 

A. H. de Oliveira Marques nasceu no Estoril (1933), tendo-se licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas e doutorado em História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi Assistente daquela Faculdade e Professor em diversas Universidades norte-americanas.

 

Reúne-se nesta colectânea um conjunto de artigos, conferências e prefácios a livros, escritos e proferidos entre 1966 e 1986. Todos eles conservam actualidade, embora os objectivos que nortearam alguns e, como consequência, a estrutura de base e o próprio estilo, se afastem um tanto do habitual escrito histórico.

 

Julgamos que o estudioso do período continuará a encontrar utilidade na leitura dos vários ensaios. Na maior pane dos casos, aliás, eles valem exactamente como ensaios e não como análises eruditas. Por isso foram reduzidas ao mínimo as notas e aligeirados, tanto quanto possível, os textos.

 



publicado por João Machado às 17:00
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LOUIS I. KAHN: OBRA MONUMENTAL. VIDA ESPECIAL. Por José de Brito Guerreiro

 

 

 

 

Hoje iniciamos a apresentação de uma série de posts sobre Louis I. Kahn, pelo José de Brito Guerreiro. Procuramos assim dar à arquitectura o lugar que merece, entre as artes.

 

 

 

 

 

Louis I. Kahn (1901 - 1974), apesar de ter deixado uma obra pouco numerosa, foi um dos arquitectos mais importantes do século XX. Os poucos edifícios que concebeu foram tão marcantes que o estabeleceram como uma figura de grande relevo na arquitectura, com influência comparável à de Le Corbusier(1887 - 1965) e Mies van der Rohe (1866 - 1969), mas cuja obra ofereceu novas possibilidades conceptuais às gerações de arquitectos que os sucederam, na procura de alternativas à hegemonia do International Stye.


As obras de Kahn, tais como o Instituto Salk para Estudos BiológicosEdifício da Assembleia Nacional do Bangladesh, o Instituto Indiano de Administração, a Biblioteca da Academia Phillips Exeter e o Museu de Arte Kimbell, caracterizadas por uma profunda reflexão formal e intensa expressividade emocional, podem ser consideradas como uma evolução poética do International Style.

 

Louis Isadore Kahn nasceu a 20 de Fevereiro de 1901 na ilha de Saaremaa, na Estónia. Em 1906 mudou-se com a sua mãe, Bertha, e os seus irmãos para Filadélfia, nos Estados Unidos, onde o seu pai, Leopold, estava emigrado desde 1904.

 

Kahn viveu a sua infância em extrema pobreza, mas, apesar disso, recebeu uma excelente educação, revelando um grande talento para a música e para as artes visuais. Inspirado pela História da Arquitectura  que aprendeu na escola secundária, conseguiu ganhar  uma bolsa para estudar arquitectura na Universidade da Pensilvânia. Concluiu o curso de arquitectura em 1924, viajou para a Europa em 1928, e passado um ano regressou aos Estados Unidos para trabalhar com Paul Philippe Cret (1876 - 1945), um arquitecto das Beaux-Art nascido em França, cuja obra teve grande relevância nos Estados Unidos. Em 1941, Kahn constituiu uma sociedade com George Howe (1886 - 1955), um importante arquitecto modernista americano. À sobredita sociedade juntou-se um terceiro elemento, o arquitecto modernista nascido na Alemanha Oscar Stonorov (1905 - 1970). Foi Stonorov que deu a conhecer a Kahn a obra e escritos de Le Corbusier.

 

Kahn começou a leccionar na Escola de Arquitectura da Universidade de Yale em 1947, distinguindo-se como um brilhante professor. Influenciou uma geração de arquitectos para terem uma perspectiva alternativa, atendendo à clareza, complexidade e espiritualidade da arquitectura, e paulatinamente começou a escrever sobre a sua ideologia, expondo-a em conferências.

 

O historiador de arquitectura Vincent Scully observou a transformação ideológica de Kahn, descrevendo no seu livro Louis I. Kahn, de1962, a viragem do arquitecto, de actor secundário para protagonista:

 

 

 

 



publicado por João Machado às 15:00
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Líbia: Impacto de los Misiles Crucero de Uranio Empobrecido - Massimo Zucchetti

Enviado por Carlos Leça da Veiga

 

Massimo Zucchetti  Líbia: Impacto de los Misiles Crucero de Uranio Empobrecido 

 

 

El apoyo militar a los golpistas de Benghazi se está desarrollando en detrimento de la población civil.

 

De cada 10 misiles disparados más o menos uno se sale de control y se estrella en cualquier punto de la zona a la que se apunta. Pero todos los misiles, tanto los dotados de una cabeza revestida de uranio empobrecido como los que sólo tienen uranio empobrecido en los estabilizadores, contaminan la zona. O sea, este bombardeo supuestamente «humanitario» matará a miles de civiles en los años venideros, indica el profesor Massimo Zucchetti.

 

Las problemas vinculados al uranio empobrecido y su toxicidad han desbordado varias veces el campo de la ciencia en los últimos años. El autor de este trabajo se ocupa de la protección radiológica desde hace dos décadas y del uranio empobrecido desde el año 1999. Después de una experiencia de publicación de trabajos científicos en revistas, de presentaciones en coloquios internacionales y conferencias en Italia sobre el uranio empobrecido, este artículo trata de hacer una estimación del impacto que el uso de uranio empobrecido en la guerra contra Libia (2011) está teniendo sobre el medio ambiente y la salud. Informes sobre su uso han aparecido en los órganos informativos desde el principio del conflicto.

 

Dadas sus características físicas específicas, en particular por su densidad que lo hace extremadamente penetrante, así como por su bajo costo -la producción de uranio empobrecido cuesta alrededor de 2 dólares el kilogramo- y la dificultad que presenta su tratamiento como desecho radioactivo, el uranio empobrecido ha encontrado excelentes modalidades de utilización en el sector militar.

 

Si recibe el tratamiento adecuado, la aleación U-Ti (Uranio-Titanio) constituye un material muy eficaz para la construcción de elementos penetrantes impulsados por energía cinética, de barras metálicas densas capaces de perforar un blindaje si se usan como proyectiles de alta velocidad.

 

 

 

 

 

 



publicado por Augusta Clara às 13:00
editado por Luis Moreira às 01:59
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"Abandonar o capitalismo" (José Luís Sampedro) – por Carlos Loures

 

 

Falei ontem aqui sobre José Luis Sampedro e, como, tendo já ouvido referir o seu nome, nunca lera nada de sua autoria. Contei também

 

como, numa noite do ano de 1993 (creio que no Inverno, pois fazia frio e chovia), comprei La sonrisa etrusca num quiosque das Ramblas, mais ou menos em frente ao Teatre del Liceu - sei o ano porque tenho o hábito de

escrever nos meus livros,adiante do nome, o ano de compra. Contei  ainda como fiquei preso pela leitura de uma história simples, mas fascinante – o amor como maneira de vencer a morte.

 

Além deste romance, Sampedro tem cerca de uma dúzia de outras obras de ficção, das quais li El caballo desnudo (1970), e Mientras la tierra gira (1993), além do ensaio Escribir es vivir (2003). Porém, a minha

 maior surpresa foi a leitura de textos seus não ficcionísticos ou literários, de Economia, se assim se pode dizer,  em que defende abertamente o derrube do capitalismo. Sabendo que durante a Guerra Civil lutou no exército franquista, supunha que a sua ideologia estaria em conformidade com esse pormenor da sua biografia. Estava enganado.

 

Deixo-vos com uma entrevista onde afirma que a saída para a actual crise global é abandonar o capitalismo. Exactamente o que penso há muito tempo, pelo que me parece inútil criticar o sistema no sentido de o melhorar.

 

 O capitalismo que tem as suas raízes na queda do feudalismo, no Renascimento, portanto, parece ter chegado até onde lhe era possível. Precisamos de o substituir. Substituí-lo por que sistema? Eis uma discussão que merece a pena  levarmos a cabo.

 

Para já, deixo-vos com o valioso contributo de José Luis Sampedro:

 


 



publicado por Carlos Loures às 12:00
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Escrito Corsário, de Manuel Simões

 

 

 

Apresentamos hoje novamente este poema do Manuel Simões. Foi publicado pela primeira vez no Estrolabio, em 9 de Maio de 2010.

 




Se o espírito do Mundo,
a ética que deriva
da entropia dominante,
proclama sem pudor o poder
dos novos bárbaros,

não direi com hipocrisia:
“fiat voluntas tua”,
mas usarei a palavra
como pedra,

palavra que rasgue o cerne
da indiferença
e proclame a ira dos inconformados,
a cultura da razão
contra os integrados.


20.03.2007 (Inédito)



publicado por João Machado às 10:00
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Agenda Cultural - Ler em todo o lado - literatura infantil em bibliotecas municipais

 

 

 

 

 

 

 



publicado por João Machado às 09:30
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Lançamento do livro "O Princípio Ético" em Évora

 

 

 

 

 



publicado por João Machado às 09:00
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Os jornais e as noticias que fazem o seu dia - 31/3/2011

Clicando nos links acede às rádios e jornais. Toda a imprensa de referência ao seu pequeno almoço, só ainda não lhe servimos o café mas estamos a pensar nisso...

 

 

Rádio on line, ouça boa música e leia as notícias que fazem a sua manhã.

 

Notícias Público -edição impressa.

 

DN - edição impressa

 

JN

 

Diário de negócios

 

Aljazeera live - em inglês

 

 A Marca - jornal de desporto

 

Jornais e revistas italianos - todos os jornais e revistas publicados em Itália. Escolha a seu prazer.

 

Financial Times - os negócios

 

Nouvelle Observateur - edição impressa

 

Le Monde

 

La Vanguardia,

 

El País

 

Corriere della Sera

 

New Yorker

 

Record

 

O Jogo

 

Expresso



publicado por Luis Moreira às 08:00
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011
A demissão do Governo - depoimento de Augusta Clara de Matos

Desfeitos os nós

 

 

Sempre por efeito da mesma causa – a ganância de uns quantos senhores do mundo - as  sociedades ocidentais sofreram o stress duma corda demasiado esticada que sempre há-de rebentar pelo elo mais fraco. E nós não fugimos à regra. Desfeitos os nós, aquilo que lhe dava sustentabilidade e consistência, Portugal esticou tanto a corda para chegar a Bruxelas, que é como quem diz para obedecer a disposições contra os seus interesses nacionais, que o stress acumulado ao longo de décadas só podia romper por algum lado.

 

Levámos anos a discutir tudo: inflação, PIB, dívida, entrada no euro…tudo, ao mesmo tempo que deitávamos borda fora sectores de actividade consentâneos com as nossas características territoriais e com as competências profissionais adquiridas ao longo dos tempos. Sem apelo nem agravo foi-se a agricultura, foram-se as pescas, deixou-se cair a construção naval e, consequentemente, a marinha mercante.

 

Foram bastas, na altura própria, as justificações dadas para cada um desses atentados ao desenvolvimento do país. A economistas, que tantos quadros, tantos gráficos apresentam para nos explicarem os múltiplos fenómenos sociais – sim, porque as sociedades actuais são movidas a petróleo e conduzidas pelas locomotivas económicas e financeiras, não pelas políticas -, ouvi eu justificar, em termos da sua área de competência, o fim da agricultura. A justificação era a que vinha de fora não era a nossa e o interior do país atesta bem o monumental erro cometido. E, se quisermos pegar apenas numa das consequências que dele advieram, lembremos a completa distorção do ordenamento do território ao deslocarem-se grande parte das populações agrícolas para as zonas periféricas e para as grandes cidades.

 

Actualmente não se vive bem no campo e vive-se mal nas cidades. 

 

O campo é o buraco que ficou no interior, é o país esvaziado, roto e sem gente. Quem lá ficou tem poucas condições para viver. Mas quem vive nas cidades atulhadas só aparentemente as tem melhores.

 

Esta deslocação das populações incentivou o ganancioso, e em muitos casos mafioso sector da construção civil, com a conivência de banqueiros corruptos e ladrões,  a uma produção desenfreada, com pouca qualidade e maior do que a procura. E, com o edificado assente sem regras em toda a espécie de terrenos, cobrindo cursos de água, leitos de escoamento pluvial e dunas, o ambiente degradou-se com todas as desastrosas consequências que conhecemos. E nada disto se fez sem o consentimento dos poderes instalados.

 

Mas, de tudo o que atrás fica dito e do muito mais que não disse, sabemos todos, que o pior que podia acontecer, aconteceu com as pessoas, os portugueses a quem toda esta  actuação política, bem como os efeitos de toda a corrupção e banditismo que grassa em muitos sectores da sociedade, caiu em cima como um cataclismo que, apesar de antevisto, foi sendo escamoteado até mais não. Até não haver mais maneira de o fazer. E aqui nos encontramos.

 

“E agora José?” como diria o poeta. Agora, deveria meter aqui um poema, para cortar o desastre ao meio, porque quem vier a seguir vai caminhar na mesma senda, não tenho a menor ilusão.

 

Não é uma questão de inteligência ou, melhor dizendo, falta dela, como poderia parecer a um habitante de Marte a quem todo o tipo de distanciamento fornecesse a perspectiva necessária para avaliar o que fez a esta gente quem tinha o seu destino nas mãos. É uma coisa pior do que isso.

 

É uma questão de pulhice humana e política que se vai perpetuando e passa com toda a impunidade e toda a indiferença perante o mal dos outros e a destruição daquilo que nos pertence. É uma coisa a que temos que pôr cobro. Em todo o mundo chama-se capitalismo e aqui também. Não há outro nome a dar-lhe.

 

Não vou falar na queda do governo nem nos partidos. O governo que tínhamos ou outro que venha a seguir pouca diferença terão no que aos portugueses interessa. Dos partidos divorciei-me. Sendo a organização partidária um direito que adquirimos depois da queda da ditadura, com o passar do tempo, todos eles se foram acomodando na modorra falsamente democrática que se instalou.

 

Interessa-me o futuro e acredito que Portugal é um país viável. A nossa sociedade, o conjunto dos cidadãos que nós somos tem grandes potencialidades, muitas delas inexploradas.

 

Voltem a atar os nós que desataram na nossa corda, exijamo-lo.

 

E temos o mar, uma situação geográfica privilegiada, a nossa plataforma marítima aumentada. O que vamos fazer com ela? E com o nosso ensino, e com a nossa investigação científica, a nossa cultura, o nosso território, as nossas gentes que empobrecem a olhos vistos?

 

O artigo do Carlos Loures já disse o que havia a dizer sobre a democracia que temos e a que queremos ter.

 

Como se constrói o futuro? Sozinha não sei, mas sei que em conjunto tudo é mais fácil. É meter mãos à obra.

 

 

 



publicado por Carlos Loures às 23:00
editado por Luis Moreira em 26/03/2011 às 22:57
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